quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O PARALITICO DE CAFARNAUM

Lc 5.17-26
Ao ler a história deste paralítico verificamos que ele foi ricamente abençoado por Cristo.
Quero meditar com os irmãos dois momentos da historia que mostram claramente a trajetória da benção.
NO PRIMEIRO MOMENTO VEMOS:
Um homem abençoado
1. Pelo trabalho do homem (13-19).
A. COM PARTICIPAÇÃO COLETIVA:
• Este homem abençoado pelo trabalho de terceiros porque ele não tinha nenhum recurso físico ou material para realizá-lo. Ele necessitou de amigos que o levasse a presença de Cristo.
• Ouvi certa vez uma ilustração que a principio achei um pouco estranha, mas depois percebi que se aplicava bem à situação deste homem. A ilustração dizia que o paralítico tinha um amigo CHEGADO, um grande amigo. No entanto, o CHEGADO, sozinho não conseguia levar o amigo à presença de Cristo, então teve que procurar seu COMPANHEIRO. Mas, os dois também não conseguiam levar o paralítico, faltava ajuda. Foi então que se lembraram do ANIMADO, com certeza ele seria de grande valia. Contudo, os três não deram conta, faltava mais um. Então chamaram o PERSISTENTE.
• Minha conversão foi em 1983 quando estava com 19 anos. Minha esposa que na época era namorada me confidenciou que uma senhora chamada Dna Flor orava pelo futuro namorado dela muito antes dela estar namorando comigo. DONA FLOR PARTICIPOU DA MINHA CONVERSÂO.
B. COM ATITUDE PERSISTENTE:
• No seculo 18 iniciou um movimento na Europa chamado moravianos que durou cerca de 100 anos. Este movimento tinha por finalidade a pregação do Evangelho e seu principal combustível era a oração. Nas suas orações pediam para serem enviados àqueles que estavam necessitados da graça de Jesus. Na época, dois jovens deste movimento ouviram falar que no Leste da Índia havia uma ilha, cujo dono, um britânico ateu, tinha capturado da floresta cerca de 2000 nativos e feito deles escravos. Uma ordem foi redigida pelo senhor da ordenou que na ilha “nesta só poderá entrar escravos”. Por isso, estes homens iriam viver e morrer ali, sem oportunidade de ouvir falar de Cristo.
• Os jovens, sabendo deste caso, fizeram contato com o dono da ilha e perguntaram se poderiam ir para lá como missionários, a resposta do dono foi imediata: ”Nenhum pregador atracaria ali para falar sobre essa coisa sem sentido”. Então eles fizeram uma nova proposta: “E se fossemos como seus escravos para sempre?”, o homem disse que aceitaria, mas não pagaria nem mesmo o transporte deles. Então os jovens usaram o valor de sua própria venda para costear sua viagem. No dia que estavam no porto se despedindo do grupo de oração e de suas famílias o choro de todos era intenso, pois sabiam que nunca mais veriam aqueles irmãos tão queridos, quando o navio tomou certa distância eles dois se abraçaram e gritaram suas ultimas palavras que foram ouvidas: “O CORDEIRO RECEBA A RECOMPENSA”.
• Na historia do paralítico também vemos a persistência daqueles que o levaram. Mesmo sem condições para entrar na casa, pois esta estava lotada, eles não desistiram.
A persistência estava ali e eles levaram o paralítico para cima da casa para que da lá pudessem baixá-lo até Jesus.
C. COM O OBJETIVO EM MENTE
• Estes tinham um único objetivo, ou seja, levarem o amigo até Jesus. Ele sabiam que somente Jesus poderia ajudá-lo.
• Por isso, venceram todos os obstáculos. Subiram ao telhado, abriram um buraco e então desceram o homem no leito diante de Jesus.
Muitas vezes a situação de certas pessoas necessitadas é tal que se precisa da fé e da simpatia de amigos crentes para levá-los a Cristo.
Será que temos feito este trabalho. Será que temos sido este amigo.
Muitas vezes um simples ato de misericórdia pode levar alguém a uma benção maior do que àquela que podemos dar. Por isso:
NO SEGUNDO MOMENTO VEMOS:
Um homem abençoado
2. Pelo trabalho do Filho do Homem (20-26).
A. QUE ABENÇOA QUEM TEM FÉ:
• Jesus viu na fé não apenas o anseio de restauração do enfermo, mas o anseio de reconciliação de uma alma. Alma, ciente de sua culpa e ansiosa por salvação, que havia percorrido um caminho difícil, ou seja, o telhado.
• Jesus não reconheceu no grupo APENAS o trabalho coletivo, mas também a FÉ COLETIVA, pois ao ver a fé que possuíam disse ao enfermo: “Homem, teus pecados estão perdoados!”
A grande sentença da absolvição da culpa é poderosamente proferida. Porém o ser humano, pervertido que é, considera a saúde como o maior bem, desconsiderando assim a salvação da alma e a vida eterna.
B. QUE FAZ PENSAR OS INCRÉDULOS:
• “Teus pecados te foram perdoados” – Esta palavra calou fundo. “A opinião judaica a respeito do pecado e do sofrimento é esta: onde há sofrimento, o pecado é premissa, e onde ainda persiste o sofrimento, o perdão ainda não chegou plenamente.”
• Mas, ao declarar “Teus pecados te foram perdoados!”, Jesus proclama um Evangelho para milhares e milhares de pessoas. Pois, afinal, sua palavra significa nada menos que o seguinte: talvez alguém possa sofrer das conseqüências de seus pecados, e talvez tenha de sofrer até o fim da vida, mas não obstante pode encontrar-se plenamente sob a graça, pode obter perdão.
O trabalho de perdoar pecados, para a salvação, é difícil e árduo.
Este trabalho leva o homem arrazoar, pensar, levar em consideração.
C. QUE SOMENTE ELE PODE FAZER:
• Todos trabalharam para que o paralítico chegasse à presença do mestre. Porém daqui para frente não poderiam fazer mais nada. Somente Jesus poderia continuar a obra.
• Porém, o fato que deixava esses homens da lei indignados era que Jesus, declarou o homem livre e isento de toda culpa por sua própria iniciativa sem intervenção de Deus. Pois, entendiam que a frase “de que somente Deus poderia perdoar pecados” era totalmente verdadeira. Portanto, pelo fato de que na opinião deles Jesus, como humano, chama para si algo que compete unicamente a Deus, eles o acusam de blasfêmia.
• Em Marcos, Jesus reconhece s pensamentos de seus adversários “em seu espírito” (cf. Mc 2.8). Com a pergunta: “O que é mais fácil perdoar pecados ou curar a enfermidade?” Jesus insere nos pensamentos dos que ali estavam uma verdade absoluta. Por que a cura pode até constituir um milagre, porém o MAIOR MILAGRE É O DA SALVAÇÃO.
• Mas, continua Jesus, “para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra (não só autoridade para curar enfermos) mas, também para perdoar pecados—disse ao paralítico: Eu te ordeno: Levanta-te, toma o teu leito e vai para casa” (v. 24).
Sob o telhado aberto, a vista de todos que ali estavam, aconteceu algo divino e perfeito. E isso não somente ocorreu no oculto da alma, mas também na forma visível do corpo. À absolvição da alma agregou-se a cura do corpo.
Imediatamente, o paralítico se levantou diante deles e, tomando o leito em que permanecera deitado, voltou para casa, glorificando a Deus. “Todos ficaram atônitos, davam glória a Deus e, possuídos de temor, diziam: Hoje, vimos prodígios” (vs 25-26).
Deus abençoe
Pr Saulo César

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011


A historia que acabamos de ler é uma das mais lindas do Livro de 2 Reis. Nela os nomes do profeta Eliseu e do seu servo Geazi são citados, porém não sabemos o nome da mulher. Todos, inclusive o profeta Eliseu, a chama de Sunamita.

O motivo deste nome é por ela morar em Suném "lugar de descanso duplo", uma cidade localizada a 8 km ao sul do monte Tabor, entre o Monte Carmelo e a cidade de Samaria.

Porém, assim como o autor do Livro de Reis a chamou de Sunamita, porque ela era de Suném, olhando para a historia e para as suas características quero sugerir à ela dois nomes:

O primeiro nome que quero sugerir a esta mulher é:
1. VIRTUOSA – Que servia sem esperar nada em troca (8-17).
a. Não almejava recompensa;
• A Sunamita estava sempre pronta para servir. Ela é um exemplo de pessoas que vê as aflições do semelhante e procura ajudar nas suas dificuldades.
Primeiro, foi porque vendo o homem (Eliseu) que passava pela cidade poderia estar com fome, ela o constrangeu (forçou, obrigou), mesmo sendo um estranho viajante, a entrar em casa para comer;
Depois, ao perceber que este homem (Eliseu) era um profeta (pelo testemunho que Deus) disse a seu marido (mostrando também submissão): Eis que tenho observado que este que sempre passa por nós é um santo homem de Deus. Façamos-lhe, pois, um pequeno quarto junto ao muro, e ali lhe ponhamos uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; e há de ser que, vindo ele a nós, para ali se recolherá.
• Na verdade ela não queria que Eliseu fosse apenas um viajante que passava pela sua casa, mas um hospede.
• Para isso providenciou um pequeno cômodo no fundo, anexo à casa principal. Não uma simples tenda para se alojar e depois desmontar, pelo contrário, tratava-se de uma construção permanente. Ali o profeta poderia descansar, ter privacidade e um lugar para suas devoções.
• Eliseu não se mostrou indiferente com todo o cuidado que recebeu naquela casa, na verdade, ao contrário de muitos que se acham merecedores de bênçãos e honorários, ele também sentiu a necessidade de ajudar.
• Porém, antes de chamá-la Eliseu já havia mandado seu moço agradece-la pelos cuidados extremos que ela lhes dava e também o que ele poderia fazer para compensá-la. Por isso, através do moço, Eliseu perguntou: Haverá alguma coisa de que se fale a teu favor ao rei ou ao comandante do exército? Ela não aceitando respondeu: Habito no meio do meu povo. Ou seja, tenho tudo o que preciso aqui.
• Ao dizer “habito no meio do meu povo” ela acentua, mesmo sendo privada de filhos, a importância que dava à família e o desinteresse pelos bens matérias. Ou seja, ela não almejava nenhum beneficio ao hospedar o profeta. Seu único desejo era servir.
b. Não possuía filhos;
• O profeta questionou seu moço: Que se há de fazer por ela? Geazi respondeu: Ora, ela não tem filho, e seu marido é velho. “Como se dissesse”. Dê a ela um filho.
• Ter filho sempre foi o desejo de uma mulher. Faz parte da natureza da mulher dar a luz a filhos. Este desejo materno é claramente visto na Bíblia: “Raquel que não dava filhos a Jacó, com ciúmes do marido disse: Dá-me filhos, senão morrerei” (Gn 30.1). Além do que, o não ter filhos causava vergonha e desprezo, assim como em Ana: “Ana subia à Casa do SENHOR, a outra (que tinha filhos) a irritava; pelo que chorava e não comia. Então, Elcana, seu marido, lhe disse: Ana, por que choras? E por que não comes? E por que estás de coração triste? Não te sou eu melhor do que dez filhos?” (1Sm 1.7-8). Então disse Elizeu ao moço “vá chama-la”.
c. Mas, foi recompensada;
• Ao vir ao encontro do profeta ela se “apresentou" à entrada da porta. Até este momento Geazi tinha sido o interlocutor, porém a partir de agora Eliseu lhe fala diretamente. Disse-lhe o profeta: Daqui a mais ou menos um ano você estará com um filho nos braços.
• Ela ficou assustada, pois ela não esperava ouvir aquilo. Mesmo sabendo que Eliseu era homem de Deus, não quis acreditar na promessa de um filho, pois seu marido já era velho, E com medo de sofrer uma decepção disse ao profeta:- Não, meu senhor. Não iludas a tua serva!

Porém, assim como Deus disse a sara na sua velhice “Acaso, para o SENHOR há coisa demasiadamente difícil” e depois de um ano ela deu luz a um filho (Gn 18.14). Assim também se cumpriu com a Sunamita. Ela concebeu e deu à luz um filho, no tempo determinado, quando fez um ano, segundo Eliseu lhe dissera.

O segundo nome que quero sugerir a esta mulher é:
1. CONFIANTE – buscou o impossível para ter o filho de volta (18-37).
a. Porque viu seu filho morrer;
• O menino cresceu forte saudável. Um dia quando o pai estava no campo trabalhando desejou ir até ele. Chegando lá, junto ao pai ele observava o trabalho dos empregados na lavoura.
• As horas passaram e o sol foi ficando forte e o menino atingido pelo calor disse ao pai: “Pai, a minha cabeça está doendo muito”!
• Pode-se concluir que o menino foi atingido por uma insolação, comum em clima quente e muitas vezes fatal. O pai, percebendo a gravidade do caso, manda um empregado levá-lo para casa para sua mãe.
• Chegando a casa, a mãe o pegou no colo, e começou a tomar as providências necessárias para que passasse aquela dor de cabeça do menino. Mas não teve jeito, chegando ao meio-dia o menino morreu.
b. Não se deteve, foi além da religiosidade;
• A mulher subiu deitou o garoto na mesma cama que Eliseu ocupava, e chamando o marido, pediu que este ordenasse que um servo preparasse uma jumenta para que fosse e voltasse até Eliseu.
• O marido perguntou por que iria se não era lua nova, nem sábado (não havia motivo para buscar o profeta) ou seja, não é dia de culto. Ela disse “não faz mal”, ou seja, não é só nestes dias que se busca um profeta.
• Assim como disse Abraão aos que o acompanhavam no sacrifício Isaque seu único filho “Esperai aqui, eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós” (Gn 22.5), ela teve esta certeza quando disse “eu vou e volto”.
• Vemos sua determinação ao dizer ao servo “Guia, e anda, e não te detenhas no caminhar, senão quando eu to disser”. Ela tinha um objetivo e nada poderia desviá-la. Nem a distancia de cerca de 40Km de Suném ao Carmelo.
• Sucedeu que, vendo-a o homem de Deus de longe, disse a Geazi, seu servo: Eis aí a sunamita , corre-lhe ao encontro e dize-lhe: Vai bem contigo? Vai bem com teu marido? Vai bem com teu filho? E ela disse: Vai bem. Mas, ao chegar diante de Eliseu ela não se conteve. Colocando-se aos seus pés os beijava. Mesmo sem entender sentia sua alma amargurada.
• Sua situação agora com perda do filho era pior que a primeira de quando não tinha filho. Por isso disse: Pedi eu a meu senhor algum filho? Não disse eu: Não me enganes? Para ele teria sido preferível não ter um filho a perdê-lo.
• Disse o profeta a Geazi pega meu bordão e ruma rápido para Suném. Não pare no caminho, nem para saudar alguém. Chegando lá põe o meu bordão sobre o rosto do menino. A saudação conduziria a uma demorada troca de e o bordão era o símbolo da sua autoridade.
• Esta mulher tinha duas opções. A primeira era culpar a Deus pela morte do menino, pois ele deu sem ela pedir e agora o tirou. Ao ver seu filho morto ela não se desesperou, nem se revoltou, nem murmurou. Ela foi atrás da segunda opção, ou seja, buscar a Deus com fé. Ela decidiu buscar a Deus com fé.
• Tanto o “não faz mal” do v. 23, como “tudo vai bem” do v. 26 no original hebraico shalom, traduzido literalmente significa “paz”, ou seja, tudo em volta poderia estar turbulento mais ela estava em “paz”. No seu coração reinava completa paz.
• Tem um hino que diz: “Vindo sombras escuras no caminho seu Oh não desanime cante um hino a Deus. Cada nuvem escura um arco-íris traz se teu coração reinar perfeita paz. Se teu coração estiver em paz; bem contente e alegre sempre te acharas. Se teu coração estiver em paz veras que um arco-íris cada nuvem traz”.
A sunamita fêz com Eliseu o mesmo que anteriormente ele fez quando era discípulo de Elias. Assim como ele não abandonou Elias até ser abençoado, a mulher também não o deixou. Vive o Senhor, e vive a tua alma, que não te hei de deixar.
c. E vivenciou um milagre;
• A mulher não o deixava então, Eliseu se levantou e a seguiu. O moço que passou adiante chegando na casa pôs o bordão sobre o rosto do menino; mas, não houve nele voz nem sinal de vida;
• O moço voltou e ao encontrar-se com Eliseu disse: O menino não despertou.
• Tendo chegado à casa, vendo o menino sobre a cama, fechou a porta e sozinho orou ao SENHOR.
• Depois se deitou sobre o menino e o menino aqueceu. levantou, e andou no quarto uma vez de lá para cá, e tornou a deitar sobre o menino; este espirrou sete vezes e abriu os olhos.
• Então, chamou a Geazi e disse: Chama a sunamita. Ele a chamou, e, apresentando-se ela ao profeta, este lhe disse: Toma o teu filho. Ela entrou, lançou-se aos pés dele e prostrou-se em terra; tomou o seu filho e saiu.

• Certo dia, depois ver um Jovem rico se afastar por preferir às riquezas, Jesus disse aos discípulos que “é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus”. Então eles maravilhados retrucaram: “Sendo assim, quem pode ser salvo”? Então “Jesus, fitando neles o olhar, disse-lhes: Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível” (Mt 19.24-26).
Aqui está uma mulher que, mesmo vivendo cerca 550aC, vivenciou o IMPOSSÍVEL. Por que ela creu que Deus tudo é possível.

• O Apostolo Paulo na carta que escreve à de Éfeso pede em oração que Cristo habite no coração de cada um, pela fé, e assim enraizados e alicerçados no amor poderiam compreender e conhecer a largura, o comprimento, a altura, a profundidade do amor de Cristo. Amor que excede todo entendimento. Pois, “Ele é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo que pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós” (Ef 3.17-20).

• Aqui está uma mulher que, mesmo vivendo muitos séculos antes de Paulo, viveu a fé e guardou enraizado e alicerçado o amor, podendo então compreender e conhecer a largura, o comprimento, a altura, a profundidade Daquele que é poderoso para fazer infinitamente mais.

Deus Abençoe
Pr Saulo César

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

SANTIFICA-OS NA VERDADE

A TUA PALAVRA É A VERDADE
Jo 17.17

A Bíblia é a Palavra de Deus! Pedro confirma esta verdade ao escrever: “jamais qualquer profecia foi produzida por vontade humana; mas, homens santos falaram da parte de Deus, inspirados pelo Espírito Santo” (2Pe 1.21). Mas, além de saber que foi Deus quem inspirou os homens a escreverem a Bíblia existe um outro ensino que Jesus, ao orar ao Pai pelos seus discípulos, disse: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”. Ao pronunciar estas palavras Jesus enfatiza dois princípios: Primeiro é que todo homem ou mulher para se tornar discípulo do Mestre tem que ser santificado pela verdade. Ou seja, o homem para ser verdadeiramente ganho para Cristo, precisa ser ganho pela verdade. Pois, aquele que vem a Cristo pela mentira passa a ter uma vida cristã de mentira. O segundo principio é que a Palavra de Deus é a verdade, pois Deus não é homem para que possa mentir. Sendo assim devemos entender que o homem somente é salvo pela Palavra de Deus, pois “a fé vem pelo ouvir a pregação, e a pregação vem através da Palavra de Deus” (Rm 10.17).

Por tudo isso, abramos nossa Bíblia e leiamos o maravilhoso Livro de Deus. Nela encontramos luz e direção. Nela contém a verdade. Ela é a Verdade.

Pr Saulo César
O Termômetro

Das realizações que o homem pode fazer para Deus, as maiores são:
  • Estar onde Ele quer que esteja;

  • Fazer o que Ele quer que faça;

  • Não ter outra vontade senão a Dele.
  1. Se você perceber que tem mais prazer em ler uma revista, ou um livro qualquer, do que ler sua Bíblia;

  2. Que gosta mais de ir passear no shopping do que participar num culto na igreja;

  3. Que prefere estar numa conversa com os amigos do que numa conversa com Deus;

  4. Que ouve, canta e se alegra mais com músicas seculares do que com músicas que louvam a Deus;

  5. Que não se sente triste, ou incomodado, por não participar da Ceia do Senhor.

Cuidado você precisa se santificar
OU SE CONVERTER

Que tal ler a Bíblia?
“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos” (Sl 119.105).

Deus abençoe
Pr Saulo César

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

ZAQUEU O PUBLICANO

• Algo nos chama atenção quando lemos a segunda parte do versículo 5, Disse Jesus a Zaqueu: “Zaqueu desce depressa, pois ME CONVÉM FICAR HOJE EM TUA CASA”.
• Quero lhe fazer uma pergunta, se Jesus lhe falasse: “HOJE EU QUERO FICAR EM SUA CASA”. Você lhe deixaria entrar?

No caso de Zaqueu, ele com toda pressa, recebeu Jesus em sua casa.
Quero meditar com os irmãos como isto aconteceu analisando dois momentos da história, ou seja,
o antes e o depois do encontro dele com Jesus.

ANTES DO ENCONTRO COM JESUS VEMOS:
1. ZAQUEU O PECADOR (1-4).
a. Julgado e condenado:

• Primeiro foi pelo caminho que escolheu, pois sendo filho de Abraão (conf. 19.9) ele tinha um caminho para seguir. Seu nome no hebraico (Zakchaios) tem o significado de "puro", no entanto ele não se portava como um homem de Deus e tampouco fazia jus ao nome. Preferiu andar por um caminho errante.
• Outro motivo que fazia dele um pecador eram os erros que praticava. Na época os coletores de impostos, não apenas visavam conseguir um bom salário, mas também enriquecer de forma ilícita. Zaqueu não era apenas um simples coletor de impostos ele era o chefe deles, o superior, ou seja, o comandante da gang. Dessa maneira havia infinitos casos de extorsão e injustiças colocados na sua conta. Zaqueu fazia fortuna à custa de compatriotas oprimidos
• Mas, alem dele ter escolhido um caminho errado e ter atitudes erradas vemos também ele era desprezado julgado e condenado pelo povo que o rodeava. Ele era desprezado pelo seu povo e sua nação, pois trabalhava para Roma, sustentando assim a dominação estrangeira.
b. Mas, que decidido queria ver Jesus:
• O final do parágrafo anuncia que todo o povo louvou a Deus pelo milagre feito no cego Bartimeu (Lc 18.43), fato que permiti supor que a notícia da chegada de Jesus foi divulgada em Jericó antes que o Senhor chegasse de fato.
• Por isso, diversos moradores sentiram-se motivados a ir ao encontro dele e acompanhar sua passagem pela cidade. O mesmo desejo também tomou conta de Zaqueu, pois, com certeza, ele era um dos muitos que já tinham ouvido falar de Jesus, por isso queria vê-lo.
• Mas, em vão, se esforçava para encontrar um lugar que lhe permitisse ver o Salvador. A multidão e sua baixa estatura eram grandes obstáculos para que ele pudesse satisfazer seu grande anseio.
• Mas, ele não desistiu e continuou buscando a presença de Cristo. Lucas relata que ele correndo à frente sobe num sicômoro (amoreira com galhos baixos) e dali procura ver Jesus.


• Não se pode dizer com certeza se este desejo era apenas uma curiosidade ou uma carência espiritual que ele tinha no coração e queria preencher.
Seja uma coisa ou outra percebemos que sua decisão não foi contaminada pelos obstáculos que encontrou. Sua disposição foi maior que suas dificuldades.

DEPOIS DO ENCONTRO COM JESUS VEMOS:
2. ZAQUEU O ARREPENDIDO (5-10).
a. Que atendeu ao pedido de Cristo;

• Zaqueu, aquele que desejava ver o Senhor, foi visto antes pelo Senhor. Jesus chamou-o pelo nome e convidou-se para ser seu hóspede. “Zaqueu, desce depressa, pois tenho de ficar hoje em tua casa.”
• O Senhor chama Zaqueu para uma decisão rápida, de descer depressa da árvore e, antecipando-se a ele, convida-se para ir à casa dele. Jesus não diz “eu quero”, mas “eu tenho de ficar hoje em tua casa”. Jesus fala a partir da consciência da determinação divina, ou seja, já estava previsto.
• A palavra “hoje” assinala que não havia mais tempo a perder, que não seria permitido nenhum adiamento. Para Jesus havia tão-somente uma necessidade: não entrar em nenhuma outra moradia senão na casa de Zaqueu. Seu coração assim ordenava. Só dependia da aceitação de Zaqueu em recebê-lo.
• Zaqueu não demonstrou vergonha nenhuma em hospedar Jesus em sua, pelo contrário, em seu coração havia uma imensa alegria pela recompensa de poder receber em casa aquele que se esforçou para ver.
• O dia da entrada de Jesus na casa de Zaqueu transformou sua vida. Ele nasceu de novo, passou a ser uma nova criatura, nos fatos que se seguem veremos que enquanto ele empobrece por opção pessoal em termos de bens terrenos, sua riqueza, em termos espirituais aumenta. O hoje traçou uma nítida linha divisória entre o ontem e o amanhã na vida de Zaqueu.
b. Portanto, justificado e absolvido:
• A partir da entrada de Jesus na sua casa, percebe-se a mudança de atitude na vida de Zaqueu. Ele então passa a demonstrar a sua fé no Salvador.
• Lucas menciona o fato de Zaqueu ter se levantado para falar com Jesus. O se levantar, não só indica respeito, mas também, que ele tinha algo muito importante para falar. O momento e a afirmação era algo solene e de muita importância para ele, pois era o resultado do seu contato pessoal com Cristo.
• A penalidade imposta pela lei quando um homem roubava alguém era uma reparação quatro vezes mais além do que havia roubado (vide Êx 22.1; 2Sm 12.6). Mas, Zaqueu impõe sobre si uma penalidade a mais, ou seja, ele foi além da Lei. Antes de dizer que cumpriria a Lei devolvendo 4 vezes mais ele anuncia que daria aos pobres metade de seus bens.
• Este ato de dar e devolver àquilo que tanto prendia e o deixava vulnerável, mostra a sua verdadeira conversão e mudança e de vida. Mas, não foi apenas este ato que demonstrou sua fé. Foi uma seqüência de fatos que as vezes passam despercebidos, ou seja: Zaqueu desceu depressa da arvore onde estava. Não houve questionamento nem tampouco demora. Zaqueu recebeu Jesus com alegria. Não houve murmúrio ou reclamações. Zaqueu mostrou àqueles que o consideravam pecador, aquilo que impossível ao homem, isto é, o milagre da salvação de um rico, algo mais difícil do que passar um camelo pelo fundo da agulha.
• O pecador e “salteador” Zaqueu, como a multidão o via, de fato havia sido transformado em outra pessoa. O Senhor Jesus declara: “Hoje foi concedida salvação a esta casa, visto que também ele é um filho de Abraão; porque o Filho do Homem veio para procurar e salvar aquilo que está perdido.”

Por meio de sua conversão Zaqueu passou a ser um verdadeiro israelita.
Jesus concedeu-lhe a benção de pertencer à família daqueles que são chamados filhos de Deus.


DEUS ABENÇOE
PR SAULO CÉSAR

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

NATAL


· Certo casal muito bem vestido estava almoçando em um restaurante caro em uma movimentada Rua de São Paulo quando uma amiga aproximou da mesa e perguntou: “Qual é o motivo da comemoração?” O marido respondeu: “o aniversário de um ano de nosso primeiro filho”. “Mas, onde está o bebê?” Perguntou a amiga. Então a mãe respondeu: “Deixamos na casa da minha mãe. Se viesse conosco não nos deixaria aproveitar a festa”.
· Que ridículo. Comemorar a festa de aniversário sem o aniversariante. Porém é real. Muitos comemoram o nascimento de Jesus sem a sua presença.
MAS, A VERDADEIRA MENSAGEM DO NATAL É CHEIA DE BOAS ESPECTATIVAS.
Quais eram as suas expectativas para este natal? O que você esperava? O que você esperava aconteceu?
Quando lemos a historia que envolve o nascimento de Jesus vemos que Deus muda as expectativas humanas.

Ele mudou os planos de Maria e José

1. UMA VIRGEM GRÁVIDA - Maria ainda noiva e virgem fica grávida (Lc 1.26-38);
· Imaginamos uma linda jovem, ainda virgem, noiva e de um jovem carpinteiro chamado José, numa cultura onde os noivos eram protegidos e vigiados pela família, pela sociedade e pelos religiosos.
· A família por mais humilde que fosse queria para a filha um casamento honroso com um homem bom e trabalhador. A sociedade também queria participara deste momento alegre aceitando o convite para as núpcias e aguardando ansiosamente o momento da festa do casamento.
· Em Israel um noivado significa muito mais que entre nós. Pois, mesmo antes das núpcias a noiva já era considerada legalmente esposa do noivo. Tanto que se um noivo morria, a mulher era considerada “viúva”! O casamento propriamente consistia apenas na solene cerimônia de levar a noiva para a casa do noivo.
· A tradição da religião judaica que prezava um casamento onde os noivos deveriam se manter puros, sob pena de apedrejamento, caso descumprissem as leis.
José queria deixá-la, porém Deus interferiu (foi orientado ficar) (Mt 1.19-25);
· Maria, a única que sabia da verdadeira situação, não foi capaz de convencer José da decisão de deixa - lá. Para isso José pensava distanciar-se de sua noiva em secreto para que ela não fosse difamada,
· Nessa circunstância incrivelmente tensa, na qual pareciam sobrar para José e Maria apenas o adultério e a vergonha, tornava-se necessária a intervenção de um poder maior, a saber, o poder do próprio Deus!
· José ouviu da boca do anjo do Anjo que o filho não é uma criança de origem pecaminosa mais milagrosa, ou seja, era gerada pela ação do Espírito Santo.

2. UMA VIAGEM INESPERADA - O casal deixa Nazaré e vai para Belém (2.1-5);
· “Naqueles dias” é uma expressão geral que não informa nem o dia nem o mês nem ano do nascimento de Jesus
· Parece que os evangelistas que escreveram acerca de Jesus não estavam nem um pouco preocupados com os dia e hora do nascimento, mas, unicamente despertar fé a fé do povo.
· Sabe-se que foi “na plenitude do tempo” (Gl 4.4). Na época do mais poderoso e extenso império mundial, o Império Romano.
· Nesta época o Imperador César Augusto decreta que todos que fazem parte do império alistarem-se nas suas cidades de origem. José e Maria que eram descendentes de Davi saíram de Nazaré e caminharam cerca de 50 Km, com Maria perto de dar a luz, para se alistarem em Belém.
3. UMA MATERNIDADE IMPROVISADA - Em Belém Maria dá à luz numa estrebaria(2.6-7);
· Lucas assinala “não havia lugar para eles (autois) na hospedaria”. Essa forma de expressão chama a nossa atenção, pois se Lucas tivesse apenas afirmar que a hospedaria não era capaz de acolher mais ninguém, teria escrito: “Não havia mais lugar na hospedaria”. Mas, enfatiza que para eles não havia lugar.
· Talvez pela condição que se encontrava o casal, em vista da iminente hora de nascimento do menino Jesus, para eles não havia lugar.
· Por meio do fato de que para o Senhor não havia qualquer hospedaria, cumpriu-se também a palavra: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (Jo 1.11). Por isso tiveram seu filho numa estrebaria.
· Outra consideração além do local do nascimento é o local que Jesus foi colocado após o nascimento. Qualquer casal, por mais pobre que seja, deseja que seu filho seja colocado num berço macio e quente.
· Mas, nosso redentor teve uma manjedoura (um coxo de comida para o gado) como local do seu primeiro repouso.

APLICAÇÃO:
1. Para a gravidez Maria disse sim: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra. E o anjo se ausentou dela.” (Lucas 1:38).
2. Para desejo de ir embora e deixar Maria grávida José disse não: “Despertado José do sono, fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu sua mulher. Contudo, não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus.” (Mateus 1:24-25).
3. Para o decreto imperial de ir para Belém o casal disse sim: “José também subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi, a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.” (Lucas 2:4-5);
4. Para o lugar do nascimento do filho na estrebaria o casal disse sim: “Estando eles ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias, e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.” (Lucas 2:6-7).
É impressionante a grande falta recursos humanos para o nascimento do salvador. O mundo deu as boas-vindas ao salvador com uma manjedoura e o despediu com uma cruz!

Será que estamos (como indivíduos, como família, como igreja) preparados para mudar nossos planos e projetos e ajusta-los de acordo com as expectativas de Deus.
Deus abençoe
Pr Saulo César

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

TESTEMUNHANDO O DEUS VERDADEIRO

Don Richardson em seu livro fator Melquisedeque conta que certa tribo da América Central que adorava o Deus sol mudou de idéia, pois certa vez quando estavam cultuando o sol uma simples nuvem cobriu a sua luz. Então levados pela lógica passaram a cultuar o Deus que criou o sol. Porém nem todos chegam a esta conclusão, muitos povos, assim como foi na época de Paulo, ainda hoje, não conhecem à Deus. Povos que acreditam que comendo os corpos das pessoas que morrem faz com que estas permaneçam sempre com elas. Casais que quando nascem filhos gêmeos, sacrificam um deles por acreditarem que um é amaldiçoado. Pessoas que roubam e matam crianças para sacrificar a Deuses estranhos. Pessoas que querem reverenciam seres extraterrestres, animais e duendes.


Disse Jesus: “E recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santos e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda Judéia, Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8).

COMO TESTEMUNHA DE DEUS EM ATENAS
Paulo vivencia dois momentos:
1. O momento do Deus anunciado (16-21).
“Por que não era conhecido”
a. Apesar da intensa religiosidade:

· Atenas = "incerteza": Famosa cidade da Grécia, capital de Ática, e a pricipal sede de ensino e civilização durante o período de ouro da história da Grécia.
· Certo historiador afirmou que em Atenas tinha mais imagens de deuses espalhados pela cidade do que em todo o resto do país. Estimava que em toda cidade tinha mais de 30.000 imagens de deuses.
· Outro disse que em Atenas era mais fácil achar um deus do um homem.
· Para os atenienses ter somente um deus era sinal ignorância. Tanto que quando Paulo disse sobre Jesus e a ressurreição eles ação que se tratava de dois deuses. Um era Jesus e outro ressurreição.
Dizem que todas religiões são boas e levam a Deus. Isso é uma armadilha do Diabo.
· “Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus, não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo” (1 Jo 4:2-3).
· “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.” (Tg 1:27)
A única religião verdadeira é aquela que aquela que confessa que Cristo veio ao mundo enviado pelo Pai para salvar a humanidade e toda aquele que aceitar a Ele como salvador terá seu pecado purificado e aquele que não aceitar será condenado!
b. Apesar da busca por novidades:
· O texto diz que Paulo teve problema com os filósofos epicureus e estóicos.
· Os epicureus entendiam que o prazer deveria ser o alvo do homem. Por isso buscavam a total ausência da dor.
· Os estóicos viviam na busca da auto-suficiência. Para eles o homem racional era totalmente auto-suficiente.
· Quando estes dois grupos se encontraram com Paulo disseram que ele era um tagarela, ou seja, alguém que fala como um papagaio, e propaga idéias sem importância.
· Porém, tinham também um enorme gosto por novidades: ”Então, tomando-o consigo, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos saber que nova doutrina é essa que ensinas? Posto que nos trazes aos ouvidos coisas estranhas, queremos saber o que vem a ser isso. Pois todos os de Atenas e os estrangeiros residentes de outra coisa não cuidavam senão dizer ou ouvir as últimas novidades.

2. O momento do Deus rejeitado (22-34).
“Por que não era conveniente”
a. Pregado por Paulo, mas escarnecido pelo povo (23-31):
· Os atenienses colocavam Deus, em um canto, talvez para ser usado ou lembrado num momento em que os outros “deuses” não os atendessem.
· O Senhor estava abaixo da linha de consideração deles.
· Era como aquele time ruim que chuta para onde está virado. Eles chutavam para todo o lado. “Quem sabe, nenhum Deus que conhecemos e o verdadeiro! Vamos fazer mais um altar”.
Foi nesta brecha que deram Paulo entrou para falar do Deus verdadeiro.
· Paulo diferenciou o “Senhor” dos outros deuses. Pois, este Deus que para eles era desconhecido, Paulo conhecia muito bem. Atenas precisava conhecer o que Paulo anunciava.
a. Ele é o Criador, Senhor, é ilimitado no tempo e espaço (24-26);
b. Ele se faz presente e sustenta a todos, mas não pode ser visto nem tocado (27-28);
c. Ele não se assemelha aos ídolos humanos, pois é misericordioso e justo (29-31);
Assim como Jó que antes conhecia o Senhor somente pelo ouvir falar e depois passou a conhecê-lo por que teve mais contato com Ele, os atenienses também precisavam contatar o Deus verdadeiro.
Assim como os conterrâneos da mulher samaritana passaram a conhecer Jesus somente depois de ter um maior contato com Ele, assim também eles precisam deste contato.

b. Por não aceitarem mudar de vida deixaram Deus para mais tarde (32-34):
· Existem pessoas que adoram vários deuses por não conhecer o Deus verdadeiro.
· Outros adoram o Senhor de forma equivocada por ainda não terem o total conhecimento da verdade.
· Porém, tanto um grupo com o outro, na maioria das vezes, quando o Deus verdadeiro é apresentado, recusam a aceita-lo por não ser conveniente.
· Dizem que estão bem assim e que vão pensar em aceitar esse “Deus” mais tarde.
· Tem pessoas que morrem deixando Deus para mais tarde.
· Assim foi com os atenienses. Eles não quiseram mudar de vida. Ter somente um Deus era sinal de ignorância e retrocesso.

· O salmista orienta: “Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade. Por que diriam as nações: Onde está o Deus deles? No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada. Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens. Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta. Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam” (Sl 115.1-8).

· CONCLUSÃO: Não há Deus maior. Na verdade, há um único Deus digno de ser adorado - os ídolos dos povos são deuses falsos. Hoje Ele se dá a conhecer a você! “Todo o que Vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” - “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” - Ele convida: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados...”
Se você já serve ao Deus verdadeiro, abra ainda mais o seu coração. Busque sempre uma experiência maior! Disse o Senhor: “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração”.

Deus Abençoe
Pr Saulo César

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Igreja Cristã Evangélica de Campo grande

23 Anos – Crescendo em Serviço e Santidade

Foi em janeiro/1987 quando o Pr Natalício e sua família chegaram a Campo Grande que nossa história teve início. Depois de muitas visitas aconteceu o primeiro culto no dia 13 de setembro/87. Em março/89 juntou-se à equipe a Educadora Lourdes Severino e um ano depois a Educadora Ieda Rafael também veio para ajudar na obra. Em Julho/95 o Pr Natalício retornou para Goiás e o trabalho ficou sob a responsabilidade das duas irmãs.
Em setembro/99 o Pr Sidney Bichofe foi empossado pastor da igreja e no ano 2000 as irmãs Lourdes e Ieda Rafael retornaram para o estado de Goiás. No ano de 2005 passa a ter ajuda do Pr Paulo C. Andrade, que por dois anos auxiliou nos ministérios de evangelismo e adolescentes. No mês de janeiro/2006 chegou à igreja o Pr Saulo César, a esposa Fran e os filhos Lucas e André.
Seis meses depois, em Julho/2006, o Pr Saulo foi empossado pastor da ICE Campo Grande. Os anos seguintes foram trabalhosos, principalmente na área administrativa. No dia 11 de novembro/2007 foi realizada a Assembléia para aprovar o estatuto e eleger a Diretoria Administrativa. No ano seguinte, em Outubro/2008, o estatuto foi registrado, a igreja obteve CNPJ e conta bancária. No mês seguinte, em 16 de novembro/2008, foi realizado o Culto de Emancipação, dirigido pelo Presidente da MEAR_VP, Pr Antonio Vieira.
Vemos que no decorrer dos anos o Senhor tem derramando chuvas de benções sobre nós. Hoje, com a nossa arrecadação de dízimos e ofertas, além de cumprir sem atrasos, com as nossas obrigações mensais, podemos realizar com recursos das nossas promoções e ofertas especiais de alguns irmãos, as reformas e as melhorias no templo.
Mas, além do crescimento financeiro, nossa igreja também tem crescido em número e espiritualidade. A Igreja atualmente possui 90 membros ativos e 29 congregados distribuídos em 17 famílias com adultos, jovens, adolescentes e crianças. Temos um conselho espiritual, uma diretoria administrativa e todos os ministérios em plena atividade. Irmãos tudo isso vem do Senhor. A Ele toda honra e Gloria. Para todo o sempre. Amem!!!

Pr Saulo César da Silva

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O DOM DE DEUS

· Éfeso era uma cidade muito importante da Ásia os historiadores calculam que no primeiro século a população da cidade chegou entre 250.000 a 500.000. Havia na cidade teatros, bibliotecas, mercados e o grande Templo de Diana, a deusa grega da fertilidade, este Templo foi uma das sete maravilhas do mundo antigo.

· Em Éfeso, Paulo fundou uma Igreja que floresceu e teve dias de grande alegria na presença de Deus. Tanto que estando na prisão em Roma manda-lhe uma carta e nesta carta declara:
“E (Jesus) para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas.” (Ef 1.22-23).

Para a Igreja de Éfeso pudesse reconhecer a realidade de Deus dentro dela, a seguir, Paulo relata, DUAS AÇÕES NECESSÁRIAS DE DEUS.
1. DEUS CONCEDEU VIDA
“Ao homem que estava morto” (1-3).
a. VIVENDO NO PECADO:
· O principal verbo da sentença inicial é “nos deu vida”. Porém, o teor do pensamento é de algum modo interrompido por uma longa explanação do que significa mortos e as implicações do estado no qual o termo se refere (2-3).
· A vida originalmente preparada por Deus ao homem foi estragada pela sua queda por isso e sua condição natural foi deteriorada e arruinada: estando nós mortos em nossos delitos (5).
· Sua origem se encontra na queda do homem e em sua conseqüente separação de Deus (Gn 3); sua cura está na união com Cristo (5).
· A morte aqui colocada não é uma condição física, mas o estado espiritual produzido pelos delitos e pecados e pode levar também a morte física, pois o salário do pecado é a morte (Rm 6.23).
b. CONDUZIDO PELO MAL:
· Tem a influencia do mundo – a tentação e as silados diabolicas – a propria natureza humana que é inclinada para os desejos da carne e a prática do mal.
· Tem a ver com a história passada, o estado presente, e a perspectiva futura e as palavras “o curso deste mundo” da a ideia de com é essa história.
· Os leitores poderão apreender melhor o que Paulo quer dizer, consultando a sua própria experiência no passado, quando era governado pelo próprio mundo, o que lhes parecia perfeitamente natural.
· Paulo afirma que o pecado não contamina apenas uma área da vida, mas toda ela. É como um vírus que invade e destrói tudo aquilo de bom que ele possui. A aparente liberdade do homem antes de ter um encontro com Cristo, não passava de escravidão. O verbo “andar” representa a totalidade da vida, ou seja, moral, espiritual e física.
· O impulsionador Desta vida não regenerada foi o próprio Satanás, o príncipe das potestades do ar, a força controladora do curso deste mundo.
· Essas forças se definem como o espírito que agora atua nos filhos da desobediência (2).
· Na verdade, não fosse a intervenção de Deus a história do homem seria irremediável, teria, há muito tempo a humanidade teria se auto-destruido, pois “com efeito, o mistério da iniqüidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém”.
· Paulo até procura aliviar a tristeza e a magoa que ela possa causar quando fala do pecado alheio, se incuindo no grupo de pecadores ao trocar o vós andastes do vers. 2, (que se refere aos gentios), pelo nós andamos no vers. 3 (que inclui a raça especialmente favorecida dos judeus).
c. MERECEDOR DO CASTIGO:
· Por ter essa natureza pecaminosa a expressão filhos da ira (uma expressão é judaica) que asseverando a depravação que se seguiu "queda do homem" era comumente chamada de "pecado original".
· A VIDA sem Deus e sem fé em Cristo também não acontece em terreno neutro. Pelo contrário, trata-se de uma escravização sob o poderio intelectual do mal, que prende pessoas na rebeldia e desobediência contra Deus. Disso resultam as múltiplas variedades do pecado, com as quais os humanos destroem mutuamente suas vidas. Portanto, merecedores do castigo.
Sempre digo para àqueles que visito: “Se você estiver procurando uma Igreja perfeita não vá à minha”.
Eugene Peterson Escreve: “A igreja irmãos é constituída de pecadores dos quais o pastor e é o principal”.
· A Igreja apesar de ser constituída de homens pecadores ela é lavada pelo sangue de Cristo
· As portas do inferno não prevalecerão sobre ela.
· Ela deve se deixar corrigir por Cristo:

Os apóstolos deixaram claro nas suas epístolas:
· “Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo.” (1Co 15.22)
· “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito” (1Pe 3.18).
· O quadro sombrio que Paulo pinta do homem, cujo estado natural fica sob este domínio, agora serve como pano de fundo contra o qual as gloriosas riquezas da misericórdia de Deus são expostas:
POSSIVEL SÓ PELA SEGUNDA AÇÃO DE DEUS
2. DEUS AGIU COM GRAÇA
“dando ao homem salvação” (4-10).
a. POR MEIO DA FÉ:
· Depois das frases vós e nós todos, segue-se o, mas Deus. Nada, a não ser a intervenção de Deus pode reorientar a vida do homem para evitar o irreparável desastre, e assegurar-lhe um nobre destino.
· Pois, a fé, parte fundamental à salvação do homem, é um presente divino: “e isto não vem de vós, é dom de Deus”. Visto que a fé nasce de ouvir a palavra de Deus (Rm 10.17), ela não é algo humanamente possível.
· Dom de Deus refere-se ao dar em dose médica. Ou seja. um presente soberano que somente Deus como dono de todas as coisas pode conferir.
· Assim como homem sob a tutela do pecado é refém da morte, quando ele está sob a tutela da graça torna-se refém da misericórdia de Deus. Paulo coloca o “porém” da misericórdia divina.
· Visto que “todos” viviam segundo os padrões do pecado (“da carne”), a graça também é estendida a todos.Por meio de seu agir misericordioso Deus transformou mortos em vivos.
b. PARA NÃO SE GLORIAR NAS OBRAS:
· Paulo salienta a grandeza do amor de Deus, em empreender a salvação do homem inteiramente pela graça (8). Ele faz isso por livre e imerecida clemência. Nenhuma obra humana teria sido capaz de merecer o amor de Deus.
· Entendemos a partir daí que a plenitude de Deus na vida do homem não é um direito, mas dádiva. É unicamente graça.
· Não das obras, ou seja, “não vem de vós”, pois a tendência do homem natural e de vangloria-se daquilo que tem e do faz. Mas, no plano da redenção divina esta gloria não tem vez.
· O “não de vós” e “não por obras” refuta tudo o que o ser humano visa realizar “a partir de si” para sua salvação. Com isso Deus exclui e torna vã todo e qualquer “gloriar-se”
c. E NÃO BARETEAR A GRAÇA:
· DEVEMOS REALIZAR AS OBRAS: Porém, Paulo traz um novo ensino ao homem pleno. Ou seja, ao criar o novo ser humano em Jesus Cristo, também abre o espaço para a realização das obras, as quais anteriormente ele devia ter andado.
· As obras das quais Paulo fala neste verso não são inventadas pelos crentes, mas dadas pela direção de Deus, que Deus previamente estabeleceu e preparou para que andássemos nelas".
· PAULO DISCORRE SOBRE ESTE TEMA EM ROMANOS: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos? Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça.” (Rm 6:1-13)

Conclusão: Aquele que recebeu vida pela ação da graça de Deus deve ser grato à Ele e se entregar por inteiro, sem restrições. Deve ser operoso, produzir bons frutos, pois pelos frutos se conhece a boa árvore (Mt 7.18-20).
Deus abençoe
Pr Saulo César

ELISEU

·Você já passou por situações que teve que decidir entre o certo e o errado? Você já pegou troco errado e pensou que era Deus que abençoava. Ou colou na prova e pediu para Deus te ajudar? Ou mentiu e orou para ninguém descobrir. Ou fez algo errado e incluiu Deus no seu erro. Lembra de Jacó. “Deus me ajudou e eu consegui logo a caça” (Gn 27.20).

· Eliseu, um dos maiores profetas de Deus sobre Israel, discípulo de Elias, teve um ministério marcado por muitos milagres e maravilhas. Tudo isso foi porque Eliseu soube como ninguém tratar os assuntos terrenos numa esfera superior, pois entendia que tudo que fazia estava acima das questões terrenas.
Por viver bem pertinho de Deus e por estar em plena comunhão com o Senhor, Eliseu vivia literalmente em lugares altos.
O texto que lemos registra uma história fascinante. Eram tempos de batalha entre a Síria e Israel.
Mas, em três momentos desta história, Eliseu pode interferir e agir com sabedoria.
Por estar em lugares altos, em plena comunhão com o senhor:
1. ELISEU ALERTOU O REI (DE ISRAEL).
“Não tome este caminho” (8-14).
O (plano) inimigo foi frustrado e povo de Deus salvo.

· O rei da Síria depois de se aconselhar com seus oficiais, determinou que em tal lugar faria emboscada contra o exercito de Israel. Mas o profeta Elizeu mandou dizer ao rei de Israel que evitasse esse local, pois ali estava a emboscada. E assim foram várias vezes.
· OUVIR O PROFETA FEZ TODA A DIFERENÇA: Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas, e sereis bem sucedidos. (2Cr 20.20b).
· O rei sírio inconformado e irado determinou a seus oficiais que descobrissem o delator. Aquele que o traia, pois seus planos eram todos frustrados.
· Então um dos seus servos lhe informou que em Israel havia um profeta de Deus chamado Eliseu e este sabe tudo o que fazes e conta ao rei de Israel até o que o senhor fala no teu quarto.
· O servo usa uma figura de linguagem que se refere aos pensamentos e palavras mais pessoais. Ou seja, o rei precisava saber que tudo que fazia não era segredo pára Deus.
· Ao ser informado sobre o papel de Elizeu o rei da Síria determinou a seus soldados que o buscassem e o levassem preso e o entregassem em suas mãos. Parece que o comportamento do rei sírio ultrapassa a lógica ao caminhar para uma irracionalidade meramente humana, pois se o profeta adivinhava os seus planos, adivinharia também a sua intenção de aprisioná-lo.
DEUS SABE TODAS AS COISAS: Precisamos lembrar de que nada do que fazemos, dizemos, ou pensamos é oculto do Senhor. “Todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hb 4.13).
HENRY BLUNT (escritor inglês) afirma: “Dizemos que Deus vê tudo, ouve tudo, sabe tudo e vivemos como se Ele fosse absolutamente cego, surdo e ignorante”.
Por ver acima dos limites dos olhos:
2. ELISEU ENCORAJOU O MOÇO.
“Não temas, pois somos muitos” (15-18).
O moço viu o exército de Deus e o exército inimigo ficou cego.
Eliseu disse: Não temas; porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles.
· Como não temer? Os sírios cercaram Dotã com cavalos e carros e um numeroso exército. O jovem servo de Eliseu ficou apavorado, pois não podiam escapar. Mas, o profeta tinha uma visão que o seu servo não tinha. Podia ver um exército muito mais forte numeroso e que os defendia. Os cavalos de Deus são de fogo e mais poderosos do que os cavalos de carne, e os carros de fogo mais temíveis do que os carros de ferro.
O livro dos salmos diz: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra” (Sl 34.7).
O salmista da a certeza: “Como em redor de Jerusalém estão os montes, assim o Senhor, em derredor do seu povo, desde agora e para sempre” (Sl 125.2).
Paulo diz: “A nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.” (Ef 6.12);
· “Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.” (Rm 8.35-37)
João expressou: “Maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo” (1Jo 4.4).
O mesmo acontece hoje em dia. Os inimigos do crente e da igreja são fortes e numerosos. Eles querem destruir o povo de Deus. Mas, o servo de Deus não tem por que temer. Ao nosso lado se encontra forças invisíveis e poderosas.
Precisamos considerar que nossos aliados são mais numerosos e poderosos do que as forças do diabo.
Por andar acima das questões terrenas:
3. ELISEU SEMEOU A PAZ (NA TERRA)
“Dê aos inimigos pão e água” (19-23).
Ao invés da espada foi oferecido o perdão.
Samaria, capital do reino do norte (Israel), ficava a cerca de quinze quilômetros de Dotã. E foi para lá que Eliseu conduziu o cego exército sírio. Lá chegando Eliseu abriu-lhes os olhos e eles passaram a ver e o rei pretendia mata-los.
Mas, atendendo a sugestão de Eliseu o rei ofereceu um grande banquete;
· O perdão que o rei de Israel concedeu aos soldados proporcionou uma vitória maior do que a que ele esperava ganhar se os tivesse matado.
· O sábio disse em provérbios: “Se o que te aborrece tiver fome, dá-lhe pão para comer; se tiver sede, dá-lhe água para beber, porque assim amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça, e o SENHOR te retribuirá.” (Pv 25.21-22).
· Jesus disse: “Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas.
· Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos.” (Mt 5.35-45)
· Paulo disse: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” (Rm 12.21).

Conclusão: “O SENHOR é a minha fortaleza, faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente” (Hc 3.19).
Deus abençoe
Pr Saulo César

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A multiplicação dos pães os fariseus e os discípulos

Jesus havia acabado de oferecer um belo banquete no deserto a uma grande multidão que viera de longe e não comia havia três dias.
· Lá no deserto, os discípulos fizeram uma pergunta ao Mestre: “poderá alguém fartar de pão esta multidão?”. Ao alimentar a multidão com sete pães e alguns peixinhos Jesus responde: SIM TEM ALGUÉM QUE PODE.
Mas, depois de um belo banquete Jesus teve que promover duas belas faxinas
A primeira com os fariseus e a segunda com os discípulos.
Com os fariseus temos:

1. UM PEDIDO NEGADO (11-13).
POR SER MAL INTENSIONADO.
a. FEITO COM A INTENÇÃO DE DESAFIAR E TENTAR:
Desafiavam porque não entendiam os milagres como divinos, mas como um desafio à sua autoridade. Por isso, como alguém que aceita um desafio, eles vão ao encontro de Jesus assim que ele pisa na praia.
· O encontro não teve uma conversa educada, como se pedisse: “Mestre, por favor, mostre um sinal para gente”, não era nada disso a idéia era de uma discussão hostil, desqualificada e desafiadora, tipo: “se não mostrar não creremos”.
· Eles não exigiram o sinal porque duvidavam da capacidade de Jesus, mas exatamente porque seus sinais se tornara fato. Os milagres eram notórios.
Mas, além de desafiar, o pedido também tinha a intenção de tentar. Buscavam “um sinal”, não um que ocorreu antes, mas um sinal feito agora, diante dos seus olhos. Por encomenda. "Ou faz ou é desacreditado".
· Se Jesus atendesse o pedido, algo que eles não consideravam, ele também seria refutado, pois em Dt 13.2-6 existem dois fatos que poderiam desacreditar um profeta o primeiro era anunciar um sinal e prodígio e o segundo era depois que o prodígio se realizasse levar o povo a se afastar de Deus. Por isso, para desacreditar e influenciar o público de que Jesus era o maioral dos demônios era necessário encontrar fatos que comprovasse que Ele era contrário a Deus.
A solicitação deles não era honesta e por isso foi recusada.
b. PORQUE FOI FEITO POR QUEM NÃO MERECIA CRÉDITO: O fato de pedir sinal não constitui pecado. Moisés pediu sinal, Gideão pediu um sinal, o salmista pediu sinal (Sl 86.17). A própria cura do paralítico em Mc 2.10 foi para dar aos incrédulos a prova que Ele tinha poder. Mas, a estes Jesus não deu nenhum sinal.
· Houve um gemido, como "um inspirar", tirando do intimo a força para questionar e negar uma proposta absurda: “Por que pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo que esta geração (perversa) não receberá sinal algum". Diante dele havia apenas um grupo, porém, por traz havia uma geração. Geração que tinha atrás de si um caminho repleto de milagres, porém resistente perversa e corrompida como diz Paulo (Fp 2.15). Que vêem, mas não enxergam e, em meio à sua escuridão, dizem: “Nós vemos!” (Jo 9.39-41). Que fazem proposta indecente como a da cruz em 15.32: “Desça agora da cruz o Cristo, o rei de Israel, para que vejamos e creiamos!”
Tanto aqui como lá na cruz temos de considerar que o maligno estava presente.
Por serem assim Jesus diz não e se retira do meio deles.
Com os discípulos temos:
2. UM CONSELHO ESCLARECIDO (14-21).
POR SER MAL ENTENDIDO
a. POIS PENSARAM NO PÃO MATERIAL:

Era costume levar provisões para as viagens. Talvez, pudesse supor que os discípulos não levaram pão para ver outra multiplicação, mas não se pode dizer que foi isso, e sim porque a partida do local anterior foi rápida. Porém quando entraram no barco Jesus alertou “cuidado com o fermento dos fariseus e de Herodes”.
· Literalmente o fermento é uma massa estragada usada para fazer a massa boa crescer. O assim que o fermento é aplicado, pelo seu alto poder influência, mesmo em pequena quantidade, ele impregna totalmente a massa fazendo com que ela cresça. Portanto, o fermento, pelo seu alto poder de contágio, pode ser usado tanto para o crescimento do bem, como para o crescimento do mal.
· Neste caso, a dureza do coração dos fariseus ainda estava fresca na memória de Jesus e, ao mesmo tempo, a cidade que surgia no horizonte era Tiberíades, lugar amado por Herodes. Tanto os fariseus quanto Herodes tinham a mesma intenção, caluniar e desacreditar Jesus diante do povo e manda-lo para a cruz. Esta natureza contrária a Deus, de não ver, não compreender e perseguir resulta no mal “fermento”.
· Jesus tinha os olhos bem abertos para esta situação, por isso o que incomodava não era o fato de estarem levando apenas um cesto de pão, mas a proximidade deles com os ensinos dos fariseus e a crueldade de Herodes, porém, os discípulos ainda não tinham esta percepção.
· Por isso, não entenderam, ao contrário “discorriam entre si” pensando que Jesus falava do fato deles não estar levando pão. Ou seja, eles não tentaram tirar suas dúvidas com Jesus, mas o excluíram da conversa. Aqui já se vê a ação do fermento e a palavra de advertência do mestre se torna real.
Porém com os discípulos o tratamento foi diferente àquele dado aos farizeus. Aos fariseus Jesus resolveu abandonar, eles porém, receberam infinita paciência do Senhor.
b. JESUS QUERIA DAR A ELES O PÃO ESPIRITUAL:
O ponto de Jesus é outro. Enquanto os discípulos estão preocupados com alimento material, Jesus está preocupado com aquilo que os líderes religiosos vêm dando como alimento espiritual. O ensino dos líderes religiosos, que parecia talvez à primeira vista inofensivo, era de fato podre.No milagre da multiplicação os discípulos entenderam que Jesus ”apenas” matou a fome, porém objetivo ultrapassa o matar a fome do corpo, pois era uma revelação para entenderem que Cristo é o pão da vida que supriria a fome espiritual do mundo.
Sobre isso Jesus faz varias perguntas seguidas: Por que
conversam sobre o não ter pão? Ainda não considerastes, nem compreendestes? Tendes o coração endurecido? Tendo olhos, não vedes? E, tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais?
· Está em questão toda a atitude em relação a Jesus. Compreender quem Jesus era deveria ser o principal motivo deles estarem com ele. Se não houver este conhecimento abre-se um abismo entre Jesus e eles, e ai vem o perigo de ficar do lado dos fariseus.
Jesus reaprende com mais duas perguntas (retóricas): Quando parti os cinco pães para os cinco mil, quantos cestos cheios de pedaços recolhestes? Responderam eles: Doze! E quando parti os sete pães para os quatro mil, quantos cestos cheios de pedaços recolhestes? Responderam: Sete! Ao que lhes disse Jesus: Não compreendeis ainda?
O que Cristo queria que entendessem era que
o poder Dele era óbvio.
ENTÃO PORQUE ESTÃO DISCUTINDO SOBRE O PÃO
SENDO QUE HA COISAS MAIS IMPORTANTES PARA SE PREOCUPAREM?
Deus abençoe
Pr Saulo César

O CAMINHO DE EMAÚS

Você já ficou perto de alguém, mas com o pensamento longe?
Você já falou com alguém que não te dava a mínima atenção?
Você já veio no culto só com o corpo, mas a mente estava longe?
É possível ser de Cristo sem estar com Ele?
Através do texto lido, quero meditar com os irmãos sobre esta possibilidade, analisando as seguintes questões:
1. É possível caminhar falando sobre Jesus sem ter esperança Nele? (13-20).
SIM! É Quando se fala sobre os fatos que envolvem seu nome, mas não percebe que Ele está vivo.
Antes de comentar sobre a possibilidade vamos analisar o contexto. .A história narrada por Lucas inicia dizendo que no mesmo dia dos fatos que foram registrados antes, dois dos discípulos de Jesus, saíram de Jerusalém a caminho de Emaús. A caminhada se deu na tarde do domingo de páscoa, terceiro dia após a crucificação e o dia da ressurreição.
· O nome de Jerusalém, a cidade de onde eles saíram, No hebraico, Jerusalém significa “ensino de paz”, no grego “habita em você paz” Literalmente o nome Jerusalém significava “Lugar de Paz”. Só que Jerusalém nunca fez justiça ao seu nome.
· O final do Salmo 122 dá a real situação que a cidade representa quando diz: “Orai pela paz de Jerusalém"! Diz o salmista.
· Jesus chega a dizer: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (Mt 23.37).
· Emaús cidade para onde iam era uma pequena aldeia que ficava cerca de 11Km de Jerusalém. Emaús no grego significa “termas ou lugar das águas quentes”.
Agora vamos ver por que É POSSÍVEL eles caminharem falando sobre Jesus sem ter esperança Nele?
Eles caminhavam falando sobre os fatos que envolveram Jesus em Jerusalém (13-16):
· Não estavam indo para um passeio rumo a Caldas Novas, mas, caminhavam por um caminho marcado pela tristeza e incertezas.
· Com a crucificação e morte de Jesus estavam desanimados, tristes, SEM PERSPECTIVA e esperanças. Discutiam e conversavam sobre tudo que havia acontecido nos últimos três dias, porque a tragédia do passado ainda machucava seus corações.
Mas, não perceberam que Ele estava vivo:
· Enquanto os dois viajantes conversavam sobre a morte do Senhor, Jesus literalmente se aproximou a eles. Porém o texto diz que seus OLHOS ESTAVAM IMPEDIDOS DE RECONHECE-LO.
· Da mesma forma como Maria Madalena pensou que o Jesus fosse um jardineiro (Jo 20.15) eles consideraram ser Jesus um peregrino que tinha ido até Jerusalém. O fato é que entre, outros motivos, não reconheceram o Senhor porque não tinham a noção que Jesus estava vivo. LEIA OS VERSOS 18-20
Neste primeiro ponto verificam-se duas verdades.
Primeiro: A ressurreição de Cristo não pode ser constatada por meio de um mero olhar, mas, somente e pela fé.
Segundo: Sem a crença na ressurreição de Cristo seremos os mais infelizes dos homens (1Co 15.14-19).
Mas, vamos ver outra possibilidade de ser de Cristo
sem estar com Ele:
2- É possível caminhar com Jesus sem ao menos reconhecê-lo? (21-27).
SIM! É quando se deseja a satisfação pessoal sem entender sua verdadeira missão.
Jesus se aproxima deles, caminha com eles, pergunta-lhes o motivo de suas tristezas, ouve seus problemas.
Por estarem insatisfeitos com a situação e esperarem que Jesus fosse o libertador do povo que andava escravizado pelo poder romano.
· Na verdade eles desejavam um Messias para satisfazer suas necessidades físicas e materiais e não um que visse para morrer na cruz.
· “.já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam. É verdade também que algumas mulheres, das que conosco estavam, nos surpreenderam, tendo ido de madrugada ao túmulo; e, não achando o corpo de Jesus, voltaram dizendo terem tido uma visão de anjos, os quais afirmam que ele vive. De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não o viram.” (Lc 24.21-24).
· Assim como alunos sem entendimento, eles não entendiam a verdadeira missão de Cristo. Por isso após ouvi-los Jesus dá um puxão de orelhas: “vocês são tolos e lerdos para entenderem”.
· Jesus começa a explicar tudo que as Escrituras Sagradas falavam a respeito Dele, iniciando pelos livros de Moisés e os escritos dos Profetas.
· Quanto tempo Jesus falou não sabemos, mas foi o suficiente para esclarecer suas dúvidas e fazer seus corações novamente se arderem conforme o testemunho do verso 32: “Não estava queimando o nosso coração, enquanto ele nos falava no caminho e nos expunha as Escrituras?”
Jesus também age assim conosco, se aproxima de nós, caminha conosco, pergunta-nos o motivo de nossa tristeza, basta que falemos com Ele.
Muitas vezes Ele está ao nosso lado e também não o reconhecemos, pois estamos cegos pelos nossos desejos e por não conhecermos as Escrituras.
Vamos ver a terceira possibilidade
3- É possível caminhar com Jesus e não ter comunhão com Ele? (28-35)

SIM! É quando se permite que Ele passe adiante sem ao menos convidá-lo para entrar.
Ao chegaram em Emaús, quando o sol se punha, Jesus fez como quem continuaria sua viajem. A aldeia chegou a conversa já tinha sido concluída.
Então Jesus disse “até logo”. Vou prosseguir viagem.
· Quantas e quantas vezes Jesus dá esta indireta e a gente deixa passar. Quantas e quantas vezes ele quis entrar em nossa casa e não o convidamos. Será que Jesus não está sempre agindo dessa for­ma? Quem sabe depois de caminhar conosco e nos ensinar o verdadeiro caminho Ele não quer ouvir de nós um "Fica conosco, Senhor".
Mas se o convite não é feito Ele segue adiante, como já fez milhares de vezes, deixando o co­ração cada vez vazio e fechado para a voz do Espírito.
· Jesus é a porta em João 10.9 diz: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem”. Mas, em APOCALIPSE 3.20 também diz: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo”.
E os discípulos insistiram para que Jesus ficasse com eles.
· Eles fizeram um convite que ia mudar todas as possibilidades apresentadas até agora. Ao invés de deixarem o forasteiro seguir viagem eles disseram "Fica conosco".
· A generosidade lhes trouxe esperança. Porque se abriram para Jesus a oportunidade de ser benção
· Foi um convite para comunhão, pois após o convite Jesus entra com eles, sentando-se à mesa, pegou o pão e deu graças a Deus, depois o partiu e deu a eles, e neste momento seus olhos se abrem e eles reconhecem Jesus e VOLTARAM PARA JERUSALÉM.
Deus abençoe
Pr Saulo César

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A TRAVESSIA DO MAR VERMELHO

Às vezes quando lemos certas passagens bíblicas temos a sensação que Deus coloca seus filhos em situações que, se fossem consultados previamente, não gostariam de passar. Pois a possibilidade de vitória é zero. O povo de Israel havia passado 400 anos como escravos no Egito e depois de 10 pragas Faraó decidiu libertar o povo para que as maldições sobre ele o seu povo cessassem.
Porém, logo em seguida, Faraó se arrependeu e passou a seguir Israel com todo o seu exercito para destruí-lo.Para o povo de Israel não havia mais saída. Na frente estava o mar vermelho e atrás Faraó com seu exército.
Diante da possibilidade ZERO
analisaremos as seguintes questões
1. Como o homem age diante da possibilidade zero?
a. O ímpio fica enfurecido (5-7):
• A visão do ímpio é sempre achar que Deus age loucamente. “Diz o insensato no seu coração: Não há Deus” (Sl 14.1)
• A perda de milhares de trabalhadores era um golpe sério contra os egípcios. Faraó olhou para sua perda e confiou na força do seu exército. “Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do SENHOR, nosso Deus. 8 Eles se encurvam e caem; nós, porém, nos levantamos e nos mantemos de pé. 9 Ó SENHOR, dá vitória ao rei; responde-nos, quando clamarmos.” (Sl 20:7-9)
b. O descrente vacilante (10-12):
• O final do versículo oito diz que o povo saiu do Egito “afoitadamente”, ou seja, com as mãos erguidas e excesso de confiança. Agora temos outro extremo. O povo estava com medo do exército de Faraó e preferia morrer como escravo a morrer buscando a liberdade.
• Sempre havia qualquer dificuldade o povo vinha com um escárnio irônico contra Moisés “será que não tinha lugar para nossos sepulcros no Egito”. O temor fez com que esquecessem todos poderosos feitos que Deus operara a favor deles no passado recente. E ao invés da confiança deram lugar ao medo e ao desprezo. No Egito tinham murmurado, antes dos milagres serem realizados (versículo 21; Êx 6.9).
c. E o crente confiante (13-14):
• Moisés além de líder era crente. Imagine Moisés com 80 anos, enfrentando o período mais difícil da sua vida. A tarefa de libertador não era fácil. 1.º convencer os israelitas da sua liderança; 2.º convence-los a partir; 3.° convencer Faraó a deixa-los partir.
• Em todo o tempo anterior a esta situação Moisés confiou em Deus e agora, mais uma vez demonstra sua fé. “Não temais; aquietai-vos e vede o livramento do SENHOR que, hoje, vos fará; porque os egípcios, que hoje vedes, nunca mais tornarão a ver. O SENHOR pelejará por vós, e vós vos calareis” (Ex 14.13-14). Moisés enfrentou e suportou esse vacilo por 40 anos.
A segunda questão é:
2. Por que o Senhor coloca o homem diante da possibilidade zero?
a. Para que ímpio contemple sua glória (1-4):
• Nem as piores circunstâncias podem ofuscar a gloria de Deus. O Sl 76.10 diz: “Pois até a ira humana há de louvar-te”. Quando lemos o texto temos a informação que o povo estava ali, não porque seguiram sua convicção, ou orientação, mas porque Deus mandou: “Fala aos filhos de Israel que retrocedam e acampem junto ao mar”. O lugar onde Deus os mandou terminava numa pequena praia do mar Vermelho. Um dos motivos desta ordem era para que “O Senhor fosse glorificado e FARAÓ e todo seu exercito soubessem quem era o Senhor” (4);
b. Para que o vacilante veja sua força (13-14):
• A verdade era que Deus, além de mostrar ao ímpio seu poder e glória, também queria o fortalecimento do seu povo. Deus sempre quer fazer do fraco um forte. No final do cap. 13 temos esta confirmação: “Tendo Faraó deixado ir o povo, Deus não o levou pelo caminho da terra dos filisteus, posto que mais perto, pois disse: Para que, porventura, o povo não se arrependa, vendo a guerra, e torne ao Egito.” (Ex 13.17).
• O povo, que agia de forma vacilante, agora precisava aquietar-se para ver Deus agir. ALI JUNTO AO MAR O POVO ESTAVA SENDO PROVADO. Tiago diz que “a provação da fé, uma vez confirmada, produz perseverança. E a perseverança tem a função de nos tornar perfeitos e íntegros, em nada deficientes” (Tg 1.3-4).
• Nestas horas devemos agir como o salmista quando estava em situações difíceis. Ele olhava para as montanhas em volta de Jerusalém, vigilante a espera do um ataque inimigo e perguntava “De onde me virá o socorro?" E então segue a resposta confiante: "O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra”.
Aquietai-vos: Pare de debater – vacilar – sai da escravidão da desconfiança – vejam Deus agir.
c. Para fazer do crente um vitorioso (15-18):
• Em toda sua história Moisés sempre foi um homem manso. “Era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra” (Nm 12.3). Foi assim quando o Senhor o convocou:
a. “Disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?” (Ex 3:13)
b. “Respondeu Moisés: Mas eis que não crerão, nem acudirão à minha voz, pois dirão: O SENHOR não te apareceu” (Ex 4.1).
c. “Então, disse Moisés ao SENHOR: Ah! Senhor! Eu nunca fui eloqüente, nem outrora, nem depois que falaste a teu servo; pois sou pesado de boca e pesado de língua.” (Ex 4.10.).
• Se Moisés agisse como muitos de nossos dias ele seria como um “deus” que todos queriam tocar e levar seu lenço suado para casa. Mas, ao contrário ele preferia ser manso e pacato. Pena que nem todos agem assim, pois, “os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz” (Sl 37.11).
• Agora, mais uma vez Deus, assim como fez no passado, o exaltou diante de um Faraó enlouquecido e de uma multidão descrente.
• Deus, mais uma vez, quer mostrar para Faraó, ao povo e, até mesmo ao próprio Moisés, que ele era o seu homem de confiança o seu braço direito. “Disse o SENHOR a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. E tu, levanta o teu bordão, estende a mão sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco” (Ex 14.15-16).
• Deus não quis dizer a Moisés que estava errado ao clamar, mas que a oração deve ser acompanhada por ação. O mesmo espírito de fé e coragem que teve ao clamar e pedir que o povo se aquietasse ele deveria ter para pedir que marchassem em direção ao mar.
Conclusão: Todos que ali estavam viram o mar se abrir e, Moisés conduziu o povo pelo caminho que o Senhor abriu. Faraó ordenou que seu exército perseguisse o povo pelo mesmo caminho, porém o Senhor não permitiu, e nenhum dos carros e cavaleiros do exército de Faraó, que os haviam seguido no mar, sobreviveu (Ex 14.28).
Apesar de tantos sofrimentos e lutas, a história de Deus em nossas vidas sempre tem um final feliz. Assim como mostrou ao povo de Israel, ele também, quer mostrar para mim e para você que não existe nenhuma possibilidade zero quando Ele está no controle. “Acaso, para o SENHOR há coisa demasiadamente difícil?” (Gn 18.14). “Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível” (Mc 10.27).
Deus abençoe
Pr Saulo César

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A MULHER ENCURVADA

Há um ditado que diz que depois da tempestade vem a bonança. Este ditado é bem real em nossas vidas.
Sempre depois de uma forte chuva vem o sol e o arco-íris. Sempre depois de dias chuvosos o verde fica mais verde as plantas começam a brotar e o agricultor passa a plantar.
O salmista diz que o choro pode durar uma noite mais a alegria vem pela manhã (Sl 30.5).

Por isso, quando o sofrimento é longo não se pode achar que não passará, ao contrário, com base na duração, devemos pensar que a benção está próxima.

O texto que lemos fala de uma mulher que vivia encurvada. Porem, um dia essa mulher, teve um encontro com Jesus e teve sua saúde restabelecida.
Para compreendermos bem a história e tirarmos boas lições para nossas vidas vamos examinar as seguintes cenas:

1. UM ESTRAGO – Causado pela obra maligna (10-11).
Na vida de uma mulher:
• Pode-se imaginar que, quando menina, os seus passos eram firmes e ligeiros, que tinha belo sorriso, olhos brilhantes e andar ereto. Mas, com o tempo este estado foi dando espaço para a enfermidade.
• Uma enfermidade que a rebaixava. Sua coluna se curvou, seus músculos apertaram, de modo que ela sentia seu corpo cada vez mais penso para frente.
• Assim sendo, ela não podia contemplar a beleza do céu ensolarado nem as estrelas numa noite enluarada. O seu horizonte era limitado. Talvez, sua vista, por mais que tentasse, alcançava apenas alguns metros adiante.
• Seu problema se tornou crônico. Já fazia parte da sua vida. Dezoito anos! Poderiam ser anos de felicidade de vida alegre. No entanto, foram dezoito anos de dor, encurvados até a terra.
Oprimida pelo inimigo:
• Porém este estado físico que tanto atormentava esta mulher não foi causado por um problema comum, um acidente ou uma doença, seu problema de saúde tinha causa espiritual.
• Havia um espírito maligno que mantinha encurvada para baixo, em direção ao pó da terra. Num momento da sua vida, o Diabo deu um nó que ela sozinha não conseguia desatar. A ação e maldade do Diabo causaram o estrago e dor no seu coração e ela ficou atada sem poder levantar a cabeça por dezoito anos. Aqui não se trata de possessão, mas opressão. Satanás não tomou posse dela, ele a oprimia.
• Satanás fizera muita coisa contra a pobre mulher, mas já realizara tudo o que podia. Assim como aconteceu na vida de Jô, onde sua ação era limitada. Também no caso dessa mulher; Satanás a sujeitara, mas sem matá-la.
• Podia encurvá-la em direção à sepultura, mas não podia forçá-la a entrar nela; podia fazê-la encurvar-se até ficar dobrada pela metade, mas não podia lhe tirar a pobre vida; com toda a astúcia infernal, não podia fazê-la morrer antes do tempo.
A verdade é que existem muitos que estão na mesma situação desta mulher. Pessoas que no passado foram saudáveis e alegres e hoje andam encurvadas e tristes.
Raras vezes, ou nunca lêem a Bíblia, raras vezes oram, raras vezes vêem à igreja. Nessas vidas não existem mais comunhão com o Pai nem com o seu povo. Assim como esta mulher, parecem crescer para baixo, se afundam cada vez mais.
Mas, assim como acontecia com aquela mulher, o Diabo não poderá destruir você, filho de Deus. Ele pode feri-lo, mas não matá-lo. Você pertence a Cristo, e ninguém poderá arrancá-lo das mãos dele.

2. UMA RESTAURAÇÃO – Operada pela mão divina (12-13).
Quando a mulher entrou na sinagoga:
• O texto inicia dizendo: “Certo sábado Jesus estava ensinando numa das sinagogas, e ali veio uma mulher”.
• A opressão trazia vários problemas àquela mulher:
• Problema espiritual, pois ele vivia debaixo de um governo maligno – atormentada e oprimida;
• Problema físico, pois sua enfermidade muitas dores e desconforto.
• Problemas emocionais, pois por ser notada apenas por sua deformidade física ela sentia excluída, humilhada e abatida. Esses sentimentos davam a ela complexo de inferioridade e baixa auto-estima.
• Mesmo assim ela teve força para ir à sinagoga
• Aonde mais ela poderia ter ido? Qual proveito obteria ao permanecer em casa? Na casa do pai, embora estivesse encurvada, ao menos poderia sentir um pouco de consolo.
• Ela poderia ter dito: "Para mim é muito difícil ir à um lugar público; devo ser isentada disso". Mas não, ali estava ela.
• Durante todo esse tempo, mesmo oprimida, ela permanecia filha de Abraão. O Diabo a amarrara como boi ou jumento, mas não podia lhe tirar a filiação. Ela permanecia filha de Abraão, continuava uma crente que confiava em Deus.
• O Diabo sabe que o oprimido, ao ouvir a palavra de Deus, pode escapar de suas mãos. Por isso, ele não quer ninguém não tenha contato com ela.
• O Diabo pode construir sua masmorra com alicerces profundos e pesadas pedras. Ele pode prender e escravizar por dezoito anos, mas toda obra diabólica pode ser totalmente destruída pelo Senhor num segundo.
Mas, quando entrou na casa de oração recebeu a liberdade porque ali.
E foi vista pelo restaurador:
• Os outros até poderiam vê-la, porém a ignorava, ela não tinha nenhuma importância para eles. No entanto, o olhar gracioso do Senhor recaiu com atenção sobre ela. Você se sente sozinho mesmo entre a multidão? Porém, não se desespere, pois ainda lhe sobrou um amigo.
• A primeira coisa que lemos a respeito de Jesus é que ele a viu. Seus olhos vivos não a deixaram passar despercebida. Mas, ele não a viu da mesma maneira como os outros viam. Ele viu o seu caráter e sua história.
• Ninguém contara a Jesus, mas ele sabia dos dezoito anos, ele sabia como ela foi atada, o quanto sofrera, e como a enfermidade a oprimia dia após dia.
• Ele conhecia cada pensamento do seu coração, cada desejo da sua alma. Em um só minuto ele lera sua história e lhe compreendera o caso.
• Jesus ocupa a posição de onde consegue perceber os que estão encurvados. Por isso, Ele a chamou para si. A mulher, mesmo encurvada até o chão, subiu até onde o senhor estava. Movimentando com dificuldade, envergonhada, mas na direção de quem a chamou. Assim como estava, tal como era, encurvada e enferma chegou ao Mestre. Não disse nada, não deu nada e foi curada e liberta.
Os dezoito anos de cativeiro serviram para demonstrar o poder da graça de Jesus. O grande pregador do passado Spurgeon ao pregar sobre este texto diz: “Eu gostaria de ter estado presente naquele dia para poder ouvi-la”. O Diabo sentiu, por certo, que desperdiçara todos os seus esforços. Ele deve ter lastimado pelos dezoito anos perdidos, pois, assim ele só a reservou para proclamar o poder maravilhoso de Jesus na sua vida.
Seu coração estava de bem com Deus, pois no momento em que foi curada, começou a glorificar a Deus. O louvor estava aguardando, em seu espírito, a alegre oportunidade.
Meu irmão, o Diabo às vezes sugere que você é inútil e que deve continuar sendo inútil, mas Deus acha. Embora você se considere entre os últimos Jesus te ama de modo nenhum te lançara fora.
3. UMA VERGONHA – Sentida por um homem insensato (14-17).
Insatisfeito com a cura:
• O dirigente da sinagoga, zangado porque Jesus havia curado a mulher enferma no dia de sábado. Indiretamente ele atacou Jesus ordenando ao povo que não fosse no sábado para pedir uma cura qualquer.
• Ele quis por dia para a cura. Para a benção. Para Deus atender. Hoje se vê também esta pratica: DIA DA PROSPERIDADE- DA LIBERTAÇÃO – DO NAMORO etc
• Existem correntes que duram vários dias se você faltar um dia não recebe mais a benção. Hoje em dia tem igrejas evangélicas fazendo ATÉ novenas. NÃO SE DEVE MARCAR DIA PARA A BENÇÃO.
E pela resposta de Jesus;
• Está história termina dizendo que um dos grupos que ali estavam ficou envergonhado e o outro alegre. Porém, o causou vergonha em um dos grupos foi a cura da mulher e sim a resposta dada por Jesus àqueles que o criticavam.
• Se um homem, por pecador que seja não “deixaria um boi amarrado passar sede". Assim também é imaginável que Jesus não venha a se compadecer de uma vida que está presa.
• A vida de um homem vale mais do que a de um animal. A bondade de Cristo é infinitamente maior do que a do homem. Se Jesus Cristo veio ao mundo com o propósito de desfazer a obra do Diabo; e assim, quando viu a mulher como se fosse um boi amarrado, disse: "Vou soltá-la”.
Conclusão:
• O Senhor, ao contrário do Diabo, que escraviza, liberta. Ao contrário que diz que não tem mais jeito ele dá cura. Ao contrário do Diabo que diz que já é tarde ele diz “não importa o tempo (dezoito anos) de sofrimento, de escravidão, eu vim para que tenha vida e vida abundante”.
• Jesus o ama com amor eterno: ele não o desamarrará? Você pertence a ele. É ele quem percorre colinas e vales para achar a ovelha perdida? É ele quem espera o filho arrependido voltar. Sendo assim, não livrará a filha cativa? Seguramente que sim. Pode confiar que sim.
Deus abençoe
Pr Saulo César