terça-feira, 10 de novembro de 2009

O profeta Jonas

VALORES INVERTIDOS
Jn 1.1-4.11


Disse Jesus “ajuntai para vós tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6.20-21). Com estas palavras Jesus não considera errado ter riquezas. Pois, alguém pode possuir muitos bens e mesmo assim ajuntar tesouros no céu servindo ao Senhor com o que possui. Por outro lado, alguém pode possuir pouco e estar preso ao pouco que tem. O mal não é possuir o dinheiro e sim ser escravo dele. E quando isso acontece o dinheiro passa a ser nosso maior tesouro, a comandar nosso coração e a ser o alvo da nossa vida. Jesus usou o dinheiro, porém este princípio pode ser aplicado em todas as áreas de nossa vida. Depende da nossa escala de valores.

Como está minha escala de valores? O livro de Jonas revela que o Profeta estava com seus valores invertidos pelo menos em duas áreas:

1. Em relação à obediência a Deus (caps. 1-2).
a. Ele valorizava mais a sua nação: Se existe no mundo um povo patriota, este povo é o povo de Israel. Quando Deus enviou Jonas para pregar em Ninive, capital da Assiria, era cerca 750 aC., Neste período o Império Assírio tinha o exército mais poderoso da época, e para manter os altos custos deste exército obrigavam os povos vencidos em suas batalhas a pagarem altas taxas de impostos. E Israel, sofria esta exploração por mais de um século. Sendo assim, todos israelitas, inclusive Jonas, que conhecia bem aquela história sentia que a Assíria merecia ser castigada por Deus. Jonas não tinha nenhum problema dizer para os ninivitas que Deus iria destruí-los, mas conhecedor do amor e misericórdia do Senhor, ele tinha dificuldade com o perdão que Deus poderia conceder a eles. Jonas pensou: “pregar em ninive eu, vai que eles se arrependam”. Eu quero que eles sofram
b. Ele valorizava mais a sua vida: Mas, além da vontade que tinha de ver o sofrimento dos ninivitas, outro motivo que tinha para não ir até lá era a preservação da sua vida. Nínive era um centro do crime e impiedade. Seus habitantes eram conhecidos como bárbaros e cruéis. Sua crueldade consistia em fazer com que as pessoas vencidas nas batalhas fizessem longas marcha para o exílio, e depois que chegassem a cidade, furavam seus olhos, cortavam seus braços e depois matavam e empilhavam suas cabeças em forma de pirâmides. Jonas deve ter pensado “eu ir lá. Se eles fazem isso com quem não lhes fizeram nada imaginem com quem vai dizer que serão mortos.
A chamada de Deus para o profeta não poderia ser mais clara,
mas ele amava mais a sua nação e sua vida
do que a à obediência a Deus.
Por isso ele fugiu: Depois de ouvir a ordem de Deus para pregar em Ninive ele fugiu para o lado oposto. Ninive capital da assíria ficava no oriente, mas ele foi para Tarsis, uma distante, além do Mediterrâneo, talvez localizado no sul da Espanha, no ocidente. Para isso, ele não encontrou nenhuma dificuldade.
Por isso ele sofreu. No inicio gozava de uma viagem tranqüila, dormindo no porão do navio, mas o Senhor mudou a sua sorte. Vieram a tempestade, as orações dos marinheiros, a decisão através da sorte e Jonas foi sorteado, lançado ao mar e engolido pelo peixe.
Mas, se arrependeu e foi perdoado. A sorte de Jonas realmente mudou. A tempestade foi providencial, o sorteio foi providencial, o peixe foi providencial. Tudo concorreu para que ele se arrependesse, buscasse a Deus, ser perdoado e reavaliasse seus valores.

2. Em relação ao perdão de Deus (caps. 3-4).
• O cap. três inicia dizendo: “Veio a palavra do SENHOR, segunda vez, a Jonas e Jonas se levantou e foi para Ninive. Ninive, uma das cidades mais antigas no mundo, ficava cerca de 960 Km de Israel, uma viagem de três meses nos tempos antigos. Calcula-se que sua população era de 600.000 habitantes e suas aldeias se espalhavam numa circunferência de mais de 32 quilômetros, por isso levaria cerca de três dias para percorrê-la pregando a palavra. A mensagem de Jonas foi simples, curta e objetiva. “ele pregava dizendo: Daqui a quarenta dias Nínive será destruída. P/ quem gosta de mensagens curtas esta foi um prato cheio.
a. Porém, ele valorizava mais a sua pessoa: Os ninivitas creram em Deus, e proclamaram um jejum, e vestiram-se de panos de saco, desde o maior até o menor. Até o rei levantou-se do seu trono, tirou suas vestes reais, cobriu-se de pano de saco, assentou-se sobre cinza e proclamou um Jejum nacional de homens e animais e forte clamor a Deus. O v. 10 mostra que Deus vendo que se arrependeram mudou seu juízo para misericórdia. O julgamento divino é condicional a ação do homem. Deus não tem prazer na destruição e na dor. E já que ouve o arrependimento o juízo foi cancelado. Mas, Jonas ao invés de se alegrar com a mudança do povo, ficou desgostoso e aborrecido
b. E a planta que lhe proporcionava conforto. Jonas saiu da cidade, para repousar debaixo de uma enramada, e alimentava ainda a esperança de que Deus destruiria Nínive e seus habitantes. Deus lhe deu uma aboboreira para lhe confortar do sol. Porém, ao amanhecer Deus mandou bichos para matar a planta. Novamente Jonas se entristeceu pela planta ter morrido.
O arrependimento dos ninivitas foi real e verdadeiro tanto que Deus perdoou a ciadade, mas Jonas valorizava mais a sua pessoa e a planta que lhe dava conforto do que o perdão de Deus aos ninivitas.
Por isso, tentou Justificar-se: Eu já sabia! Disse Jonas para Deus. Eu já sabia que a tua misericórdia poderia prevalecer se os ninivitas se arrependessem. Por isso eu não queria vir para Ninive. Talvez poderia sentir que falhou como profeta, por não ver o cumprimento da sua profecia. Tal era sua queixa que preferia morrer.
Ficou aborrecido: Não é preciso fazer um estudo psicológico sobre o caráter de Jonas, para tentar descobrir seus motivos. Talvez ele tenha se lembrado da moral dos moradores de Nínive que eram conhecidos como uma raça sensual e cruel e que viviam de saques e orgulhavam-se dos montes de cabeças humanas que traziam de violentos assaltos a outras cidades. E quando o Senhor lhe perguntou se esta sua ira era razoável. Ele respondeu: “sim, até a morte”. Ou seja, ele morreria, mas não mudaria de opinião.
Mas, Deus mostrou que os ninivitas, assim como ele, também mereciam perdão. Deus tratou de Jonas da seguinte maneira: primeiro aliviou sua tristeza, provendo um abrigo depois tirou o abrigo. Assim, Deus extraiu de Jonas a confissão de que ele se preocupava mais consigo mesmo e com a planta do que com as pessoas de Nínive. Quando Jonas sofreu a aflição física, mediante a destruição da aboboreira. ficou indignado por Deus ter matado a planta e que lhe dava sombra. Então Deus mostra-lhe que sua irritação não era justa. Pois, a aboboreira não era sua. Ele não teve nenhum trabalho em plantá-la. Ela teve curto tempo de vida, mas ao contrario Ninive era muito importante para o Senhor lá havia muitas almas arrependidas. Almas que antes, ao contrário de Jonas, que mesmo conhecendo ao Senhor desobedeceu a suas ordens, os ninivitas não discerniam as verdades. Por isso mereciam perdão.

CONCLUSÃO: Aprendemos no livro de Jonas que Deus é misericordioso e soberano e nada pode frustrar os seus planos. Ele pode usar homens como Jonas, como o capitão e os marinheiros do navio. Usa fenômenos naturais como a tempestade, o peixe, a aboboreira, o bicho o vento oriental. Deus pode usar tudo para que seus planos se cumpram. Os ninivitas obtiveram o perdão porque se arrependeram e invocaram o nome do Senhor. Mas para que houvesse esse arrependimento foi preciso que a mensagem fosse pregada: “Como, porém invocaram aquele em que não creram? E como crerão se não ouviram? E como poderão ouvir, se a mensagem não foi anunciada?” (Rm 10.14).

Deus abençoe.

Pr Saulo César – saulo@icecampogrande.com.br

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A Ceia do Senhor


ALIANÇAS são acordos que Deus fez com o seu povo ao longo da história. Essa aliança (trato, pacto, contrato, concerto) consiste no seguinte: De um lado o Eterno Deus do outro o povo de Deus representado pelos patriarcas Noé, Abraão, Isaque, Jacó, Moisés etc. A parte que cabia a Deus era abençoar o povo, dando terra, alimento, proteção, saúde e ao povo cabia a obediência. Durante toda a história da humanidade Deus sempre cumpriu seus acordos, porém a parte que cabia ao homem não era cumprida. Por isso em cumprimento à palavra profética de Jr 31.31-34 Deus fez uma nova aliança (testamento), que foi confirmada ou selada pela morte de Cristo Mc 14.24; Hb 8.6-13; 9.16-22.

Esta Nova Aliança feita através do sangue do Filho é estendida a todos quantos quiserem independente de ser judeu ou gentio, basta apenas aceita-la e terão os pecados perdoados.
Esta Nova Alinaça é aplicada em três áreas
1. Uma Aliança com meu povo (17-22).
Nos tempos apostólicos a Ceia do Senhor era sempre precedida da "festa do amor" (agape). Esta festa tinha como finalidade estreitar os laços de comunhão entre o povo de Deus e também trazer para os dias da igreja um pouco do que tinha acontecido na última Ceia do Senhor com os apóstolos. Esta reunião não se tratava de um ato litúrgico solene, pelo contrário, era uma refeição conjunta com muita conversa testemunho e alegria.
a. Independente de partidos: Ao iniciar este parágrafo que trata da Ceia Senhor Paulo declara que, ao contrário do elogio feito por observarem as ordenanças (2), neste assunto, ele não podia tecer nenhum elogio a igreja (17).
• Na verdade Paulo não tinha o que reclamar da assiduidade deles na igreja. O problema é que os encontros não favoreciam e sim prejudicam a vida cristã. Porque ao invés deles se reunirem para a “festa do amor” se reuniam para a festa da discórdia. Paulo diz que se ajuntavam não para melhorar, mas sim para piorar. Pois, havia partidos, grupinhos e igrejinhas entre eles. Essas divisões surgiram por causa das contendas mencionada no cap. 1, onde Paulo foi informado que em Corinto uns diziam que eram de Paulo, outros de Apolo, outros Cefas, e outros (mais espirituais) de Cristo (1.10-12).
• O problema agora se agravou, pois, os grupos separados manifesta as rupturas da igreja. Ou seja, houve uma seqüência progressiva. Primeiro “contendas” depois “divisões” e agora “partidos”.
• Paulo “ouviu” a respeito, e acrescenta: “Em parte o creio.” Ou seja,  CREIO que a informação não é mentirosa ou exagerada.
• Fato é que na cidade de Corinto havia grupos fechados que lutavam uns contra os outros como “partidos”. Paulo vê esses partidos que atuavam fora da igreja como positivo já que, depois que o cidadão fosse aprovado na NOVA ALIANÇA como cristão fundamentado na Palavra, iria empenhar pela unidade dos fiéis.
Por isso ele diz: “Porque até mesmo importa que haja partidos entre vós, para que também os aprovados se tornem conhecidos em vosso meio”.
b. Independente de classe (condição) social: Era costume cada membro levar sua comida e depositar na mesa da "festa do amor" e ali juntos os ricos e os pobres, os judeus e gentios, se assentavam na mesma mesa e juntos se alimentavam.
• Pelo fato de cada um levar sua comida, havia muita disparidade nas quantidades e na qualidade dos alimentos que uns e outros forneciam, pois uns tinham pouco outros muito. Mas, ao invés do repartirem os alimentos com todos, cada qual conservava para si a parte que tinha levado.
• Paulo chama atenção da igreja dizendo que a “festa do amor” que antecedia a “ceia do Senhor” na verdade já era parte da comunhão dos santos (20). Porém ao contrário de promoverem a comunhão, cada qual comia o seu antecipadamente, uns comiam muito, outros pouco e alguns até se embriagavam. Ao permitirem os excessos, deixando que, alguns saiam dali com fome, e envergonhando os membros mais pobres estão menosprezando a Igreja de Deus.

Sendo assim as tais festas, que tinham o intuito de fomentar sociabilidade, falhavam inteiramente neste objetivo, e o apóstolo aconselhou. É MELHOR QUE PAREM (22).

2. Uma Aliança com meu Senhor (23-27).
A narrativa o apóstolo faz da instituição da Ceia do Senhor, que ele declara ter recebido do Senhor, é a fórmula que a Igreja desde os tempos apostólicos tem usado na celebração da Ceia. Porém toda idéia "carnal" de participação de Jesus na ceia fica excluída pelo fato do Senhor ter dito estas ainda vivo, ou seja, antes de sua morte. Por isso o corpo e o sangue de Cristo são recebidos de uma maneira espiritual e simbólica.
a. Através (fundamentada) do corpo: Jesus era o “Senhor” e ao mesmo tempo homem. E por ser humano tinha condições de entregar seu corpo pelo mundo perdido. Por isso, quando se lê “na noite em que foi traído” não se deve ter em mente que a passagem tem o intuito de salientar a traição de Judas, mas sim que o “Filho” foi “entregue”. Esta entrega não feita por Judas nem pelas autoridades e sim pelo próprio Pai. Isso quer dizer que o Pai não ficou passivo durante o sofrimento e morte do Filho, mas ativo. Seu amor é tão sacrifical e grande quanto o amor do Filho, que obediente se deixa sacrificar.
• No momento da Ceia Jesus vê toda a realidade de morte e no “partir do pão” ao invés de lamentar ele agradece. No seu corpo partido estava todo o amor e eterna redenção dos perdidos. Jesus ofereceu àqueles que estavam na mesa o seu corpo. Não um corpo místico, uma substância transfigurada e sobrenatural, mas justamente corpo terreno, partido por eles.
b. Através do sangue: Assim como fez com o pão, Jesus procedeu com o cálice , tomou, deu graças e ofereceu aos participantes na mesa.
• A distribuição do pão pelo dono da casa era parte do começo de uma refeição, mas prosseguia “após a refeição” e somente depois que o cálice era abençoado e oferecido se concluía a ceia.
• Na distribuição do cálice, porém Jesus profere todo o significado da salvação quando diz: “Esse cálice é a nova aliança em meu sangue.”
• Fica claro que a “Aliança” está no cálice, ou seja, “no sangue de Jesus”. Portanto, quem recebe e bebe do cálice, tem participação na nova aliança. Deus a havia prometido através do profeta Jeremias (Jr 31.31-34).
• O perdão prometido e necessário para essa nova aliança somente pode tornar-se realidade pelo fato de que toda a carga de pecados foi levada por aquele que é o Cordeiro que tira o pecado do mundo. A instituição dessa aliança somente podia acontecer através do sangue e custou o alto preço da morte do Filho de Deus.
c. E em memória de Cristo: Jesus não queria celebrar a ceia apenas com aquele grupo de discípulos. Na Ceia ele olhou para a igreja de todos os tempos e por isso ordenou expressamente: “Fazei isto em memória de mim.”
• A sua finalidade é fazermos recordação do Salvador, em todos os eventos de sua vida, mas principalmente de sua morte realizada por nós na cruz e em recordá-lo, sentirmos sua presença conosco. O “recordar” autêntico traz à presença Dele.
• Para que eu tenha comunhão com ele: A Santa Ceia além de firmar a minha aliança através do corpo e do sangue de Cristo é uma "recordação" para que eu tenha "comunhão" com Ele.
• Para que eu anuncie sua volta: O "Velho Testamento" anuncia um Cristo que veio para padecer o "Novo Testamento" anuncia o Cristo que morreu ressuscitou e que vai voltar. A celebração desta ordenança é portanto, além de anunciara a "morte de Cristo" e um testemunho ao mundo que eu como cristão tenho plena certeza da sua volta (26).

3. Uma Aliança com meu coração (27-32).
Foi assim que o próprio Senhor instituiu a ceia. No entanto, quando uma igreja se reúne para celebrar, tem de celebrá-la de modo digno. Paulo é enfático “Por isso, quem comer o pão ou beber o cálice do Senhor de uma maneira indigna torna-se culpado do corpo e do sangue do Senhor” Quantas pessoas não se torturaram amargamente com a pergunta se são “indignas” e se com sua participação na santa ceia estão pecando contra o corpo e sangue do Senhor! Deve-se notar que indignamente é uma coisa, "indignos" é outra, e indignos nunca deixaremos de ser. Paulo não critica os coríntios por virem à ceia do Senhor como pessoas indignas, mas por destruí-la através de um modo indigno de celebrá-la. Quando diante da mesa do Senhor há divisões dilacerando a igreja, quando um sofre fome e o outro está embriagado, então isso constitui uma “maneira indigna”.
• Se toda celebração da santa ceia é “participação” no corpo e sangue do Cristo, desse modo tornam-se “culpados do corpo e sangue do Senhor”.
a. A fim de examiná-lo: Diante dessa seriedade cresce a obrigação do “exame”. Uma vez que no contexto, está em jogo o “discernir o corpo”, o auto-exame tem a ver com a minha atitude perante a igreja a ceia do Senhor, e principalmente o reconhecimento do meu pecado.
• Afinal, a verdadeira “dignidade” reside unicamente na minha “indignidade” por mim confirmada. Jesus realizou a ceia no passado e a realiza ainda hoje unicamente com “pecadores”. Somente os “perdidos” têm necessidade do sacrifício salvador do corpo e sangue do Senhor.
• Nesse caso, porém, também estão cientes de toda a santa magnitude da ceia do Senhor e não a profanam por meio de uma celebração indigna. Os abusos que se vê em Corinto são inconcebíveis para eles. Paulo aponta para esse alvo corretivo do “exame” para um resultado positivo, à semelhança do que acontece também entre nós, quando falamos de alguém que foi “aprovado no exame”, por isso após o exame “coma do pão e beba do cálice”.
b. A fim de corrigi-lo: Como em todas as situações Paulo leva a sério o corpo e os processos físicos! O corpo pertence ao Senhor, em nosso corpo glorificamos a Deus. Nosso comer e beber pode nos levar à união com os demônios ou com Cristo. É isso que os coríntios, que se orgulhavam da inteligência e liberdade que possuíam precisavam reconhecer.
• O “juízo” sobre àqueles que comiam de forma indigna sem discernimento do corpo não era uma mera ameaça do apóstolo, pois no meio deles a concretização deste fato era notório. “Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem.” Com está declaração fica claro que a culpa também tem um efeito físico e leva a enfermidade e morte.
• Mas havia uma saída para a igreja. Paulo tem para eles uma resposta clara: “Se nos julgássemos a nós mesmos não seríamos julgados”. Portanto é necessário que estejamos atentos sobre nós mesmos, nossos motivos e pensamentos e submete-los ao julgamento do certo e do errado de acordo com a ALIANÇA que fizemos com o Senhor. Através deste julgamento somos disciplinados, porém não condenados.
• O apóstolo termina exortando que dirijam aquelas reuniões da Igreja de um modo decente e ordeiro, prometendo-lhes que discutirá ainda o assunto quando da próxima visita que lhes fizer (33-34).

• Conclusão: O fato de Paulo ter dedicado tanto espaço à doutrina da Ceia do Senhor mostra sua importância na vida da igreja. Sua instituição por nosso Senhor e o mandamento para que a celebremos em sua memória leva-nos a colocá-la no centro da nossa vida cristã. Por isso devemos acertar nossa vida diante da Deus da igreja e do meu coração e participar da ceia.
Deus vos abençoe
Pr Saulo César - saulo@icecampogrande.com.br
“Homens como árvores”
Mc 8.24


Quando Jesus perguntou a um cego depois de curado o que ele via, ele respondeu: “Vejo homens como árvores que andam". Baseado nesta resposta alguém escreveu:
“Somos como árvores que andam”. Devemos aprender a retribuir o mal com o bem: ”As plantas perfumam o pé daqueles que as pisam e dão o carvão para aqueles que as queimam”.
“Somos como árvores que andam”. Devemos aprender a dar bons exemplos: ”A rosa não faz discurso. O perfume que exala é seu grande recado”.
“Somos como árvores que andam”. Devemos aprender a superar as dificuldades: ”A cana depois de esmagada produz o caldo mais doce que existe e o açúcar que adoça o mais exigente paladar”.
“Somos como árvores que andam”. Devemos aprender a fugir da solidão: ”A tempestade arranca a árvore solitária, mas as que vivem na floresta são protegidas”.
“Somos como árvores que andam”. Devemos aprender a conviver com as críticas: “As árvores mais apedrejadas são as que dão os melhores frutos”.
“Somos como árvores que andam”. Devemos aprender plantar boas sementes: “Cultivamos espinhos e quando eles nos ferem esquecemos que são das árvores que plantamos”.
“Somos como árvores que andam”. Devemos aprender com Cristo. Disse Jesus: “Em verdade vos digo: se um grão de trigo não for jogado na terra e não morrer, ele continuará a ser apenas um grão. Mas, se morrer, dará muito trigo.” (Jo 12.24).

Pr Saulo César - Adaptado

Deus abençoe

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

“Abençoado"


De Corpo e Alma

Mc 2.1-12

O capitulo primeiro de Marcos termina informando que, mesmo sem ser a vontade de Cristo, tudo que ele fazia virava notícia. Sua fama se espalhou a ponto de não poder mais entrar nas cidades, por isso permanecia nas redondezas. Mas, mesmo em lugares afastados, as pessoas vinham de longe para ouvirem seus ensinos.

Porém, no inicio do capitulo dois recebemos a informação que dias depois ele entrou novamente em Cafarnaum. E foi nesta ocasião que houve o encontro dele com um paralítico. Este paralítico é conhecido por Paralítico de Cafarnaum. Mas, dei a ele o nome de “Abençoado”. Ele foi abençoado de Corpo e Alma.

Ele foi totalmente abençoado por dois motivos:

1. Ele era rodeado por bons amigos (1-4).

Marcos informa que casa em que Jesus estava que curiosamente era a sua própria casa, estava superlotada. Tanto que até a porta estava interditada. Mas, enquanto muitos ouviam dentro da casa outros tentavam entrar. Esta foi uma das ocasiões em que o acesso a Jesus era muito difícil, porém não impossível. Foi nesta situação que encontramos o “Abençoado’” com seus bons amigos.

a. Amigos preocupados: O texto fala que enquanto Jesus pregava a Palavra, dentro da casa quatro homens chegaram conduzindo um amigo paralítico em sua cama. Esta cama normalmente era uma esteira que facilmente se enrolava e desenrolava e levava para onde o paralítico fosse.

b. Persistentes: Estes homens venceram todos os obstáculos para conduzi-lo até a presença de Jesus Primeiro levando até a casa. Depois, sem ter condição de entrar por causa da multidão que ocupava o interior da casa, subiram ao telhado da casa e abriram um buraco para depois desceram o homem no leito diante de Jesus.

c. cheios de fé: É provável que os presentes tenham ficado muito irritados com a petulância, desses homens, mas Jesus se alegra com a ação deles.Nesse empenho, que ultrapassa todos os esforços comuns, ele constata fé uma fé viva, que rompe todas as barreiras. Para o doente com certeza significava muito sofrimento chegar a Jesus por uma via tão incomum. Foi deitado no meio do grande número de presentes, exposto aos olhares de todos.

Porém, por mais que estes ajudassem, não poderiam fazer o que somente Jesus poderia fazer. Eles foram até onde podiam e fizeram tudo com louvor. Tiraram DEZ. Porém, de agora em diante o trabalho cabia ao mestre, ao Senhor dos senhores o CRISTO.

2. Ele encontrou o melhor amigo (5-12).

Nada passa despercebido aos olhos de Deus. Os olhos de Deus estão sempre atentos àquilo que acontece. Ele olha o passado, o presente e o futuro. Jesus sabia o que tinha acontecido até aquele momento e também tinha total controle de tudo que estava em sua volta. Agora sim o paralítico estava para ser TOTAMENTE ABENÇOADO porque estava frente a frente com aquele que era seu melhor amigo.

a. Amigo que recompensou (observou) sua fé: A fé é pode até ser vista sem palavras, mas jamais sem ação. Baseado no ato, o simples fato de se ter fé num mundo que opera a dúvida e a desconfiança já é um milagre. Jesus admirado com a ação elimina qualquer separação que poderia haver entre o necessitado e o abençoador e chama o paralítico de “Filho”, Com este tratamento Jesus o convida para ocupar sua casa. Para fazer parte da “família de Deus”. O paralítico de repente se vê envolto em total proteção e comunhão com o mestre. Neste clima abençoado de total comunhão Jesus surpreende todos os presentes.

b. Dando-lhe perdão: Para muitos de cultura e tempo diferentes, o procedimento de Jesus pode parecer estranho. Pois, se o homem carecia de saúde porque Jesus deu primeiro o “perdão” – que decepção! Jesus não poderia ser tão insensível e anti-social. Porém, fica claro o ensino que Jesus passa: nós queremos saúde e melhora da situação, mas Jesus diz: “espera um pouco” quero te dar algo maior primeiro. Jesus leva mais a sério os nossos pecados do que a nossa cura física. E como nossos pecados dão “trabalho” (Is 43.24). Para ele o perdão continua sendo o substantivo que importa, e não há nada maior na terra.

Porém não é o fato dede perdoar os pecados primeiro que surpreende as autoridades religiosas da época, pois para os judeus, o sofrimento e a culpa estavam sempre ligados ao castigo para os pecados (Jesus rejeitou expressamente este ensino), e sim, a sua autoridade para perdoar estes pecados. Tanto que arrazoavam entre si: Quem pode perdoar pecados, senão um que é Deus?

Isto é blasfêmia! Diziam eles, pois qualquer pessoa que de algum modo questionasse a majestade de Deus era um blasfemador digno de morte, mesmo que não aplicasse uma fórmula expressa de maldição ao nome de Deus. Para eles, este era o caso aqui. A expressão “um, que é Deus” vem do início da confissão de fé judaica. Todo homem judeu aprendia esta confissão logo que começava a falar. Jesus parecia ter profanado este precioso tesouro da fé. Ele se colocara como Segundo ao lado do Único, pois só Deus perdoa pecados. Para eles, ali estava alguém que se atreveu a dar o perdão que era exclusivo de Deus.

Jesus pronuncia o perdão à parte de sacerdócio e dos sacrifícios feitos por eles. Ele os dá direto do coração de Deus. Jesus não se passava por outro quando perdoava, mas revelava quem ele era e a autoridade que possuía como Filho do homem celestial. O próprio Deus estava por trás dele, o Deus único perdoava pelo homem único, Jesus. Em Jesus o Deus perdoador entrou em cena e começou a cumprir suas últimas e maiores promessas. No pensamento judaico, o ato perdoador de Deus estava no futuro, porém, Jesus traz para o presente.

c. Dando-lhe a cura: Jesus respondeu: “Aquele que conhece os corações pode perdoar o pecado” e se eu posso perdoar pecados, algo que não pode ser averiguado pelos seus olhos, a minha autoridade pode ser demonstrada se o perdoado andar. “Então para que saibam que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados digo ao paralítico: levanta-te, toma o teu leito e anda”. O homem perdoado recebeu a força de se levantar e andar. Com isto os professores da lei estavam presos na armadilha, já que vinculavam tão estreitamente a cura ao perdão, quando Jesus deu movimento ao paralítico, ficou evidente que ele antes movera o coração de Deus, isto é, colocara a graça em movimento. Deus legitimou seu porta-voz fazendo o paralítico soltar-se da sua esteira, tomando o leito. A esteira que até então era símbolo da sua miséria, agora se torna símbolo da sua vitória e sinal de libertação.

Conclusão: A obra se completou. A benção foi concluída na vida do “abençoado” e os espectadores deram glória a Deus. Ao jubilarem, expressam que pressentem um novo tempo, do qual Jesus, mensageiro das boas novas chegara com suas credenciais. Ali se revelou um evangelho que “nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1Co 2.9).

Deus abençoe

Pr Saulo César

saulo@icecampogrande.com,br

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Heróis da Fé


Hb 11.32-40

Ter fé é possível? Será que podemos? Fazendo uso de um jargão que está na moda digo: “Sim, nós podemos”! E para fundamentar esta verdade o autor da carta aos Hebreus, depois de dar um breve conceito sobre a fé, passa a exemplificá-la através da vida de homens e mulheres que viveram no passado. Ao falar da fé destes, o autor, diz que a fé é possível, pois se os antigos conseguiram a igreja contemporânea também conseguirá. Por isso, este capítulo é chamado de “a galeria dos heróis da fé”. Nele encontramos HOMENS DE FÉ.

No trecho que lemos encontramos algumas caracteriscas destes homens.

1. Homens que tiraram forças da fraqueza (32-34).

Depois de listar vários nomes, faltava tempo para o escritor sagrado falar de Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e outros profetas. Homens, que mesmo sendo considerados fracos, tiveram que lutar para continuar vivendo. Por isso, ele faz uma lista de seus atos notáveis. Fecharam a boca de leões como Davi e Daniel; sobreviveram a força do fogo como os amigos de Daniel; superaram reinos poderosos, escaparam da espada afiada se tornaram fortes na guerra e colocaram para correr exércitos poderosos como Davi, Gideão, Baraque e Sansão.

2. Homens que o mundo não merecia (35-38).

Ainda que a fé possa dar ao homem a vitória sobre a morte por ocasião da ressurreição, pois alguns deles experimentaram a recompensa ainda nesta vida, (ex da viúva de 1Re 17.17-24 e a Sunamita de 2Re 4.25-37), outros tiveram que buscar a fé para continuarem firmes durante o sofrimento. Uma fé que externamente não era recompensada, pois sofreram aprisionamentos, torturas, viveram como fugitivos e foram exilados. Ao recusarem o livramento terreno, porque o mesmo só poderia ter sido desfrutado ao preço de renegarem a fé, declararam em alto e bom som que “o mundo não era digno deles”, ainda que, nos seus dias, o mundo pensasse ao contrário, tratando-os como indignos. E para eles Deus tem preparado uma cidade que os receba com dignidade (16).

3. Homens que souberam esperar a promessa (39-40).

Homens que, mesmo sabendo que a promessa estava distante e mesmo sem ser ver a promessa se concretizar, esperaram e creram. O alvo, a esperança que tinham eles nunca atingiram, pois Deus, em sua providência, reservou a nosso respeito, isto é, aos crentes cristãos, a bênção que aqueles não gozariam de sua consumação enquanto não fôssemos trazidos para dela compartilhar também. Fica aqui subentendido que os homens de fé, tanto do Antigo Testamento como do Novo Testamento, são chamados para pertencer àquela companhia de salvos segundo o propósito de Deus (Hb 12.22-24).

Conclusão: Por que o autor, ao invés de falar somente da fé de um deles, faz uma lista de vários nomes? Nomes cuja vida seus leitores conhecia muito bem? Somente em Davi ou Daniel ele já encontraria exemplos suficientes de fé para que seus leitores pudessem se apegar. Creio que foi justamente para mostrar que cada um deles teve, a seu modo, experiências de fé com o Deus vivo. E isto pode ser transferido para a igreja. Pois, na fé não existe uniformidade. Cada um experimenta o encontro com Deus de uma maneira particular. A fé de Davi era somente sua e a fé de Daniel pertencia somente a ele. E eles exerceram sua fé nos momentos únicos que cada um teve durante a vida. Eu tenho a minha fé e você tem a sua. É necessário, portanto, que tanto a minha como a sua fé, seja aplicada durante todo o tempo de vida que Deus nos concedeu.

Deus abençoe.

Pr Saulo César

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Um Caminho Excelente - 1Co 13.1-13

Quando me tornei homem

1Co 13.1-11

A vida na infância é divertida e sem grandes responsabilidades. A criança é espontânea e, por ser criança, sua franqueza causa risos e na maioria das vezes é tolerada e estimulada. No mundo infantil não há autocontrole, paciência ou limites – exceto os que os pais impõem. Em geral, no seu mundo, a criança é o centro. Tudo gira em torno dela. Porque ela não conhece o mundo real. Quando Paulo escreve acerca do amor ele diz: “quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino”. Isso significa abandonar os sentimentos e pensamentos do mundo infantil. Na vida adulta o amor não é mais um mero sentimento, e sim uma atitude coerente e uma postura nova diante de Deus e da vida. Ao contrário das crianças, o homem adulto deve saber sofrer, esperar, crer e suportar. No entanto, infelizmente há muitos adultos que se portam como crianças, sem autocontrole, sem noção de limites e buscando seus próprios interesses. Estes crescem apenas na estatura, porém continuam com o comportamento infantil. São anões espirituais. O amor é um dom supremo. Porém, amar como Deus deseja que amemos não é fácil. Será que, à semelhança de Paulo, não há padrões, pensamentos ou sentimentos infantis que precisamos deixar? Que em nossa vida a dor do amadurecimento seja encarada com a maturidade de um adulto e com a leveza de uma criança! Assim trilharemos um caminho excelente.

Pr Saulo César

Adaptado do Pão Diário 27/08/08.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Aniversário da ICE Campo grande











Fotos do Culto de Ação de Graças pelo 22.º Aniversário da Igreja Cristã Evangélica de Campo. Dia 26 de Setembro de 2009.

Salmo 131

Quietude

Sl 131.1-3

Três vezes por ano, nas ocasiões das grandes festas, o povo judeu caminhava até Jerusalém para adorar e cultuar ao Senhor. Esta caminhada era chamada de “subida” e os cânticos que o povo cantava eram chamados de "Cântico dos Degraus" ou "Cântico de Romagem". O Salmo 131 era um destes cânticos.

Em cada versículo deste salmo encontramos uma lição:

1. DAVI - Um exemplo a seguir (V. 1).
Uma das formas de saber o que o homem tem no coração é ver para onde ele direciona seu olhar. O coração do homem se mostra olhar. Davi diz que seu coração não era soberbo, no hebraico “gabahh”, ou seja, arrogante, orgulhoso e por isso seu olhar não se elevava.
Davi foi diferente do patrão humano: O primeiro rei de Israel foi Saul “moço e tão belo, que entre os filhos de Israel não havia outro mais belo do que ele; desde os ombros para cima, sobressaía a todo o povo” (1Sm 9.2). Sua escolha se deu na ocasião em que ele procurava três jumentas do seu pai que tinham se perdido. “Estando Saul no meio do povo, era o mais alto e sobressaía de todo o povo do ombro para cima. Então, disse Samuel a todo o povo: Vedes a quem o SENHOR escolheu? Pois em todo o povo não há nenhum semelhante a ele. Então, todo o povo rompeu em gritos, exclamando: Viva o rei!” (1Sm 10.23-24).
Davi foi semelhante ao padrão divino: Saul havia se afastado do caminho do Senhor e por isso o Senhor tirou dele o reino. Nesta época disse o Senhor a Samuel: “Encha um chifre com azeite e vá a Belém, pois eu escolhi um dos filhos de Jessé para ser o futuro rei de Israel.” (1Sm 16.1). Quando Samuel viu Eliabe, o filho mais velho, pensou: Certamente este é o homem. Mas, o SENHOR disse: “Não se impressione com a aparência nem com a altura porque não julgo como as pessoas. Elas olham para a aparência, mas eu vejo o coração” (1Sm 6-7). Quando Davi chegou a presença de Samuel o SENHOR lhe disse “É este, unja-o". Daquele dia em diante, o Espírito do SENHOR se apossou de Davi” (1Sm 16.6-13).
Davi não vivia sonhando com aquilo que estava além da sua capacidade. Ele não se exercitava em assuntos irrelevantes e difíceis de compreender, tampouco a procura de coisas grandes e maravilhosas. Ele era um homem simples, modesto e humilde. Ele não queria ser colocado no alto, estar elevado e exaltado. Ao contrário, ele queria ser olhado pelos homens como se estivesse no mesmo nível deles. Porém, ao se posicionar assim, Davi se mostra como o homem segundo o coração de Deus. Que tal seguir seu exemplo. Davia foi um homem acima da média. Que não buscava a notoriedade e o reconhecimento humano.

2. QUIETUDE - Uma receita a aprender (v. 2).
Quem nunca ouviu seu pai ou sua mãe dizer “fica quieto menino”. Eu já ouvi esta ordem muitas e muitas vezes. Mas, na maioria das vazes não ficava quieto e por isso acaba sofrendo conseqüências graves. Nossa vida é levada muito mais pela atividade do que pela passividade. O homem está sempre buscando alguma coisa indo atrás de alguma coisa e nunca esperando por elas. Ao contrário desta busca incessante o salmista nos ensina a ter:
Uma alma sossegada:
“fiz calar e sossegar a minha alma”. Tem um hino antigo que diz: “descansa oh alma eis o Senhor ao lado”...deixa o Senhor tomar de cuidado....” O significado da palavra sossego é literalmente “ficar em silêncio”. Ou seja, fazer com que seus desejos emocionais (chamados aqui de "minha alma"), antes tão ansiosos e seja serenados e aquietados. A verdade é que quando nossos desejos são controlados, nossas atitudes se tornaram serenas. Porém, isso não quer dizer falta de atitude, de vontade ou preguiça, Mas, atitudes e vontades corretas e dirigidas por Deus. Fundamentadas na resposta de Deus.
Uma alma educada: “como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo”. Assim como uma criança desmamada repousa satisfeita sobre o seio da mãe, assim era a alma de Davi para com ele. Davi conseguiu interagir com sua alma e dizer para ela “Aquieta-te”, não se afobe não se deslumbre, “espera no Senhor, confia Nele e o mais Ele fará” (Sl 37.5). Ele queria que sua alma renunciasse aos anseios e se colocasse totalmente nas mãos de Deus. Ele conseguiu. Ele educou sua alma. A sua alma aprendeu. Ela se tornou mansa, educada, alimentada. Assim como uma criança se aquieta nos braços da mãe depois de amamentar, a sua alma agia para com ele. Não havia mais conflitos de interesses entre ele e seus desejos. Não havia mais brigas e discussões interiores. Havia paz e sossego. Que tal aprender com Davi. Que tal dizer para minha alma “Aquieta-te”, Não se deslumbre com coisas demasiadamente grandes para você. Espera no Senhor.

3. PACIENCIA - Um conselho a ouvir (v. 3).

O que o Davi desejava é que todos experimentem o que ele experimentou. A experiência que ele tinha com Deus deveria ser compartilhada com o povo para que pudessem ter a mesma paz. Por isso ele aconselha:
Espera no Senhor: Davi sabia do que estava falando. Um dos segredos para que tivesse uma vida vitoriosa foi saber “esperar”. Quando Samuel o ungiu como o novo rei de Israel ele teve que esperar Saul morrer para ocupar o trono. Mesmo sendo perseguido por Saul ele esperou. Esperou enquanto fugia pelas montanhas, escondido em cavernas e se passando por louco. Davi soube esperar e seu dia chegou. Pois, Deus sempre cumpre as Suas promessas. Jesus também soube esperar. Esperou 30 anos para iniciar seu ministério. Ele não avançou nem tampouco retardou seu trabalho. Ele cumpriu Esperando no Senhor.
Espera confiante: Você já fez uma viagem longa para rever um lugar ou pessoas que vê a algum tempo. Sempre faço viagens assim. Quando viajo para Goiás ou São José dos campos, lugares onde tenho muitos amigos e parentes eu não vejo a hora de chegar. Os cânticos que os israelitas cantavam no caminho para Jerusalém, além de servir para a adoração a Deus, também poderiam servir como forma de diminuir a ansiedade da chegada. Esperar no Senhor não é uma espera estática, mas atuante. Ou seja, avançando de acordo com a direção e vontade de Deus. Quando viajamos dirigidos e de acordo com a vontade de Deus, não ficamos estáticos e sim avançamos. Porém, mesmo sabendo que este anseio possa existir Davi orienta o povo a ter paciência. Está paciência deveria ser vivida, hoje, amanhã e durante a vida toda. Paciência que se fundamenta na imutabilidade de Deus. Pois, Deus é IMUTÁVEL. Ele não está sujeito a mudanças. Deus sempre cumprirá sua vontade e suas promessas.

“Jesus disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.” (Mt 18.2-4)

Deus abençoe
Pr Saulo César

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Segunda Carta de João

A carta do Ancião para a Senhora Eleita
2Jo 1-13

A 2º carta de João, assim como os demais livros escritos por ele, o nome do autor é omitido. A autoria das suas cartas somente pode ser identificada pela forma e estilo de escrita que se assemelha ao Evangelho escrito por ele, no qual João se identifica como "o discipulo a quem Jesus amava". É provável que as três epístolas tenham sido escritas por volta dos anos 90 dc em Éfeso, onde João viveu depois que voltou do exílio.
A segunda carta de João nos revela duas verdades:

1. O amor do Presbítero para com a Senhora Eleita (1-4).
a. Amor revelado no carinho: O Presbítero, no grego “o ancião” ou “o mais velho” era conhecido respeitosamente como “o velho João”. A “Senhora eleita” seria uma igreja da Asia e os seus filhos seriam os membros desta igreja. Nos comentários surgem alguma dificuldade em definir quem seja esta "senhora eleita". Porém eu acho mais importante não é descobrir quem seria esta “senhora eleita”, mas sim, a forma carinhosa de se tratarem. Pois, quando eu falo com alguém que tenho carinho e afinidade não há necessidade de dizer o meu nome ou perguntar o nome com eu estou falando. Reconhece-se apenas pela voz ou como, no caso de uma carta, pelos traços da letra e particularidades que há entre as partes. Por isso “O Ancião” ao escrever a “Senhora eleita e aos seus filhos” tinha absoluta certeza de que seria reconhecido por ela e por todos da sua casa, sem necessitar de cerimônias e apresentações formais. Quando o “ancião” escrevia, todos sabiam de quem se tratava, pois “o velho” João se relacionava de forma intima com eles.
b. Amor fundamentado na verdade: Quando o “ancião” escreve a Senhora eleita e aos seus filhos, lhes assegura seu amor: “a quem eu amo na verdade”. Neste particular duas palavras se destacam: primeiro o “eu” que demonstra um sentimento pessoal, algo próprio de João. Segundo a “verdade”, ou seja, a pura realidade, algo legitimo. A igreja que recebeu a carta teve o privilégio de saber que João “realmente” a amava. Contudo ele não está sozinho nesse amor. O amor que João sentia não era restrito e centralizado, ele era um amor família. João fez questão de dizer que todos que estavam com ele amavam a Senhora Eleita e amavam verdadeiramente. No verso DOIS João diz que ama essa igreja “por causa da verdade que permanece”. João, “o ancião” expõe a verdade divina que é permanente perante a perigosa proposta da se deixarem atrair por novas correntes e tendências. E ACRESCENTA: “verdade que estará conosco eternamente.” Se não a abandonarmos por causa de novas “verdades”, ela não só “permanece em nós”, mas também há de “estar conosco”. Isso que dizer que a “verdade” não é inativa mas, atua em nós, ela molda todo o nosso pensar, falar e agir. E não somente hoje e amanhã, mas, até a “eternidade”. Esse amor real é algo diferente de simpatia humana. É amor baseado sobre a “verdade” e que não pode ser separado dessa verdade. Pois, quando a verdade de Deus não “permanece em nós” o verdadeiro “amor” já não existe. É justamente essa “verdade” que está em jogo – até os dias de hoje.
A razão para João dar tanto destaque à “verdade” na sua carta reside na situação da igreja, não só daquele tempo, mas, também de hoje de estar vivendo um amor passageiro frouxo e vazio.

2. O cuidado do presbítero para com a senhora eleita (5-13).
a. Cuidado para não se desviarem da verdade: A conduta correta é determinada por “um mandamento” que “recebemos do Pai”. Não são ideais próprios, ou moral humana que torna verdadeira e certa a vida do cristão e da igreja. João apresenta um pensamento centralizado em Deus. Por isso, a única vontade que deve ser determinante em nossa vida é a de Deus e este fundamento não é novo diz João “mas, existe desde o principio". João pede a igreja que mantenha o passo firme o tempo todo. Deste modo o apóstolo protege a pureza e a verdade do “amor” contra todas as deturpações humanas.
b. Cuidado com as falsas doutrinas. Na época de João havia um movimento intelectual e religioso chamado “gnosticismo” que pregava que no corpo não havia nada de bom e somente a alma era santa e pura. Baseados neste princípio os adeptos desta filosofia pagã praticavam orgias e desfraldavam o corpo. Alguns "cristãos" influenciados por esta filosofia começaram a divulgar nas igrejas a pratica de um cristianismo “superior”, ou seja, a crença que a alma é santa e o corpo é mal. Era nisso que residia o perigo. João escreve que esses “sedutores sairam para o mundo fora pregando que Cristo não veio em carne”. Com orgulho esses falsos mestre se apresentavam nas casas como os "superiores" que traziam algo puro e muito melhor. João assinala que é possível alguém adiantar-se, ir além, desviar-se do Cristianismo ao se enveredar por novidades. Os “sedutores” não pregavam ensinos que podiam ser tolerados. Sua proclamação ataca o cerne da mensagem apostólica, fere mortalmente “a verdade”, pois, “não confessam Jesus Cristo como aquele que vem na carne”. Seu “Cristo intelectual” não é o Redentor do pecador por intermédio da morte na cruz. Ao oferecer um Cristo maior e mais perfeito se equivocam em relação ao envio real e indispensável do Filho de Deus “na carne”. Ao deixar a verdade e se enveredar pelo novo negam o real amor de Deus, que enviou seu Filho para a reconciliação por nossos pecados. Portanto não está em jogo opiniões que poderiam representar riqueza teológica, mas a própria salvação, ameaçada por enganadores e anticristo. “Acautelai-vos” diz João “Para que não percais o que alcançamos com esforço". A igreja não se deve deixar iludir por tudo isso. “Todo aquele que vai além e não permanece na doutrina do Cristo, não tem a Deus.” Independentemente do que as igrejas possam “ganhar” com os novos ensinamentos, elas perdem a Deus, o Deus real e seu verdadeiro amor. Por isso ele enfatiza “não deve acolher os que não trazem essa doutrina”. Porque recebê-los significa dar apoio. Não sejam cúmplices de suas obras más diz João.
Conclusão: João, mesmo avançado em idade, se preocupou com a "Senhora Eleita" e seus filhos ecrevendo uma maravilhosa carta. Porém, sua preocupação não se limitava apenas à esta carta, a sua vontade era escrever mais, pois tinha muito que escrever. Mas, quero continuar a falar do meu amor e dar-te os meus conselhos pessoalmente, boca a boca, frente a frente. Quero abraçar-te e me alegrar contigo "Senhora Eleita". Assim o meu gozo será completo diz o "ancião". Aprendamos com João. Amemo-nos uns aos autros e tomemos cuidado com as falsas doutrinas que pregam por ai.

Deus vos abençoe
Pr Saulo César.

sábado, 5 de setembro de 2009

Pai Nosso


Vocês devem orar assim
Mt 6.5-13


A oração do Pai Nosso está inserida dentro do Sermão do Monte. No inicio do Sermão o Evangelista Mateus escreve: “Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e assim que assentou seus discípulos se aproximaram e ele passou a ensina-los (Mt 5.1-2). Em meio a este ensino, baseado nas orações que tinha presenciado, Jesus destaca dois grupos. O primeiro era aquele que orava para ser notado e aplaudido. Jesus chama este grupo de “hipócritas”. O segundo era aquele que orava de forma mecânica usando “vãs repetições”. Jesus chama este grupo de “pagãos”.

O apóstolo Tiago diz: “Não conseguem o que querem porque não pedem a Deus. E, quando pedem, não recebem porque pede errado, pedem para esbanjar em prazeres terrenos” (Tg 4.2-3).

Ao apresentar este dois grupos aos seus discípulos Jesus enfatizou que os verdadeiros discípulos tinham que ser diferentes. Disse Jesus: “sejam diferentes deles” (Mt 6.8). Vocês não podem ser fingidos como os “hipócritas” nem tagarelas como os pagãos. “Não sejam como eles! Vocês devem orar assim.”

Na oração do “Pai Nosso”
Jesus ensina aos seus discípulos duas lições:

1. Dirijam suas orações ao Pai.
Jesus inicia a oração chamando Deus de Pai. Por isso o “Pai Nosso” só pode ser proferido de forma verdadeira por quem é “renascido”, somente o filho de Deus pode dizer “Pai”. Por outro lado, o indivíduo ao orar, ora como membro de uma comunidade. Quando se ora “Pai nosso” o cristão é desviado do eu e direcionado para Deus e para a comunidade que pertence. O termo “nosso” transcende do quarto de oração para o Trono de Deus e vai além, contagiando toda a Igreja de Cristo e se estendendo por toda a Terra. Assim, a oração em secreto torna-se a “oração que alcança o mundo”.
Mas, também ao dizer “Pai que estás nos céus” estamos impedidos de banalizar o nome de Deus (paizão ou o cara lá de cima). A expressão “Pai nos céus” combina a bondade, que gera confiança, com o respeito devido àquilo que é mais sagrado, ou seja, o nome de Deus. Qualquer intimidade grotesca e falsa deve ser excluída. A confiança e intimidade com Pai jamais pode tornar irreverente.
A prioridade não é tratar da minha pessoa e da minha vontade e sim da pessoa de Deus e da sua vontade.
Pai teu nome é santo (9):
Isto é, considerado com todo o respeito. O nome de Deus não é uma simples combinação de letras D,E,U,S. Seu nome revela seu caráter sua essência sua atividade. Portanto o nome de Deus revela Deus. Quando eu oro “santificado seja teu nome” está implícito que eu quero que sua santidade se manifeste em mim e seja vista em mim.
Que venha o teu reino (10a). Assim como Deus é Santo ele também é Rei. Ele reina com poder absoluto sobre TODA a criação e sobre TODA a historia. E quando eu oro que seu reino venha significa que eu desejo verdadeiramente que seu governo cresça em mim e por toda a Terra. Implica também que este reino inicia agora e se estende para a eternidade. É o já e o ainda não. Já o temos, convivemos com ele, mas não o temos totalmente.
Que tua vontade seja feita (10b): A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. Portanto resistir a sua vontade é loucura e aceita-la é sabedoria. Está vontade é tão sublime que Jesus orienta para orar pedido que a vida na terra se aproxime o máximo possível da vida no céu. Ou seja, assim como a perfeita vontade do pai é aceita e praticada no céu, ela também precisa ser aceita e praticada em minha vida e também na terra.
Quando nos conformamos com os conceitos do mundo ficamos preocupados com o nosso nome com nosso reino e com a nossa vontade. Os cidadãos do reino de Deus têm de santificar o nome de Deus, deixar que o reino de Deus se torne realidade entre eles, e fazer com que a vontade de Deus atinja validade absoluta já agora na vida diária. Não podem apenas dizer: “Senhor, Senhor”, mas precisam fazer a vontade do Pai (Mt 7.21).
2. Façam seus pedidos ao Pai.
Após serem colocadas nossa preocupação em relação à gloria de Deus, seguem as questões pessoais. Momento de expressar toda nossa humildade e dependência diante do pai. Nota-se que, ao colocar Deus em primeiro lugar, não significa eliminar nossas necessidades pessoais. Visto que Deus é nosso Pai, como Pai ele está preocupado com o bem estar de seus filhos. Portanto, deixar de citá-las em oração é tão errado quanto coloca-las em primeiro plano.
Novamente o indivíduo está situado diante do “Pai do Céu”, mas ele também é membro da comunidade, por isso se repete a palavra: “nosso” nas petições seguintes.
Pai dá-nos o pão de cada dia (11): Conta-se a história de um homem que fazia sua primeira viagem de navio. Os passageiros perceberam que ele não aparecia para comer às refeições, ao invés disso viram comendo bolachas. Só no último dia é que o viajante soube que, ao comprar a passagem ele tinha direito às refeições. Era necessário apenas pedir o alimento. Ele deixou de comer porque deixou de pedir. Muitos cristãos são como esse homem a bordo do navio. Passam fome porque não pedem o pão de cada dia ao Pai Celestial. A palavra “Pão” deixa de lado o luxo e o consumismo e exorta para a simplicidade e o controle dos nossos desejos. Lutero considerava o “pão nosso de cada dia” simbolizava todas as necessidades básicas desta vida, tais como: alimento, a saúde, a moradia, a bem estar da família, o bom tempo e um bom governo. Mas, além da palavra “Pão” Jesus acrescenta “de cada dia”, sugerindo "rações diárias" ou seja, dependência diária. Se usado de manhã "o pão de hoje" e se usado à noite "o pão de amanhã". Assim, devemos viver um dia de cada vez.
Perdoe nossas dívidas (12): O perdão é tão necessário para a saúde da alma como o alimento é para o corpo. Progride do material para o espiritual, “do pão para o perdão.” Esse duplo pedido constitui todo o anseio do ser humano. Pois, o homem é corpo e alma. Todo pecado constitui uma dívida perante Deus. E está divida deve ser paga. Porém ao calcular o custo desta divida percebe-se que é impagável. Por isso, o Pai nos dá o perdão gratuito. Um perdão ilimitado, compassivo e divino. Ao conceder o perdão o pai anula a acusação e cancela toda a pena imposta aos devedores. Porém este pedido está condicionado ao meu procedimento em relação ao próximo. Ou seja, para que o perdão e a graça de Deus atuem em mim é imprescindível que eu também perdoe. Contudo, persiste o fato indiscutível de que entre o meu perdão e o perdão do Pai existe uma grande diferença. É impossível comparar o perdão de Deus com o nosso.
Mas, livra-nos do mal (13): Que mal é este? É o mal que, mesmo depois de ser perdoado, rodeia a vida do crente. É como se o mal estivesse sempre presente dia após dia. Ao pedir ao Pai que não nos deixe cair em tentação (algumas traduções diz: não nos induza à tentação), mas livra-nos do mal, devemos entender que: o mal vem do maligno e não de Deus. Tiago diz: “Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta” (Tg 1.13). O maligno que arrebata a boa semente que foi semeada no coração (Mt 13.19). Por isso este último pedido deve ser feito assim: Pai livra-nos de cair nas tentações que o maligno nos traz. Cônscio de sua própria impotência e fraqueza, o filho de Deus volta-se ao Pai, pedindo que ele livre seu filho do poder aliciador do maligno. Permanecer longe do mal só é possível pela mão salvadora e protetora de Deus.
Por isso O “Pai nosso” é mais que uma oração. É uma lição de como devemos orar.
A partir do momento que eu buscar a Deus não para ser visto pelos homens e ser aplaudido por eles, mas para ser visto por Deus. Para honrá-lo, glorifica-lo e humildemente pedir suas benções então serei um verdadeiro filho. Serei abençoado. A partir do momento que eu buscar a Deus não de forma mecânica e vazia, usando palavras sem pensar, que não significam nada para mim, que não quer dizer o que realmente sou e o que sinto. Mas, para dizer verdadeiramente que ele é meu Pai e que eu sou teu filho. Por isso ele tem primazia e eu dependo dele. Então serei abençoado.
Deus abençoe
Pr Saulo César

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Ao Deus desconhecido

At 17.1634
Don Richardson em seu livro fator Melquisedeque conta que certa tribo da América Central que adorava o Deus sol mudou de idéia, pois certa vez quando estavam cultuando o sol uma simples nuvem cobriu a sua luz. Então levados pela lógica passaram a cultuar o Deus que criou o sol. Porém nem todos chegam a esta conclusão. Assim com foi na época de Paulo ainda hoje existem muitos povos que não conhecem a Deus. Povos que acreditam que comendo os corpos das pessoas mortas faz com que estas permaneçam entre eles. Casais que quando nascem filhos gêmeos, sacrificam um deles por acreditarem que um é amaldiçoado. Pessoas que roubam e matam crianças para sacrificar a Deuses estranhos. Pessoas que reverenciam seres extraterrestres, animais e duendes. É fato, existem muitas pessoas que adoram outros deuses por não conhecerem o Deus verdadeiro. Enquanto que existe muitos a quem o Deus verdadeiro já foi apresentado e não o adoram. Você conhece o Deus verdadeiro? Você o adora, cultua, serve?
No texto Deus é apresentado como:

1. O Deus que Atenas não conhecia (16-23a).
Apesar da religiosidade: Atenas era a principal sede de ensino do mundo civilizado da época. Toda a filosofia do mundo era centralizada e debatida nos seus tribunais. Certo historiador afirmou que em Atenas tinha mais de 30.000 imagens de deuses. Outro disse que em Atenas era mais fácil achar um deus do que um homem. Para os atenienses ter somente um deus era ignorância e sinal de pobreza. Tanto que quando Paulo disse sobre Jesus e a ressurreição eles entenderam que se tratava de dois deuses. Um era Jesus e outro ressurreição. Dizem que todas as religiões são boas e levam a Deus. Isso é uma armadilha do Diabo. João diz que a única religião verdadeira é aquela que aquela que confessa que Cristo veio ao mundo para salvar a humanidade (1Jo 4:2-3).
Apesar da busca por novidades: Na cidade havia dois grupos filosóficos os epicureus e os estóicos. Os epicureus entendiam que o prazer deveria ser o alvo do homem. Por isso buscavam a total ausência da dor. Os estóicos viviam na busca da auto-suficiência. Para eles o homem racional era totalmente auto-suficiente. Quando estes se encontraram com Paulo disseram que era um tagarela, ou seja, um papagaio que propaga idéias sem importância. Mas, também tinham também um enorme gosto por novidades. Estavam curiosos, pois todos de Atenas não falavam outra coisa.
2. O Deus que Paulo anunciava (23b-31).
Um Deus desconhecido do povo: Sabe aquele time ruim que chuta para onde está virado. Eles chutavam para todo o lado “Quem sabe entre esses chutes acertamos um”, ou “talvez nenhum destes deuses são verdadeiros, venham vamos fazer mais um altar”. Foi nesta brecha que deram que Paulo entrou para falar do Deus verdadeiro. O Deus que Atenas precisava conhecer.
Porém, um Deus conhecido de Paulo: Atenas precisava conhecer o que Paulo anunciava. Ele é o Criador, Senhor ilimitado no tempo e espaço (24-26). Ele se faz presente e sustenta a todos, mas não pode ser visto nem tocado (27-28). Ele não se assemelha aos ídolos humanos, pois é misericordioso e justo (29-31);
3. O Deus que Atenas rejeitou (32-34).
Por não aceitar a verdade:
Apesar de gostarem de novidades, não creram na verdade que Paulo anunciava. Muitos preferem viver uma mentira a enfrentar a verdade. O salmista relata esta verdade: “No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada. Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens. Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta.” (Sl 115:1-7).
Por não querer mudar de vida: Para os atenienses era conveniente continuarem do jeito que estavam. Eles lucravam com seus ídolos. Já tinham criado raízes nas suas crenças. Enquanto que Paulo pregava a ressurreição dos mortos um dos seus antigos profetas dizia que a alma daquele que morrer não voltaria a viver. Se mudassem teriam que enfrentar perseguições e até discriminações, pois deixariam de servir a atena, a deusa da sabedoria, para servirem um Deus que nem poderiam ver.
Conclusão: Há somente um Deus digno de ser adorado. Hoje Ele se dá a conhecer a você. “Todo o que Vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” - “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”. Se você já serve ao Deus verdadeiro, abra ainda mais o seu coração. Busque sempre uma experiência maior! “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração”.
Deus abençoe
Pr Saulo César