segunda-feira, 15 de julho de 2013

Deus é Deus em todas as estações

Se vem de Deus, faça bom uso.
(Gn 8.22)
O inverno chegou! Com ele vem o frio, as chuvas demoradas e os problemas respiratórios. No inverno é comum, para se aquecer, a gente se apegar as coisas mais quentes como uma boa sopa e um belo cobertor. No frio, dá uma "preguiça", e para levantar da cama não é fácil. A vontade de ficar o dia inteiro curtindo o "friozinho" debaixo de uma colcha quentinha, acessando a internet, jogando vídeo game e assistindo TV é tentadora. Mas, neste tempo frio, além de aquecer seu físico com o agasalho e com aquela sopa quentinha, procure também aquecer sua alma com o calor de Deus, com o fogo do Espírito e com a comunhão da Igreja. Não se detenhas pela fraqueza da acomodação e pela frieza espiritual. Ou seja, mesmo no frio: “não deixe de congregar, como é costume de alguns". (Hb 10.23-25). Em suma, neste inverno não deixe de plantar, pois quando chegar o verão, com certeza, colherá bons frutos (Pv 20.4). Depois do dilúvio Deus prometeu: “Enquanto durar a terra, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite” (Gn 8.22). Enfim, Deus é Deus em todas as estações. Ele é o mesmo no inverno e no verão. Portanto, assim como Ele é, constante e imutável, sejamos, mesmo com nossas limitações, também fiéis. "Certamente a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre” (Sl 23.1-6). "Primavera e verão no outono ou inverno, o Senhor é o meu Pastor. Na alegria e na dor eu confio em Ti, Senhor. Nada vai me separar do teu amor".

Pr. Saulo César

Festa Junina ou Julhina TO FORA


Por mais que falem: "as festas juninas fazem parte do folclore e da cultura popular", no fundo, estas festas são de cunho religioso e fundamentada na idolatria. Particularmente, como fui católico e participante ativo das "quermesses", sei bem que tudo ali gira em torno da religiosidade e idolatria católica. Tanto que as músicas mais cantadas nas festas juninas e nas danças de quadrilha fazem alusões à São João e Santo Antonio. Não fica bem, é vergonhoso, o crente sabedor que Jesus é o único Caminho e o único mediador entre Deus e os homens, cantar e dançar: "São João, São João! Acende a fogueira no meu coração". Fica aqui meu conselho e orientação. Você, pai e mãe, que tem filho em idade escolar não permita que ele participe deste tipo de festa, ao invés de achar que seu filho fica uma "gracinha de caipira", diga TO FORA". Você, jovem e adolescente, que estuda em colégio que promove estas festas, seja forte e diga: "TO FORA".  “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso” (2Co 6.14-18).

Pr. Saulo César

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013


Na parábola do bom samaritano aprendemos:

1. PARA OBEDECERMOS A DEUS DEVEMOS AMAR: Toda a lei e obediência se assentam sobre o alicerce do amor. Portanto, o amor ao próximo só é possível se existir amor a Deus. No entanto, a única forma que alguém pode provar que ama a Deus é amando ao próximo.
2. PARA O AMOR NÃO DEVE HAVER JUSTIFICATIVAS: O amor não objetiva interesse próprio, pois para Deus a vida consiste na execução contínua de atos de amor. Portanto, qualquer pessoa, independente de ser parente ou amigo, se está em necessidade é nosso próximo. No entanto, só é possível encontrar o próximo quando existe o verdadeiro amor. 
3. PARA O AMOR NÃO DEVE HAVER LIMITES: O parâmetro para o amor verdadeiro é Jesus: “Ele tem amado os seus até o fim” (Jo 13.1). Assim, nós também, não devemos dizer: “amarei até este ponto, agora chega, agora você se vira”. Pois, quando se ama, se descobre necessidades e os objetivos vão se ampliando. Ao contrário dos ladrões que viram e roubaram, do sacerdote e do levita que viram e foram embora, o samaritano viu e prestou ajuda.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O BOM SAMARITANO


“Tudo que vier à mão para fazer, faça conforme as tuas forças” (EC 9.10)
Tem um pensamento filosófico que diz: “A água que passa pelo rio só passa por ele uma vez”. Ou seja, a água que passa não volta mais. Da mesma forma Salomão aconselha: “Tudo que vier à mão para fazer, faça conforme as tuas forças, pois no além, para onde vais, não há obra, projetos, conhecimento, nem sabedoria alguma”. Tudo que vier a mão para fazer refere-se as oportunidades que surgem hoje. Por isso, não devemos ficar esperando por oportunidades que não temos, mas focar naquelas que estão em nossas mãos para serem realizadas. Tudo que vier a mão para fazer refere-se ao trabalho realizado. Por isso, não desperdicemos nossa vida pensando no que pretendemos fazer, como se isso, compensasse nossa inatividade hoje. Porque uma boa ação vale mais do que mil planos não realizados. Tudo o que te vier à mão para fazer refere-se a trabalhos possíveis, ou seja, "conforme as nossas forças". Pois, há coisas que sonhamos que nunca iremos realizar. Por isso, não devemos apenas preparar planos mirabolantes; mas, executar aqueles que são possíveis. Pois, no além, não terá obras, projetos, conhecimento, nem sabedoria.
 Pr Saulo César da Silva -  ICE Campo Grande

O BOM AMIGO - Sl 34.1-8

“Oh! Provai e vede que o SENHOR é bom”  (Sl 34.8)
Você tem amigos? Só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos; é conservar os velhos. O verdadeiro amigo é aquele que pergunta como estamos e espera para ouvir nossa resposta. Um tesouro nem sempre é um amigo, mas um amigo é sempre um tesouro. Por isso é que o poeta escreveu: “Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito”. Nós só conhecemos verdadeiramente uma pessoa se fizermos amizade com ela. Os amigos se comunicam, compartilham e experimentam opiniões uns dos outros o tempo todo. A medida que abrem seus corações dizendo o que gostam, o que fazem e o que sentem, cada um “saboreia” daquilo que o outro fala. Este aspecto é essencial na amizade; e isto também se aplica ao nosso relacionamento com Deus, visto que é um relacionamento entre amigos. O salmista diz: “Oh! Provai e vede que o SENHOR é bom”. Devemos fazer uma análise e verificar como está a nossa relação com Deus. Será que é de amizade ou inimizade? O vitorioso tem muitos amigos; o vencido, bons amigos “bem-aventurado o homem que em Deus se refugia”.
Pr Saulo César da Silva -  ICE Campo Grande

AS MÃOS DE DEUS - Is 40.12-31


“Quem na concha da mão mediu as águas e tomou a medida dos céus a palmos?” (Is 40.12)

O Senhor, através do profeta Isaias, pergunta ao seu povo: “Quem mediu as águas na concha da sua mão e com palmos definiu os limites do céu?” Naquele tempo Deus falava com um povo cuja confiança era semelhante à de muitos cristãos de hoje. Haviam muitos desanimados, amedrontados e desesperados. Esse estado de espírito no coração do crente e as lutas que ele enfrenta no seu dia a dia causam dor, tristeza e abatimento. Agora vejam como Deus, por meio do profeta argumenta com seu povo: “Quem jamais calculou o peso do pó da terra e pesou na balança seus montes e colinas?” Deus pergunta: “Será que alguém faria melhor ou até mesmo igual?” As respostas para as nossas questões, aflições, medo e desanimo, muitas vezes, são respondidas pelo Senhor. O problema é que, quando passamos por dificuldades, ao invés de buscarmos a resposta na sua Palavra, ficamos somente no questionamento e, por isso, não somos aliviados. Devemos saber que “a mão do SENHOR não está encolhida para que não possa salvar e que também me cerca por trás e por diante e sobre mim põe a sua mão” (Is 59.1 - Sl 139.5).
Pr Saulo César da Silva -  ICE Campo Grande

O ATLETA CRISTÃO


1Co 9.24-27

Fiz uma pesquisa para saber, na teoria, o que é preciso para ser um atleta campeão. Em uma escala de zero a cinco, sem grau de importância, encontrei as seguintes recomendações: 1.º Ter objetivo; 2.º Planejar bem; 3.º Adquirir bom equipamento; 4.º Dedicar-se nos treinos; 5.º Manter-se motivado. Em suma, o atleta tem que preparar o corpo e a mente. No texto sugerido Paulo dá boas lições para uma vida cristã vitoriosa: 1.° Busque o objetivo: O atleta para terminar a corrida tem que se empenhar. Na corrida cristã, além de decidir correr, o atleta tem que preservar a fé. Estar na linha de partida não assegura o prêmio. Portanto, deve deixar o passado, avançar firme para o alvo até cruzar a linha de chegada. 2.º Seja disciplinado: Assim como um soldado fraco não consegue ganhar batalhas o atleta indisciplinado também não ganha corridas. É preciso ter disciplina e correr conforme as regras, ou seja: “de tal forma que possa ganhar”. 3.º Valorize o prêmio: O atleta se submete ao esforço sobre-humano por um prêmio que um dia vai acabar. Nós, ao contrário, receberemos uma coroa eterna. Por isso, Paulo diz: “Luto sem desperdiçar nenhum golpe. Trato meu corpo de forma dura e controlada. Faço isso, para que depois de ter chamado outros para competirem, eu mesmo não venha a ser eliminado”. Faça como Paulo, pois a coroa lhe aguarda.
Pr Saulo César da Silva -  ICE Campo Grande

A Igreja Verdadeira



“Conheço as tuas obras, o teu labor e a tua perseverança...” (Ap 2.2)


Qual seria a igreja que melhor representa a vontade de Deus na terra? Quando olhamos para o ensino bíblico vemos que a verdadeira igreja não está debaixo de uma placa ou modelo, mas sim, composta de pessoas que foram compradas e lavadas pelo sangue de Cristo. Na carta à Igreja de Éfeso encontramos algumas características desta igreja. Primeiro a Igreja verdadeira tem Cristo como Senhor. Pois, apesar de Éfeso ser uma grande cidade, não foi a força econômica, nem o dinamismo da igreja, nem tampouco a sabedoria e o empenho de Paulo que fizeram de Éfeso uma Igreja Verdadeira. Mas sim, que Cristo era o Senhor da Igreja. Vemos também que a Igreja verdadeira é conhecida de Cristo. O próprio Cristo declara que conhece cada uma das suas igrejas. E por ter o conhecimento de tudo que se passa, ele pode aprovar ou desaprovar suas atitudes. Por último a Igreja verdadeira é fiel até a morte. Jesus diz: “sê fiel até a morte e te darei a coroa da vida”. O Senhor não está indiferente às atividades de sua Igreja. Ele aprova o bem, repreende o mal e coroa os vencedores. Que tal fazer parte desta igreja.
Pr Saulo César da Silva -  ICE Campo Grande

Salmo 131


QUIETUDE
O salmo 131 exemplifica o mais profundo senso de humildade e disciplina que alguém pode ter dentro do coração. Nele Davi, autor e personagem principal, se declara livre do orgulho e da ambição humana. Segundo Spurgeon o salmo 131 é: "curto para ler, porém longo para aprender". Uma das formas de saber o que o homem tem no coração é ver para onde ele direciona seu olhar. Assim, a primeira grande lição do salmo é sobre a humildade. Davi, mesmo sendo rei, diz que seu coração não era soberbo nem altivo era o seu olhar. Nele a despretensão e a humildade estavam unidas dentro de um coração santificado e submisso à vontade e ao desejo de Deus. Por isso ele não vivia sonhando com o que estava além da sua capacidade, nem vivia a procura de coisas grandiosas e maravilhosas. Porém, com essa atitude, ele se coloca num nível e padrão humano acima da média, ou seja, um padrão segundo o coração de Deus. Nossa vida é levada muito mais pela atividade do que pela passividade. Assim, a segunda grande lição do salmo é sobre a paciência. Pois, ao contrário desta busca incessante o salmista nos ensina a QUIETUDE, ou seja, a paciência. Tarefa difícil, mas, Davi conseguiu! Foi como se dissesse: "alma aquieta-te, não se afobe, não se deslumbre“. Sua alma aprendeu e se tornou mansa, educada e alimentada. Pois, assim como uma criança se aquieta nos braços da mãe depois de amamentar, assim sua alma agia para com ele. Com isso não havia mais conflitos de interesses entre ele e seus desejos. Não havia mais brigas e discussões interiores, ao contrário, havia paz e sossego no coração. Mesmo sabendo do anseio do povo, o desejo de Davi é que todos experimentassem o que ele experimentou, ou seja, a QUIETUDE da alma. Por isso ele aconselha: "Espera, ó Israel, no Senhor, desde agora e para sempre. Amém.
Pr. Saulo César

segunda-feira, 28 de maio de 2012

100ª Convenção Espiritual da ICEB - Anápolis -GO


Teremos uma Van saindo de Campo Grande dia 05 de Julho e voltando dia 08 de Julho. O Transporte de ida e volta, hospedagem, alimentação e inscrição por apenas R$ 250,00. APROVEITEM!!! AS VAGAS SÃO LIMITADAS.
 

sábado, 12 de maio de 2012

HOMENAGEM A MÃE - DE UM FILHO SAUDOSO


Mãe quantas saudades me faz
Esteve do meu lado a vida inteira
Tantas coisas boas me falou
Mas, senti por dentro um grande vazio
Quando, de repente, ela me deixou.

Andei depois com o sofrimento
Só coisas duras ele tinha para dizer.
Mas, as coisas que ela me ensinou
Fez com que eu continuasse a viver.

Há se eu pudesse voltar no tempo...
Eu me importaria mais com o seu choro;
Ao invés de só fazê-la chorar;
Eu lhe daria mais presentes;
Ao invés de só querer ganha-los;
Eu tentaria fazê-la mais feliz;
Ao invés de causar-lhe tanta dor.

OS HERÓIS DA FÉ



O capitulo onze de Hebreus inicia dando a única definição de fé que encontramos na Bíblia: “a fé é a certeza das coisas que esperamos e a convicção dos fatos que não vemos” (Hb 11.1). Contudo, a partir daí, o autor da carta não elabora nenhum documento teológico para defender sua tese. Pelo contrário, ele fundamenta sua idéia selecionando e expondo aos seus leitores uma “galeria dos heróis da fé” tirada das Escrituras Sagradas. Assim, fé descrita pelo autor de Hebreus não era um mero argumento de um homem que queria provar sua tese, mas, uma força transbordante que regulamentou a vida dos homens e mulheres que ele passaria citar. Na “galeria” encontramos nomes conhecidos como: Noé, Abraão e Moisés; como também outros, nem tão conhecidos, como: Raabe, Baraque e Jefté. Estes e tantos outros, citados por ele, testemunharam em vida, a plena confiança que tinham em Deus. Pois, a fé que possuíam não era uma mera opinião que poderia mudar do dia para a noite, mas uma plena certeza, pela qual seriam capazes de morrer por ela. Mas, o autor de Hebreus, não encerra o assunto no capitulo onze. Pois, a partir do capitulo doze ele passa a argumentar que todos nós, baseados nos exemplos de fé do passado, devemos também abrir nossos corações para crer e fazer o que eles fizeram. E assim correremos a corrida que Deus propõe, a cada um de nós, correr (Hb 12.1).

Deus abençoe - Pr Saulo César

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO


 • Se tivesse um jornal na Judéia nos dias da morte de Cristo a grande noticia poderia ser a que foi sugerida acima. Mas, assim como, as autoridades religiosas da época, muitos ao longo dos tempos tem tentado desmentir a ressurreição de Cristo!
MAS, TODOS NÓS SABEMOS QUE JESUS ESTÁ VIVO TANTO QUE CANTAMOS: "Porque Ele vive posso crer no amanhã, porque Ele vive temor não há, Mas eu bem sei, eu sei, que a minha vida está nas mãos de meu Jesus que vivo está".
JESUS VIVE! ISSO É FATO!

No Evangelho de Mateus temos um relato histórico dos fatos que sucederam a morte de Cristo (Mt 27.57-28.10).
Nestes fatos visualizamos três imagens

PRIMEIRA IMAGEM
1. UM TÚMULO NOVO – Uma ação corajosa (Mt 27.57-61).
a. Idealizada por um discípulo (outrora secreto): Os Evangelhos relatam que foi José, de Arimatéia quem se encarregou do sepultamento de Jesus. João diz que José de Arimatéia era um discípulo que seguia Jesus secretamente, pois, temia a ação dos judeus (Jo 19.58). Mas, Lucas também informa que ele era uma pessoa boa e justa que não tinha concordado com a condenação de Jesus (Lc 23.50-51). Portanto, as considerações terrenas, que o impediam de manifestar-se publicamente a favor de Jesus foram vencidas pela sua natureza piedosa.
b. Realizada (publicamente) com fé: José de Arimatéia era um homem rico e respeitado. Ele era membro do Conselho Judaico, portanto, que tinha muito a perder. Pois, para qualquer um, rico ou pobre, desconhecido ou respeitado, sepultar Jesus era uma tarefa arriscada. Os crucificados não eram sepultados. Portanto, enterrar um maldito significava um protesto contra a sua excomunhão. No entanto, ele deixa tudo em segundo plano. Ao pedir o corpo a Pilatos e sepultá-lo em sua própria sepultura, ele corajosamente, deixa todo o medo e resguardo anterior e torna pública sua fé em Cristo.
Neste ato corajoso (nas entre linhas) ele declara:
“Eu sou de Cristo”; o que tenho dou a Cristo; minha vida é de Cristo.

Disse Jesus: “Quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á. Quem vos recebe a mim me recebe; e quem me recebe recebe aquele que me enviou.” (Mt 10.37-40). Será que estamos prontos a fazer como fez José de Arimatéia.

SEGUNDA IMAGEM
2. UM TÚMULO GUARDADO – Uma tarefa impossível (Mt 27.62.66).
a. Planejada por um grupo de loucos: Esta passagem é curiosa, para não dizer cômica. Ela relata os religiosos, que outrora condenaram Jesus a morte por não guardar o sábado, agora estavam se apresentando diante de Pilatos no sábado para pedirem proteção ao seu túmulo. O argumento deles era que Jesus havia pregado que ressuscitaria no terceiro dia, ou seja, no domingo. Eles não reconheceram a possibilidade da ressurreição, mas que os discípulos fossem lá roubar o cadáver, para que a ressurreição fosse divulgada como fato e aceita entre o povo. Então “todo o seu trabalho de executá-lo” teria sido em vão. O sábado é o dia de repouso judeu, portando no sábado nada deveria ser feito, no entanto, eles que outrora condenavam Jesus por que curava no sábado, agora estavam dispostos a quebrar suas leis para impedirem que o túmulo fosse violado. ISSO É LOUCURA!
b. Destinada ao fracasso: A resposta de Pilatos foi “Ai estão os guardas, guardai o sepulcro como bem vos parecer”. Então acompanhados pelos guardas, foram selaram a pedra que fechava a sepultura e ali deixaram a escolta. Eles fizeram tudo como bem entendiam; só que não deram conta de que não havia nenhum sepulcro no mundo capaz de prender o Cristo ressuscitado.
Não havia pedra, não havia selo, nem tampouco guardas que pudessem impedir o Senhor de ressuscitar. Impedir a ressurreição era uma tarefa impossível.
O mundo está cheio de loucos querendo fazer tarefas impossíveis. Suas tarefas estão destinadas ao fracasso. No entanto Jesus disse: “O que é impossível aos homens, para Deus é possível” (Mt 19.26).

TERCEIRA IMAGEM
3. UM TÚMULO VAZIO – Uma palavra cumprida (Mt 27.62.66).
a. Fundamentada na promessa: Havia uma promessa que Deus não deixaria que a alma do seu santo visse a (Sl 16.10) e o próprio Cristo muitas vezes alertou os discípulos dizendo: “É necessário que o Filho do Homem sofra muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas; seja morto e, no terceiro dia, ressuscite” (Lc 9.22). Assim como Jesus foi concebido pelo poder do Altíssimo (Lc 1.35); do mesmo modo Ele foi ressuscitado pelo poder do Altíssimo (Rm 6.4; Ef 1.20). A pedra que foi colocada na entrada da sepultura por José, foi lacrada pelos religiosos. Mas, o anjo que veio do céu a rolou e se assentou sobre. Este rolar e assentar constitui o contraste entre o lacre do Sinédrio e o poder de Deus. O poder do céu sempre triunfou e sempre triunfará sobre o poder da terra. Quando o Onipotente fala, os homens silenciam. Quando o Eterno age, as mãos do homem ficam paralisadas, e suas medidas não representam nada.
b. Proclamada com alegria: Sempre foi tarefa dos anjos anunciarem os grandes eventos. Assim foi no nascimento e assim também foi na ressurreição. Porém, o anúncio da ressurreição, a partir de agora deveria ser tarefa dos discípulos.Quando a mulheres descobriram a realidade do Cristo ressuscitado, sua primeira ordem e dever foi a de compartilhar com outros. "Vá, proclame!" disse o anjo. Assim elas foram cheias de “medo e alegria” encontraram o Senhor. A primeira palavra que o Cristo disse a elas foi “salve”. O significado literal desta saudação é "Alegrai-vos! regozijai-vos!; fiquem contentes”. Assim todos que encontram o Senhor ressuscitado deve viver para sempre na alegria da presença dEle.

A vida sempre termina com a morte. Isto é fato. Não obstante: Jesus foi a exceção. Os quatro evangelistas que relataram a história da vida de Jesus na terra são unânimes a testemunhar o que para a maioria seria inacreditável: ou seja, a vida de Jesus não terminou na morte, ele está vivo e verdadeiramente ressuscitado de sua sepultura. Aleluia.

Deus abençoe - Pr Saulo César

sexta-feira, 13 de abril de 2012

SALMO 23

No salmo 23 Davi expressa de forma bem clara o relacionamento que tinha com Deus.
Nele a pessoa de Deus é maravilhosamente descrita através de três atributos

Primeiro atributo
2. O SENHOR: Em termos gerais é aquele a quem uma pessoa pertence sobre o qual ele tem o poder; o que possui; proprietário; alguém que tem o controle da pessoa, o soberano, chefe, de honra, a quem deve expressar respeito e reverência. E Davi sabia disso. Mas, aqui Davi não fale de um senhor terreno, mas do Senhor Celeste. Do Todo Poderoso Deus. Davi fala do mais poderoso. Aquele que CRIOU a terra o universo e tudo que neles há. O Senhor que sem matéria prima, apenas com sua palavra criou tudo. Disse Deus: “haja luz e ouve luz”. O Senhor que, não apenas Criou, mas, também que DOMINA sobre tudo e MANTÉM todas as coisas criadas. Ele domina sobre o tempo; sobre a natureza; sobre os povos; e sobre os reis da terra. Mas, ele além de ser o criador e dominador, Ele, o Senhor, também é o MANTENEDOR. Ele mantém o curso da terra; os astros dos céus; e os juízos eternos. Assim, não há como imaginar a terra sequer um milésimo de segundo sem Deus. Com certeza ela não existiria.
Este senhor a quem Davi serve não abdica da sua autoridade e de seu poder. A sua glória ele não dá o outro, pois, não há outro semelhante a Ele.
Davi ao declarar que Deus era o SENHOR, declara: “Ele é meu Soberano; Dele sou servo”.
Isto é obediência

Segundo atributo
2. O PASTOR: Em nenhuma outra cultura a relação pastor e ovelha é tão intima e respeitada como na cultura judaica. Abraão, Isaque e Jacó foram pastores; Moisés foi pastor. O proprio Davi, ao falar sobre sua atividade pastoral diante de Saul, diz: “Teu servo apascentava as ovelhas de seu pai; quando veio um leão ou um urso e tomou um cordeiro do rebanho, eu saí após ele, e o feri, e livrei o cordeiro da sua boca; levantando-se ele contra mim, agarrei-o pela barba, e o feri, e o matei. O teu servo matou tanto o leão como o urso; O SENHOR me livrou das garras do leão e das do urso; ele me livrará das mãos deste filisteu” (1Sm 17.31-37). Então Davi sabia muito bem o que era pastorear e ser pastoreado. O PASTOR guia, alimenta e protege e a OVELHA segue, obedece, ama e confia. Portanto, entre a ovelha e o pastor há descanso. confiança e cuidado. Só que no salmo Davi não é pastor ele é a ovelha. Aqui há uma transposição de função. Transposição que deixa Davi maravilhado, pois, ele recebia o cuidado pastoral daquele que era o seu SENHOR. Assim, Deus passa de Senhor para Pastor, mas, não deixa de ser Senhor. Ao contrário, Ele, com amor, constrói sobre seu senhorio. Assim, Davi sentia o guiar para os pastos verdes; o descansar para as águas tranqüilas; como também o guardar no vale da sombra da morte e o consolar da vara e do cajado.
Como uma ovelha depende de seu pastor, Davi dependia completamente do Senhor. Este estado proporcionava à ele segurança, bem estar, calma e tranqüilidade. Neste estado a ansiedade não existe, pois o Seu poderoso cuidado era evidente.
Davi podia declarar: Ele me dirige; a Ele me entrego.
Isto é Relacionamento

Terceiro atributo
3. O PLENO: Os últimos versículos frisam o cuidadoso discernimento de Davi sobre a generosidade do Senhor na qualidade de anfitrião perfeito. Neste estado o Senhor é o Anfitrião e Davi o hospede. Neste estado Davi sente a plenitude da provisão de Deus, pois, na presença do Senhor todas as suas necessidades são satisfeitas. Em forma poética Davi expressa o que Deus fazia com ele diante dos inimigos que o perseguiam. Aqui há um banquete físico e espiritual. Deus o servia com banquetes diante de seus inimigos. Deus o ungia com óleo na presença deles e as benções de Deus sobre Davi eram transbordantes. Havia benção e prazer recíproco. Aqui o elemento que contempla e o que age são satisfeitos. No guiar pelo caminho o pastor e a ovelha se satifazem plenamente. Aqui diante das providenciais e abundâncias divinas se vê o guerreiro banqueteado, o sacerdote ungido, o hóspede satisfeito. Aqui temos a bem-aventurança do contentamento.
Para davi a presença de deus é o único apoio seguro no vale da morte. o senhor é luz nas trevas e vida na morte. Aqui temos o Senhor que supre; que completa e que permanece.
Assim Davi poderia dizer “Ele me dá vida; Nele tenho prazer”
Isto é Satisfação

Deus abençoe: Pr Saulo César

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

ATOS DOS APÓSTOLOS


■ Teófilo é citado duas vezes na Bíblia e as duas vezes Lucas, o médico e companheiro de Paulo, autor de dois Livros do NT, é quem o cita. No primeiro caso (Lc 1.1-3), Lucas diz que sentiu o desejo de escrever ao amigo o “excelentíssimo Teófilo” para que ele tivesse a certeza das verdades que a ele foram ensinadas. No segundo caso (At 1.13), foi para Teófilo se inteirasse dos acontecimentos que sucederam com os apóstolos após o dia em que Cristo às alturas.

Agora Imaginem Teófilo, depois de ler a história de Cristo e se deliciar com ela, agora recebendo outro volume com a continuação da história. Imaginem a importância e o valor do volume. Imaginem a sua alegria ao ler sobre a descida o Espírito e sobre o crescimento da Igreja e a fé dos Apóstolos. Imaginem a sua tristeza ao ler sobre as prisões dos Apóstolos, a morte de Estevão e a dispersão do povo ocasionada pela perseguição à igreja.

Agora, depois de tomar conhecimento de tudo isso, Teófilo lê um dos maiores acontecimento da história da Igreja. Ou seja, “em Antioquia, os discípulos, pela primeira vez foram chamados cristãos”. Por que eles receberam este está “MARCA”? Por que eles forarm chamados “CRISTÃOS”? Encontramos dois motivos:

Primeiro motivo foi a disposição:
1. DISPOSIÇÃO PARA ANUNCIAR O EVANGELHO DE CRISTO (19-20).
a. Anunciar sofrendo tribulação: Lucas, neste parágrafo não escreve muito, porém escreve com sobriedade. Ele não precisou narrar tudo de novo, pois Teófilo já havia lidos os detalhes. Lucas só estabelece uma conexão ao dizer: “No dia da morte de Estevão, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria”. Porquanto, enquanto a igreja pranteava a morte de Estevão, sendo arrastada e encerrada no cárcere, “os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra” (At 8.1-4).
b. Anunciar em meio a dispersão: Naquele momento (At 8.1-5ss), Filipe foi a figura de destaque, pois, após pregar para multidões em Samaria, também pregou para o eunuco no caminho de gaza. Agora, Lucas informa que os outros, os que fugiram não chegaram apenas até Samaria, mas que “foram até a Fenícia e Chipre e Antioquia”. Ali, em Antioquia, os dispersos não silenciaram acerca de sua fé. Contudo, Lucas faz uma ressalva: “anunciavam a palavra somente aos judeus”.
c. Anunciar sem nenhuma distinção: A aliança de Deus com Abraão em Gn 12.1-3 e Ex 19.1-6, não consistia somente em promessas de bênçãos, mas que a sua descendência fosse um povo que louvasse e proclamasse entre todas as nações a sua glória. Porem, Israel não obedeceu. Israel se tornou orgulhoso e fechado, pois, entendiam que este privilégio era somente para eles. Aqui, mais uma vez, este povo, mesmo o grupo sendo convertido e recebido um novo ensino, mesmo assim, se fecha em relação a proclamação do Evangelho. Portanto, para que as bênçãos de Deus Abraão chegassem aos gentios, foi necessário que um novo grupo, que não era de Jerusalém e sim de Chipre e Cirene, fosse até Antioquia e pregasse o Evangelho aos gentios. Estes fizeram valer a palavra dada pelo seu Mestre: “eu vim para buscar e salvar aquele que estava perdido”.
Aqui eles não fizeram distinção entre judeus e gregos. Aqui eles não preocuparam em ser reconhecidos. Aqui eles não deixaram de fazer porque outros não fizeram. Aqui eles não esperaram os gentios se aproximarem, mas, eles foram e de forma espontânea pregaram o evangelho. Aqui, quando a Igreja deu um dos passos mais importantes de a sua história; nem sequer sabemos os nomes daqueles que o fizeram. Tudo o que sabemos é que provinham de Chipre e de Cirene. Não sabemos seus os nomes, mas seus nomes foram escritos para sempre no Livro da Vida.

O segundo motivo foi a validação:
2. VALIDAÇÃO DE DEUS COM TRABALHO REALIZADO (21-26).
a. Deus agia nas conversões: Antioquia, terceira cidade do mundo, pois, Roma e Alexandria eram maiores. Possuía, cerca de 500 mil habitantes. Porém, povo da cidade estava perdido no pecado vivendo na imoralidade e luxúria. Em, Antioquia o evangelismo não aconteceu nas sinagogas e sim nas ruas, nas casas e nas praças. O conteúdo da evangelização foi pessoa de Cristo. A mensagem de Cristo. A obra de Cristo. A morte de Cristo. A salvação de Cristo. Assim, “Muitos creram e se converteram ao Senhor”. Eles não eram missionários treinados, mas eram crentes. Lucas não informa o nome deles, mas informa: “A mão do Senhor estava com eles.” Assim, mesmo num lugar estranho o cristão, ao fazer compras, conversar e tirar informações com vizinhos, ao fazer coisas corriqueiras, é identificado quando fala o nome de Cristo.
b. Deus era visto nas decisões: Assim como as notícias ruins chegam rápido, assim também as boas, ainda mais quando Deus está no controle. As boas notícias também se espalharam, Lucas escreve: “a notícia a respeito deles chegou aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém”. Em Jerusalém se resolvia e enviava as ordens e lá ficam sabendo que em Antioquia multidões de gentios aceitavam o Evangelho. E então mais uma vez vemos a ação de Deus, pois, “enviaram Barnabé”. Em Antioquia, Barnabé chega a Antioquia não como observador crítico. Ele não vê coisas “questionáveis” e “problemáticas” mais “tendo ele chegado e, vendo a graça de Deus, alegrou-se”. Barnabé não foi um impedimento para “o agir de Deus”, ao contrário, ele “deixou Deus agir”. Lucas dificilmente elogia pessoas individuais. Aqui, porém, ele não deixa de acrescentar: “Porque era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé”.
c. Deus era ensinado nas reuniões: Obviamente, Barnabé percebeu que havia perigo, pois os gregos convertidos eram intelectuais e versáteis e podiam facilmente esmorecer e se desviar do Caminho. Por isso, Barnabé “exortava a todos a que, segundo o propósito do coração, permanecessem no Senhor”. Assim, o cuidado pastoral correto e necessário era dado “e muita gente se uniu ao Senhor”. Obviamente, Barnabé também percebeu que precisava de ajuda. Então se lembrou de Paulo. Ele sabia que Paulo tinha “doutorado” no judaísmo e também possuía liderança e um “linguajar fluente”. Portanto, Paulo poderia enfrentar os judeus com autoridade e os gentios em pé de igualdade. Por outro lado, Paulo que havia sido chamado por Cristo para pregar o Evangelho aos gentios, agora através do “chamado de Barnabé” para Antioquia, poderia iniciar sua missão. Lucas relata: “E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” (At 11.26).

Conclusão: O termo “Cristo” no original significa o “Ungido”, o “Messias’ o “Filho de Deus”, conseqüentemente, ao verem os discípulos evangelizando usando as palavras de Jesus e dizendo que Ele era o Cristo pelo qual todos são salvos, assim foram identificados como ”filhos de Deus”, ou seja, foram chamados “cristãos”.

Assim, toda a missão de Paulo, como seu envio para pregar o Evangelho, teve inicio em Antioquia. Em Antioquia os “discípulos” receberam um nome próprio! Ali foram reconhecidos e identificados. Ali o grupo recebeu uma marca. Neles cumpriu-se finalmente a esperança que havia em Israel, ou seja, que o nome do Senhor fosse levado para todas as nações.

Deus abençoe – Pr Saulo César

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O Filho Pródigo


Qual o seu maior sonho? Se fosse perguntar para cada um poderia haver várias respostas diferentes, pois cada um tem um sonho a realizar. Mas, em várias pesquisas feitas nas grandes cidades o maior sonho da população é o sonho da casa própria. Todos querem uma casa. Uma casa para viver com a família em segurança, para descansar e confraternizar. Você já realizou este sonho?
Porém, tendo realizado ou não, é bom todos saber que dentro de uma casa podem acontecer momentos bons e ruins.

O texto que lemos foca estas duas situações. Vamos analisá-las:

Primeiro foco: Uma situação triste:
1. Onde é dito: “Aqui Não é Minha Casa” (11-16).
a. Na visão do filho desajustado: No contexto da história, muitas vezes, ainda em vida o pai dividia a herança para seus filhos. Este ato era para determinar o que eles teriam direito após sua morte e assim evitar disputas entre eles. Mas só tomariam posse depois da morte do pai.
■ Mas, o filho mais novo mostrou seu desajuste pela sua impaciência ao pedir a parte que tinha direito da herança antes mesmo da morte do pai. Ao dizer “Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe” ele mostra que a rotina o aborrecia e que não se ajustava mais ao meio que vivia.
b. Na partida do jovem sonhador: Por ser o filho mais novo, na divisão da herança, caberia ele somente um terço do total. Certo comentarista diz que ao exigir e partir para longe de casa ele recebeu muito menos do que lhe era direito. Alguns entendem que ele recebeu apenas a nona parte da soma total.
■ Este filho era um sonhador. Mas, os seus sonhos eram imprudentes. Ele queria conhecer novas terras, mulheres, ter vida independente, gastar o dinheiro da forma como bem quisesse.
c. Na miséria de uma vida estragada: No inicio não lhe faltava nada. Ele tinha ao seu lado mulheres que ele tanto queria e também “os amigos” que davam elogios tipo “você é o cara” e os famosos tapinhas nas costas. Ele estava vivendo no pecado, gastando toda a herança com festas, mulheres, amigos e bebidas.
■ Mas, um dia tudo acabou. Houve fome na terra. E quando o dinheiro acaba não tem mais as festas, nem mulheres, nem amigos nem bebidas. No pecado, ele passou por necessidade e humilhação. Na história lemos que: “Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. Ali desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada” (vs. 14-16).

Lição: Jesus, disse: “onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6.19-21). Portanto, devemos valorizar a casa que temos, pois longe dela há falsos amigos, humilhações e tristezas.

Segundo foco: Uma situação alegre:
2. Onde é dito: “Aqui é Minha Casa” (17-24).
a. No retorno do filho arrependido: Na situação miserável que vivia ele cai em si. “Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome”! (v.17- 19). O contraste entre a precariedade na terra estranha e o bem-estar na casa do pai manifesta-se em sua consciência. Então ele trouxe a memória daquilo que podia dar esperança. Seu objetivo agora era outro. Sua vontade não era mais se afastar e sim voltar: “Vou voltar para minha casa lá sim é meu lugar!”
■ Assim ele planejou: “Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai pequei contra o céu e diante de ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores” (diaristas). Assim ele fez: “Levantando-se, foi para seu pai”, (v. 20a). Necessitado e verdadeiramente arrependido disse: “Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho trata-me como um dos teus trabalhadores”, (v. 21).
b. No abraço do pai compadecido: Como deve ter sido difícil para o pai ouvir que filho queria a parte dos bens e logo após vê-lo sair de casa. Naquela oportunidade para o pai havia duas possibilidades: Prender o filho em casa e ter um filho revoltado e rebelde ou deixá-lo ir e esperar a sua volta pacientemente. Ele escolheu a segunda. Deus também age assim. Ele não prende ninguém a força.
■ A notícia sobre a fome poderia tê-lo deixado triste e preocupado. Talvez a sua vontade fosse ir à procura do filho, porém ele resistiu pacientemente. Sua paciência se alicerçava no amor e no perdão. Assim, na volta, o filho foi acolhido e honrado. Não foi um simples encontro Jesus diz: “Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou”, (v. 20b). Não foi um simples abraço: Este abraço foi daqueles de rolar pelo chão e durante o rolar, os beijos foram dados aos muitos.
c. Na festa da família reunida: Depois dos abraços e beijos o filho se restabeleceu e conforme tinha planejado iniciou a confissão: “Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho”, mas, foi interrompido pelo sublime amor paterno: “O pai, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos” (v. 22-23).
■ O perdão ao filho poderia ser dado com as simples palavras: “filho está perdoado”, mas o pai foi além. Ao ver o filho com roupa de mendigo ele, vestindo-o com a túnica branca o reconduz à condição de honra. O anel de sinete e os calçados são sinal de que ele agora voltou a ser um homem livre. A nova ordem aos servos para “que tragam o novilho cevado” e o convite “regozijemo-nos” expressa o desejo que todos os membros da casa devem participar dessa alegre festa. Assim, a resposta do pai ao filho arrependido é a reintegração completa de seus direitos.

■ CONCLUSÃO: O novilho cevado, que foi morto para a festa, não era “um novilho cevado“ e sim “o novilho cevado”, este animal era preparado especificamente para um evento especial e especifico. Este novilho aponta para Cristo. Pois, assim como o pai reconduziu o filho ao lugar de honra, assim também Deus, através de Cristo, nos reconciliou consigo (Cl 1.21-22). Assim, a alegria foi justificada, pois a família foi restaurada e principalmente, alma que foi salva, pois, “o filho que estava morto reviveu; estava perdido e foi achado”.

Deus abençoe - Pr Saulo César