segunda-feira, 8 de março de 2010

O SONHO DE NABUCODONOSOR












Eu Sou Deus
Não há outro Deus semelhante a mim
Dn 4.1-37

• NABUCODONOSOR Imperador babilônico entre 605-562 a.C. foi quem ele destruiu Jerusalém e levou o povo de Judá para o CATIVEIRO. Seu nome significa: NEBO protege o teu servo. NEBO o deus da Babilônia, corresponde ao deus Hermes dos gregos, Mercúrio dos romanos e Tote dos egípcios. Sobre Nebo e os outros deuses equivalentes Isaias profetiza em Is 46.1sg... Bel se encurva, Nebo se abaixa; os ídolos são postos sobre os animais, sobre as bestas; as cargas que costumáveis levar são canseira para as bestas já cansadas.
• Conta-se que quando os babilônicos, pressentindo o perigo, ao ver seu reino ia ser invadido pelos Medos e Persas, em meio ao perigo e a fuga decidiram salvar os seus deuses. Então deuses foram colocados sobre animais à frente da multidão em fuga. Como os deuses eram muito pesados, os animais se cansaram e fuga tornou-se muito lenta. O povo foi alcançado, vencido e escravizado. E assim, os deuses, ao invés de salvação tornaram-se um empecilho para a multidão.
Para que NABUCODONOSOR entendesse que o Senhor é Deus e não há outro Deus semelhante a Ele, foi necessário que passasse por três momentos.
1. Um rei atormentado (1-18).
• É de se estranhar que, mesmo sendo ditas por Nabucodonosor, as primeiras linhas do quarto capítulo, apresenta linguagem familiar ao povo de Deus e não ao pagão. Mas, não nos devemos esquecer, todavia, que este escrito foi relatado por Daniel de um testemunho do rei já acontecido e que Daniel exercia influência sobre o rei e que a linguagem teocrática do edito provavelmente se deve à influência de Daniel. NO PRIMEIRO MOMENTO VEMOS UM REI ATORMENTADO:
a. Pelo seu sonho (3-5): Nabucodonosor assevera que estava tranqüilo e feliz na seu palácio quando teve um sonho (se fosse no nosso contexto ele estaria na sua rede tereré ou a toa na vida vendo a banda passar). Este sonho o atormentou. A noite, quando estava no seu leito , seus pensamentos e as visões que vinham na sua cabeça o amedrontavam, assustavam e amedrontado não conseguia dormir. Quem nunca ficou assim depois de um sonho?
b. Porque os sábios não podiam interpreta-lo (6-7): Desesperado o rei, em um decreto, diz que mandou chamar todos os sábios da Babilônia, para que eles lhe explicassem o sonho. Então vieram então os sábios, os adivinhos, os astrólogos e os feiticeiros, e o rei contou o sonho, mas nenhum deles pôde explicá-lo. Pode ser que, pelo que já havia acontecido no cap. 2, e por já saber que o rei não tolerava a mentira e que a verdade era dura de ser falada e de ser ouvida, preferiram se omitir.
c. Pelo medo da interpretação (8-18): O rei reconhecia que só Daniel "aquele que possui o Espírito do verdadeiro Deus” poderia interpretar o sonho. Talvez o motivo pelo qual o rei não convocou Daniel imediatamente tenha sido, não que ele se esquecera de Daniel, mas por haver medo da sua interpretação.
• Nos versículos 10-18 é relatado o conteúdo do sonho. Fala de uma árvore que ocupava uma posição de destaque. Porém, um vigia veio e mandou derrubar a árvore deixando somente o tronco e as raízes até que cumpra o tempo determinado (ou períodos de tempo, cuja duração não é declarada).
• Nabucodonosor preferiu ouvir primeiro seus sabios e feiticeiros porque preferia ouvir palavras de homens e não Deus.
Mas, Daniel era um profeta de Deus.
Suas palavras eram Palavras de Deus. Ele não mentia. Não passava a mão na cabeça. Ele não estava ali para enaltecer o ego do rei e sim para dizer a verdade.
2. Um rei aconselhado (19-27).
• Ao ouvir a descrição do sonho, Daniel ficou perplexo, pois ele mesmo desejava o bem para o rei, mas percebeu que o sonho continha o anúncio de um julgamento contra o rei da parte de Deus. Mas, passa a falar.
a. De forma amorosa e sábia (V 19b): Daniel dá uma lição de como aconselhar. Suas palavras não foram de julgamento e condenação. Ele disse não se preocupe com o sonho nem com o que ele quer dizer, mas, quem dera que o sonho e a sua mensagem não fosse a respeito do rei, mas a respeito dos seus inimigos. As palavras de Daniel não demonstram medo e sim amor. Ele amava o rei, preferia que o sonho fosse endereçado para outro, porém, o pecado deveria ser exposto e a verdade dita.
b. Com palavras verdadeiras e oportunas (20-26): A verdade deveria ser dita. E Daniel foi verdadeiro. A árvore que cresceu e se tornou forte; vista por toda a terra e que dava sustento, sombra para os animais era o rei. "Tua grandeza cresceu e chegou até ao céu, e o teu domínio, até à extremidade da terra". O vigilante, o santo, que dizia para cortar a árvore e deixar o tronco e raízes até que passem sobre ela sete tempos é "O Altíssimo que virá contra o rei, expulsando-o do meio dos homens para viver com os animais, até que se cumpra o tempo e reconheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer.
c. Com advertência para correção (V 27). Geralmente é assumido que, se Nabucodonosor se tivesse arrependido, seria afastada a calamidade ameaçada. Entretanto, o texto, não menciona o afastamento do julgamento predito, e sim, que Deus poderia dar a ele um tempo maior de tranqüilidade. Pois, julgamento adiado não significa que não haveria julgamento. Ele viria a fim de conduzir Nabucodonosor ao conhecimento do verdadeiro Deus (25).
Em outras palavras Daniel dizia:
Arrependa-te, para de praticar o mal e pratique o bem.
3. Um rei arrependido (28-37).
a. Que reconheceu sua soberba:
O versículo 30 deveria ser observado, visto que reflete com exatidão a atitude de Nabucodonosor. Ele era primariamente um edificador, e não um guerreiro, e suas próprias declarações, preservadas em inscrições cuneiformes, mostram seu orgulho na cidade e no palácio que ele reconstruiu.
b. Após passar pelo julgamento previsto: sobreveio a Nabucodonosor conforme fora predito, e ele foi expulso do meio dos homens, aparentemente afetado da enfermidade conhecida como licantropia (33).
c. Ter o coração transformado: No fim do tempo predito, voltou ao rei a sua razão e com um coração de fé louvou ao verdadeiro Deus (34-37).
Pr Saulo César
ICE Campo Grande - saulo@icecampogrande.com.br

AMIGOS













“Oh! Provai e Vede que o SENHOR é bom”.
Sl 34:8


Você tem amigos? Saiba que só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos é conservar os velhos. Amigos são aqueles que estão presentes quando os chamamos para compartilhar nossas alegrias e também nossas dificuldades. Você tem amigos? O verdadeiro amigo é aquele que pergunta como estamos e ouve nossa resposta. Um tesouro nem sempre é um amigo, mas um amigo é sempre um tesouro. Por isso é que o poeta escreveu: “Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito”. Nós só conhecemos verdadeiramente uma pessoa se fizermos amizade com ela. Os amigos se comunicam, compartilham e experimentam opiniões uns com os outros o tempo todo. A medida que abrem seus corações dizendo o que gostam, o que fazem e o que sentem, cada um “saboreia” daquilo que o outro compartilha seja, uma tristeza ou uma alegria. Este é o aspecto essencial que existe na amizade; e isto também se aplica ao nosso relacionamento com Deus, visto que é um relacionamento entre amigos.

O salmista diz: “Oh! Provai e vede que o SENHOR é bom”. Devemos fazer uma análise e verificar como está a nossa relação com Deus. Será que é de amizade ou inimizade? O vitorioso tem muitos amigos; o vencido, bons amigos.

“bem-aventurado o homem que em Deus se refugia”.

Pr Saulo César
ICE Campo Grande - saulo@icecampogrande.com.br

ESTÁ CONSUMADO









Em geral desistimos com muita facilidade dos nossos sonhos e compromissos. Nas lutas que travamos nem sempre ganhamos, às vezes vencemos e às vezes somos derrotados. Mas, precisamos lutar. Infelizmente nossa tendência é desistir cedo demais. Fato comprovado tanto nos menores quanto nos grandes projetos. Seja num livro lido pela metade; uma faculdade não concluída; um emprego abandonado; um casamento falido ou uma igreja que não me enquadro. Será que fazemos parte do enorme contingente de desistentes ou estamos no pequeno grupo de persistentes. Quero encorajar você a permanecer firme e nunca desistir. Jesus depois de suar gotas de sangue no Getsêmani aceitou a vontade do Pai e não desistiu. Você pode imaginar o grito da cruz? Em cima o céu estava escuro, em frente homens zombando, ao lado dois ladrões gemendo e por dentro muita dor. Então, Jesus tira do pulmão o último suspiro, num esforço sobre humano empurra os pés sobre o prego e grita: "Está consumado!" Você está prestes a desistir? Não faça isso. Ouça o conselho de Tiago: “Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam” (Tg 1.12).

Pr Saulo César
ICE Campo Grande - saulo@icecampogrande.com.br

O Cordão de Três Dobras










Não se pode quebrar (Ec 4.9-12)
Salomão autor de Eclesiastes, um dos reis mais bem sucedidos de toda a história, vivia os seus últimos anos de vida. Depois de se deixar levar pela vaidade da mocidade possuindo “setecentas mulheres, e trezentas concubinas” e que estas “lhe perverteram o coração” (1Re 11.3), a sua larga experiência e maturidade faz com que ele ministre a todas as gerações os benefícios de uma vida centralizada em Deus (Ec 12.13-14).
• No livro ele refuta os conceitos naturalista, demonstrando cientificamente e filosoficamente, a futilidade da vida sem Deus e a alegria e satisfação de vivermos uma vida sob uma intervenção divina e soberana. Dentro deste contexto, a partir do primeiro versículo do cap. 4, ele analisa a vida do homem.
a. Ele via a opressão dos fortes sobre os fracos e oprimidos, causando violência e lagrimas (V 1).
b. Ele percebeu que a situação dos mortos e daqueles que ainda não nasceram, eram melhor que a dos vivos, pois não viam as maldades da terra (2);
c. Ele também viu o homem trabalhar, não por sustento e sim porque era invejoso e vaidoso. O homem corria atrás do vento (4);
d. No outro extremo, estavam aqueles que cruzavam os braços e diziam “trabalhar pra que”, isso é correr atrás do vento;
e. Considerou também sobre aquele que vive só. Sem amigos, filhos nem irmã, família. Porém trabalha como louco sem ter ninguém para compartilhar das suas dores, cansaço, riquezas.

Homens quebrados, vidas quebradas, famílias quebradas. Salomão chega a conclusão, no final do texto que lemos que somente o cordão de três dobras não se pode quebrar.
1. Quais são as dobras do cordão?
a. O HOMEM:
Criado por Deus. Vivia no paraíso só. E viu Deus que isso não era bom.
• O homem não consegue viver só. É instinto natural do homem viver agregado. No Jardim do Edem apesar de ter muitos animais de estimação adão vivia só. Ele não era completo. Todos os animais tinham seus pares, porém Adão não tinha quem correspondesse com ele. Por isso aquele que vive só não é feliz. É necessário que haja alguém para amar e compartilhar suas alegrias e tristezas.
b. A MULHER: Criada para ser companheira, completar e ajudar o homem.
• Então Deus, lá no principio da criação realizou o primeiro casamento dizendo: “deixa o homem seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher, tornando-se os dois uma só pessoa” (Gn 2.24).
c. O SENHOR: Aquele que sustenta, dirige e fortalece o casal.
• Um lar onde Jesus é o Senhor não se arrebenta, não é destruído, não existe separação de corpos, não existe divórcio. Jesus é o elo maior, é a dobra maior que segura os relacionamentos mais difíceis e complicados. Ele é o melhor amigo e companheiro. Tenha-O sempre em sua companhia. Se Ele não estiver na viagem, vocês perderão o rumo, e não suportarão a caminhada. Ele diz: Não temas que Eu sou contigo. Eu te ajudo e te sustento com a minha destra fiel.
O casamento é um motivo de grande alegria para noivos, para as famílias dos noivos para os amigos, para a igreja e para Deus.
2. Porque o Cordão de Três dobras não se quebra?
a. Por que o ganho é maior.
“Melhor é serem dois do que um, porque duas pessoas trabalhando juntas ganham muito mais pelo seu trabalho”.
b. Porque, se um cai, o outro ajuda a se levantar. Mas, se alguém estiver sozinho quando cai, fica em situação difícil porque não tem quem o ajude a se levantar.
c. Também, se dois dormirem juntos, se aquentarão; mas um só como se aquentará?
d. Por que se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade. (Ec 4.11-12).
No trabalho. Na queda. No frio. Na luta diária. Dois são mais fortes do que um, quando as lutas vierem, quando os filhos adoecerem, quando o desemprego bater na porta. Dois são melhor, pois um fortalece o outro.

Pr Saulo César - ICE Campo Grande - MS

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Quem Sou eu? O que farei de Jesus chamado o Cristo

ACAMPAMENTO 2010

UMA BENÇÃO




Carta de Paulo a Filemom

Revelando Encontros Fm 1.1-25

A EPÍSTOLA DE FILEMOM é a menor das cartas escritas por Paulo. Ela é escrita quando Paulo está preso em Roma, por volta de 61 d.C. O destinatário da carta de Paulo é seu amigo Filemom. Homem que apesar de ser um rico e abastado comerciante também era crente, piedoso e fiel.
Filemom poderia ser chamada de uma carta de recomendação. A carta de recomendação é dada a alguém que prestou bons serviços.
Você já foi recomendado por alguém?
Ao ler a carta e verificar os encontros que foram necessários para que a recomendação fosse feita decidi dar o titulo do sermão de "Filemom – Revelando Encontros".
O primeiro encontro que a carta revela foi o encontro:
2. Do fugitivo com o prisioneiro.
• Quem era o fugitivo? Era o escravo era Onésimo. Servo na casa de Filemom, que fugindo do seu Senhor vai para Roma, com o intuito de achar ali a liberdade.
• Quem era o prisioneiro? Era Paulo que, nesta carta não se apresenta como apostolo, mas como prisioneiro de cristo. PRISIONEIRO DE CRISTO NÃO DE NERO. Por causa de Cristo vale a pena ser prisioneiro.
A. Foi um encontro preparado:
• Imagine um escravo fugitivo, talvez com algum dinheiro no bolso, na cidade de Roma. Uma metrópole com cerca de 1.500.000 habitantes. Onésimo, escravo fugitivo, andandando errante em uma terra que não conhecia. Ele deve ter ficado encantado com tantas oportunidades.
• Mas, esse tempo de vaca gorda passou. Ele então começa a procurar Paulo, o velho apóstolo Paulo que tantas vezes escutou quando o servia na casa do seu Senhor. Mas, procurar Paulo em Roma era como se procurar uma agulha no palheiro. Porém, Deus então providenciou o encontro.
B. Foi um encontro abençoado:
• Paulo estava preso. Perdeu a liberdade devido a sua lealdade a Cristo. No entanto, suas algemas era o selo de sua identificação com o Senhor. Para ele não era vergonha e sim honra. Na prisão, conforme testemunha aos filipenses, Paulo já tinha dito que suas algemas serviam para alcançar os soldados da prisão (Fp 112-14). O fato é que mesmo entre algemas o Evangelho não para de Crescer. Quanto mais se prende pastores e missionários, mais o Evangelho cresce.

• Quando encontrou-se com Onésimo Paulo não deixou passar a oportunidade. PREGOU A JESUS. Onésimo se converteu.
O escravo fugitivo, faminto, sem recursos, procura Paulo, pede-lhe socorro e tornou-se crente.
ELE FOI GERADO ENTRE ALGEMAS.
O segundo encontro que a carta revela foi o encontro:
2. Do arrependido com o benfeitor.
• O arrependido: O nome de Onésimo significava “útil”, mas antes ele não fazia justiça ao nome, pois foi um inútil dando prejuízo ao seu Senhor fugindo de sua casa. Agora depois da conversão ele se tornara realmente “útil”. A conversão operou uma mudança radical em sua vida.
• O benfeitor: Filemom era o benfeitor. Homem que já tinha dado provas da sua boa vontade em ajudar especialmente os irmãos necessitados. Ele era membro da igreja em Colossos e tinha reuniões em sua casa. Paulo o chama de "nosso colaborador".
a. Foi um encontro mediado:
• Paulo escreve uma carta para Filemom, sendo o fiador do arrependimento de Onésimo. Antes Onésimo apenas servia para ajudar nas coisas materiais e passageiras; agora é irmão e servo verdadeiro, pronto para servir também nas coisas espirituais de importância eterna. Paulo, como apóstolo, poderia mandar a Filemom que perdoasse e recebesse a Onésimo como irmão. Porém, ele não manda, mas sim, solicita isto como favor pessoal da parte de Filemom para com ele, "Paulo, o velho" e "prisioneiro de Cristo".
• Diz que Onésimo é o seu "próprio coração" (v.12), muito querido, e que gostaria que ficasse ali em Roma para servi-lo como representante de Filemom, enquanto ele (Paulo) estava sofrendo prisão por amor do Evangelho. Mas, isto só seria possivel com o consentimento de Filemom, a quem o escravo pertencia legalmente (11-14).
• Paulo promete pagar pessoalmente a Filemom qualquer dano causado por Onésimo - embora Filemom devia ao apóstolo muito mais - mesmo a sua própria conversão. Agora Paulo quer ser reanimado por saber que seu filho na fé, Filemom, vai perdoar e receber a Onésimo como irmão em Cristo, sendo Onésimo agora um filho espiritual de Paulo (18-21).
b. Foi um encontro aguardado:
• Por causa do caráter já provado de Filemom, Paulo sabe que ele fará a coisa certa em relação a seu novo irmão.
• Paulo vê isto como "benefício" a ele mesmo, pois novamente lhe dará motivo de alegria até nas algemas (20-21). Pois, é pela graça que, ao obedecer ao evangelho, todos os santos se tornam um como servos de Cristo Jesus (veja Gálatas 3:28). Por isso, Paulo apela pela graça de Filemom e não pelo seu direito.
Nisto vemos que tanto Paulo quanto Filemom tiveram que abdicar dos seus direitos. Eles agiram a favor de Onésimo. Enguanto que Onésimo foi passivo. Não perdeu nada. Apenas limitou-se a cumprir as determinações.
• Pela carta não sabemos o que aconteceu. Mas, a tradição diz que Onésimo se tornou Bispo da Igreja de Beréia.
Filemom, o dono roubado, representa Deus, contra quem todos nós temos pecado.
Onésimo, o escravo fugitivo, é nossa figura, pecadores, sem meios de salvação, a não ser pela graça divina.
Paulo, o mediador amigo, representa o Senhor Jesus, que diz a todo pecador que confia nEle: "Já paguei a tua dívida, com o Meu próprio sangue".
SOMOS GERADOS NO SANGUE DERRAMADO NA CRUZ
Deus abençoe
Pr Saulo Cesar - ICE Campo Grande

Pai Nosso

APRENDIZES
Que aprendem com o mestre
Lc 11.1-13
A oração do Pai Nosso está inserida dentro do Sermão do Monte। No inicio do Sermão o Evangelista Mateus escreve: “Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e assim que assentou seus discípulos se aproximaram e ele passou a ensina-los (Mt 5।1-2)। Em meio a este ensino, baseado nas orações que tinha presenciado, Jesus destaca dois grupos। O primeiro era aquele que orava para ser notado e aplaudido. Jesus chama este grupo de “hipócritas”. O segundo era aquele que orava de forma mecânica usando “vãs repetições”. Jesus chama este grupo de “pagãos”.
• Ao apresentar este dois grupos aos seus discípulos Jesus enfatizou que os verdadeiros discípulos tinham que ser diferentes. Disse Jesus: “sejam diferentes deles” (Mt 6.8). Vocês não podem ser fingidos como os “hipócritas” nem tagarelas como os pagãos.

"Senhor, ensina-nos a orar" pediu um dos discípulos.
Ao ouvir o pedido Jesus passa a ensiná-los:
1. Vocês devem orar assim (2-4).
a. dirijam suas orações ao Pai;
• Jesus inicia a oração chamando Deus de Pai. Por isso o “Pai Nosso” só pode ser proferido de forma verdadeira por quem é “renascido”, somente o filho de Deus pode dizer “Pai”. Por outro lado, o indivíduo ao orar, ora como membro de uma comunidade. Quando se ora “Pai nosso” o cristão é desviado do eu e direcionado para o Deus da comunidade que pertence. O termo “nosso” transcende do quarto de oração para o Trono de Deus e vai além, contagiando toda a Igreja de Cristo e se estendendo por toda a Terra. Assim, a oração em secreto torna-se a “oração que alcança o mundo”. Mas, também ao dizer “Pai que estás nos céus” estamos impedidos de banalizar o nome de Deus (paizão ou o cara lá de cima). A expressão “Pai nos céus” combina a bondade, que gera confiança, com o respeito devido àquilo que é mais sagrado, ou seja, o nome de Deus. Qualquer intimidade grotesca e falsa deve ser excluída. A confiança e intimidade com Pai jamais pode tornar irreverente.
Inicialmente todas as intenções pessoais são deixadas de lado. A prioridade não é tratar da minha pessoa e da minha vontade e sim da pessoa de Deus e da sua vontade.
Pai teu nome é santo: Isto é, considerado com todo o respeito. Que venha o teu reino. Assim como Deus é Santo ele também é Rei. E quando eu oro que seu reino venha significa que eu desejo verdadeiramente que seu governo cresça em mim, por toda a Terra desde agora e se estenda para a eternidade. Que tua vontade seja feita: A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. Portanto resistir a sua vontade é loucura e aceita-la é sabedoria. Está vontade é tão sublime que Jesus orienta para orar pedindo que perfeita vontade do Pai que é aceita e praticada no céu também seja aceita e praticada em minha vida e também na terra.
Que a vontade de Deus atinja validade absoluta na sua vida diária. Não podem apenas dizer: “Senhor, Senhor”, mas fazer a vontade do Pai (Mt 7.21).
b. Façam seus pedidos ao Pai.
• Nota-se que, ao colocar Deus em primeiro lugar, não significa eliminar nossas necessidades pessoais. Visto que Deus é nosso Pai, como Pai ele está preocupado com o bem estar de seus filhos. Portanto, deixar de citá-las em oração é tão errado quanto coloca-las em primeiro plano. Novamente o indivíduo está situado diante do “Pai do Céu”, mas ele também é membro da comunidade, por isso se repete a palavra: “nosso” nas petições seguintes.
• Pai dá-nos o pão de cada dia: A palavra “Pão” deixa de lado o luxo e o consumismo e exorta para a simplicidade e o controle dos nossos desejos. Lutero considerava o “pão nosso de cada dia” simbolizava todas as necessidades básicas desta vida, tais como: alimento, a saúde, a moradia, a bem estar da família, o bom tempo e um bom governo. Mas, além da palavra “Pão” Jesus acrescenta “de cada dia”, sugerindo "rações diárias" ou seja, dependência diária. Se usado de manhã "o pão de hoje" e se usado à noite "o pão de amanhã". Assim, devemos viver um dia de cada vez. Perdoe nossas dívidas: O perdão é tão necessário para a saúde da alma como o alimento é para o corpo. Progride do material para o espiritual, “do pão para o perdão.” Todo pecado constitui uma dívida perante Deus. Divida que deve ser paga. Porém ao calcular o custo desta divida percebe-se que é impagável. Por isso, o Pai nos dá o perdão gratuito, ilimitado, compassivo e divino. Porém este pedido está condicionado ao meu procedimento em relação ao próximo. Ou seja, para que o perdão e a graça de Deus atuem em mim é imprescindível que eu também perdoe. Contudo, persiste o fato indiscutível de que entre o meu perdão e o perdão do Pai existe uma grande diferença. É impossível comparar o perdão de Deus com o nosso. E não nos deixe cair em tentação: Mesmo depois de ser perdoado, rodeia a vida do crente. É como se o mal estivesse sempre presente dia após dia. Ao pedir ao Pai que não nos deixe cair em tentação (algumas traduções diz: não nos induza à tentação), mas livra-nos do mal, devemos entender que: o mal vem do maligno e não de Deus. Tiago diz: “Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta” (Tg 1.13). O maligno que arrebata a boa semente que foi semeada no coração (Mt 13.19). Por isso este último pedido deve ser feito assim: Pai livra-nos de cair nas tentações que o maligno nos traz. Cônscio de sua própria impotência e fraqueza, o filho de Deus volta-se ao Pai, pedindo que ele livre seu filho do poder aliciador do maligno. Permanecer longe do mal só é possível pela mão salvadora e protetora de Deus.
Por isso O “Pai nosso” é mais que uma oração.
É uma lição de como devemos orar.
A partir do momento que eu buscar a Deus não para ser visto pelos homens e ser aplaudido por eles, mas para ser visto por Deus. Para honrá-lo, glorifica-lo e humildemente pedir suas benções então serei um verdadeiro filho. Serei abençoado.
2. E continuar orando assim (5-13).
a. Mesmo quando tudo parecer estar perdido.

• Você já teve um amigo importuno. Aquele amigo que quando você está com namorada numa boa ele chega e não vai mais embora.
• Para ilustrar a idéia que nunca devemos desistir de orar Jesus fez uma pergunta de forma de parábola: “Qual dentre vós, tendo um amigo, e este for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, pois um meu amigo, chegando de viagem, procurou-me, e eu nada tenho que lhe oferecer. E o outro lhe responda lá de dentro, dizendo: Não me importunes; a porta já está fechada, e os meus filhos comigo também já estão deitados. Não posso levantar-me para tos dar; digo-vos que, se não se levantar para dar-lhos por ser seu amigo, todavia, o fará por causa da importunação e lhe dará tudo o de que tiver necessidade”.
• Este amigo estava em dificuldade. Tudo parecia estar contra ele. Um amigo dele chegou fora de hora. Ele não tinha nada para oferecer. Então o que ele fez “vou procurar meu melhor amigo”. Ele é fiel e não vai me deixar na mão. Mas, tem um problema, é noite, o vizinho dorme, a porta está fechada. Mas mesmo assim ele vai. Porém o amigo responde: Não me importunes; a porta já está fechada, e os meus filhos comigo também já estão deitados. Não posso levantar-me para tos dar; Então Jesus diz: “se não se levantar para dar-lhos por ser seu amigo, todavia, o fará por causa da importunação e lhe dará tudo o de que tiver necessidade”. O que Jesus queria tirar deles era uma resposta positiva. Pois, quando se tem um amigo numa situação desesperadora normalmente nossa reposta é uma ação positiva. Ou seja, não tem como não ajudar.
O vizinho é um homem integro e a situação do amigo é maior que a importunação, por isso, não deixará de fazer o bem.
Com DEUS a certeza de ser atendido é infinitamente MAIOR.
b. Pois quem te ouve é fiel;
• Jesus enfatiza este principio dizendo: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á. Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir um peixe, lhe dará em lugar de peixe uma cobra? Ou, se lhe pedir um ovo lhe dará um escorpião? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?
*Deus é um Deus de honra e que o homem pode ter a certeza que será ouvido. Pois, um filho necessitado sempre encontrará em Deus um Pai amoroso.
* A oração é uma atitude de confiança do filho em relação ao Pai. Ninguém pede ajuda para alguém que não confia.
*A oração mostra a dependencia e a humildade do filho dinate do Pai.
Precisamos ser humildes para buscarmos ajuda. Não semanal, dominical, de vez em quando mas, constante.
Deus Abençoe
Pr Saulo César - Ice Campo Grande
saulo@icecampogrande.com.br

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

NÃO TEMAS

Quem Crer Viverá
2Re 6.24-7.20


Em meio às vitórias e lutas que enfrentamos, o principio de que maior é aquele está em nós, do que aquele está no mundo deve ser sempre preservado. Elizeu disse ao seu moço “Não temas, porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles” (2Re 6.16). Neste caso Elizeu enfatizou a quantitade dos seus aliados. João escreve na sua primeira carta “Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo” (1Jo 4.4). João enfatiza a grandeza do seu aliado.

O texto que lemos revela três momentos que comprovam esta tese.

1. O Momento do Caos (6.24-30).
• A causa do caos, neste caso, foi porque o rei da Síria fez cerco em Samaria capital de Israel. Nada entrava e nada saia. Pois, da mesma forma que Deus nos cerca e nos guarda, o diabo, nosso adversário, também anda ao nosso redor, como leão que ruge procurando alguém para devorar (1Pe 5.8). Ben Hadade, rei da Siria, tipifica este inimigo. Pedro aconselha “Sejam sóbrios e vigilantes”, para que o efeito do caos não venha nos matar. No caso de Samaria o caos produziu o efeito que o inimigo desejava.
a. Os valores foram invertidos:
• Por causa da fome coisas imundas e insignificantes como a cabeça de um jumento um animal impuro, cuja carne, por princípio, ninguém comia e o esterco de pombas começaram a ter um grande valor (a cabeça do jumento era vendida por oitenta barras de prata e cerca de meio litro de esterco de pomba por cinco barras). Enquanto que a família o bem mais precioso que alguém pode ter era desprezado. Deus diz que os filhos são herança do Senhor. Em Samaria, o caos tirou esta benção. As mães começaram fazer acordos para comerem os filhos umas das outras para matarem a fome.
b. E povo buscou ajuda no lugar errado:
• O texto diz que no momento em que o rei passava pelo muro, vistoriando o caos “gritou-lhe uma mulher: Acode-me, ó rei, meu senhor”! Então ele respondeu: Se o SENHOR não te ajuda, como é que eu posso ajudá-la? Você pensa que eu tenho trigo ou vinho? Mas diga qual é o seu problema. Ela respondeu: Fiz um acordo com uma mulher, para matar a fome comemos o meu filho ontem e hoje ela não quer matar o seu para comermos!!!
• UM EXEMPLO: No Haiti o caos é um fato. Temos visto que, para sobreviver, muitos tem perdido a calma. Muitos homens de bem tem roubado para matar a fome. Muitos, ao invés de procurar o Senhor, têm buscado ajuda nos reis e generais da terra. Muitos, ao invés de procurar ao Senhor, têm buscado ajuda nos trabalhos de magia negra e nos rituais pagãos. DEVEMOS ORAR PELO POVO HAITIANO.
No CAOS, SEM DEUS, além de perder a noção da ética da moral, perde-se também a direção.
No CAOS o valor do que é mais precioso aos olhos de Deus, não aos nossos olhos, são invertidos.
No CAOS o valor do que se pode e o que não se pode comer ou fazer são invertidos.
Por isso, é preciso vigiar e orar no momento do caos, para não ser devorado pelo desespero e pela loucura.

2. O Momento da lucidez (6.31-7.1).
• No momento de Caos até os mais fortes se curvam. Até o rei humilhava-se torturando a sua carne por meio de um pano de saco (30); mas como a penitência não teve efeito, lançou sobre Eliseu a culpa da fome, acusando-o não só de tê-la causado como de fazê-la persistir (31). Mas, são nos momentos difíceis que a lucidez deve prevalecer.
a. É onde a confiança e a esperança no altíssimo não desvanece:
• Enquanto o povo descrente fazia loucura e o rei fazia acusações infundadas Elizeu descansava, ao lado dos anciãos, em sua casa. Enquanto ele descansava nos braços do Senhor o rei enviava mensageiros para matá-lo e blasfemar contra Deus. Mas, ele continuava lúcido e cheio de confiança e esperança no Altíssimo “Olhai, quando vier o mensageiro, fechem a porta e não deixem que entre (6.31-33).
b. É onde a confiança e a esperança no altíssimo é semeada no coração do povo;
• Então Elizeu semeou a confiança e a esperança no coração do povo. Ele anunciou a queda da inflação e do estado de sitio. Sua palavra se baseava na sua relação com Deus. Disse ele “ATENTEM AO QUE O SENHOR TEM PARA DIZER; assim diz o SENHOR: Amanhã, a estas horas mais ou menos, poderá se comprar em Samaria três quilos e meio de trigo ou sete quilos de cevada por um siclo de prata.” (2Re 7.1). NOTE A DIFERENÇA DE VALORES: Enquanto os desesperados pagavam uma fortuna por coisas insignificantes e sem valor, o LUCIDO anuncia que a comida será barata. Antes a cabeça do jumento era oitenta barras de prata, agora cerca 3,5Kg de trigo seria comprados por um siclo cerca de 11g. Enquanto os desesperados cometiam loucuras e procuravam ajuda em lugares errados, o LUCIDO anuncia uma palavra sensata e cheia de esperança, para amanhã, vinda do Senhor.

3. O Momento da benção (7.2-15).
• A descrença e a ausência da fé, não somente é uma afronta e pecado contra Deus, mas também priva homens e nações das bênçãos que Deus deseja dar. Deus é bom! Mas, o homem tem limitado sua bondade por causa as sua incredulidade. Infelizmente a benção não vem:
a. Onde os fortes e arrogantes são envergonhados:
• Havia um capitão, homem de confiança do rei, que zombou do profeta. Disse ele: “Ainda que o Senhor fizesse janelas no céu isso não vai acontecer”. Elizeu disse-lhe “Você verá, mas não comerá”.
b. E os fracos e rejeitados são engrandecidos conforme a Palavra do Senhor
• Os leprosos não podiam ficar dentro da cidade, por isso estavam na porta. A situação dos quatro não era nada boa. Conhece aquele ditado “se ficar o bicho come se correr o bicho pega”. Eles viviam literalmente este ditado. Mas, Deus está acima de qualquer ditado popular. Quando Deus diz “Não Temas” que darei a saída pode-se confiar. Assim como ele deu uma saída para o povo através do mar vermelho, ele também deu uma saída para os leprosos. O Senhor lutou por eles, mandando um barulho de um grande exército, e pensando que os judeus vinham com seus aliados, os sirios fugiram abandonado todo seu armamento, mantimento e tesouro. Eles eram leprosos, não loucos. A lepra pode tê-los deixado doentes, mas não tirou deles a lucidez. Eles agiram racionalmente tanto em irem ao acampamento dos sírios quanto em anunciarem a benção ao povo.
CONCLUSÃO:
Não Temas - Quem Crer Verá. ”Porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles” (2Re 6.16) e no NT “Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo.” (1Jo 4.4). A PROFECIA SE CUMPRIU, MAS, INFELISMENTE O CAPITÃO DO REI NÃO PODE PARTICIPAR DA BENÇÃO. Ele apenas a viu, pois foi atropelado pela multidão que saiu para buscar comida no acampamento Sírio.
Deus abençoe
Pr Saulo Cesar - ICE Campo Grande - saulo@icecampogrande.com.br

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Avivamento

AVIVAMENTO
2Cr 7.11-22

O capitulo sete de 2Cronicas descreve o culto de apresentação e consagração do templo ao Senhor. Neste ato solene que durou sete dias houve muitos sacrifícios, oração e louvor. Mas, algo que marcou a vida daqueles que cultuava foi a maravilhosa manifestação da glória de Deus. Os versos um a quatro descrevem esta maravilha. Depois de toda a festa e dedicação, Salomão alegre e animado, despede o povo, pois Deus havia dado a ele prosperidade em todos os seus projetos e realizações. Ao ler este capitulo percebemos que ouve um grande avivamento espiritual. Avivamento é reação de Deus em resposta à oração do homem.

É neste contexto que Deus aparece a Salomão e lhe propõe um avivamento continuado. Uma proposta fundamentada em duas frentes:

1. Deus propõe um avivamento geral (11-16).
a. Baseado na hipótese do povo se afastar;
• Porque o povo tem livre arbítrio para se afastar ou achegar ao Senhor;
• Porque “se” o povo se afastar a benção será retida. Pois não há benção longe de Deus;
• Porque Deus não se afasta. “Se” Deus reteve chuva, mandou os gafanhotos e a peste entre o povo, foi porque o povo andou no mau caminho;
b. Baseado na hipótese do povo se arrepender;
Mas, se o meu povo se humilhar; O povo tem que reconhecer sua falha e manifestar sua tristeza. Humilhar-se diante de Deus é o reconhecimento sincero do afastamento de deus, da pobreza espiritual e dos pecados cometidos.
• Mas, se o meu povo orar; O orar não deve ser da boca pra fora com palavras sem pensar. O povo teria que se colocar diante de Deus com louvor, agradecimento, perdão e comprometimento.
Mas, se o meu povo me buscar; O buscar a Deus deve ser diligente, aplicada, zelosa e incessante. Deve ser uma busca de coração. Um anseio pela presença. Não só na adversidade ou para pedir.
Mas, se o meu povo se converter dos seus maus caminhos; Converter é mudar de vida, de caminho, de direção. É nascer de novo, se arrepender com sinceridade e abandonar o pecado da idolatria, do mundanismo e se aproximar de Deus;
c. Baseado, na certeza da fidelidade de Deus.
Então, eu ouvirei dos céus; A primeira manifestação de resposta de Deus ao arrependimento do povo é a sua resposta. E esta resposta significa que ele ouviu o clamor do seu povo e atendeu sua oração;
Perdoarei os seus pecados; O perdão e purificação dos pecados são atos exclusivos de Deus. Somente Deus pode perdoar pecados no sentido de salvação e reconciliação com Ele. E essa benção é pela graça, pois tudo que possamos fazer não paga a benção de sermos salvos e reconciliados à sua presença.
E sararei a sua terra. A falta de chuva, esterilidade da terra, as pragas e as doenças são conseqüências do afastamento de Deus. A aproximação de Deus reverte estas conseqüências. Deus manda a chuva, sara a terra e cura as enfermidades, naturais, físicas e espirituais tanto da terra e quanto do povo.
Os meus olhos e ouvidos estarão sempre atentos à oração que se fizer neste lugar. Porque Deus escolheu e santificou esta casa, para que nela esteja o seu nome, os seus olhos e seu coração perpetuamente;

2. Deus propõe um avivamento pessoal (17-22).
a. Condicionado no caminhar com Deus;

• “Quanto a ti, se andares diante de mim, como andou Davi”. Ou seja, o avimaneto deveria partir de Salomão ele era o lider da nação, portanto a referencia e o exemplo. Salomão deviria seguir os passos de seu pai. Pois, assim como Davi cumpriu as ordens e seguiu os estatutos e os juízos de Deus ele também devia faze-lo.
b. Confirmado pelas bênçãos de Deus;
• “Confirmarei o trono do teu reino, segundo a aliança que fiz com Davi”. A aliança feita a Davi era incondicional. Deus prometeu a ele que não faltaria sucessor que reinasse em Israel. Esta aliança se cumpriu em Jesus Cristo – O filho de Davi. Porém a proposta de Deus a Salomão era condicionada ao andar dele nos mesmo passo que andou seu pai.
c. Retirado pela desobediência a Deus;
• Porém, se vós vos desviardes, e deixardes os meus estatutos...então, vos arrancarei da minha terra e esta casa lançarei longe da minha presença”. O acordo estava condicionado a obediencia. Infelismente, Salomão desobedeceu e o acordo se rompeu. O reino foi dividido. Israel e Judá foram levados cativos pela Assiria e Babilonia e o templo foi destruido. A casa outrora tão exaltada, passou a ser motivo de espanto e zombaria. Isso porque deixaram o SENHOR, o Deus de seus pais, que os tirou da terra do Egito, e se apegaram a outros deuses, e os adoraram, e os serviram. Por isso, trouxe sobre eles todo este mal.

Assim como Israel foi advertido O Senhor também adverte as nações. Nações como Alemanha, Inglatera, Estados Unidos. Paises que outrora foram tão crentes e missionarios e hoje estão precisando ser evangelizados novamente.
O Brasil precisa de um avivamento. Um avivamento saudavel. Avimento que o homem se humilha, busca a Deus e converte do mau seu caminho. Avivamento onde Deus é glorificado não apenas no templo mas, na vida diaria. Avivamento que parte do individuo e contagia toda a igreja a cidade e nação.


Deus vos abençoe

Pr Saulo César – ICE Campo Grande – saulo@icecampogrande.com.br

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

JAIRO - Não Temas

CONTINUE CRENDO
Mc 5.21-43


Diz o salmista “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa na sombra do Onipotente diz ao SENHOR: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio..."

No enfrentamento de problemas que surgem em nossa vida temos que tomar algumas atitudes para que estes problemas sejam resolvidos. A melhor atitude que podemos tomar é habitar no Esconderijo do Altíssimo.

Jairo habitou no esconderijo do Altíssimo.

1. Em meio ao orgulho e preconceito ELE SE HUMILHOU e buscou a Cristo (21-24).
Não levou em conta os que os outros diziam, deixou de lado toda a vaidade e orgulho e suplicando humilhou-se ao pés de Cristo pedinho que fosse curar sua filha;
A Palavra Chave é Humildade


2. Em meio ao desespero de uma mulher ELE SOUBE ESPERAR por Cristo (25-35).
É angustiante ficar em filas de banco, hospitais supermercados e ver alguém furando a fila. Imaginem Jairo. Depois de tanta trabalho para chegar até Jesus ele vê alguém que chegou depois ter a primazia. Mas, ele não se julgou o mais importante e soube esperar.
A Palavra Chave é Paciência

3. Em meio às más o noticias ELE CONTINUOU CRENDO em Cristo (35-43).
Estes dias assistindo o jornal ouvi que de um rapaz que chegou em casa e encontrou sua casa destruída pelo fogo. Quanto sofrimento. Quanta tristeza. Você já chegou em casa e encontrou um grande tumulto. JAIRO ENCONTROU.
Mas, assim como Marta e Maria, a mulher cananéia, o centurião romano ELE CONTINUOU CRENDO e deixou que Cristo conduzisse toda a situação.
A Palavra Chave é Fé.

E você como está? Será que em meio aos problemas, lutas, aflições e conflitos que surgem em sua vida, você tem se Escondido no Esconderijo do Altíssimo e descansado à sombra do Onipotente?

Deus abençoe
Pr Saulo César - Ice Campo Grande

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

PEDRO

RASTREADO
Lc 22.54-62

É comum nas viagens encontrarmos caminhões com a frase: “Rastreado por Radar”. Às vezes também deparamos com caminhos escoltados por guardas fortemente armados. Não é necessário dizer que este caminhão, por estar sendo vigiado, torna-se mais difícil ser roubado ou assaltado. O ladrão, com certeza, irá pensar um pouco mais antes de tentar rouba-lo. Mas, mesmo assim, muitos deles são vitimas de assaltos e roubos. Os ladrões sempre acham um jeito, uma forma de burlar a segurança, pois o valor da carga compensa o risco.
O salmo 139 diz: “SENHOR, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos (1-3). (V 5) Tu me cercas por trás e por diante e sobre mim pões a mão. (V. 7-10) Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, o senhor está lá; se descer ao mais profundo abismo, o Senhor também lá está também; se eu voar pelos confins da terra e dos mares, ainda lá a tua mão me guia e me sustenta. (15-16) ) O Senhor viu quando os meus ossos estavam sendo feitos, quando eu estava sendo formado, antes que eu nascesse o Senhor já me conhecia e escreveu todos os dias da minha vida antes deles acontecerem.
Você já fez algo pensando que ninguém via? Este salmo diz que nada fazemos passa despercebido aos olhos de Deus. Será que isso é bom ou mal?
No texto que lemos diz que no exato momento, depois que o galo cantou pela terceira vez, “voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro”. Hoje quero meditar com os irmãos sobre o rastrear de Deus.
Peço sua atenção sobre O OLHAR DE CRISTO e o seu resultado na vida de Pedro.
Baseados no texto de Lucas verificaremos dois fatos:
1. O propósito do olhar (54-61).
• O olhar de Jesus sobre Pedro demonstra a sua intensa preocupação com o homem caído.
A) Jesus volta-se para Pedro.
Voltando-se (virou-se). Gostaria que os irmãos tentassem visualizar a cena. Jesus estava preso na casa do Sumo Sacerdote. Pessoas foram trazidas para dar falsos testemunhos à seu respeito. Seu rosto foi cuspido, socado e esbofeteado. Ele foi ultrajado e masmo sabendo que ia ser morto de uma forma injusta e dolorosa voltou-se para Pedro. Não abriu sua boca apenas virou a cabeça e olhou para Pedro (Mt 26. 57-68).
B) Jesus fixa os olhos em Pedro. O olhar de Cristo não foi um mero olhar. Ele fixou os olhos em Pedro. FIXAR OS OLHOS tem a ver com, olhar diretamente, discernir através do olho, ter o poder de ver, fitar, perceber pelos sentidos, conhecer pela experiência, é ver com os olhos da mente. Tentem visualizar novamente a cena. Pedro havia seguido a multidão e estava sentado no pátio, ao redor de uma fogueira com um grupo de pessoas, e perguntado por diversas vezes se era um dos seguidores de Jesus negou todas elas. Na terceira negativa estando ele ainda a falar, (diz o texto), o galo cantou. Foi nesse momento que ele sentiu o olhar de Cristo. No meio de tanto sofrimento, olhos do Senhor procuraram os olhos de Pedro, com amor intenso. ENTÃO OS OLHOS SE CRUZARAM, Olho no olho.
Da mesma forma que o Senhor voltou-se e fixou os olhos em Pedro. Ele tem fixado os lhos em nós. Será que temos CORRESPONDIDO AO SEU OLHAR OU TEMOS EVITADO. Quantas vezes eu fui avisado por Jesus para não pecar, mas continuei pecando. Seguindo a Jesus de longe, e o Senhor se lembrou de mim, e fixou os olhos em mim. “Tenho visto os seus caminhos e o sararei; também o guiarei e lhe tornarei a dar consolação...” (Is 57:18 ).

2. O resultado do olhar (61-62).
• O olhar de Jesus sobre Pedro resulta em uma profunda mudança de atitude:
A) Pela lembrança da Palavra do Senhor.
Pedro estava caído, sentia-se derrotado. Deve ter passado um filme na sua cabeça. Um filme sobre os últimos momentos que esteve ao lado do mestre. Todo o contexto deixa claro que a sua queda começou bem antes; foi quando: ESTAVA CHEIO DA SI e disse estou pronto para morrer com Jesus (LC 22.33); MOSTROU SUA INCREDULIDADE quando foi avisado que negaria a Jesus (LC 22.34); quando NÃO VIGIOU (DEIXOU DE ORAR) e dormia enquanto Jesus orava no Getsêmani (LC 22.45-46); quando TENTOU LUTAR COM AS “TREVAS” COM ARMAS CONVENCIONAIS e feriu o servo a espada (22.50); e AGORA ESTAVA ALI SEGUINDO JESUS DE LONGE (LC 22.54). Em Ap 2.5 na carta à igreja de Éfeso Jesus orienta, “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras”.
B) Pedro sai e chora amargamente. Pedro sai da sua privacidade, do seu anonimato e vai para o lado de fora e chora. O texto fala que ele chorou amargamente. CHORO AMARGO TEM O SENTIDO DE: lamentação como o sinal de dor, aflição por algo significativo, chorar por sentir profunda tristeza. Aquele rude pescador estava chorando. O mesmo Pedro cheio da si, que andou sobre as águas, que se colocava a frente, que cortou a orelha do servo do sumo sacerdote, agora estava chorando. O pecado de Pedro foi tão grave quanto o de Judas. Não teve diferença. Ambos negaram e traíram a confiança do mestre. A única diferença foi que Pedro se arrependeu Judas não.
Viver sem pecar é impossivel. Assim como Pedro estamos sempre caindo. Mas o que conforta é que olhar de Cristo está sempre fixo em nós. Seu perdão tem um poder regenerador. Já não temo mais à noite nem os homens. Minha vitória é a tua graça.

Que o olhar do Senhor possa produzir em nossas vidas o mesmo que produziu em Pedro. Possamos dizer como o salmista: “Ó Deus, examina-me e conhece o meu coração! Prova-me e conhece os meus pensamentos. Vê se há em mim algum pecado e guia-me pelo caminho eterno.” (Sl 139.23-24).
A culpa, e o desespero poderiam tomar conta da vida de Pedro.
• Mas, em meio a lagrimas ele teve O CONSOLO;
• Ao invés da culpa teve o PERDÃO;
• Ao invés do ódio, O AMOR;
• Ao invés da condenação, A SALVAÇÃO.

Deus abençoe
Pr Saulo César - ICE Campo grande

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Santificai-vos

SANTIFICAI-VOS
Js 3.1-17


Josué estava diante do Rio Jordão. O Jordão era o marco que separava o deserto da terra prometida. Foram 39 anos caminhando pelas terras áridas do deserto e agora havia um rio para ser atravessado. Para esta travessia o povo teve que seguir várias regras e orientações.
• Regras para a condução da Arca: A Arca era uma caixa de madeira, revestida de ouro, onde eram guardadas as placas de pedra em que estavam escritos os dez mandamentos e outros objetos sagrados e a responsabilidade e privilégio de conduzi-la era dos levitas.
• Regras para seguirem a Arca: A Arca simbolizava a presença do Senhor. Por isso, assim que os levitas a conduzissem o povo deveria segui-los. Era na realidade um sinal de que Deus conduziria o povo a um lugar seguro, defendendo-o dos inimigos pelo caminho. Porém, o povo deveria segui-los de longe. A ordem era para não se aproximar nem se distanciar. Deveriam manter-se cerca de um quilometro de distancia.

Porém a ordem que mais se destaca no texto é a da santificação. Disse Josué ao povo: “Santificai-vos, porque amanhã o SENHOR fará maravilhas no meio de vós.” (Js 3.5).
Ao analisar-mos este verso concluímos que dois pontos se destacam:

1. A Santificação não era uma opção.
a. Era uma ordem:
De acordo com o dicionário bíblico santificar é: separar-se ou ser posto à parte. Esta ordem levava o povo a considerar que a obra em que estavam empenhados, não era uma obra qualquer. Nem tampouco somente deles, mas sim de Jeová, o supremo Senhor de todas as coisas. Josué não disse “aqueles que puderem ou aqueles que quiserem se santifiquem”, não foi assim que ele disse. A ordem foi imperativa “Santificai-vos”.
b. Era ordem urgente: A convocação de Josué era urgente. Deveriam ter pressa. Não poderia ser deixada para amanhã pois, amanhã Deus haveria de realizar maravilhas entre eles. O problema é que exigimos de Deus urgência, mas, não temos urgência em atendê-lo. Porém, quando o povo de Deus se quebranta e busca a santidade Deus faz maravilhas em nossa vida em nossa família e em nossa igreja.

O propósito de Deus através quando pede a santificação é que todo cristão possa refletir o seu caráter. A Palavra de Deus, em Gênesis 1.27, diz: "Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, a imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou". Deus é justo por isso quer que sejamos justos; Deus é amor por isso quer que sejamos amorosos; Deus é santo por isso quer sejamos santos. Quando temos uma vida pautada na justiça, no amor, na santidade e andamos na luz, somos parecidos com Jesus;

2. A Santificação era uma exigência.
a. Para todo povo:
Com Josué estava uma nação inteira na sua maioria mulheres e crianças além dos animais e cargas. A única forma de atravessar seria andando. Por isso, não era um, nem dois, nem três, era necessário que todos se santificassem. Não sabemos o método usado, mas, com certeza ouve muita oração, jejum, confissão de pecados, perdão de pecados e reconhecimento do poder de Deus. Assim como quarenta anos atrás, quando atravessaram o mar vermelho ao fugir do exército do Faraó, só através de um milagre de Deus o rio poderia ser atravessado. Então “disse Josué aos filhos de Israel: Chegai-vos para cá e ouvi as palavras do SENHOR, vosso Deus.” O povo deveria saber que o Deus Vivo ia adiante deles para livrá-los dos inimigos (Js 3:8-9).
b. Para a ação de Deus: Eles deveriam chegar à terra prometida, porém o Rio Jordão tinha que ser atravessado e não havia ponte. Para Josué não havia dúvidas. Ele não disse: amanhã Deus provavelmente fará maravilhas no meio de vós ou tudo indica que Deus fará maravilhas no meio de vós amanhã; ou estou sentindo que amanhã Deus fará maravilhas no meio de vós. Josué fala com certeza e convicção da atuação de Deus. Josué ordenou que Arca iria adiante. E disse ao povo: “assim que as plantas dos pés dos sacerdotes tocar as águas do Jordão elas se amontoarão” (12-13). Nessa altura do ano o rio transbordava devido às cheias mas, logo que entraram na água, o leito do rio secou e as águas pararam, formando um "montão" ficando seco o leito do rio numa extensão de 40 a 50 quilômetros. O fato de os sacerdotes pararem no leito seco do rio, até que todo o povo passasse, era sinal de que os acontecimentos dependiam do Senhor.

Hoje, a igreja é convocada para uma vida de santidade não somente pela expectativa de ver o Senhor realizar maravilhas. Esse não é a principal motivo. E sim porque Deus é merecedor, porque nós devemos isso a Ele e porque nós fomos chamados para isso. Porque Deus é santo: “Porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo”. (1Pe 1.16). Porque somos Dele: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus” (1 Pe 2.9-10). Para estar na sua presença: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor,” (Hb 12.14).

Deus abençoe

Pr Saulo César - ICE Campo Grande - saulo@icecampogrande.com.br

Porventura não há Deus em Israel

Porventura não há Deus em Israel?
1Re 1.1-17

• Conta-se que certo reino ia ser invadido por outro bem mais poderoso. Em meio ao perigo e a fuga o povo decidiu salvar os seus deuses. Então deuses foram colocados sobre animais à frente da multidão em fuga. Como os deuses eram muito pesados, os animais se cansaram e fuga tornou-se muito lenta. O povo foi alcançado, vencido e escravizado. E assim, os deuses, ao invés de salvação tornaram-se um empecilho para a multidão.

Neste texto foi levantada uma pergunta: “Porventura não há Deus em Israel”?
Responderemos esta pergunta verificando os seguintes fatos:

1. Um Rei Apóstata (1-2).
a. Que herdou uma religião errada e um país em guerra:
A apostasia é negar e abandonar a fé e se revoltar contra Deus. Acazias foi um exemplo fiel de apóstata. Segundo os últimos versículos de 1Re 22 ele recebeu a herança religiosa dos pais. Seguiu o mau exemplo do seu pai Acabe, da sua mãe Jezabel e do rei Jeroboão, que havia feito o povo de Israel pecar adorou e serviu a Baal e, como o seu pai havia feito antes dele, fez com que o SENHOR ficasse irado” (1Re 22.53-54). O texto inicia dizendo que Moabe se revoltou contra Israel. Moabe era o povo descendente de Ló. Fruto de um incesto de com sua filha mais velha. Este povo constantemente invadia e saqueava as terras e o povo Israelita. No tempo de Davi Moabe foi colocado sob o regime de escravidão, mas vindo a apostasia Moabe se fortaleceu e revoltou.
b. Que caiu do terraço e no pecado:
Os telhados das casas orientais geralmente eram planos e cercados por um murro que chegava à altura do peito. Havia uma lei que exigia a construção de parapeitos nos telhados “Quando edificares uma casa nova, far-lhe-ás, no terraço, um parapeito, para que não seja culpado se alguém cair dali e morrer” (Dt 22.8). Esta lei exemplifica o cuidado e a bondade de Deus com seu povo, pois no terraço, a família freqüentemente se reunia para realizar várias atividades. Porém, alguns não davam ouvido à orientação divina e em vez desta proteção, colocavam apenas corrimãos ou grades. Provavelmente, entre estes também estava Acazias. que despencou caiu do terraço que havia no quarto do palácio e adoeceu. Porém ao invés de consultar ao Deus de Israel para saber sobre seu futuro mandou seus mensageiros consultarem Baalzebube: Essa consulta prova que Acazias foi mais longe que seu pai Acabe em relação a consultar deuses estranhos. Seu pai consultava e servia a Baal o deus da fertilidade (1Re 16.31), ele foi além pois mandou consultar Baalzebube o senhor das moscas. Podemos ver que assim como aconteceu com Acabe o caminho da apostasia leva a morte.
2. O recado Deus (3-8).
a. Que veio do Anjo ao profeta:
As aparições do Anjo do Senhor no AT era a manifestação visível de Deus chamada TEOFANIA. Na grande maioria dos casos o Anjo era Cristo se manifestando. Deus se fez presente para interferir e confrontar o rei a respeito da sua falta de fé. O profeta era Elias. Natural de Tisbé, por isso chamado de TESBITA e que em varias ocasiões já havia enfrentado os pais de Acazias.
b. Para confrontar o rei e o seu pecado:
A ordem do anjo era um confronto direto com as ordens do rei. O rei havia ordenado que os mensageiros fossem e consultassem o deus pagão e o Anjo estava ordenado a Elias que fosse e impedisse os mensageiros de consultarem o deu pagão. Disse o Anjo: “Dispõe-te vai encontrar com os mensageiros do rei e dize-lhes: Porventura, não há Deus em Israel, para irdes consultar Baal-Zebube”? “Por isso, assim diz o SENHOR: Da cama a que subiste, não descerás, mas, sem falta, morrerás”. Elias partiu e quando os encontrou os mandou de volta. Quando o rei viu os mensageiros de volta sem a resposta de Baalzebube perguntou: “por que voltaram”? Um homem veio ao nosso encontro e nos mandou de volta para dizer-lhe: Porventura, não há Deus em Israel, para irdes consultar Baal-Zebube? Por isso, assim diz o SENHOR: Da cama a que subiste, não descerás, mas, sem falta, morrerás. Então, perguntou o rei como ele era? Disseram os mensageiros “Usava um vestido de couro coberto com pelos e tinha na cintura um cinto de couro largo”. Então disse o rei: “É Elias o tesbita”. O mesmo que causou muitos males aos meus pais.
3. Um Profeta Fiel (9-16).
a. Um homem de Deus que recusou descer ao nível do rei:
O rei enviou um capitão com cinqüenta soldados para dizer a Elias que estava assentado em cima do monte: “Homem de Deus rei manda dizer DESCE”. Mas, Elias não desceu. Por que descer? Para atender um rei idólatra! Um rei que ao invés de consultar ao Deus de Israel preferiu consultar o “Senhor das Moscas”. Se eu sou um homem de Deus desça fogo do céu e consuma a ti e os seus cinqüenta. E o fogo desceu e os consumiu. Quando se lê “desça fogo do céu” deve-se entender “já que vocês dizem que sou um homem de Deus que desça fogo”. As palavras de Elias não condenavam e sim declaravam. Ele não condenou os homens à morte, mas, mostrou a eles que o que diziam era a verdade. O fogo mostrou que Deus era o Senhor e por Elias ser um profeta do Senhor e que não deveria descer por causa de um mero pedido do rei.
b. Mas, obedeceu às ordens de Deus e desceu:
O rei insistente mandou outro capitão com seus soldados e estes também foram consumidos pelo fogo do céu. Por último veio outro grupo e o capitão. Este último se pôs de joelhos diante de Elias e suplicou misericórdia a ele e seus soldados. Então, o Anjo do SENHOR disse a Elias: Desce com este, não temas. Elias levantou e desceu ao rei e disse: “Assim diz o SENHOR: Por que enviaste mensageiros para consultar Baal-Zebube? Por acaso não há Deus em Israel para que consulte? Portanto, da cama em que está não descerá, mas, sem falta, morrerás” (2Re 1.13-16).

• “Acazias, filho de Acabe, governou apenas dois anos em Samaria” (1Re 22.52). “Morreu, como o SENHOR tinha dito por meio de Elias. Por não ter filhos, seu irmão Jorão reinou no seu lugar”. (2 Re 1.17)
Deus abençoe
Pr Saulo César - ICE Campo Grande - saulo@icecampogrande.com.br

sábado, 26 de dezembro de 2009

Desejamos um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de paz, saúde e bençãos a você e toda sua família.
Pr Saulo, Fran, Lucas e André.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Pescadores de homens

Para capturar homens vivos
Lc 5.1-11

Os bons pescadores têm como características o zelo e o cuidado com seu equipamento de pesca e, por amarem seu oficio, não abandonam facilmente sua profissão. Ao se dirigir para o mar da Galiléia Jesus estava a procura de homens que tinham esse zelo, cuidado e amor pelo oficio. Alguns desses homens já o tinham ouvido em outras ocasiões, contudo, até aquele momento ainda não haviam pensado em segui-lo de forma integral e contínua. Foi nas margens do Mar da Galiléia que Jesus, determinou-lhes que o seguissem integralmente. Deviam ouvir seus ensinamentos e ser testemunhas de todos seus feitos. Neste encontro com os pescadores, nas margens do mar da Galiléia, um pescador se destaca. Seu nome era Simão, a quem, posteriormente Jesus chamou de Pedro.

Neste encontro de Jesus com Pedro visualizamos dois quadros:

1. Pedro “um pescador animado” (2-5).
a. Disposto a pescar (2):
Ele sabia o horário bom para pescar: Na pesca, além de se escolher um bom lugar, é imprescindível se saber a hora de pescar. Pedro e seus companheiros tinham o lugar. O Lago de Genesaré, também chamado de Mar da Galiléia por ser muito rico em peixes era muito freqüentado por pescadores e pelo povo da redondeza. Ali os moradores ganhavam sua vida e retiravam seu sustendo. Porém apesar do lugar ser bom é necessário saber a que horas dá peixe. Mas, que poderia não pescar nada: Tem dia (noite) que mar não está para peixe. Depois de uma noite cansativa em que, apesar de muito esforço não pescaram nada Pedro e seus companheiros, lavavam as redes. O melhor trabalhador poderá enfrentar momentos em que, apesar de todo o labor, “não alcança nada”.
b. Disposto a ouvir (3):
Cedeu o barco:
Em geral Jesus ensinava e pregava nas sinagogas, mas, por causa do tumulto que causava na cidade muitas vezes procurava lugares mais amplos para anunciar a palavra de Deus à multidão. Nesta ocasião ele se encontrava nas margens do lago. O texto diz que: rodeado por uma multidão, que o apertava, vendo dois barcos na praia, entra em um deles de propriedade de Simão.
Também afastou o barco da praia: Ao entrar no barco, Jesus pediu que Pedro o afastasse um pouco da praia, pois desejava encontrar um lugar melhor para observar seus ouvintes durante a pregação. O conteúdo dessa “pregação” do Senhor não é relatada. Consta apenas: “Ele se sentou e ensinou as multidões a partir do barco”. Cabe constatar que Simão aparece nitidamente como líder do empreendimento da pesca. É a ele que Jesus pede. É a ele que também pode pedir. Afinal, não faz muito tempo que Jesus curou sua sogra da febre (Lc 4.38s). Jesus está à vontade para pedir e esperar que Pedro coloque o barco à disposição do Senhor por tanto tempo até que Jesus conclua seu ensinamento.
c. Disposto a obedecer (4-5):
Lançando o barco no mar profundo:
Depois de ter concluído a pregação, embora Jesus soubesse que Pedro não havia pescado nada durante toda a noite, diferentemente do pedido acima, ordena: “Faze-te ao largo até o centro do lago, e lança as redes para a pesca”. A palavra “largo” no original significa "profundo".
Contrariando a lógica: Uma ordem estranha, pois se não haviam pegado nada a noite quanto mais de dia. Esta ordem contrariava a lógica de todas as regras de seu ofício. Porém, Pedro não contrariou aquele que lhe deu a ordem, ele responde: “Mestre (melhor: “chefe”) havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes.”
Aplicação: A palavra Mestre, que no grego significa “superior” dá a quem a recebe a autoridade de ordenar e ser obedecido, pois este “superior” foi comissionado por Deus. Assim resposta de Pedro é a obediência. Pedro deve ter visto em Jesus o superior, o autorizado por Deus em ordenar uma excursão ao meio do lago em uma hora imprópria par a pesca. Na verdade, Simão não reconhece o filho do carpinteiro, que não entende nada da profissão de pescador, neste homem de Nazaré, mas vê o Senhor, que possui autoridade também sobre os animais do mar. Em razão disso, Simão responde: “Com base em tua palavra, porém, abaixarei as redes”. Na palavrinha, porém, ressalta a obediência; obediência de fé e confiança incondicional. Obediência que contraria toda a razão e toda a prática e experiência profissional.

2. Pedro "um pescador capturado" (6-11).
• Certo comentarista diz que entre outras, a razão para que ordenasse a Pedro que fosse pescar, era que o Senhor também tinha a intenção de capturar em sua rede o próprio pescador.
a. Pelo impacto da benção (6-7):
Ele pegou tanto peixe:
Ao lançar a rede ao mar apanharam tanto peixes que as redes se romperam e precisarem de ajuda para retirar os peixes que estavam na rede. A riqueza não deve ser guardada e sim compartilhada.
Que precisou de ajuda para puxar: Os companheiros, que foram ajudá-lo, também encheram os barcos, a ponto de quase irem a pique. Simão está pasmo de felicidade. Que extraordinário! Enquanto arrasta os peixes em sua rede, ele próprio cai na rede do Redentor! Foi pessoalmente capturado. Em tais momentos desfaz-se tudo que é exterior, tudo o que é formal e vem à luz tudo o que possa estar escondido e em segredo no coração humano.
b. Pela grandeza do abençoador (8-9):
Ele prostrou-se no chão:
O relato diz que Simão se prostrou perante Jesus sobre os ‘joelhos’. Até então, é improvável que Pedro tenha se ajoelhado alguma vez diante de Jesus. Por isso o seu gesto visa indicar que a experiência da pesca mudou o relacionamento entre Jesus e Pedro. Daquele momento em diante o Jesus seria seu “Senhor”. Em toda a obra, vemos que a riqueza, o tesouro, a benção não foi a grande pesca, e sim, o próprio Cristo. Jesus revela-se como uma “riqueza”, um bem tão precioso que não podem pode ser guardados nas redes do coração e da razão. Pensamentos, sentimentos e vontades humanas correm o risco de romperem-se e o barquinho da vida corre o risco de afundar diante da mais preciosa carga que uma vida humana já recebeu, na pessoa de Jesus Cristo. Por isso, o peixe pescado, deveria ser distribuído, ofertado de graça ao povo faminto que se encontravam às margens do mar. A confissão de Pedro “sou um pecador” indica que não era possível ver o poder miraculoso de Deus nem ouvir a palavra de Jesus sem ter consciência do pecado e da culpa!
Pois, o temor apoderou-se dele: Assim como Isaías ficou possuído pelo temor (Is 6.5), . Ele teme, pois como pecador iria perecer na presença de Deus. Porém, não é o conhecimento da sua santidade, nem tampouco o desejo de segui-lo que traz a destruição e morte, e sim, o desconhecimento e afastamento de sua vontade e de seu caminho. No NT deparamo-nos com o termo ‘assombro’ (thambos) apenas mais duas vezes (Lc 4.36 e At 3.10). Em todas estas ocasiões, este assombro aparece como decorrência de uma misericordiosa ação milagrosa de Jesus. Depois de Jesus ter curado um possesso em Cafarnaum lê-se: “todos foram tomados de grande assombro” (Lc 4.36). Em Atos dos Apóstolos, ao ser restaurado o aleijado, consta: “Encheram-se de admiração e assombro por isso que acontecera” (At 3.10). Somos tentados a perguntar: por que temor desenfreado, por que assombro? Não seriam de esperar antes alegria e louvor, quando Jesus, ou os discípulos em nome dele, curam e socorrem? O fato de hoje não sermos mais tomados de espanto e temor quanto Deus interfere é culpa da teologia barata que transforma o Deus, ao qual o próprio Jesus, o Filho, se dirige como “Pai santo”, em Deus fraco e manipulável que está sempre pronto para atender nossas determinações. Hoje, ao invés de ensinar a temê-lo muitos ensinam a usá-lo como se fosse um produto numa prateleira. Tanto o AT quanto o NT estão cheios dos testemunhos de que o ser humano se assusta e teme quando Deus se aproxima. Desse espanto sagrado, desse reverente temor é que Pedro está repleto, quando o Grande Deus se aproxima dele em um evento palpável, pela ação do Filho em quem ele reconhece o Messias ele se assombra.
c. Pela nobreza da missão (10-11):
Pois, foi reanimado:
Uma realidade nova atinge-o a partir de Jesus, a saber, que Jesus não sentencia nem condena o “pecador” que reconhece seu pecado e sua culpa, mas o agracia e o atrai para seu coração de Redentor. Jesus havia olhado amistosamente para o Pedro ajoelhado diante dele, dizendo-lhe: “Não temas!” Como o coração de Pedro deve ter ficado feliz quando foi alçado das profundezas da consciência de pecado para as alturas do perdão de pecados! Bem-aventurado é aquele que é conduzido ao arrependimento pela misericórdia do Senhor!
Para capturar homens vivos: O Senhor atribui uma nova vocação a Pedro através de uma linguagem que lhe era familiar. O pescador deverá capturar pessoas. Assim como Davi que foi tirado dos rebanhos de ovelhas para apascentar seu povo (Sl 78.71s). Pedro experimenta aqui uma dupla promoção: no futuro ele deve capturar pessoas e não mais peixes; e deve capturá-las para a vida e não, como até então em sua insignificante pesca, para a morte. Isso está também expresso na palavra do texto original, onde consta um termo composto de zoos e agreuo que significa capturar vivo. O pais da igreja traduziram esse versículo a “captura viva de pessoas” da seguinte forma: “Hás de vivificar pessoas”, ou seja, por meio da tua captura hás de ajudar pessoas a alcançar a vida eterna (Rm 6.23). Quem é capturado pelos pescadores de Jesus e passa do mar para a terra, na verdade, morrem para o mundo e o pecado, mas, é vivificado por intermédio da palavra da graça e recebe vida nova. Pedro obteve a incumbência de “Capturar homens vivos” e depois: “Apascenta-los”. A primeira instrução expressa a atividade evangelística, ou seja, a de capturar o bicho bruto e vivo e a segunda expressa aquilo o que a primeira não alcançava, ou seja, aponta para o cuidado diário e individual do pastor pelas ovelhas.
O lema desse relato é o seguinte: a principal coisa no evangelho não é renúncia, negação, mas glória, magnitude, alegria, que sobrevêm ao discípulo pelo fato de ter sido contemplado com a presença e o chamamento de Jesus.
Pontos a considerar:
1. A obediência ao chamado resulta diretamente da restauração do coração, o “deixar” das coisas que nos prendem na terra e renunciar ao que atrapalha a nova vida com o Senhor constitui o primeiro traço de um coração arrependido.
2. Nem todos são chamados para abandonarem sua profissão terrena. Mas, todos são chamados para fazerem da sua profissão um meio de alcançar almas perdidas e trazê-las ao reino de Deus.
Deus abençoe
Pr Saulo César ICE Campo Grande