terça-feira, 29 de setembro de 2009

Aniversário da ICE Campo grande











Fotos do Culto de Ação de Graças pelo 22.º Aniversário da Igreja Cristã Evangélica de Campo. Dia 26 de Setembro de 2009.

Salmo 131

Quietude

Sl 131.1-3

Três vezes por ano, nas ocasiões das grandes festas, o povo judeu caminhava até Jerusalém para adorar e cultuar ao Senhor. Esta caminhada era chamada de “subida” e os cânticos que o povo cantava eram chamados de "Cântico dos Degraus" ou "Cântico de Romagem". O Salmo 131 era um destes cânticos.

Em cada versículo deste salmo encontramos uma lição:

1. DAVI - Um exemplo a seguir (V. 1).
Uma das formas de saber o que o homem tem no coração é ver para onde ele direciona seu olhar. O coração do homem se mostra olhar. Davi diz que seu coração não era soberbo, no hebraico “gabahh”, ou seja, arrogante, orgulhoso e por isso seu olhar não se elevava.
Davi foi diferente do patrão humano: O primeiro rei de Israel foi Saul “moço e tão belo, que entre os filhos de Israel não havia outro mais belo do que ele; desde os ombros para cima, sobressaía a todo o povo” (1Sm 9.2). Sua escolha se deu na ocasião em que ele procurava três jumentas do seu pai que tinham se perdido. “Estando Saul no meio do povo, era o mais alto e sobressaía de todo o povo do ombro para cima. Então, disse Samuel a todo o povo: Vedes a quem o SENHOR escolheu? Pois em todo o povo não há nenhum semelhante a ele. Então, todo o povo rompeu em gritos, exclamando: Viva o rei!” (1Sm 10.23-24).
Davi foi semelhante ao padrão divino: Saul havia se afastado do caminho do Senhor e por isso o Senhor tirou dele o reino. Nesta época disse o Senhor a Samuel: “Encha um chifre com azeite e vá a Belém, pois eu escolhi um dos filhos de Jessé para ser o futuro rei de Israel.” (1Sm 16.1). Quando Samuel viu Eliabe, o filho mais velho, pensou: Certamente este é o homem. Mas, o SENHOR disse: “Não se impressione com a aparência nem com a altura porque não julgo como as pessoas. Elas olham para a aparência, mas eu vejo o coração” (1Sm 6-7). Quando Davi chegou a presença de Samuel o SENHOR lhe disse “É este, unja-o". Daquele dia em diante, o Espírito do SENHOR se apossou de Davi” (1Sm 16.6-13).
Davi não vivia sonhando com aquilo que estava além da sua capacidade. Ele não se exercitava em assuntos irrelevantes e difíceis de compreender, tampouco a procura de coisas grandes e maravilhosas. Ele era um homem simples, modesto e humilde. Ele não queria ser colocado no alto, estar elevado e exaltado. Ao contrário, ele queria ser olhado pelos homens como se estivesse no mesmo nível deles. Porém, ao se posicionar assim, Davi se mostra como o homem segundo o coração de Deus. Que tal seguir seu exemplo. Davia foi um homem acima da média. Que não buscava a notoriedade e o reconhecimento humano.

2. QUIETUDE - Uma receita a aprender (v. 2).
Quem nunca ouviu seu pai ou sua mãe dizer “fica quieto menino”. Eu já ouvi esta ordem muitas e muitas vezes. Mas, na maioria das vazes não ficava quieto e por isso acaba sofrendo conseqüências graves. Nossa vida é levada muito mais pela atividade do que pela passividade. O homem está sempre buscando alguma coisa indo atrás de alguma coisa e nunca esperando por elas. Ao contrário desta busca incessante o salmista nos ensina a ter:
Uma alma sossegada:
“fiz calar e sossegar a minha alma”. Tem um hino antigo que diz: “descansa oh alma eis o Senhor ao lado”...deixa o Senhor tomar de cuidado....” O significado da palavra sossego é literalmente “ficar em silêncio”. Ou seja, fazer com que seus desejos emocionais (chamados aqui de "minha alma"), antes tão ansiosos e seja serenados e aquietados. A verdade é que quando nossos desejos são controlados, nossas atitudes se tornaram serenas. Porém, isso não quer dizer falta de atitude, de vontade ou preguiça, Mas, atitudes e vontades corretas e dirigidas por Deus. Fundamentadas na resposta de Deus.
Uma alma educada: “como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo”. Assim como uma criança desmamada repousa satisfeita sobre o seio da mãe, assim era a alma de Davi para com ele. Davi conseguiu interagir com sua alma e dizer para ela “Aquieta-te”, não se afobe não se deslumbre, “espera no Senhor, confia Nele e o mais Ele fará” (Sl 37.5). Ele queria que sua alma renunciasse aos anseios e se colocasse totalmente nas mãos de Deus. Ele conseguiu. Ele educou sua alma. A sua alma aprendeu. Ela se tornou mansa, educada, alimentada. Assim como uma criança se aquieta nos braços da mãe depois de amamentar, a sua alma agia para com ele. Não havia mais conflitos de interesses entre ele e seus desejos. Não havia mais brigas e discussões interiores. Havia paz e sossego. Que tal aprender com Davi. Que tal dizer para minha alma “Aquieta-te”, Não se deslumbre com coisas demasiadamente grandes para você. Espera no Senhor.

3. PACIENCIA - Um conselho a ouvir (v. 3).

O que o Davi desejava é que todos experimentem o que ele experimentou. A experiência que ele tinha com Deus deveria ser compartilhada com o povo para que pudessem ter a mesma paz. Por isso ele aconselha:
Espera no Senhor: Davi sabia do que estava falando. Um dos segredos para que tivesse uma vida vitoriosa foi saber “esperar”. Quando Samuel o ungiu como o novo rei de Israel ele teve que esperar Saul morrer para ocupar o trono. Mesmo sendo perseguido por Saul ele esperou. Esperou enquanto fugia pelas montanhas, escondido em cavernas e se passando por louco. Davi soube esperar e seu dia chegou. Pois, Deus sempre cumpre as Suas promessas. Jesus também soube esperar. Esperou 30 anos para iniciar seu ministério. Ele não avançou nem tampouco retardou seu trabalho. Ele cumpriu Esperando no Senhor.
Espera confiante: Você já fez uma viagem longa para rever um lugar ou pessoas que vê a algum tempo. Sempre faço viagens assim. Quando viajo para Goiás ou São José dos campos, lugares onde tenho muitos amigos e parentes eu não vejo a hora de chegar. Os cânticos que os israelitas cantavam no caminho para Jerusalém, além de servir para a adoração a Deus, também poderiam servir como forma de diminuir a ansiedade da chegada. Esperar no Senhor não é uma espera estática, mas atuante. Ou seja, avançando de acordo com a direção e vontade de Deus. Quando viajamos dirigidos e de acordo com a vontade de Deus, não ficamos estáticos e sim avançamos. Porém, mesmo sabendo que este anseio possa existir Davi orienta o povo a ter paciência. Está paciência deveria ser vivida, hoje, amanhã e durante a vida toda. Paciência que se fundamenta na imutabilidade de Deus. Pois, Deus é IMUTÁVEL. Ele não está sujeito a mudanças. Deus sempre cumprirá sua vontade e suas promessas.

“Jesus disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.” (Mt 18.2-4)

Deus abençoe
Pr Saulo César

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Segunda Carta de João

A carta do Ancião para a Senhora Eleita
2Jo 1-13

A 2º carta de João, assim como os demais livros escritos por ele, o nome do autor é omitido. A autoria das suas cartas somente pode ser identificada pela forma e estilo de escrita que se assemelha ao Evangelho escrito por ele, no qual João se identifica como "o discipulo a quem Jesus amava". É provável que as três epístolas tenham sido escritas por volta dos anos 90 dc em Éfeso, onde João viveu depois que voltou do exílio.
A segunda carta de João nos revela duas verdades:

1. O amor do Presbítero para com a Senhora Eleita (1-4).
a. Amor revelado no carinho: O Presbítero, no grego “o ancião” ou “o mais velho” era conhecido respeitosamente como “o velho João”. A “Senhora eleita” seria uma igreja da Asia e os seus filhos seriam os membros desta igreja. Nos comentários surgem alguma dificuldade em definir quem seja esta "senhora eleita". Porém eu acho mais importante não é descobrir quem seria esta “senhora eleita”, mas sim, a forma carinhosa de se tratarem. Pois, quando eu falo com alguém que tenho carinho e afinidade não há necessidade de dizer o meu nome ou perguntar o nome com eu estou falando. Reconhece-se apenas pela voz ou como, no caso de uma carta, pelos traços da letra e particularidades que há entre as partes. Por isso “O Ancião” ao escrever a “Senhora eleita e aos seus filhos” tinha absoluta certeza de que seria reconhecido por ela e por todos da sua casa, sem necessitar de cerimônias e apresentações formais. Quando o “ancião” escrevia, todos sabiam de quem se tratava, pois “o velho” João se relacionava de forma intima com eles.
b. Amor fundamentado na verdade: Quando o “ancião” escreve a Senhora eleita e aos seus filhos, lhes assegura seu amor: “a quem eu amo na verdade”. Neste particular duas palavras se destacam: primeiro o “eu” que demonstra um sentimento pessoal, algo próprio de João. Segundo a “verdade”, ou seja, a pura realidade, algo legitimo. A igreja que recebeu a carta teve o privilégio de saber que João “realmente” a amava. Contudo ele não está sozinho nesse amor. O amor que João sentia não era restrito e centralizado, ele era um amor família. João fez questão de dizer que todos que estavam com ele amavam a Senhora Eleita e amavam verdadeiramente. No verso DOIS João diz que ama essa igreja “por causa da verdade que permanece”. João, “o ancião” expõe a verdade divina que é permanente perante a perigosa proposta da se deixarem atrair por novas correntes e tendências. E ACRESCENTA: “verdade que estará conosco eternamente.” Se não a abandonarmos por causa de novas “verdades”, ela não só “permanece em nós”, mas também há de “estar conosco”. Isso que dizer que a “verdade” não é inativa mas, atua em nós, ela molda todo o nosso pensar, falar e agir. E não somente hoje e amanhã, mas, até a “eternidade”. Esse amor real é algo diferente de simpatia humana. É amor baseado sobre a “verdade” e que não pode ser separado dessa verdade. Pois, quando a verdade de Deus não “permanece em nós” o verdadeiro “amor” já não existe. É justamente essa “verdade” que está em jogo – até os dias de hoje.
A razão para João dar tanto destaque à “verdade” na sua carta reside na situação da igreja, não só daquele tempo, mas, também de hoje de estar vivendo um amor passageiro frouxo e vazio.

2. O cuidado do presbítero para com a senhora eleita (5-13).
a. Cuidado para não se desviarem da verdade: A conduta correta é determinada por “um mandamento” que “recebemos do Pai”. Não são ideais próprios, ou moral humana que torna verdadeira e certa a vida do cristão e da igreja. João apresenta um pensamento centralizado em Deus. Por isso, a única vontade que deve ser determinante em nossa vida é a de Deus e este fundamento não é novo diz João “mas, existe desde o principio". João pede a igreja que mantenha o passo firme o tempo todo. Deste modo o apóstolo protege a pureza e a verdade do “amor” contra todas as deturpações humanas.
b. Cuidado com as falsas doutrinas. Na época de João havia um movimento intelectual e religioso chamado “gnosticismo” que pregava que no corpo não havia nada de bom e somente a alma era santa e pura. Baseados neste princípio os adeptos desta filosofia pagã praticavam orgias e desfraldavam o corpo. Alguns "cristãos" influenciados por esta filosofia começaram a divulgar nas igrejas a pratica de um cristianismo “superior”, ou seja, a crença que a alma é santa e o corpo é mal. Era nisso que residia o perigo. João escreve que esses “sedutores sairam para o mundo fora pregando que Cristo não veio em carne”. Com orgulho esses falsos mestre se apresentavam nas casas como os "superiores" que traziam algo puro e muito melhor. João assinala que é possível alguém adiantar-se, ir além, desviar-se do Cristianismo ao se enveredar por novidades. Os “sedutores” não pregavam ensinos que podiam ser tolerados. Sua proclamação ataca o cerne da mensagem apostólica, fere mortalmente “a verdade”, pois, “não confessam Jesus Cristo como aquele que vem na carne”. Seu “Cristo intelectual” não é o Redentor do pecador por intermédio da morte na cruz. Ao oferecer um Cristo maior e mais perfeito se equivocam em relação ao envio real e indispensável do Filho de Deus “na carne”. Ao deixar a verdade e se enveredar pelo novo negam o real amor de Deus, que enviou seu Filho para a reconciliação por nossos pecados. Portanto não está em jogo opiniões que poderiam representar riqueza teológica, mas a própria salvação, ameaçada por enganadores e anticristo. “Acautelai-vos” diz João “Para que não percais o que alcançamos com esforço". A igreja não se deve deixar iludir por tudo isso. “Todo aquele que vai além e não permanece na doutrina do Cristo, não tem a Deus.” Independentemente do que as igrejas possam “ganhar” com os novos ensinamentos, elas perdem a Deus, o Deus real e seu verdadeiro amor. Por isso ele enfatiza “não deve acolher os que não trazem essa doutrina”. Porque recebê-los significa dar apoio. Não sejam cúmplices de suas obras más diz João.
Conclusão: João, mesmo avançado em idade, se preocupou com a "Senhora Eleita" e seus filhos ecrevendo uma maravilhosa carta. Porém, sua preocupação não se limitava apenas à esta carta, a sua vontade era escrever mais, pois tinha muito que escrever. Mas, quero continuar a falar do meu amor e dar-te os meus conselhos pessoalmente, boca a boca, frente a frente. Quero abraçar-te e me alegrar contigo "Senhora Eleita". Assim o meu gozo será completo diz o "ancião". Aprendamos com João. Amemo-nos uns aos autros e tomemos cuidado com as falsas doutrinas que pregam por ai.

Deus vos abençoe
Pr Saulo César.

sábado, 5 de setembro de 2009

Pai Nosso


Vocês devem orar assim
Mt 6.5-13


A oração do Pai Nosso está inserida dentro do Sermão do Monte. No inicio do Sermão o Evangelista Mateus escreve: “Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e assim que assentou seus discípulos se aproximaram e ele passou a ensina-los (Mt 5.1-2). Em meio a este ensino, baseado nas orações que tinha presenciado, Jesus destaca dois grupos. O primeiro era aquele que orava para ser notado e aplaudido. Jesus chama este grupo de “hipócritas”. O segundo era aquele que orava de forma mecânica usando “vãs repetições”. Jesus chama este grupo de “pagãos”.

O apóstolo Tiago diz: “Não conseguem o que querem porque não pedem a Deus. E, quando pedem, não recebem porque pede errado, pedem para esbanjar em prazeres terrenos” (Tg 4.2-3).

Ao apresentar este dois grupos aos seus discípulos Jesus enfatizou que os verdadeiros discípulos tinham que ser diferentes. Disse Jesus: “sejam diferentes deles” (Mt 6.8). Vocês não podem ser fingidos como os “hipócritas” nem tagarelas como os pagãos. “Não sejam como eles! Vocês devem orar assim.”

Na oração do “Pai Nosso”
Jesus ensina aos seus discípulos duas lições:

1. Dirijam suas orações ao Pai.
Jesus inicia a oração chamando Deus de Pai. Por isso o “Pai Nosso” só pode ser proferido de forma verdadeira por quem é “renascido”, somente o filho de Deus pode dizer “Pai”. Por outro lado, o indivíduo ao orar, ora como membro de uma comunidade. Quando se ora “Pai nosso” o cristão é desviado do eu e direcionado para Deus e para a comunidade que pertence. O termo “nosso” transcende do quarto de oração para o Trono de Deus e vai além, contagiando toda a Igreja de Cristo e se estendendo por toda a Terra. Assim, a oração em secreto torna-se a “oração que alcança o mundo”.
Mas, também ao dizer “Pai que estás nos céus” estamos impedidos de banalizar o nome de Deus (paizão ou o cara lá de cima). A expressão “Pai nos céus” combina a bondade, que gera confiança, com o respeito devido àquilo que é mais sagrado, ou seja, o nome de Deus. Qualquer intimidade grotesca e falsa deve ser excluída. A confiança e intimidade com Pai jamais pode tornar irreverente.
A prioridade não é tratar da minha pessoa e da minha vontade e sim da pessoa de Deus e da sua vontade.
Pai teu nome é santo (9):
Isto é, considerado com todo o respeito. O nome de Deus não é uma simples combinação de letras D,E,U,S. Seu nome revela seu caráter sua essência sua atividade. Portanto o nome de Deus revela Deus. Quando eu oro “santificado seja teu nome” está implícito que eu quero que sua santidade se manifeste em mim e seja vista em mim.
Que venha o teu reino (10a). Assim como Deus é Santo ele também é Rei. Ele reina com poder absoluto sobre TODA a criação e sobre TODA a historia. E quando eu oro que seu reino venha significa que eu desejo verdadeiramente que seu governo cresça em mim e por toda a Terra. Implica também que este reino inicia agora e se estende para a eternidade. É o já e o ainda não. Já o temos, convivemos com ele, mas não o temos totalmente.
Que tua vontade seja feita (10b): A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. Portanto resistir a sua vontade é loucura e aceita-la é sabedoria. Está vontade é tão sublime que Jesus orienta para orar pedido que a vida na terra se aproxime o máximo possível da vida no céu. Ou seja, assim como a perfeita vontade do pai é aceita e praticada no céu, ela também precisa ser aceita e praticada em minha vida e também na terra.
Quando nos conformamos com os conceitos do mundo ficamos preocupados com o nosso nome com nosso reino e com a nossa vontade. Os cidadãos do reino de Deus têm de santificar o nome de Deus, deixar que o reino de Deus se torne realidade entre eles, e fazer com que a vontade de Deus atinja validade absoluta já agora na vida diária. Não podem apenas dizer: “Senhor, Senhor”, mas precisam fazer a vontade do Pai (Mt 7.21).
2. Façam seus pedidos ao Pai.
Após serem colocadas nossa preocupação em relação à gloria de Deus, seguem as questões pessoais. Momento de expressar toda nossa humildade e dependência diante do pai. Nota-se que, ao colocar Deus em primeiro lugar, não significa eliminar nossas necessidades pessoais. Visto que Deus é nosso Pai, como Pai ele está preocupado com o bem estar de seus filhos. Portanto, deixar de citá-las em oração é tão errado quanto coloca-las em primeiro plano.
Novamente o indivíduo está situado diante do “Pai do Céu”, mas ele também é membro da comunidade, por isso se repete a palavra: “nosso” nas petições seguintes.
Pai dá-nos o pão de cada dia (11): Conta-se a história de um homem que fazia sua primeira viagem de navio. Os passageiros perceberam que ele não aparecia para comer às refeições, ao invés disso viram comendo bolachas. Só no último dia é que o viajante soube que, ao comprar a passagem ele tinha direito às refeições. Era necessário apenas pedir o alimento. Ele deixou de comer porque deixou de pedir. Muitos cristãos são como esse homem a bordo do navio. Passam fome porque não pedem o pão de cada dia ao Pai Celestial. A palavra “Pão” deixa de lado o luxo e o consumismo e exorta para a simplicidade e o controle dos nossos desejos. Lutero considerava o “pão nosso de cada dia” simbolizava todas as necessidades básicas desta vida, tais como: alimento, a saúde, a moradia, a bem estar da família, o bom tempo e um bom governo. Mas, além da palavra “Pão” Jesus acrescenta “de cada dia”, sugerindo "rações diárias" ou seja, dependência diária. Se usado de manhã "o pão de hoje" e se usado à noite "o pão de amanhã". Assim, devemos viver um dia de cada vez.
Perdoe nossas dívidas (12): O perdão é tão necessário para a saúde da alma como o alimento é para o corpo. Progride do material para o espiritual, “do pão para o perdão.” Esse duplo pedido constitui todo o anseio do ser humano. Pois, o homem é corpo e alma. Todo pecado constitui uma dívida perante Deus. E está divida deve ser paga. Porém ao calcular o custo desta divida percebe-se que é impagável. Por isso, o Pai nos dá o perdão gratuito. Um perdão ilimitado, compassivo e divino. Ao conceder o perdão o pai anula a acusação e cancela toda a pena imposta aos devedores. Porém este pedido está condicionado ao meu procedimento em relação ao próximo. Ou seja, para que o perdão e a graça de Deus atuem em mim é imprescindível que eu também perdoe. Contudo, persiste o fato indiscutível de que entre o meu perdão e o perdão do Pai existe uma grande diferença. É impossível comparar o perdão de Deus com o nosso.
Mas, livra-nos do mal (13): Que mal é este? É o mal que, mesmo depois de ser perdoado, rodeia a vida do crente. É como se o mal estivesse sempre presente dia após dia. Ao pedir ao Pai que não nos deixe cair em tentação (algumas traduções diz: não nos induza à tentação), mas livra-nos do mal, devemos entender que: o mal vem do maligno e não de Deus. Tiago diz: “Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta” (Tg 1.13). O maligno que arrebata a boa semente que foi semeada no coração (Mt 13.19). Por isso este último pedido deve ser feito assim: Pai livra-nos de cair nas tentações que o maligno nos traz. Cônscio de sua própria impotência e fraqueza, o filho de Deus volta-se ao Pai, pedindo que ele livre seu filho do poder aliciador do maligno. Permanecer longe do mal só é possível pela mão salvadora e protetora de Deus.
Por isso O “Pai nosso” é mais que uma oração. É uma lição de como devemos orar.
A partir do momento que eu buscar a Deus não para ser visto pelos homens e ser aplaudido por eles, mas para ser visto por Deus. Para honrá-lo, glorifica-lo e humildemente pedir suas benções então serei um verdadeiro filho. Serei abençoado. A partir do momento que eu buscar a Deus não de forma mecânica e vazia, usando palavras sem pensar, que não significam nada para mim, que não quer dizer o que realmente sou e o que sinto. Mas, para dizer verdadeiramente que ele é meu Pai e que eu sou teu filho. Por isso ele tem primazia e eu dependo dele. Então serei abençoado.
Deus abençoe
Pr Saulo César

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Ao Deus desconhecido

At 17.1634
Don Richardson em seu livro fator Melquisedeque conta que certa tribo da América Central que adorava o Deus sol mudou de idéia, pois certa vez quando estavam cultuando o sol uma simples nuvem cobriu a sua luz. Então levados pela lógica passaram a cultuar o Deus que criou o sol. Porém nem todos chegam a esta conclusão. Assim com foi na época de Paulo ainda hoje existem muitos povos que não conhecem a Deus. Povos que acreditam que comendo os corpos das pessoas mortas faz com que estas permaneçam entre eles. Casais que quando nascem filhos gêmeos, sacrificam um deles por acreditarem que um é amaldiçoado. Pessoas que roubam e matam crianças para sacrificar a Deuses estranhos. Pessoas que reverenciam seres extraterrestres, animais e duendes. É fato, existem muitas pessoas que adoram outros deuses por não conhecerem o Deus verdadeiro. Enquanto que existe muitos a quem o Deus verdadeiro já foi apresentado e não o adoram. Você conhece o Deus verdadeiro? Você o adora, cultua, serve?
No texto Deus é apresentado como:

1. O Deus que Atenas não conhecia (16-23a).
Apesar da religiosidade: Atenas era a principal sede de ensino do mundo civilizado da época. Toda a filosofia do mundo era centralizada e debatida nos seus tribunais. Certo historiador afirmou que em Atenas tinha mais de 30.000 imagens de deuses. Outro disse que em Atenas era mais fácil achar um deus do que um homem. Para os atenienses ter somente um deus era ignorância e sinal de pobreza. Tanto que quando Paulo disse sobre Jesus e a ressurreição eles entenderam que se tratava de dois deuses. Um era Jesus e outro ressurreição. Dizem que todas as religiões são boas e levam a Deus. Isso é uma armadilha do Diabo. João diz que a única religião verdadeira é aquela que aquela que confessa que Cristo veio ao mundo para salvar a humanidade (1Jo 4:2-3).
Apesar da busca por novidades: Na cidade havia dois grupos filosóficos os epicureus e os estóicos. Os epicureus entendiam que o prazer deveria ser o alvo do homem. Por isso buscavam a total ausência da dor. Os estóicos viviam na busca da auto-suficiência. Para eles o homem racional era totalmente auto-suficiente. Quando estes se encontraram com Paulo disseram que era um tagarela, ou seja, um papagaio que propaga idéias sem importância. Mas, também tinham também um enorme gosto por novidades. Estavam curiosos, pois todos de Atenas não falavam outra coisa.
2. O Deus que Paulo anunciava (23b-31).
Um Deus desconhecido do povo: Sabe aquele time ruim que chuta para onde está virado. Eles chutavam para todo o lado “Quem sabe entre esses chutes acertamos um”, ou “talvez nenhum destes deuses são verdadeiros, venham vamos fazer mais um altar”. Foi nesta brecha que deram que Paulo entrou para falar do Deus verdadeiro. O Deus que Atenas precisava conhecer.
Porém, um Deus conhecido de Paulo: Atenas precisava conhecer o que Paulo anunciava. Ele é o Criador, Senhor ilimitado no tempo e espaço (24-26). Ele se faz presente e sustenta a todos, mas não pode ser visto nem tocado (27-28). Ele não se assemelha aos ídolos humanos, pois é misericordioso e justo (29-31);
3. O Deus que Atenas rejeitou (32-34).
Por não aceitar a verdade:
Apesar de gostarem de novidades, não creram na verdade que Paulo anunciava. Muitos preferem viver uma mentira a enfrentar a verdade. O salmista relata esta verdade: “No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada. Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens. Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta.” (Sl 115:1-7).
Por não querer mudar de vida: Para os atenienses era conveniente continuarem do jeito que estavam. Eles lucravam com seus ídolos. Já tinham criado raízes nas suas crenças. Enquanto que Paulo pregava a ressurreição dos mortos um dos seus antigos profetas dizia que a alma daquele que morrer não voltaria a viver. Se mudassem teriam que enfrentar perseguições e até discriminações, pois deixariam de servir a atena, a deusa da sabedoria, para servirem um Deus que nem poderiam ver.
Conclusão: Há somente um Deus digno de ser adorado. Hoje Ele se dá a conhecer a você. “Todo o que Vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” - “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”. Se você já serve ao Deus verdadeiro, abra ainda mais o seu coração. Busque sempre uma experiência maior! “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração”.
Deus abençoe
Pr Saulo César

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O Credor Incompassivo - Mt 18.25-35

A MEDIDA DO PERDÃO
O entendimento entre duas pessoas é muito difícil. Principalmente quando houve ofensa entre as partes envolvidas. Olhando nas Escrituras encontramos muitos princípios para que haja entendimento e perdão. Em Mateus: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.” (Mt 6:14-15). Em Marcos: “E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas.” (Mc 11:25). Em Lucas: “Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados;” (Lc 6:37). Na carta aos efésios: “Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” (Ef 4.31-32). Na carta aos colossenses: “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós;” (Cl 3.13).
Porém a pergunta que se faz é até quantas vezes devemos perdoar? Qual o número certo, o ideal o limite para o perdão? No texto que lemos Jesus ensina a Pedro a medida certa, a quantia exata para o exercício do perdão. Diante deste ensino quero compartilhar três aspectos desta medida.

1. A medida do perdão é ilimitada (21-27);
· Pedro pergunta: “Perdoar sete vezes é suficiente? É o numero certo, o ideal, o limite”? Jesus responde: “Não Pedro, não apenas sete, mas setenta vezes sete”. Isso significa que para o perdão não deve haver limites (21-22).
a. Porque a dívida é impagável (23-24); Imagine um casal que possui uma única filha. Um dia esta filha sai de casa para visitar uma amiga e no caminho é atacada, violentada e morta por um homem que já vinha praticando este ato já algum tempo na cidade. Mais tarde o assassino foi preso e condenado a muitos anos de prisão. Porém havia muita mágoa no coração daquele casal, pois não havia nada que fizessem contra aquele homem, ou que ele poderia fazer que pagasse o mal cometido. Nada iria trazer a filha de volta. Nenhum dinheiro e nem mesmo a morte do bandido.. A divida era impagável. O homem da parábola havia pedido um empréstimo ao seu patrão. Com o tempo a divida aumentou numa proporção que não havia como pagar. DEZ MIL TALENTOS era a soma da sua divida. Dizem os comentaristas que um talento equivale a 6.000 denários, um denário era um dia de trabalho, então só um talento seria 6.000 dias de trabalho. Então como pagar DEZ MIL TALENTOS? Era só trabalhar 60 milhões de dias. Você pagaria esta divida? Nem eu!!! A divida era impagável.
b. Porque a sua ação é restauradora (25-27): Não tendo como pagar, diz a parábola. Então o patrão ordenou que fosse vendido o empregado, a esposa, os filhos e tudo que possuía para que assim a divida fosse paga. E agora o que fazer? O empregado querendo ganhar tempo correu ao patrão “prostrando-se reverente, rogou: Sê paciente comigo, e tudo te pagarei.”. Porém a divida era grande e impagável. Não havia possibilidade nenhuma de pagamento. Tanto o Senhor quanto o empregado sabia disso. Então o senhor tomou uma decisão sabia e restauradora. “E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida.” (Mt 18.25-27). O perdão beneficia tanto o credor quando o devedor. Quando acontece o perdão o fardo é tirado. A divida é esquecida. As barreiras da amargura e do ódio são quebradas. O perdão trás saúde, alegria, comunhão, paz. O perdão é restaurador. Somente o perdão possibilita um verdadeiro acerto de contas entre credor e o devedor, entre criminoso e vitima, entre ofendido e ofensor. Nos momentos mais difíceis da vida, Jesus disse: “ Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23:34). Da mesma forma também Estevão exclamou: “Senhor, não lhes imputes este pecado” (At 7:60 ). Ambos, Jesus e Estevão partiram para a glória exalando o perdão restaurador, sem magoa e em paz,
Se não existisse a possibilidade de um perdão ilimitado dificilmente haveria coragem de reaproximação com alguém que eu ofendi ou que me ofendeu. Por isso que A MEDIDA DO PERDÃO NÃO TEM LIMITES.

2. A medida do perdão é compassiva.
· Vimos que o rei da parábola à principio exerceu uma atitude de direito. A Lei lhe concedia o direito de receber e ao devedor o dever de pagar. Pela Lei a dívida é reconhecida e cobrada. Contudo vimos que o senhor não exerceu este direito, ele perdoou.
Porém o servo beneficiado pelo perdão não colocou em prática o mesmo beneficio recebido. Ele ficou conhecido na história como O CREDOR INCOMPASSIVO. Porém, a medida do perdão é compassiva.
a. Pela compassividade se vê a gratidão o arrependimento (28).
Na lei o direito deve ser exercido. A lei defende a cobrança da dívida. O credor tem todo o direito de cobrar, executar e penhorar o devedor.
b. Pelo compassividade a dívida é reconhecida e cancelada (29-30). Tanto a dívida praticada, por mim, quanto a divida praticada contra mim pelo perdão é reconhecida e cancelada. Se eu peço perdão eu estou reconhecendo a minha culpa e se eu perdôo estou cancelando a culpa de alguém. Na lei do homem todo o direito deve ser exercido e executado, mas na lei de Deus, onde impera o perdão, a graça a misericórdia este direito deve ser trocado pelo amor. Na lei de Deus nem todo o meu direito deve ser exercido. O perdão encobre, passa a borracha.

3. A medida do perdão é divina (31-35).
· Jesus nesta parábola ensina que o perdão é divino, pois embora concedido gratuitamente também condiciona o perdoado a perdoar seu próximo. Uma pessoa pode ficar sem o perdão divino se tiver amargura no coração e não perdoar aquele que lhe pede perdão.
a. Por isso deve ser valorizada. Momentos depois após ter sido isentado da enorme dívida o empregado da parábola vai e procede de modo contrário com um colega. Assume diante dele uma atitude legal, apesar das muitas súplicas do devedor e de se tratar de uma pequena soma e 100 denários, o direito legal persiste. Vemos nessa atitude uma atitude comum ao seres humanos. Costumamos ser muito “justos“ com os outros. Consideramos gigantescas as faltas contra nós e não “queremos“ perdoar. Esta indisposição nos coloca num terrível contraste com Deus. Pois, enquanto nós vivemos incessantemente e totalmente dependentes de seu perdão, numa medida que nem se pode comparar com o que devemos uns aos outros, não queremos saber nada de perdoar e clamamos pelo direito e pela condenação, como se fossem valores absolutamente necessários.
b. Por isso será recompensada. “Quem não se torna misericordioso com a misericórdia de Deus e não aprende a perdoar a partir do perdão de Deus, desperdiça a graça de Deus”. Graça desperdiçada, por sua vez, provoca condenação. A graça de Deus transforma-se na ira de Deus. Veja como é séria a palavra de Jesus sobre o perdão mútuo! “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores”. Desta feita, a formulação é: “Tu nos perdoaste a nossa culpa, por isso também queremos perdoar àqueles que se tornaram culpados em relação a nós”. Para essa questão, cf. o exposto sobre Mt 6.12-15, não há como negar que o perdão é um dos princípios básicos da família cristã. Quando cada irmão perdoa o outro de coração, então dois podem se unir em oração, corrigir-se mutuamente, buscar o desgarrado, superar o que é pernicioso, proteger os pequenos, e honrar os humilhados; então Jesus está no meio deles!
Conclusão: Achamos que Deus precisa nos suportar e não importamos nem um pouco com sua opinião, mas nós não suportamos aquele que não dá atenção suficiente à nossa opinião. Diante de Deus afirmamos, sem temor, muitas coisas erradas, mas vingamos qualquer palavra errada de outros sobre nós. Para Deus não temos tempo, nem dinheiro, nem coração. No entanto, quando alguém não nos agradece e não nos concede o amor devido, consideramo-lo insuportável. Está parábola ensina que o ressentimento e rancor são sentimentos incompatíveis com a verdadeira vida cristã, portanto devem ser extintos da nossa vida.

Deus abeçoe
Pr Saulo César

Profeta Obadias: "Assim diz o Senhor"

No Monte Sião haverá livramento
Ob 1.1-21
A profecia de Obadias fala sobre o conflito entre duas nações irmãs: Edom e Israel. Os edomitas eram descendentes de Esaú e os israelitas de Jacó, filhos de Isaque e Rebeca que antes de nascer já lutavam no ventre da mãe (Gn 25.23). Edom significa vermelho. Apelido dado a Esaú por ter trocado seu direito de primogenitura por um prato de cozido vermelho feito de lentilhas (Gn 25.30-34). Esaú firmou sua morada ao sul de Judá na montanha de Seir, região que com o tempo passou a se chamar Edom. O primeiro problema entre Israel e Edom foi registrado em Nm 20.14-22, quando Israel ao sair do Egito para a Terra Prometida pediu permissão para passar por Edom e foi barrado pelos edomitas. O segundo incidente foi este registrado em Obadias e também no salmo 137, fato ocorrido na ocasião da invasão babilônica em Judá no ano de 586 aC. quando os edomitas, não só se alegraram com a derrota dos seus parentes judeus, mas também aproveitaram a oportunidade para roubar os bens dos moradores de Jerusalém. Neste contexto de inveja, intrigas e satisfação pelo mal alheio, o Senhor intervém na história, punindo os culpados e restaurando os arrependidos.
O livro apresenta duas razões para este livramento:
1. O sofrimento causado pela soberba e
pela maldade do homem (1-14).
A soberba é enganosa, dá falsa segurança e trás destruição e vergonha (1-9). Os primeiros versículos descrevem um terrível desastre que estava para desabar sobre Edom. As palavras “Assim diz o Senhor” sugere que Obadias está profetizando um fato que anteriormente ouviu do Senhor e acredita que será cumprido. Levantai-vos, e levantemo-nos contra ela (Edom) para a guerra (1). O principal motivo para a orgulhosa confiança de Edom era sua posição quase inatingível. Porém, nem sua forte posição e nem sua sabedoria puderam livrá-los. Edom poderia estar tão alto o ninho da águia ou até entre as estrelas, Deus diz: “dali te derrubarei” (4). Os ladrões que visitaram Edom não foram pequenos ladrões que visitam os lares de noite e só pegam pequenos objetos que podem carregar. Nem tampouco ladrões de pomares que levam frutas (melancias, laranjas, goiabas etc), que furtam somente o que matam sua fome e deixam muito fruto ainda atrás de si. Não foi assim, Edom é "deixada limpa". Os seus esconderijos e suas inacessíveis e misteriosas fortalezas (6) foi tudo esquadrinhado e deixado vazio. Visto que o julgamento de Edom é visto aqui no contexto do julgamento final do dia do Senhor, é certo dizer que no seu juízo Deus trará "à luz as coisas ocultas das trevas" (1Co 4.5). A falsa segurança está implícita no vs 7, pois os próprios vizinhos e aliados dos edomitas estavam se voltando contra eles. Edom se vangloriava em sua sabedoria, poder e riquezas (cfr.Jr 9.23 e segs.); mas os seus esconderijos foram achados e expostos (6) seus sábios haveriam de perecer (8), e seus valentes ficariam atemorizados (9). Você que diz a si mesmo: ‘Quem pode me derrubar?” (3) atente para o que Deus diz “eu te derrubarei”. Spurgeon citou uma frase sábia de T. Watson: “Deus habita em dois lugares: no céu e no coração arrependido, o Diabo também: no inferno e no coração orgulhoso”.
A mal fecha a porta, se alegra, toma proveito e oprime o angustiado (10-14): O prazer e cumplicidade com o mal levaram condenação de Edom. Foi Por causa da violência feita a teu irmão Jacó (11-12). Os nomes Jacó e Edom são usados a fim de relembrar a relação entre as duas nações. Edom, porém, não demonstrara qualquer senso de relação fraternal (G. W. Wade). Não foi apenas nos tempos do deserto, quando Edom se recusou a permitir passagem a Israel por seu território (Nm 20.20 ), mas, conforme mostra o versículo 11, o conflito entre as nações atingiu seu clímax durante o saque de Jerusalém por Nabucodonosor em 586 A. C. A participação de Edom, nessa ocasião, foi longa e amargamente relembrada pelos judeus. No exílio, ao longo dos rios da Babilônia, eles clamavam: "Lembra-te, Senhor, dos filhos de Edom no dia de Jerusalém, porque diziam: Arrasai-a, arrasai-a até aos seus alicerces" (Sl 137.7). Em meio a destruição de Jerusalém, Edom poderia ajudar ou pelo menos se entristecer, porém se fez como um deles, ou seja um destruidor (11). A indiferença contrapõe ao que deveria ter sido feito (tal como o sacerdote e o levita "passaram de largo", na história do bom samaritano), subentende oposição ativa. Em primeiro lugar eles exultaram e não mostraram piedade em vista da queda de Jerusalém (12); em seguida, entraram pela porta da cidade e se aliaram aos atacantes (13); finalmente impedia aqueles que tentavam escapar e aprisionaram quaisquer que encontraram livres (14). Por isso uma série de repreensões (tu não devias olhar, nem alegrar-te, etc) foi lançada sobre Edom.

2. O Senhor fará justiça, julgará Edom, restaurará Judá e
Cristo reinará (15-21).
No Dia do Senhor Deus o julgará Edom, restaurará Judá. Colheremos aquilo que semeamos - "Como tu fizeste, assim se fará contigo". Note-se o emprego da palavra "dia", como o dia de teu irmão (12). A expressão "o dia de Jerusalém", já citado na passagem de Sl 137.7é freqüentemente usada para denotar a ocorrência de sorte boa ou má (Wade). O dia do Senhor (15) é um dos grandes temas do Antigo Testamento. Embora se trate de um fato que parece que vai se desenrolar no final da história é geralmente tratado com um perigo ou um fato iminente. Visto que "só o Senhor será exaltado naquele dia" (Is 2.11), trata-se de um dia de justa retribuição contra "todas as gentes que se esquece de Deus" (Sl 9.17). Parece que o versículo 16 é um golpe de ironia. O profeta, relembrando-se do modo pelo qual os edomitas folgaram e beberam em Jerusalém, depois da pilhagem da cidade, declara que as nações pagãs realmente beberam, mas de uma tal bebida e engolindo de tal maneira, que serão como se nunca tivessem sido. Entretanto, haverá um lugar seguro: “no monte de Sião haverá livramento” (17). Ali, "os da casa de Jacó" se congregarão. A frase: e ele será santo, não se refere à qualidade moral, mas à segurança contra a contaminação, e assim, contra o assalto dos pagãos, tal como em Jl 3.17. O mais importante de tudo é que o remanescente salvo da casa de Jacó seria reinstalado nos territórios que desde os dias antigos lhe tinham sido dados por Deus. Neste Dia haverá uma restauração do reino do norte, Israel, e do reino do sul, Judá. Isso foi somente através de um único israelita fiel, Jesus Cristo, "o Leão da tribo de Judá" (Ap 5.5). Por Sua morte, o Cristo de Deus haveria de "reunir em um corpo os filhos de Deus, que andavam dispersos" (Jo 11.52); e, nos propósitos de Deus, o Israel espiritual, o escolhido, estará completo em todas as suas tribos.
E Cristo reinará: O versículo final da profecia de Obadias reúne os temas principais do livro em duas notáveis afirmações. Os salvadores virão para Jerusalém. Tais salvadores serão libertadores ou defensores para os judesu e para com os edomitas serão executores da justiça. E o reino será do Senhor. Como Rei, conforme Ap 11.15 "os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre". O Senhor reinará sobre todos. “E o reino será do Senhor” (21). Por isso nosso dever é orar: “Venha o teu reino”. Devemos ser fiéis a Deus hoje, pois assim reinaremos com ele no futuro. Quando a igreja sofre nas mãos dos inimigos de Deus, ela precisa voltar-se para a profecia de Obadias e renovar sua fé no Deus justo ali revelado. Ele se preocupa com o seu povo perseguido e sempre trabalha por ele. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”.
Conclusão: Obadias ensina que devemos estar atentos para que não venhamos a desprezar as benções de Deus e procurar ter paz com todos, pois aqueles que são levados pelo caminho da soberba, da amargura e da maldade acabam sendo exterminados como Edom (Hb 12 12-16).
Deus abençoe
Pr Saulo César

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Culto de Ação de Graças

ESTÁ O SENHOR NO MEIO DE NÓS OU NÃO?
Escreve isto para memória!
Ex 17.1-16
Quando olhamos para o texto verificamos que é o Senhor é que leva o povo pelo deserto. De parada a parada. De jornada a Jornada. Mas, será que o povo confia? A resposta é NÃO. O povo é questionador e descrente “ESTÁ O SENHOR NO MEIO DE NÓS OU NÃO?”.

Deus dá ao povo duas respostas:

1. Se eu levo. eu sustento! (1-7).
· Ferirás a rocha, dela sairá água, e o povo beberá.
Conduzidos por Deus o povo partiu de Sim "espinho" ou "barro" uma região deserta parando e caminhando até Refidim "descanso" ou "parada" ou "lugares de parada para o descanso".
· Portanto se Deus é quem leva e conduz. É ele quem supre. Portanto se Deus quer que eu viva Ele me sustenta, pois a vida é maior que o alimento. Mas, quando o povo em Refidim, o lugar que Deus levou pra descansar, ao invés de descansar o povo passa a reclamar da falta de água em Refidim. Dá-nos água (2). Foi o pedido que fizeram. Um pedido que não esperavam receber. Pois, tais palavras foram ditas num espírito de ira e incredulidade. Por isso, tentaram ao Senhor ou "experimentais ao Senhor". Em português moderno tentar significa "incitar ao mal". A palavra aqui tem o sentido de provar se realmente Deus faria conforme tinha dito que faria. Aqui fica subentendida a incredulidade.
· O nome dado àquele acontecimento foi Massá e Meribá. Massá significa tentação e Meribá contenda. Pertencem mais ao acontecimento que ao lugar onde ocorreu o acontecimento. Por isso, todas as vezes que houve contenda entre o povo e Deus o nome se repete. Assim, houve mais de uma "contenda", pelo que também Meribá foi aplicado a mais de um lugar e ocasião.
O Senhor é minha Rocha. O Senhor sacia minha sede com Água Viva. “Eis a Rocha! Suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são juízo; Deus é fidelidade, e não há nele injustiça; é justo e reto.” (Dt 32:4). “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.” (Jo 7:38)
Por que devemos crer? Muito simples. Se Deus é quem leva e conduz. É ele quem supre. Portanto se Deus quer que eu viva Ele me sustenta, pois a vida é maior que o alimento.
2. Se eu levo eu protejo! (8-16).
Haverá guerras; estejam unidos e lutem.

· O povo amalequita era descendente de Esaú (cf. Gn 36.12) e era nômade, vivendo espalhados numa vasta área na região do Neguebe, inclusive no Sinai. Usavam a estratégia de surpreender os adversários, atacando de surpresa e pelos flancos. Em Deuteronômio 25.18, temos o seguinte registro acerca deles: Quando vocês estavam cansados e exaustos, eles se encontraram com vocês no caminho e eliminaram todos os que ficaram para trás; não tiveram temor de Deus.
Neste paragrafo muitos principios nos são ensinados. Pai livra-nos do mal. Orai sem cessar. No mundo tereis aflições. De força em força. De vale em vale. De monte em monte.
Moisés Arão e Hur na oração e o guerreiro Josué e seus homens selecionados foram os personagens principais desta guerra. Porém, mesmo sem ser visto o Senhor foi quem os protegeu. O Senhor é minha bandeira em heb., "Jeová-Nissi" o nome dado por Moisés ao altar. Provavelmente não é feita referência à "vara de Deus" como se fosse uma bandeira na mão de Moisés mas, ao Senhor a bandeira deles.
Bandeira simboliza conquista. Temos aprendido que JEOVÁ-NISSI é nossa bandeira. Ele é, na verdade, nossa vitória. Devemos conquistar terrenos, ganhar batalhas e fincar a Bandeira.
Deus abençoe
Pr Saulo César

Aos Pais Com Carinho

PAI - Onde estão os teus filhos?
Lc 15.11-32


Jesus tinha o hábito de ensinar por parábolas. Certa vez motivado pela dureza do coração dos fariseus e os escribas contou três parábolas, da Ovelha e da dracma perdida, e do Filho pródigo. Vamos meditar na PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO, que descreve o amor de um pai por seus filhos. Segundo o dicionário pródigo é aquele que gasta excessivamente; esbanjador; generoso; liberal.

O Pai nunca rejeita seus filhos.
Para ilustrar esta verdade Jesus conta a parábola do filho pródigo.
Nesta parábola três figuras se destacam:

1. O filho perdido longe de casa.
Na parábola contada por Jesus encontramos três fases deste filho.
a. Um filho impaciente e imprudente (vs. 12a-13a):
Ele monstra toda sua impaciência ao pedir a parte da herança. A rotina o aborrecia. Não se ajustava mais ao meio que vivia.“Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe”. No contexto que viviam, muitas vezes, ainda em vida o pai dividia e transferia a herança para seus filhos, para determinar o que eles teriam direito após sua morte, e evitar disputas entre eles. Mas só tomariam posse depois da morte do pai. Este filho não soube esperar. Fez um duplo pedido: O primeiro é a divisão da herança. O segundo é o direito de dispor dela imediatamente. Nos dois pedidos está subentendido “pai não posso esperar até que morra”.
Ele mostra sua imprudência por não querer ficar num lugar seguro. Queria conhecer novas terras, mulheres, ter vida independente, gastar o dinheiro como quisesse. Ele foi imprudente em exigir a herança antes que o pai morresse. Por ser o filho mais novo, na divisão da herança, caberia ele a menor parte, porém quando exigiu e partiu para longe de casa ele recebeu muito menos do que lhe era por direito se o pai tivesse morrido, alguns comentaristas dizem que recebeu só a nona parte da soma total. Além disso ao pedir a herança ele estava antecipando e premeditando a morte do pai. Seria o mesmo que desejasse a morte do pai.
b. Um filho vivendo no pecado (vs. 12a-13a): Nesta fase ele estava vivendo no pecado, mas não estava arrependido (vs. 13b-16). Ele Gastava toda a herança com festas, mulheres, amigos e bebidas. No inicio não lhe faltava nada. As mulheres que ele tanto queria, ele tinha aos montes ao seu lado. Os amigos sempre lhe dando tapinhas nas costas. Mas um dia tudo acabou. Houve fome na terra. E quando o dinheiro acaba não tem mais as festas, nem mulheres, amigos e bebidas. No pecado, ele passou por necessidade e humilhação, porém ainda não estava arrependido. “Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. Ali desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada” (vs. 14-16).
b. Um filho voltando para casa arrependido e perdoado (vs. 17-23). Seu objetivo nesta fase era voltar e pedir perdão. Ele cai em si. “Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome”! (v.17- 19). Ele volta. “Levantando-se, foi para seu pai”, (v. 20a). Necessitado e verdadeiramente arrependido. “Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho”, (v. 21). Ele foi honrado e festejado, acolhido e honrado. “O pai, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos,” (v. 22-23).

2. O filho perdido dentro de casa.
Mas, na historia contada por Jesus também tem a figura do filho mais velho, que não saiu pelo mundo como o outro, porem também estava perdido tanto como o outro. Havia características do grupo que criticava Jesus na vida do filho mais velho:
Ele se julgava perfeito: (não precisar de arrependimento).
Difamava o irmão arrependido: Fica distante desinteressado e indiferente ao arrependimento. Revelando ressentimento pelo amor do pai ao filho arrependido, egoísmo, mágoa, ciúmes, Inveja.
O filho mais velho não deve esquecer de que tem um lugar especial no coração do pai, e o que nos reserva como herança é muito maior que o que desejamos, porem ele desperdiçou a benção desta proximidade. A parábola não sugere o final, se feliz ou não, apesar do profundo amor do pai em reconciliar a situação e mostrar que ambos eram importantes para ele. (Jo 5:20).

3. O pai que acolhe seus filhos em sua casa.
Como deve ter sido difícil para este pai ouvir do seu filho que este queria sua parte da herança e SAIR DE CASA. Isto significava que seu filho estava infeliz, que não mais viver com ele e que tudo que tinha ensinado ao filho não tinha sido aprendido.
Em toda esta historia a figura do pai é a que mais se destaca e a que surpreendente.
a. Ele foi um pai sábio: No contexto que vivia, muitas vezes, para evitar disputas entre os filhos, era normal o pai dividir a herança para seus filhos, mas só tomariam posse depois da morte do pai. Ouvir do filho o pedido da parte da herança foi o mesmo que ouvir o filho: “Pai eu quero que o Senhor morra”. Kenneth Bailey cita que pesquisando entre os nativos do oriente nunca se ouviu um pedido assim. Esse pedido seria impossível de ser aceito. Porém ao repartir entre eles a herança o pai mostra que ama seus filhos de modo sábio não de forma possessiva. não usou de nenhum argumento para que o filho ficasse para ele havia duas possibilidades: primeira, insistir para que ficasse e ter em casa um filho mimado e rebelde em casa. segunda, deixa-lo ir e esperar que volte para casa arrependido.
b. Ele foi um pai paciente: A notícia sobre a fome poderia tê-lo deixado triste e preocupado. Talvez a sua vontade seria ir a procura do filho, porém ele resistiu pacientemente. Uma das grandes virtudes que devemos ter é a paciência A LONGANIMIDADE é um dos fruto do Espírito. Este Pai com certeza possuía. Isto fez com que seu filho caísse em si e voltasse para casa verdadeiramente arrependido. Quantas e quantas vezes não temos a paciência necessária na educação de nossos filhos.
c. Ele foi um pai amoroso: Duas das principais CARACTERÍSTICAS DAQUELE QUE AMA É PERDOAR e AGREGAR. O pai sabia perdoar. O Filho foi acolhido, honrado, e festejado. “Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou”, (v. 20b). “O pai, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos” (v. 22-23). O pai sabia agregar. Significa trazer paras si, ajuntar, reconciliar. DEUS NOS RECONCILIOU CONSIGO ATRAVÉS DE CRISTO. O pai era um agregador. Ele trouxe seu filho a lugar de honra na casa. A melhor roupa simboliza uma nova vida. O anel simboliza autoridade. E a sandália simboliza filiação. Ele foi atrás do filho mais velho procurando conciliá-lo”, (v. 28).

Deus abençoe
Pr Saulo César

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Maria Bêtania - Jo 12.1-8


Ocupou o melhor lugar
Aos pés de Cristo

Certo casal vivia perto de um pântano com seu filhinho. Um dia o pai saiu em direção ao pântano à procura de alimento e pouco tempo depois, sem que ninguém percebesse o menino saiu a procura do pai na mesma direção. Quando deram pela falta da criança puseram-se a procurá-lo. Finalmente, descobriram suas pegadas que ia pântano adentro. Em cada pegada deixada pelo pai, via-se ao lado a do menino. Porém, adiante, a lama encobria as pequenas pegadas do menino, somente a do pai era visível. Chegando ao outro lado do pantanal, encontraram o pequenino sentado à ao lado do pai no chão batido. Encontrando o pai encontraram o filho.
Bom seria se todos os crentes procurassem permanecer ao lado de Cristo. Com certeza não se perderiam. Coloquei no boletim da igreja esse principio defendido por Lincoln. Dizia ele: "Minha grande preocupação não é se Deus está ao meu lado e sim se estou ao lado de Deus, porque o lado que cabe a Deus ele sempre ocupa".
Maria sabia ocupar o melhor lugar. Ela sempre estava ao lado de Cristo. Por isso serve como exemplo.

1. Ela ofereceu o melhor (1-3).

Faltavam seis dias para páscoa. Jesus estava em Betânia na Casa de Simão o leproso, que pode ser alguém que padecia de lepra e provavelmente fora curado por Cristo. Simão, um nome comum entre os judeus. Diz-se que em vários povoados um terço dos homens tinha esse nome. Para fazer a diferença costumava-se usar um segundo nome, ou sua origem, ou nome do pai, ou como aqui, uma antiga doença.
Naquela época, nas refeições festivas era comum as pessoas ficavam deitadas em volta da mesa debruçadas sobre o lado esquerdo, de modo que a mão direita ficava livre para levar comida à boca. Na casa, além de Simão também estavam os discípulos e um grande número de convidados, entre eles Marta, Maria e Lazaro. Marta sempre preocupada em receber bem os convidados, depois de estar na cozinha ocupada com a preparação, agora servia a ceia. Lazaro estava à mesa, próximo de Jesus, pois sua presença contribuía para a glorificação do Mestre e Maria que em outra oportunidade se deliciava ouvindo os ensinos aos pés do Mestre, agora surge pronta para ungir seu pés. Para isso:
a. Ela quebrou melhor vaso.
· Vaso de Alabastro: Uma pedra branca e fina parecida com o mármore, frágil, porém muito usada para fazer esculturas, vasos e jarros. Os antigos consideravam que o alabastro era o melhor material para preservar seus ungüentos por isso faziam com o alabastro lindos frascos e neles depositavam o melhor perfume. Estes frascos sem alças de gargalo comprido e estreito e, portanto fácil de quebrar. Quebrar um vaso de alabastro significa quebrar o melhor vaso.
b. Ela exalou melhor perfume.
· Perfume de Nardo, puro e precioso:
Ungüento valiosíssimo feito de uma planta nativa da Índia. Por ser valioso muitas vezes era falsificado e vendido como se fosse verdadeiro. Este, porém era puro “notável” “puríssimo” “genuíno”. Aqui o termo significa confiável. Está enfático no original: preciosíssimo! Uma gota correspondia praticamente a um dia de trabalho. A soma total seria mais ou menos ao ganho de um ano. O valor do conteúdo será de 300 denários. De acordo com Jo 6.7, com 200 denários daria para alimentar milhares de pessoas.
c. Ela contagiou todo o ambiente.
· Com o bom perfume. Sua ação inundou; preencheu os espaços, completou totalmente inteiramente, sem deixar faltar nada, perfeito. Não foi um ato brusco ou desajeitado. Foi algo sublime, derramado, gota a gota. Um hospedeiro já fazia um gesto generoso quando honrava personalidades de destaque aspergindo algumas gotas do nardo sobre sua cabeça dela, Aqui o hóspede foi honrado sem medida. O coração do homem cheio de egoísmo também deve ser quebrado aos pés de Cristo. Pois, se este ato não for realizado o bom perfume não inundará a Igreja, a família, a vizinhança etc.
O vaso somos nós. O perfume é o que tem dentro de nós. Só haverá bom perfume se antes abrirmos o coração para que Cristo entre nele. Sem Cristo não haverá bom perfume.

2. Ela fez o melhor (4-8).
Enquanto Simão, os discípulos e Lazaro ocupam alegremente o espaço em volta da mesa e Marta se ocupava no servir a mesa Maria derramava o perfume e Judas contaminava o ambiente com a avareza, a ambição e falsa religiosidade, Para que este desperdício? Este perfume poderia ser vendido por mais de trezentos denários e dar-se aos pobres.
a. A melhor ação:
· “uma boa ação” ou “ação bonita”: Aqui não se pensa em uma ação bonita em termos estéticos, mas éticos. Havia nos preceitos judaicos ações que todos eram obrigados a realizar, ou seja, os deveres e cerimônias que os judeus seguiam. Mas, haviam também aquelas obrigações que excediam os esses deveres. Entre as que mais se destacam era o sepultamento digno dos mortos que não tinham parentes, pois era uma ação que não poderia ser paga. Era um ato de misericórdia. De acordo com Jesus, o que Maria fez não foi um desperdício, mas um ato de misericórdia.
b. No momento certo.
· Ela fez o que pode: Era um costume sagrado ajudar os pobres, especialmente por ocasião da páscoa. No grupo este propósito recebia um incentivo adicional, pois o próprio Jesus disse “aquele que acolhe um pequenino a mim me acolhe” e também “O Espírito do Senhor está sobre mim para evangelizar os pobres”. Assim, os que sentiam indignados como Judas, esperavam que a ira santa de Jesus caísse sobre Maria. Pois, ela transgredira o evangelho dos pobres! Judas com certeza dizia no coração “repreenda”, “repreenda”. Porém, o momento errado para Judas para Jesus foi o melhor. Não tinha momento melhor para Maria fazer o que fez. MOMENTO BOM DEMAIS DA CONTA. Contrariando a vontade de Judas Jesus a defende e ordena que a deixem. Ela fez o que pôde (Mc 14.8). Jesus diz que o que Maria fez foi preparar previamente seu corpo para a sua sepultura. Foi um evento único que não se repetiria. Em breve Jesus não estaria mais fisicamente entre eles. Porém “sempre” haverá pessoas carentes do amor de seus discípulos. Se agora esses 300 denários estão sendo subtraídos aos pobres, eles os receberão de volta milhões de vezes, porque Jesus preenche sua igreja com o desejo de ajudar a todos os “pobres”.
c. Que não seria esquecido.
· Um gesto eterno: Jesus coloca esta mulher ao lado da viúva, que diante do gazofilácio, enquanto que outros davam grandes soma de dinheiro, ela depositou três moedas: “Que deu tudo quanto possuía”. O aroma, por mais intenso que tenha sido na casa, se desvaneceu. Mas o gesto duraria para sempre. O que se faz a Deus, por menor que seja é grandioso na eternidade. Em todo tempo quando a morte salvadora de Jesus for contada, para sempre fará menção do que MARIA fez. Não é o seu nome NEM SEU PRESENTE MAIS PRINCIPALMENTE SUA AÇÃO. Servir ao Senhor nunca é desperdício. Se os pobres nos preocupam, sempre haverá tempo para ajudá-los. Enquanto que servir ao mestre é prioridade.

Os motivos de Judas não eram filantrópicos; seu interesse era mercenário, pois era ele que guardava a bolsa e, como tesoureiro do grupo tinha facilidade tirar da bolsa o que se colocava nela.
Os guardiões da teologia da pobreza já existiam desde a época de Cristo. A indústria da seca do nordeste. Da fome na África. E da guerra é fonte de lucro para muitos Judas.
Judas tipifica aquele que realiza obras pela carne, ou seja, para seu próprio engrandecimento e auto-justificação enquanto que Maria cultua Jesus por amor.
O amor não deve ser medido e sim doado. Quem dá amor não indaga sua utilidade apenas ama. É importante que para fazer o bem não é preciso só ter dinheiro, mas também o tempo e a oportunidade certa. O bem não se pode fazer seguindo um princípio rígido, mas submetendo-se ao tempo de Deus.

Deus abençoe
Pr Saulo César

Meu Universo

Que sejas meu universo.
Não quero dar-te só um pouco do meu tempo.
Não quero dar-te um dia apenas da semana.

Que sejas meu universo.
Não quero dar-te as palavras como gotas.
Quero que saia um dilúvio de bençãos da minha boca

Que sejas meu universo.
Que sejas tudo o que sinto e o que penso.
Que de manhã seja o primeiro pensamento.
E a luz em minha janela.

Que sejas meu universo.
Que enchas cada um dos meus pensamentos.
Que a tua presença e o teu poder sejam alimento.
Jesus este é o meu desejo.

Que sejas meu universo.
Não quero dar-te só uma parte dos meus anos.
Te quero dono do meu tempo e dos meus planos.

Que sejas meu universo.
Não quero a minha vontade.
Quero agradar-te.
E cada sonho que há em mim
Quero entregar-te.

Ques sejas meu universo...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

"Eu e Minha Casa" Josué 24.1-17

Uma tomada de Posição
Tem um cântico chamado “Hoje é tempo de louvar a Deus”. Gosto muito deste cântico, pois apesar de antigo, entendo que é atual. Hoje é dia de louvor, pois, “é um dia que o Senhor fez”. Hoje é tempo de louvar porque se “não fosse o Senhor nossos inimigos já teriam nos engolido vivos”.
Mas, além de louvar, hoje também é dia de tomar uma posição diante de Deus. De ver como está nossa vida e de acertar aquilo que não está em acordo com sua vontade. Israel estava diante de uma grande decisão e a posição de Josué fez com que tomasse o caminho certo.

Josué assumiu a posição de líder do povo.
Josué foi testemunha das maravilhas e dos livramentos do Senhor desde o Egito até aquele presente momento. A geração que ali estava não passou por estas experiências, pois tinha nascido no deserto. Por isso, para que o povo tomasse o caminho certo, Josué relata tudo o que Deus fez no passado (5-13).

Josué assumiu a posição de líder de sua família.
O povo poderia decidir entre servir ao Senhor e servir aos falsos deuses. Como líder e pai de família Josué convoca a todos para não servirem aos deuses dos lugares de onde viveram seus pais nem aos deuses de Canaã onde agora estavam habitando. Josué fez um grande desafio “Escolham hoje a quem sirvais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor" (24.15).
Josué dá ao povo "liberdade de escolha", mas o faz de uma maneira tal que não deixa nenhuma duvida de qual era o caminho certo a seguir. Sempre temos decisões a tomar. O nosso amanhã depende da decisão que tomarmos hoje. Escolha o certo escolha Deus.

Deus Abençoe
Pr Saulo César

sábado, 18 de julho de 2009

A OVELHA PERDIDA

"O Senhor é meu Pastor"
Lc 15.1-7

· No oriente, até hoje, quando se convida alguém para tomar uma refeição em sua casa é motivo de grande honra. Representa uma oferta de paz, confiança e amizade. Compartilhar da mesa significa compartilhar da vida. Desta forma as refeições de Jesus com pessoas do tipo de Mateus e de Zaqueu, chamados de publicanos e pecadores, eram motivos de escândalo entre os fariseus e escribas.
· O grupo que murmura sugere “quem come com pecador também é pecador”. A palavra “este” usada pelos adversários denuncia a maldade oculta na mente. Quando se despreza alguém, até o nome se evita pronunciar. "Este", o qual nem queriam falar o nome, busca comunhão na mesa com a ralé mal-afamada.
Em resposta a critica dos fariseus e dos escribas Jesus apresenta três parábolas. A primeira delas é da ovelha perdida.
Nesta parábola duas figuras se destacam:

1. A PRIMEIRA É A FIGURA DO PASTOR:
· Quando se conta uma história de pastor e ovelhas para um auditório composto de Judeus pode se esperar um excelente resultado. Em nenhuma outra cultura a relação pastor e ovelha é tão intima e respeitada como na cultura judaica. Abraão, Isaque e Jacó os grandes patriarcas de Israel viviam pastoreando suas ovelhas como nômades pelas terras da palestina. Moisés e Davi dois dos grandes nomes da historia de Israel, um como libertador e outro como rei, também foram pastores. O próprio Deus é chamado de Pastor “O Senhor é meu Pastor”, no salmo 23. Assim a figura do pastor era símbolo de nobreza e respeito.
· Porem muitos dos que ali estavam reverenciava só o símbolo do pastor, mas, não respeitava o oficio do pastor. Muitos daquele grupo de fariseu e escriba que estavam ali frente a frente com Cristo chegavam até desprezar os pastores por acharem que eram imundos por que cuidavam de animais.
· Outro fator cultural que precisa ser considerado é que no tempo e contexto em que a história foi contada, um homem que possuía cem ovelhas era considerado rico, sendo assim não era ele quem pastoreava as ovelhas, mas um dos seus pastores.
· Outro fator que deve ser considerado é que havia vários grupos de pequenos criadores, que possuíam em média de 10 a 15 ovelhas, estes se ajuntavam em cooperativas e assim contratavam pastores ou dividiam entre eles o trabalho.
Por isso quando Jesus diz: Qual dentre voz tendo cem ovelhas e uma delas se perde não vai atrás desta até encontrá-la ele enfoca o Oficio do pastor, a responsabilidade do pastor e o amor do pastor.
a. Seu ofício; Um ofício desprezado, pois na teoria havia muita reverencia aos Grandes Pastores da história, porém na pratica ninguém queria ser pastor e desprezavam aqueles que eram pastores;
b. Sua responsabilidade: Partindo do pressuposto que aquele que cuidava de cem ovelhas era um servo ou dono de apenas uma pequena parte do rebanho, sua função era de grande responsabilidade, pois cuidava de ovelhas que não lhe pertencia. Jesus ultrapassa a barreira da preocupação com o bem material e aplica a busca não ao dinheiro, mas a responsabilidade da guarda e do cuidado pastoral. O pastor da história pode não ser o dono das ovelhas, mas também não é um mercenário. Comentaristas sugerem que ele contou o rebanho no deserto e não no aprisco, tendo notado a falta de uma deixou as outras com pastores responsavéis para que estes as conduzissem para um lugar seguro.
c. Seu amor: Em tomar contar das ovelhas do seu Senhor como se fosse sua. Em levá-las para os pastos verdejantes e guia-las para junto das águas de descanso. Em contar uma por uma, quando todas elas são colocadas em segurança no aprisco. Em sair em busca da desgarrada até encontrar-la.

2. A SEGUNDA É A FIGURA DA OVELHA:
· Uma ovelha desgarrada: Uma ovelha desgarrada do rebanho e longe do pastor torna-se uma presa fácil para os lobos e os ladrões “o ladrão vem para roubar matar e destruir”. Aqueles que têm experiência em pastoreio de animais comentam que a ovelha é a mais indefesa de todas as criaturas. Perdida não consegue retornar para casa, fica desorientada e incapaz de se defender. Quando não morre de fome, morre ataca por animais. Por isso o pastor, assim que percebe sua falta precisa sair urgentemente a sua procura ATÉ ENCONTRÁ-LA.
· Uma ovelha encontrada: Encontrar uma ovelha perdida é motivo de grande alegria primeiro para o pastor, pois conseguiu encontra-la antes que morresse de fome, fosse roubada ou morta pelos animais. Além disto, a alegria também está no fato de que o objeto da procura foi achado. Um bem valioso, um bem que estava sob sua inteira responsabilidade. Um bem encontrado depois de empreender um grande esforço. A alegria é necessária, pois seria o combustível para fortalecer o caminho da volta. Mas, além do pastor a alegria do encontro é estendida à comunidade, pois quando se perde uma ovelha, todos perdem, não somente o pastor, mas o grupo, a família, o corpo. Não se apascentam ovelhas sozinho, é necessário um grupo de responsáveis. Na ocasião da perda, ao sair para a busca, o pastor deixa outros para cuidar do grupo. Estes avisam todos sobre a perda e dos perigos que correm a ovelha e também o pastor que foi a sua procura. Há perigos enormes no caminho. O pastor a ovelha são e salvos é motivo de muita gratidão, muita festa, muita comunhão.
Assim Jesus mostrou ao grupo que murmurava que não havia razão para reclamar e sim de se alegrar, pois a ovelha que estava perdida foi encontrada.
· Uma ovelha restaurada. Fica bem claro que a restauração é física e espiritual. A restauração física que se inicia no toque do pastor, seu abraço, sua unção passando óleo sobre os ferimentos e sua disposição em carregar sobre os ombros a ovelha desnutrida e sem forças. Porém há também o desgaste físico do pastor. Este desgaste aponta para a cruz onde Jesus carrega sobre o seu ombro o fardo do pecado restaurando o pecador com o pai. Ele sofre para realizar esta tarefa porem realiza com alegria. A restauração espiritual acontece porque a ovelha encontrada é imediatamente conduzida à comunhão com o pastor e com a comunidade. No entanto, a ovelha, também tem um preço a pagar pela restauração. A restauração é uma resposta ao arrependimento. Por isso foi necessário antes da restauração o aceitar da culpa. Diante da imensa graça e do esforço empreendido pelo Pastor a parte que cabe a ovelha, mesmo sendo importante, é incomparavelmente menor. A ovelha nada fez para que o pastor iniciasse a busca, a não ser o fato de ter se perdido. Porem o fato de ter sido encontrada significa estar arrependida.
· Agora a extensão da festa não fica somente no âmbito terreno, mas se estende até o céu. A salvação de uma pessoa perdida é celebrada no reino de Deus como o mais ditoso dos acontecimentos. Uma alma vale mais que o mudo inteiro.
· CONCLUSÃO: Em suma ao contar está parábola Jesus revela o seu grande amor pela alma perdida e por aquele que está à margem da sociedade.
· Revela também a responsabilidade do pastor e da igreja em apascentar as ovelhas e ir atrás daquela que se perdeu no caminho.
· Mas também fica aqui um alerta para a ovelha inconstante e desatenta. A ovelha desgarrada além de proporcionar preocupação na igreja também causa preocupação no céu. Ela pode causar a sua própria morte, a morte do pastor e a tristeza da comunidade.
· Por último, fica claro o aviso sobre a necessidade de reconhecimento do pecado e conversão daqueles que se consideram “justos”. Não há um justo. Há sim, pessoas que não se arrependem de suas injustiças. Os “justos” não necessitam de arrependimento. Porém aqueles que se arrependem são justificados. O grande perigo é que enquanto há festa no céu pode haver murmuração e reclamação na terra.

Deus abençoe
Pr Saulo César

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Devocional da Semana

A morte não é o fim!
Jo 11.1-44

· Certo ministro visitou uma família crente que havia recebido a noticia do filho que tinha ido para a guerra e sido morto em combate. Em meio a dor, a família demonstrou inabalável fé, lendo as Escrituras e cantando os hinos de louvor a Deus. Alguns meses mais tarde o pastor recebeu um chamado telefônico e reconheceu que estava na linha o pai que tinha sofrido a perda filho. Com a voz embargada pela emoção, aquele pai exclamou: "Meu filho está vivo! Foi um engano! Ele não foi morto. Meu filho está vivo!" E fácil compreender a alegria daquele pai que julgava o filho morto e depois descobriu que ele estava vivo.
· Havia algo desta mesma alegria no coração das irmãs e dos amigos de Lazaro quando ele ressuscitou dos mortos.

· Entre a doença e a saúde a vida e a morte há sempre uma esperança. Deus não para de agir. A morte não é o fim.
Para que essa verdade ficasse bem clara os discípulos tinham que entender três princípios.

1. Cristo é o Senhor da Glória (1-5).
· “Lázaro de Betânia estava enfermo”. Laços de amor e amizade ligavam Jesus à família de Lazaro, pois o recado dizia “Senhor, está enfermo aquele a quem amas”. As irmãs “Maria e Marta”, já tinham hospedado Jesus em casa. “Maria era a mesma que ungiu com bálsamo o Senhor e lhe enxugou os pés com os seus cabelos”.
· Por natureza, toda enfermidade está direcionada para a morte. Porém, Jesus confere um novo alvo à doença, ele permite que a enfermidade de Lázaro acabe na morte física, para que sua glória seja manifestada. No confronto entre a vida e a morte refulge a gloria de Deus.
· Não somos informados sobre o tipo de enfermidade que acometia Lazaro. Dá entender que era grave. Talvez algum médico já teria sido consultado e dado seu parecer. Mas o diagnóstico de Jesus a respeito da doença é decisivo. Disse Jesus: “Esta enfermidade não é para morte, e sim para revelar glória de Deus e o Filho por ela (enfermidade) ser glorificado”.
· A glória manifesta a honra o poder e a majestade de Deus e , ao reconhecermos estes atributos, damos glória para à Ele o Único Digno de Glória. Neste caso, a enfermidade de Lazaro serviria para que o nome de Cristo fosse glorificado. Afinal, a glória de ressuscitar Lázaro seria maior que a de curar sua enfermidade.

2. Cristo é o Senhor do Tempo (6-21).
· João assegura: “Jesus amava a Marta e seus irmãos Maria e Lázaro.” É preciso que saibamos disso, para que não haja nenhuma dúvida na aparente indiferença em atender imediatamente ao pedido dos amigos. Pois Jesus também “ama” os seus mesmo quando demora em atender.
· Podemos entender melhor com a história de um homem que assentado no banco dos réus mirava, com interesse, o juiz. Velhas recordações brotavam à sua memória. Aquele juiz fora seu companheiro de escola, haviam-se assentado juntos nos bancos escolares, tinham sido bons amigos. No decurso dos anos, os rumos foram diferentes. Sentiu-se confiante: seu velho amigo não o condenaria. Mas, com calma e segurança, o juiz leu a sentença que condenava o réu a pagar multa de alto valor. "Não era possível! Como pôde um amigo fazer tal coisa?" E no coração do réu brotou uma célebre pontinha de amargura contra o mau amigo. Levado para uma sala à parte, ali encontrou o juiz que o esperava sorridente para dizer-lhe: "Sei o que está pensando. Mas compreenda que, como juiz, eu não poderia deixar de condená-lo. Agora, como amigo, quero ajudá-lo. Aqui está o dinheiro para que você pague a multa".
· Cristo ao mesmo tempo em que se revela como aquele que ama os amigos se revela como Deus ao esperar o momento certo de agir. O amor de Cristo concede à casa de marta e Maria algo muito maior do que a se cura fosse realizada apressadamente. O amor deve ser paciente. O amor tudo sofre. Tudo espera. O amor de Cristo permite que haja até a morte para que “a glória de Deus” seja manifestada e creiam que ele é o Cristo. “Não são doze as horas do dia”. Jesus tem uma missão a cumprir, e o tempo necessário para desempenhá-la. Quando o tempo estiver esgotado, a noite da sua paixão estará próxima. Jesus é o Senhor do tempo.

3. Cristo é o Senhor da Vida (22-44).
· A morte coloca todos em pé de igualdade. Ricos, pobres, brancos, negros, todos depois de algum tempo viram pó. A morte não paralisou Jesus. Nenhum milagre nos mostra de forma tão clara o poder de Cristo, quanto o milagre da ressurreição. Ele que ressuscitou a filha de Jairo, o filho de uma viúva de Naim agora na ressurreição de Lázaro não apenas dá a visão, a saúde, os movimentos, mas a vida. O poder de Cristo transcende ao físico ao mental e ao emocional ele vai até a alma ao espírito.
· A ressurreição não é apenas uma esperança futura, é uma realidade presente. A vida de que o homem carece é o próprio Cristo. Jesus não disse "Eu prometo", "Eu procuro", "Eu trago", mas "Eu sou" (Westcott). O crente sobrevive à morte em virtude da vida eterna, obtida pela sua fé em vida. A morte não tem mais poder sobre o crente, cuja vida está escondida com Cristo. Crês isto? A aceitação desta verdade é indispensável para compreender o sentido espiritual do milagre da ressurreição.
· "Jesus chorou". Chorou se identificando coma a família enlutada e coma humanidade sofredora. Chorou por causa do amigo morto. Quando um de seus filhos sofre aqui na terra, Jesus sofre a mesma tristeza, a mesma dor. Jesus se compadece de toda criatura humana. Ele está de braços abertos para nos afagar, nos confortar e enxugar nossas lágrimas.
· Jesus manda tira a pedra. Chama Lázaro para fora. Lazaro obedece. Jesus manda tirar as faixas. Muitos podem mover pedras e tirar as faixas, mas somente Jesus pode dar vida aos mortos.
· Quantos filhos sepultam seus pais, quantos pais sepultam seus filhos, maridos às esposas, esposas aos maridos. Mas a esperança da ressurreição é maior que a nossa saudade. Nossa confiança em Jesus, o Senhor da ressurreição é maior que a nossa dor. Cristo é o Senhor da Vida.

Deus abençoe
Pr saulo César