quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O Profeta Daniel

Mostrando o que acontece quando um homem ora
Dn 10.1-21


A Bíblia sugere vários nomes aos seus heróis. Abraão foi o pai da fé. Moisés o libertador do povo. Davi o pastor que virou rei. Isaias o profeta messiânico. Jeremias o profeta chorão. Daniel seria o homem de oração. Em muitas ocasiões, em seu ministério, na Babilônia nos deparamos com Daniel orando. Vejam os seguintes exemplos:
• Daniel orava com os amigos: “Então, Daniel foi para casa e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros, para que pedissem misericórdia ao Deus do céu sobre este mistério, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem com o resto dos sábios da Babilônia.” (Dn2:17-18).
• Daniel orava em seu quarto: “Daniel, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer” (Dn 6.10).
• Daniel orava pela nação: “Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza.” (Dn 9.3ss).
Olhando para Daniel podemos verificar o que acontece na vida de homem que se dispõe a orar.
Este texto nos mostra duas realidades:
1. Na terra – A revelação divina (1-12).
a. Quando o homem buscou a Deus.
Durante algun tempo (21 dias) Daniel esteve chorando, jejuando e em plena comunhão com Deus (1-3);
• No terceiro ano de Ciro. Daniel já passava dos 80 anos e durante toda sua vida clamou a Deus pela libertação e volta do povo para sua terra natal. Agora parte do povo já havia voltado, mas a luta continuava. Ele, Daniel, além da idade, não voltou por causa da posição que ocupava, pois com sua sabedoria e espiritualidade poderia influenciar mais profundamente os reis persas.
• Havia um povo descompromissado: Na Babilônia, os que ficaram não queriam compromisso com Deus e em Jerusalém havia grande oposição atrasando a construção do templo. Daniel, então, mesmo distante, aflige a sua alma e chora pelo povo.
b. Deus veio ao seu encontro (4-9). No do Anjo com Daniel, ele recebe o toque de amor, consola, encoraja e responde suas aflições (10-12).
• Um encontro divino: Alguns entendem que a descrição desse anjo é uma teofania, ou seja, a encarnação de Deus através do Filho, se assim fora o Anjo seria o próprio Cristo. Outros dizem que a aparição apesar de se tratar de um anjo, não é o Cristo, pois Cristo não precisaria de reforço espiritual para quebrar a resistência relatada no verso 13. Porém, entendo que mesmo não sendo Cristo, a representatividade era divina, pois ENVIADO era do Senhor.
• Uma visão magnifica (Dn 10.4-6): Diante do ser celestial, seu corpo se enfraqueceu e prostrado caiu diante do fulgor, pois a glória era forte demais para o frágil ser humano suportar.
C. E revela todo seu amor o amor (10-12). Daniel prostrado ouve palavras doces e encorajadoras.
• Deus levanta quem se humilha: O consolo e a força envolvem o aflito. Daniel ouve que é amado (11). É encorajado para se colocar de pé. Pois, foi por causa das orações o anjo estava ali para atendê-lo. Por isso, não devia ter medo (v. 12).
Os céus se movem para as orações do santos. O escritor de Hebreus diz que os anjos são espíritos ministradores em favor daqueles que herdam a salvação (Hb 1:14).
2. No céu - Uma guerra espiritual (10.13-11.1).
a. Da luz contra as trevas (13):
Quando olhamos para este texto vemos que existem dois mundos o natural e o sobrenatural. O natural é visível e o sobrenatural é invisível. Existe uma guerra nas regiões celeste. Sobre as nossas cabeças no mundo invisível acontece uma batalha espiritual entre os anjos de Deus e os anjos do mal. Quando a igreja ora, trava-se uma batalha nas regiões celestes.
• Daniel orou durante a batalha: Os vinte um dias totaliza o tempo de três semanas que Daniel se pôs a orar. Isso mostra que a durante a oração houve batalha nos céus. Houve resistência do mal contra o bem. Houve interferência do mal para que a mensagem de Deus não chegasse ao profeta.
b. Que avança pelo tempo (14). Esta batalha teve inicio num período desconhecido para nós. Isaias revela um pouco deste tempo em Is 14.11-15.
• Por muito tempo: Desde a antiguidade existe guerra entre a luz e as trevas. Houve batalha no Jardim do Édem e infelizmente o inimigo saiu vitorioso. Houve batalha no Egito, no deserto, na terra prometida e no exílio.
• Jesus foi tentado, foi escarnecido, foi crucificado, foi mordido no calcanhar pela serpente. Mas, na cruz Ele esmagou sua cabeça. “Ele é o cabeça de todo principado e potestade. Ele nos deu vida perdoando todos os nossos delitos; cancelando a dívida, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” (Colossenses 2:10-15).
• “Sede sóbrios e vigilantes: O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar;” (1Pe 5.8)
• Mas, o diabo terá o seu fim: "será lançado para dentro do lago de fogo e enxofre e sofrerá tormentos pelos séculos dos séculos (Ap 20.1-10)
c. Onde Deus e o homem lutam juntos (15-21). No inicio da revelação encontramos a informação que a palavra era verdadeira e envolvia grande conflito (1). Nesta luta o homem tem que se submeter a Deus, para se purificar e receber força (15-18);
• O Senhor fortalece o homem e o prepara para a guerra: Esclarece sobre as lutas espirituais que se realizam nas regiões celestes. Poderes das trevas que atuam no mundo e tentam impedir o crescimento do Evangelho e que a Verdade sobreviva nos corações.
• Mas, o Senhor diz: Não temas, homem muito amado! Paz seja contigo! Sê forte, sê forte. Sabes por que eu vim a ti? Porque há peleja no céu. Há uma guerra invisível. Há poderes nas trevas. Porém, eu te declararei o que está expresso na escritura da verdade;Continue orando...
Pr Saulo César - ICE Campo Grande

terça-feira, 24 de agosto de 2010

FORASTEIRO EM TERRA ESTRANHA

Plenamente Identificado
Jr 29.1-14

Jeremias foi escolhido para ser profeta antes mesmo de nascer (1.5), nunca se casou (16.2) e foi conhecido como o profeta chorão (9.1-2). Iniciou seu ministério ainda jovem, perto de 20 anos (1.6-7), cerca de 625 a.C e profetizou por mais de 40 anos. Nesta época Judá estava totalmente contaminada pela idolatria e corrupção moral e religiosa. Enfim o povo de Deus estava perdendo sua identidade.

Para alertar ao povo que estava exilado na Babilonia, quanto a possibilidade de perder sua identidade com Deus, com sua cultura e nação, Jeremias manda uma carta. Gostaria de meditar com os irmãos dois pontos desta carta:

1. Uma exortação à praticarem as ordens de Deus (1-7).
a. Trabalhem na terra: “Edificai casas e habitai nelas; plantai pomares e comei o seu fruto.” (29:5). Isto é, prossigam, tanto quanto possível, nas atividades normais da existência. Pois, Deus queria que seu povo se tornasse útil na comunidade onde se encontrava.
b. Formem famílias: “Tomai esposas e gerai filhos e filhas, tomai esposas para vossos filhos e dai vossas filhas a maridos, para que tenham filhos e filhas; multiplicai-vos aí e não vos diminuais.” (29:6). Jeremias alerta que deveriam se multiplicar: A multiplicação do povo ali naquela cidade e a não diminuição era um alento para que não se extinguisse. Tanto em relação à nação e também a fé. O desejo de Deus e que seu povo cresça abundantemente e ordenou a participação de todos para isso. Pois, povo de Deus tem que crescer e não diminuir. Crescer como família, como Igreja, como Nação Santa de Jesus aqui na terra.
c. Levem a paz: “Procurai a paz da cidade e orai por ela ao SENHOR; porque na sua paz vós tereis paz.” (29:7). Os exilados deveriam levar a paz não a guerra e empenhar para que haja paz. Para isso deveriam orar pela cidade, pois assim o mal se reverteria em benção. “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem;” (Mt 5.43-44).

2. Uma declaração dos motivos para as ordens de Deus (8-14).
a. Para que tenham firmeza: “Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Não vos enganem os vossos profetas que estão no meio de vós, nem os vossos adivinhos, nem deis ouvidos aos vossos sonhadores, que sempre sonham segundo o vosso desejo; porque falsamente vos profetizam eles em meu nome; eu não os enviei, diz o SENHOR.” (29:8-9). A orientação era que se apegassem a Deus e deixassem de ouvir os falsos profetas. No meio do povo, tanto no grupo que ficou em Jerusalém quanto o grupo deportado para a Babilonia, haviam alguns que se diziam profetas de Deus (como Hanani cap. 28) que anunciavam um rápido regresso ao país. Por isso a carta orientava que os exilados não se deixassem enganar pelos profetas que sonham segundo seus desejos.
b. Para que tenham esperança: “Assim diz o SENHOR: Logo que se cumprirem para a Babilônia setenta anos, atentarei para vós outros e cumprirei para convosco a minha boa palavra, tornando a trazer-vos para este lugar” (29:10). Deus revelou um futuro e uma esperança. Setenta anos era o limite, o tempo de Deus para um novo horizonte. Tempo que Deus já havia estabelecido e anunciado anteriormente (Jr 25.11-12). Portanto teriam que aguardar com paciência a restauração sem atos precipitados. O princípio não é a inércia, nem tampouco o desespero, o suicídio ou loucura, mas, a fé no futuro que Deus marcou.
c. Para que tenham paz em mim: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais...farei mudar a vossa sorte; congregar-vos-ei de todas as nações e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o SENHOR, e tornarei a trazer-vos ao lugar donde vos mandei para o exílio” (29:11-14). Deus tem planos para abençoar e não para fazer mal. As Escrituras afirmam em Isaías que Deus trabalha para aqueles que nele esperam (Is 64:4). Baseado nesta benção Paulo afirma: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito...”. (1Co 2.9-10. O salmista depois de ver seu povo livre do cativeiro proclama: “Quando o SENHOR restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha. Então, a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua, de júbilo; então, entre as nações se dizia: Grandes coisas o SENHOR tem feito por eles. Com efeito, grandes coisas fez o SENHOR por nós; por isso, estamos alegres” (Sl 126.1-3). Deus certamente cumprirá em nós a sua obra, pois Ele tem pensamentos de Paz (v11). Mas, para isso deveriam buscar a Deus de todo o coração (v13).
Conclusão: Deus ama profundamente o seu povo. Mas, a Palavra profética é como fogo no coração. Pode, acender a chama daquele que é tocado, mas também pode acender a ira naquele que se fecha. Jeremias pregou e alertou a nação, mas, as autoridades e o povo não receberam as suas mensagens, por isso foi rejeitado, perseguido e preso. No entanto, Jeremias também fala de um tempo, no futuro, em que Deus faria uma nova aliança com o seu povo. Essa aliança seria cumprida de livre e espontânea vontade, pois a lei de Deus estaria gravada, não em pedras mas, no coração dos homens (31.31-34).
Deus abençoe
Pr saulo césar- ICE Campo Grande

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O SALVADOR MORA AO LADO

Mas, o maligno também
Mc 5.1-20

Max Lucado na primeira parte do livro ”O salvador mora ao lado” foca a questão que “não existe alguém que Jesus não deseje tocar”. No capitulo que trata sobre pessoas atormentadas ele cita o texto acima que acabamos de ler. Ao ler o capitulo, também o texto bíblico e verificando todo o contexto da história observei que: Realmente o Salvador mora ao lado. Jesus morava em Cafarnaum, bem ao lado de onde morava o homem endemoninhado, era só atravessar o lago de genesaré e um estaria na terra do outro. Mas, apesar do homem estar tão próximo de Jesus o mal também estava presente na vida dele. Esta é uma realidade que precisamos atentar. Por isso que Pedro avisa: “Estejam alertas e vigilantes porque o diabo vosso adversário, anda ao redor, como um leão que ruge, procurando alguém para devorar” (1Pe 5.8).
No encontro de Cristo com o homem endemoninhado ficam bem claras as seguintes situações:
Primeiro vemos:
1. A atuação do mal (maligna) na vida do homem (1-5).
· Os gerasenos viviam na costa da Galiléia, na outra margem do lago, tão próximo de cafarnaum, mas uma terra de pagãos. Ao desembarcar, logo no segundo versículo, para os olhos do narrador, desaparecem os que acompanham Jesus. Marcos faz o relato focando somente em Cristo e o homem endemoninhado. Trata-se de um caso extremo de destruição da personalidade, de demonstração atrevida do mal sobre a criação de Deus. Sem máscaras e com caprichos.
a. O maligno toma posse, oprime, tortura e destrói;
· O homem, assim que Cristo desembarcou, logo veio dos sepulcros, ao seu encontro. Este logo não indica um encontro casual, mas aguardado. O estado dele não é resultado de devaneios, pois sua duração era prolongada. E pelo fato de dele sair dos sepulcros, ou seja, grandes cavernas existentes nas rochas indicam que ele habitava neste meio. Ali nos depósitos de ossos humanos, indigentes que tinham mais esperança de vida e possessos de espíritos imundos, faziam suas moradas. O efeito era uma separação de Deus sem esperança. Este jovem era a personificação ambulante do homem sem Deus. Ele era perseguido, oprimido, torturado, enlouquecido e arruinado por uma horda de espíritos de todos os tipos.
b. Levando a autodestruição, inquietude e isolamento;
· Quando ão conseguimos lidar conosco mesmos, com nosso coração e nossos impulsos a conseqüência é um comportamento contraditório e auto-destrutivo. Tornamo-nos insuportáveis para nós mesmos e para os outros. Esta condição é repetida várias vezes para se explicar que, mesmo que os parentes e amigos tentassem segura-lo no convívio social, “nem mesmo com cadeias alguém podia prendê-lo”. É evidente que sua convivência com outras pessoas se tornara impossível devido à sua agressividade . O v. 4 narra as tentativas frustradas de dominá-lo: porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram quebradas por ele, e os grilhões, despedaçados. Andava sempre, de noite e de dia, clamando por entre os sepulcros e pelos montes, ferindo-se com pedras. À sua volta havia medo e ódio. Por isso foi expulso, e nu entre os demônios só lhe restaram as cavernas dos túmulos.
· Muitas vezes, as pessoas angustiadas por viverem envolvidas com endemoninhados também se tornam cruéis e passam a tratar com crueldade pessoas assim. E nós, como lidamos com casos como estes? Para estes insuportáveis é que Jesus existe.
Depois vemos:
2. A ação de Cristo (abençoando) a vida do homem (6-13).
· Quem nunca enfrentou uma tempestade? Não necessariamente no mar, mas também em terra. Jesus tinha acabado de mostrar seu poder sobre o mundo natural ao controlar os ventos e as ondas do mar agitado: “Aquietai-vos!” disse ele, silenciando com uma palavra a tempestade. Contudo há algo muito mais feroz e aterrador do que os fortes ventos e ondas grandes ondas do mar. Isso porque o cenário da luta não é a natureza, mas a alma humana.
a. Jesus com seu poder expulsa o mal;
· Ao serem colocadas juntas, a ação e o domínio sobre a natureza e o livramento do homem das garras do maligno, testificam que Jesus é o Senhor é tem poder tanto sobre o mundo natural quanto o sobrenatural. Aqui o Cristo precisa realizar uma obra muito mais poderosa do que aquela consumada em alto mar. Ele enfrentará a agitação mais intensa, a fúria muito mais desenfreada e o mal mais ardiloso e enganador
· Se quando eles partiram “era já tarde” (4.35), agora deveria ser noite, e tudo o que segue deve ter sucedido no escuro: Quando, de longe, viu Jesus ccorreu e o adorou, pondo-se de joelhos. É como se um ímã tremendo o puxasse de modo irresistível para os pés de Jesus. Um tirado do meio dos sepulcros, pois quando o mais forte chega, requerendo a adoração. Eles se apresentam “com as mãos para cima”. Não é visto um ataque furioso do Senhor APENAS A ORDEM: ESPIRITO IMUNDO SAI DESTE HOMEM (8). “Que tenho eu contigo”? A expressão denota o grito de alguém que tem de se submeter a força. É uma oposição e não boas-vindas. É o condenado que reconhece seu carrasco e faz um gesto automático de defesa. Para escapar ao mais forte que quer pegá-lo, ele tenta usar o nome como um amuleto: Jesus, Filho do Deus Altíssimo. Conjuro-te por Deus que não me atormentes! Conjurar o Filho de Deus em nome de Deus seria uma idéia absurda e inútil!
b. E traz liberdade ao que estava oprimido;
· Enquanto que outros casos de expulsão de demônios por meio de Cristo foram realizados nas sinagogas ou nas cercanias do Templo, este ele está num ambiente pagão. Pois, o povo do lugar trabalhava na criação de porcos. Qual é o teu nome? Legião é o meu nome. “Legião” enfatiza uma “força de ocupação” um número muito grande e poderoso. Era comum quando a tropa ocupava todo o espaço. Mas, mesmo que tinha ocupava o terreno, tinha de se render. É digno de nota que Jesus não padroniza nenhum método nem tampouco dá nenhuma formula mágica para expulsar demônios. Jesus não precisa do nome do inimigo para vencê-lo, ele não perguntou por não saber, mas para demonstrar que tudo tem de ser entregue a ele, pois já chegou como vencedor. Tudo o que aconteceu foi única e exclusivamente para demonstrar sua grandeza e seu poder.
· A perda de uma vitima significa para os poderes das trevas, uma derrota, pois perderia o domínio. Mas, quando os demônios pedem que não os mande para fora do país e sim lhes permitam que entrem nos porcos já não consideravam mais a hipótese de perder terreno, mas sim, a de desaparecerem da terra.
Por que Jesus permitiu que os espíritos passassem para os porcos?
· Calvino considerou que Jesus pode ter sido enganado pelos demônios, pois ao destruir a manada, eles conseguiram que Jesus fosse expulso da região.
· Outros dizem que foi Jesus quem enganou os demônios, pois eles ficaram sem hospedeiros, e tiveram de ir para o abismo.
· Ainda outros viram na destruição dos porcos uma ação que simbólica a purificação do paganismo.
Mas, concordo com aqueles que entendem que a permissão de Cristo foi para destacar o mal que os demônios faziam na vida do homem. A vida que ele levava era tão miserável e atribulada que nem os porcos suportaram. A legião que saiu do homem fez com que uma manada de 2.000 animais se lançasse abismo abaixo.
Tão grande era a tribulação desde homem tal qual a libertação e salvação dada a ele.
Por último vemos:
3. A vida (liberdade) com Deus (14-20).
Os porqueiros fugiram e o anunciaram na cidade e pelos campos. Então, saiu o povo para ver o que sucedera. Indo ter com Jesus, viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido, em perfeito juízo; e temeram.
a. O liberto transmite paz, saúde e lucidez;
· A salvação aconteceu. Aquele homem dos túmulos lhes parece como alguém que ressuscitou dos mortos. Ele está sentado com dignidade humana, e não tem mais ataques e convulsões na imundície, aos brados. Não é preciso dizer mais nada sobre Jesus, o aspecto do homem diz tudo: este Jesus rejeitado é a fonte da verdadeira humanização. Ele é quem faz do endemoninhado um novo homem.
b. Anseia estar com Cristo e anuncia a salvação recebida;
· A história, porém, termina com um quadro positivo. O homem que foi liberto quer tornar-se discípulo e abandonar o país com Jesus. Jesus, porém, não lho permitiu. Mas, disse vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti.
· Ele não era nem discípulo nem apóstolo, mas indicou que existe um Deus que quer tirar o mundo do caos, que não envia sua criatura aos sepulcros e não a maltrata, mas que suporta os insuportáveis e os torna novamente suportáveis. É este poder absoluto de Deus que ancora, por meio de Jesus, na margem da nossa impotência. Se Jesus é vitorioso sobre este ápice de poder satânico, então ele também está à altura de todos os graus e degraus abaixo deste ápice. Então também podemos ter esperança em meio à total confusão interior de um viciado, a famílias falidas ou a sobrecarga profissional e a outras crises da vida.
· Os criadores de porcos correm para a cidade e contam o que presenciaram. Todo o povo corre para fora ao encontro de Jesus. Contudo, não para dar-lhe as boas vindas como vitorioso sobre os demônios, mas sim pedir-lhe que se afaste da sua região. Não porque Jesus seria culpado da destruição de dois mil porcos e sim porque vêem o que tinham dentro de si a “legião de demônios”, agora sentados vestidos e normais, e têm medo. Contudo o povo não se alegra. Não reconhecem nessa cura maravilhosa que um profeta de Deus veio até eles. Apenas ficam apavorados com o acontecido e pedem: “Afaste-se de nós.
CONCLUSÃO: Que contraste enorme há nessa história da cura dos endemoninhados em Gadara, entre o seu início e o final.
No início a noite terrivelmente sombria e escura – no final luz e brilho do sol.
No início inferno furioso – no final uma imagem de bem-aventurança celestial.
No início um homem sem roupa e sem casa, habitando entre cavernas e túmulos junto de cadáveres, sendo piores que bichos, vítimas de muitas dores e fúria violenta, afligidos e torturados por milhares de maus espíritos, um comportamento feroz e incomum, em suma, um espetáculo horrível do terror do inferno, um pavor chocante para toda a redondeza, temido acima de tudo. – No final um curado e calmo, vestidos e sensatos, cheios de palavras cordiais de gratidão, livres e soltos, servidores do Altíssimo.
Deus abençoe
Pr Saulo César - ICE Campo Grande

Pai e Filho

Uma relação de amor - Pv 17.6
O dicionário bíblico descreve o amor como um sentimento de apreciação por alguém, acompanhado do desejo de lhe fazer o bem. O amor deve nortear todas as relações da vida cristã. Tanto do homem com Deus quanto do homem com seu próximo (Mt 22.37-39). Paulo descreve o amor como o caminho superior e a mais elevada virtude que alguém pode ter. ”Quem ama é paciente e bondoso. Quem ama não é ciumento, não se gaba nem é orgulhoso, nem vaidoso. Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica irritado, nem guarda mágoas. Quem ama não fica alegre quando alguém pratica a maldade, mas se alegra quando alguém faz o bem. Quem ama suporta o sofrimento com fé, esperança e paciência. O amor é eterno” 1Co 13.4-8a).
A Bíblia diz que Deus é amor (1Jo 4.8).
Para ilustrar este amor quero compartilhar com a igreja duas cenas.
A primeira cena ilustra:
1.O maior presente de um Pai para seu Filho (Jo 3.16-18).
Planejado no céu e realizado na terra
1. Um presente revelador:
JOÃO ENTROU NO CORAÇÃO DE CRISTO E NOS REVELOU ESTA BENÇÃO. Com o presente o pai revela todo seu amor. Era como se dissesse olha o que eu te dou, pois deste modo, assim, desta maneira, quero demonstrar o quanto eu te amo.
a. Um presente único:
• O Pai poderia enviar um anjo, ou um querubim, pois haviam muitos deles no céu, mas não, ele enviou um bem único, ou seja, ele não tinha outro bem como aquele. que seu único Filho.
b. Um presente significativo:
• O Pai poderia dar algo importante e vaporoso, pois dele pertencem todas as estrelas do céu, mas ele deu o bem mais significativo. Ele deu seu Filho.
c. Um presente para um “filho” que não merecia:
• Paulo diz que “Dificilmente alguém aceitaria morrer por uma pessoa boa”. Mas, pode ser que alguém tenha essa coragem. Mas Deus nos mostrou o quanto nos ama dando seu filho Jesus Cristo para morrer por nós quando ainda vivíamos no pecado (Rm 5:7-8).
Isso foi loucura? Não foi UM ATO DE AMOR!
Deus nos amou tanto que enviou seu Único Filho para morrer na cruz. Ele nos amou incondicionalmente. Sem merecimento. Sem esperar recompensa.
Ele nos amou com um sacrifício de muito valor e que causou muita dor
2. Um presente libertador.
a. Livrou o homem do castigo:
• A Bíblia diz que ao homem estava determinado o castigo. O salário do pecado é a Morte, diz a Bíblia. A morte significa castigo eterno, morte eterna. Sofrimento eterno. Nenhuma esperança. Mas, Jesus concordou com a vontade divina e dou-se na cruz. Ele deu a sua vida por mim e por você. Havia um preço para que o homem fosse resgatado do pecado. Era o sangue de um Justo. Esse preço Jesus pagou na cruz. Através da Sua concordância ele livrou o homem do castigo.
b. Adotou como filho:
• “Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor.” (Rm 14.8)
c. Deu ao homem a vida eterna:
• Além de livrar o homem do pecado, Jesus concedeu-lhe vida eterna. A mulher pega em flagrante adultério e que foi levada até Jesus recebeu esta dádiva. Perguntou ele “Mulher, onde estão àqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” (Jo 8.1-11).
Uma segunda cena ilustra:
2. O maior encontro de Pai com o seu Filho (Lc 15.21-24).
Realizado pelo Pai proporcionado pelo Filho
O filho arrependido levantou-se e foi em direção ao pai e momentos de sublime amor acontecem.
Cristo relata as palavras de arrependimento do filho ao pai, mas não diz nada das palavras do pai ao filho, porque os atos do pai dispensam palavras, pois seu amor é profundo demais e só os atos conseguem demonstrá-lo.
1. Um encontro aguardado:
a. O pai o avistou o filho (sinal que espera).
• Perceber com os olhos, com os sentidos e discernimento; voltar os olhos, a mente, a atenção; prestar atenção, observar; ver estado ou condição; determinar o que deve ser feito.
b. O pai ficou compadecido e correu até ele:
• Movido pelas entranhas (coração); pela compaixão, pois para os antigos as entranhas eram a fonte do amor e da piedade. A corrida denota esforço em risco extremo (pai idoso), que requer o uso de todas as habilidades para alcançar vitória.
c. O pai abraça e beija o filho:
• Abraçar: no original: deitar sobre; cair nos braços; apoderar-se, tomar posse; proteger. Beijar: no original: beijar várias vezes, beijar ternamente (O beijo no rosto significa reconciliação ele sacramenta o perdão).
2. Um encontro único:
Então o filho passa a dizer o que tinha planejado: “Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho”. O pai, porém, (não deixando o filho terminar) diz aos seus servos:
a. Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o:
• Veste externa e solta, que se prolonga até os pés, própria para homens. Usada pelos reis e pessoas de posição. Indica influência, honra. Ele não era servo era filho. Isais 61.10 diz: “Regozijar-me-ei muito no SENHOR, a minha alma se alegra no meu Deus; porque me cobriu de vestes de salvação e me envolveu com o manto de justiça”.
b. Ponha-lhe um anel no dedo e sandálias nos seus pés:
• Um anel gravado em alto relevo, usado como símbolo de autoridade pelos reis e príncipes, também serviam como carimbo para selar as suas ordens. Os sapatos ou sandálias são sinal de que o filho é um homem livre e não escravo.
c. Matem o bezerro cevado:
• O bezerro e não a ovelha seria apenas por causa da quantidade, mas o simbolismo era o mesmo. Haveria uma grande festa, com convidados, o animal novo e preparado deveria ser morto para selar a paz entre o pai e filho. Porque o filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.
O filho fica engasgado com as palavras na boca, pois ia dizer não sou digno de ser chamado seu filho trata-me como um dos seus trabalhadores.
O orgulho poderia levá-lo a dizer, porém sua confissão foi abreviada pela graça. E ele aceita a graça.

Deus abençoe
Pr Saulo César - ICE Campo Grande

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O SERVO INÚTIL


O SERVO – Que serve ao Senhor
17.7-10


Quando lemos no cap. 12.35-38 que Jesus na sua volta se cingirá e servirá aqueles a quem ele encontrar fiel. Jesus é mostrado entre os seus, não como quem é servido, mas, como aquele que serve. Para os insensíveis, este é um convite à presunção. Se Jesus veio para servir e virá no futuro para também nos servir; aqui esperaremos e colheremos os benefícios do seu serviço.


Mas, embora não podemos negar o serviço do Mestre em prol dos seus discípulos, como foram descritos e citados (12.35-38 e 22.27), aqui Jesus afirma claramente sua autoridade. Ele é o Senhor! Os discípulos são servos, quanto a iss, não pode haver nenhum mal-entendido.

Nesta parábola Jesus apresenta o equilíbrio entre o servir e o ser servido.
Para isso os discípulos deveriam entender três condições.

1. Entender SEU DEVER (7).
• Servir renunciado seus interesses e se dedicar aos interesses do Senhor.
• No ocidente quando se tem empregados domésticos normalmente coloca-se a pessoa na condição de classe média, mas o mesmo não acontecia no oriente. Lá os mais pobres dentre os pobres deixam seus filhos saírem de casa para servirem aos outros apenas por um prato de comida e uma cama para dormir. Assim até aqueles que tinham pequenas posses, como os discípulos, tinham serviçais em suas casas. Por isso Só Um Servo é Mencionado. Um escravo desse tipo era totalmente dependente de seu patrão e rigorosamente obrigado a executar a tarefa com obediência cega. Em troca do seu trabalho ele como escravo tinha somente direito à comida e bebida, para não perder a força do trabalho.
No parágrafo anterior Jesus mostrara que para dizer a amoreira “arranca-te e transplanta-te no mar” bastava ter a fé do tamanho de um grão de mostarda. Isso mostra que mais vale a essência da fé, ou seja, para que ela serve do que o tamanho dela. No caso da parábola Jesus quer mostrar que não importa a quantidade do serviço, mas, com que sentimento faz o serviço.
2. Entender SUA POSIÇÃO (8).
Servir sem ter nenhum direito.
Num mundo onde os funcionários se fortalecem e as horas extras são pagas acima do valor das horas normais, o servo da parábola é visto como alguém totalmente injustiçado. Ele merecia descanso e não trabalho. Mas, num tempo e cultura diferente como dos discípulos, é exigido que o servo continue servindo o senhor sendo servido.
• O servo para servir tem que preparar o que deve ser servido e depois se preparar para servir, ou seja, cingido.
Existe uma grande diferença daquele que serve bem preparado e daquele que serve de qualquer jeito. Existe uma grande diferença entre o garçom que atende com um sorriso e aquele que atendo mal-humorado. O salmo 100 diz que se deve celebrai com jubilo e servir ao Senhor com alegria.
Jesus destrói e derruba as culturas existentes e constrói e edifica novas idéias e ensinos. Esta inversão se vê claramente no momento do lava-pés.
Por isso, também ele destrói os nossos direitos já conquistados e edifica sobre eles. Ele mostra quem somos e quem Ele é. Ele nos coloca embaixo para nos reerguer.
Assim como no caso da parábola da ovelha perdida, onde pressupõe que os pastores não eram os donos da ovelha extraviada e fizeram festa por ela ter sido encontrada, não pelo bem material, mas pela responsabilidade do serviço. Aqui também se conclui que o material pouco importa, mas sim a honra do dever cumprido.
3. Entender SUA RECOMPENSA (9-10).
• Servir sem esperar nada em troca.
Sem esperar recompensa, mas, continuar servindo além das forças e possibilidades.
• Normalmente quando se faz um serviço espera-se a recompensa. Com certeza este servo merecia elogios e gratificação. Cumpre notar que não é Jesus ou o Senhor na parábola que avalia os servos como servos inúteis, mas que essas palavras representam um testemunho dos próprios servos a respeito de si mesmos.
• Então, Jesus pergunta aos discípulos como senhores se deveriam agradecer ao servo por ter executado tudo de que foi incumbido. A resposta é “não”. Pois, o senhor é desobrigado de dar gratificação porque o servo fez o que deveria fazer.
ELE PODE DAR DE GRAÇA.
Em resumo: a idéia básica desta parábola é que todo recurso, toda confiança e todo apoio na realização própria são condenados. Tudo é pura graça. “Somos servos dispensáveis”, pois, o senhor não precisa de nós. Por isso não temos méritos.
Jesus aniquila o farisaísmo e a presunção e tira qualquer pensamento meritório e obrigação de Deus perante o ser humano.
Os crentes são propriedades do Senhor e carecem constantemente de entregarem os corpos em sacrifício (Rm 12.1). No entanto, a diferença entre um escravo do senhor terreno e o escravo do Senhor celestial. Naquele a disposição de servir é obrigatória, em nós ela é ditosa permissão.
Lá é “deves”, aqui é “quero, posso”. Lá a lei, aqui a ação voluntária. Lá um patrão egoísta. Aqui o benigno Senhor.
Deus abençoe
Pr Saulo César - ICE Campo grande

A CORTEZIA


Ser cortez sem ser fingido
Tg 3.17
Conta-se que a rainha Vitória, para não ser notada, costumava sair vestida de camponesa para fazer longas caminhadas em volta do seu castelo. Certa ocasião, acompanhada à distância por seu fiel criado, saiu para seu costumeiro passeio. Ao longo do caminho encontrou-se com um rebanho de ovelhas pastoreado por um jovem camponês. Este, preocupado com a debandada dos animais, gritou enraivecido: “Saia da frente velha estúpida”! A rainha gentilmente pôs-se na margem da estrada sem dizer nada. O servo ao chegar perto do irritado pastor lhe disse: “aquela é rainha da Inglaterra”! O moço replicou “Eu não sabia, pois ela não se vestia como rainha.” Neste caso, se e a rainha estivesse com seus trajes reais, com certeza, o jovem teria demonstrado mais respeito e consideração. No entanto, sua gentileza e consideração seriam apenas decorrentes da etiqueta e aparência, nada mais. Porém, Tiago ensina: “A sabedoria que vem de Deus é antes de tudo pura, pacífica, bondosa e amigável. Ela é cheia de misericórdia e produz frutos imparciais e sem fingimento” (Tg 3.17). Sendo assim, não era só a rainha que deveria ser tratada com delicadeza, mas também a camponesa pobre que andava pelo caminho. Pois, a gentileza não requer distinção de cargo ou posição social. Podemos ser verdadeiros e amáveis. Positivos e graciosos. Alguém já disse: Falar bondosamente não machuca o próximo, mas é preferível o não com sinceridade ao sim com fingimento. Por isso sejamos corteses e amáveis, porém sinceros.
Pr Saulo César (adaptado)

Quem é Jesus

Quem o povo diz que eu sou?
Lc 9.18-20
Quando Jesus fez esta pergunta aos discípulos ouviu que uns diziam ser ele João Batista, outros Elias, e outros uns dos profetas. Mas, Pedro, falando pelo grupo, revela que Jesus era o Messias o Filho de Deus. Afinal quem foi Jesus? Muitos livros já foram escritos sobre Jesus Cristo. Mas, por mais livros que escrevam, ainda vai faltar muita coisa a ser dita e escrita sobre sua vida e obra. Porém, nas próximas linhas tentarei simplificar sua biografia. Jesus nasceu numa pequena vila, situada cerca de oito km de Jerusalém, chamada Belém. Filho de uma camponesa e de um carpinteiro cresceu em Nazaré, cidade localizada no sul da Galiléia, onde trabalhou com seu pai até completar 30 anos. Depois disso, passou três anos como pregador itinerante, entre o povo humilde da Galiléia e da Judéia. Jesus nunca escreveu um livro. Não freqüentou grandes escolas nem viajou para outros países para conhecer pessoas e culturas diferentes. Mas, apesar de praticar e pregar o amor entre os homens, com apenas 33 anos a opinião pública se voltou contra ele. Foi abandonado pelos amigos e humilhado foi crucificado entre dois ladrões. Foi sepultado, mas ao terceiro dia ressuscitou, subiu ao céu, e sentado ao lado de Deus intercede por nós. Decorridos mais de 2000 anos, Jesus continua sendo a figura central da história da humanidade. Os exércitos podem marchar, os reis podem reinar, os sábios podem aconselhar, mas, ninguém pode exercer tanta influência e poder como Jesus. Afinal Ele é o Cristo o Filho do Deus Vivo!
Deus abençoe
Pr Saulo César (adaptado)

Se Deus é por nós

Quem será contra nós
Rm 8.31

Ao fazer a pergunta, “Se Deus é por nós que será contra nós?”, temos que considerar os dois lados envolvidos nesta questão. Aquele quem está ao nosso lado para nos ajudar e nos fortalecer e o inimigo que tenta nos enganar e nos destruir. Vamos comparar? Primeiro analisaremos quem quer nos ajudar. Este é Deus. O Senhor criador de todas as coisas. Que fez os céus, a terra, o mar e tudo o que neles há. (Sl 146.6). Que triunfou sobre os cavaleiros do Egito lançando-os no mar (Ex 15.1). O Senhor que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos pecados (Ap 1.5). O Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19.16). Agora vamos analisar nosso opositor: Ele é o ladrão que vem para roubar, matar e destruir que não entra pela porta, mas pula a cerca (Jo 10.1-10). É nosso adversário, que anda ao redor, como um leão, procurando uma brecha para nos devorar (1Pe 5.8). Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, por ser o pai da mentira nele não há verdade (Jo 8.44). Mas aquele que é por nós aconselha: “Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7). Porque maior é aquele que está em nós do que aquele que está no mundo (1Jo 4:4).
Deus abençoe
Pr Saulo César - ICE Campo grande

quarta-feira, 28 de julho de 2010

NEEMIAS


Reconstruindo os muros caídos
Ne 4.1-23


• Em 446 a.C., 90 anos depois que Esdras e Zorobabel foram enviados para Jerusalém para reconstruirem o templo e 58 anos em que Ester e Mordecai conseguiram salvar os judeus da matança tramada por Hamã, Neemias era copeiro do rei em Susã sede do governo persa. Neste tempo Hanani, um dos irmãos de Neemias veio de Jerusalém e as notícias que ele trouxe não foram boas. Hanani disse que o povo de Jerusalém encontrava-se na miséria e desprezo. Os muros estavam caídos e a cidade estava exposta aos insultos e aos ataques dos inimigos (Ne 1-3).
• Quando Neemias recebeu noticia da situação miserável em que se encontrava seu povo e sua cidade, ele chorou, jejuou e orou (4). Sua tristeza e preocupação foi tanta que pediu permissão ao rei para ir até Jerusalém. O rei não só autorizou como também deu a Neemias cartas para que tivesse transito livre para executar seu projeto (2.4-8).


Mas, por que era tão importante reconstruir os muros? Porque sem os muros a cidade ficava exposta às investidas do inimigo, além disso o muro da cidade representava sua glória, força e poder. Cidade sem muro é como casa sem muro todo mundo entra. Por isso Neemias diz: "edifiquemos os muros e deixemos de ser vergonha”. 2.17

• Porém, para que a reconstrução fosse bem sucedida Neemias teve que vencer vários obstáculos. No texto que lemos estão alguns dos problemas que Neemias enfrentou e
as atitudes que tomou:


1. PRIMEIRO PROBLEMA: O desprezo e as piadas do adversário (1-3).
• Uma das grandes armas da guerra é atingir o psicológico do inimigo. Isso feito denegrindo sua imagem, seu trabalho, seu homens e seu potencial de guerra. Satanás tem usado constantemente esta arma para nos atingir. E foi essa a primeira que ele usou contra Neemias. Vejam o que as pessoas diziam (vs 1-3). Os judeus foram rebaixados: Acostumados com trabalhos leves como perfumista e ourives, eles foram chamados de fracos: “Que estão fazendo estes judeus achando que podem fazer trabalho pesado? São fracos, desqualificados, não são especialistas em muros”.
• Seu Deus foi escarnecido: “Será que vão ter que sacrificar para que Deus opere um milagre?
• Foram colocados à prova: “Será que vão terminar logo”?
• O material usado também foi rebaixado: As pedras antigas estavam fracas, manuseadas viravam pó. Inúteis para um novo muro. “acaso renascerão pedras do montão de pó?”
• Foram alvos de piadas: Este muro vai cair. Vocês estão perdendo seu tempo, desistam pois, “até uma raposa derrubará seu muro” (v. 3).
PRIMEIRA ATITUDE: Oração, ânimo e trabalho (4-6).
• Perante a zombaria da oposição Neemias orou ao Senhor. Senhor que tudo que eles desejam de para nós que venha sobre eles. Não encubras seus pecados, pois nos desprezam.
• Perante a afronta ele animou o povo para o trabalho: Vamos edificar o muro e mostrar quem somos...e o povo trabalhou animado até o muro chegar metade de sua a altura

2. SEGUNDO PROBLEMA: A ira da oposição e o acordo para o ataque (7-8).
• Devido à disposição do povo para trabalhar, as muralhas chegaram à metade de sua altura, e começaram a fechar as brechas.
• Nessa altura a zombaria, as piadas, nem tampouco as raposas seriam suficientes para atingir Neemias e seus homens, por isso foi feito um acordo entre os grupos que se opunham à obra e enfurecidos se ajuntaram para atacar a cidade.
SEGUNDA ATITUDE: Confiou em Deus, colocou guardas para vigiar dia e noite (9).
• Porém Neemias mostra uma atitude de fé e responsabilidade: Porém nós oramos ao nosso Deus e, como proteção, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite” (4:9).
Assim como Neemias devemos orar e confiar no Senhor para que nos proteja e nos livre do mal.
Por outro lado, não devemos ficar de braços cruzados.
Devemos agir dentro daquilo que Deus nos capacitou. Neemias combina oração ação prática. Junto com a ajuda de Deus deveria haver o compromisso do povo.

3. TERCEIRO PROBLEMA: O desânimo dos amigos (construtores) e (por outro lado) o fortalecimento do inimigo (10-12).
• Gente de dentro se desanimando. Gente de dentro foi usada para desanimar: “Então, disse Judá: Já desfaleceram as forças dos carregadores, e os escombros são muitos; de maneira que não podemos edificar o muro.” (Ne 4.10).
• Gente de fora se fortalecendo. Os inimigos souberam: Disseram, PORÉM, os nossos inimigos: Nada saberão disto, nem verão, até que entremos no meio deles e os matemos; assim, faremos cessar a obra. Como se dissessem: Vamos infiltrar no meio deles e ataca-los de surpresa. Assim a obra vai parar (11).
• Gente de dentro que morava fora também se enfraquecendo: “Quando os judeus que habitavam na vizinhança deles, dez vezes, nos disseram: De todos os lugares onde moram, subirão contra nós,” (12).
TERCEIRA ATITUDE: Exortação, organização e defesa (13-23).
• Protegeu as famílias: Neemias organizou as famílias em lugares seguros (13)
• Exortou o povo para não temer e confiar em Deus. “Deus é grande” (14a). A confiança reside em Deus, não nas armas.
• Colocou os trabalhadores para defenderem as famílias (14b).
O inimigo desanimou (15).
“Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” (Tg 4.6-7)
• Colocou o povo pra trabalhar de novo (15b);
• Armou o povo (16-18);
• Criou estratégia de defesa (19-23).
• Enquanto o homem de Deus trabalha para reconstruir seus muros o inimigo trabalha para desviar sua atenção da obra. A tal ponto que desista de tudo.
• Muitas querem levantar os muros dizendo: Vou consertar os muros da minha vida. Assim como disse o filho pródigo "Levantar-me e irei ter com meu Pai". "Pequei contra o céu e diante de tí", pode ter certeza que Satanás vai tentá-lo para que desistam. Vai dizer que é fraco. Sem coragem e e Deus não se importa.
• Fique firme! Neemias não confiava em sí mesmo porém dizia "O Deus do céu é quem nos dará bom êxito" lembre-se das palavras de Paulo em (Fil. 4:13) "Posso todas as coisas naquele que me fortalece".

Deus abençoe

Pr Saulo César - ICE Campo Grande

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Jesus Cristo


O Grande “EU SOU”

Mt 14.11-21

Deus disse a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O “EU SOU” me enviou a vocês (Ex 3.14).
Disse Jesus aos religiosos judeus: "Antes que Abraão existisse, EU SOU” (Jo 8.58).
JOÃO PARA DESTACAR A DIVINDADE DE CRISTO RELATA SETE “EU SOU”:
• “Eu sou o pão da vida” (Jo 6.48)
• “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8.12)
• “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo” (Jo 10.9)
• “Eu sou o bom pastor” (Jo 10.14);
• “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11.25);
• “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida” (Jo 14.6);
• “Eu sou a videira” (Jo 15.5);

No texto que lemos temos o “EU SOU” sendo revelado:


1. Jesus deixa de lado sua dor e seu cansaço (13-14).
• Para socorrer o aflito;
Nos v. 3-11, Mateus recapitula o relato sobre a morte de João Batista. Fato ocorrido no aniversário de Herodes, quando sua sobrinha e enteada surge diante dos olhos do rei e dos convidados e com uma dança sensual deixa todos extasiados. Herodes, sob juramento, lhe promete tudo, até mesmo a metade de seu reino. Salomé, estimulada pela mãe, pede a cabeça de João Batista. Os versículos seguintes nos mostram que os discípulos de João, depois de sepultá-lo, foram anunciar a Jesus o ocorrido. João era primo de Jesus por parte de mãe foi fruto de um milagre de Deus, pois seus pais eram velhos quando ele foi concebido. A diferença de idade dos dois era de meses, mas segundo as Escrituras João veio para preparar o “Caminho do Senhor”.
• Agora João estava morto.
Marcos relata que Jesus estava cansado: “Ele lhes disse: Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto; porque eles não tinham tempo nem para comer, visto serem numerosos os que iam e vinham. Então, foram sós no barco para um lugar solitário. Muitos, porém, os viram partir e, reconhecendo-os, correram para lá, a pé, de todas as cidades, e chegaram antes deles (Mc 6:31-33).

Ele priorizou o aflito e necessitado. Ele priorizou a mim e a você. Por quê? Marcos responde: “Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor” (Mc 6.34). E passou a ensinar-lhes muitas coisas (Mc 6.34b), e curar os enfermos (Mt 14.14)
2. Jesus deixa de lado sua dor e seu cansaço (15-21).
• Para saciar o faminto;
Ao cair da tarde: Perto das 18 hs. No entusiasmo, o povo se esqueceu de levar comida. Eles queriam ouvir a Palavra. O alimento era a Palavra. O sol já se inclina e Jesus satisfaz a fome pela palavra de Deus. Nessa situação, porém, os discípulos manifestam a responsabilidade de saciara a fome do povo. Eles estão muito preocupados e levam sua preocupação ao Senhor. O lugar é deserto Senhor já é tarde despede o povo para comprem o comer.
• Porém Jesus continua dando-lhes o que comer: Jesus, porém, lhes disse: Não precisam retirar-se; dai-lhes, vós mesmos, de comer. Aos olhos de Jesus, seria uma ação errada afastar mandar a multidão embora já que estavam ali para ouvirem a Palavra.
Lembremo-nos da resposta que Jesus deu a Marta (Lc 10.41s): A boa parte, afinal, é ouvir a palavra de Deus. O “ouvir” precisa vir antes do “trabalhar”.
• Dêem-lhes vocês próprios de comer. Eles, porém, não entenderam a sua solicitação. De onde, enfim, tirariam comida para tanta gente? Eles não tinham considerado que Jesus poderia realizar um milagre. Mas, deveriam constatar: Temos o mesmo que nada, mas em Deus há riqueza, e dessa plenitude celestial nós podemos nos abastecer!
• Jesus começa a agir. Simplesmente transpõe todas as preocupações dos discípulos. Com apenas cinco pães e dois peixes multiplica tanto que ainda sobram doze cestos.

Deus abençoe

Pr Saulo César - ICE Campo Grande

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Icabode


A Glória Perdia
1Sm 4.5--22



Na Bíblia a glória sempre aparece para mostrar a majestade, o poder e o brilho da presença de Deus. No entanto o termo que aparece no texto que lemos "Icabode", aparece aqui, para mostrar a falta da glória, ou seja, alguém “sem glória”.

Icabode foi o nome dado por uma mãe a um filho que acabara de nascer. Porque esta mãe chamou seu filho de “sem glória”?
Olhando para os fatos que antecederam o nascimento da criança
verificamos dois motivos:

1. Porque a Arca de Deus foi tomada (5-11).
A arca ficava no lugar chamado santo dos santos. Dentro da Arca estavam os três objetos que eram testemunhos da relação de Deus com seu povo: as tábuas da Lei, uma porção do pão que caiu do céu para alimentá-los no deserto e o cajado de Arão. Uma nuvem de glória era vista sobre tabernáculo no lugar em que ela ficava simbolizando a presença de Deus.
a. Deram mais valor ao símbolo do que ao simbolizado (1-3).
• Havia uma guerra de Israel com os filisteus que já se arrastava por quarenta anos. ISRAEL É INVADIDA PELOS FILISTEUS e neste confronto morreram 4.000 israelitas. Uma vez que eles haviam sido derrotados e que quatro mil homens estavam mortos eles tinham que se perguntar o que aconteceu de errado. O verso 3 nos diz que eles decidiram trazer a arca da aliança para aí garantir que o Senhor fosse para batalha com eles os livrasse das mãos inimigas. No entanto, eles esqueceram que a derrota não era devido a presença da arca e sim pelo não cumprimento da lei.
Ao fazerem acompanhar da arca, julgaram-na como um talismã capaz de lhes dar a vitória. Que loucura! Acreditarem mais nos símbolos do que no arrependimento do coração!
b. Os condutores da arca eram indignos (4):
• Em Juízes 17.6 somos informados que “Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada qual fazia o que achava mais reto”. Não havia liderança em Israel. Não havia padrões de conduta. A Lei de Moisés não era considerada, não era obedecida. Prevalecia o individualismo. Cada um agia de acordo com a sua própria consciência. E como conseqüência de toda esta desordem, Israel sofreu uma expressiva derrota na guerra contra os filisteus. Afinal é sempre isso que acontece quando cada faz o que “dá na telha”: Desordem, confusão e grandes transtornos.
c. Por que Deus não estava com eles (5-11):
• Como nação, Israel sabia que onde estava a arca a glória de Deus se manifestava. No entanto, Israel por fazer escolhas erradas não estava com Deus. Por isso, a arca foi levada, mas, Deus já não estava entre eles. Por ser símbolo da presença de Deus e testemunha das vitórias do seu povo até os próprios filisteus se atemorizaram, ao saber que a arca estava entre os hebreus. Sabiam das maravilhas efetuadas por Jeová no deserto, mas, apesar disso, recobraram ânimo e, caindo sobre os israelitas, deixaram no campo 30.000 mortos entre os quais Hofni e Finéias.
• Deus permanece com o povo somente quando este povo procura sua presença. Em nenhum momento vemos o povo recorrer a Deus por Deus não estava com eles.

2. Porque a família foi destruída (12-22).
Eli com noventa e oito anos, velho e pesado, estava assentado à porta do tabernáculo, aguardando notícias da batalha e preocupado com a arca. Mas, quando o mensageiro chegou, cansado e coberto de poeira trouxe, más notícias. Israel foi derrotado. Além dos 4000 que haviam morrido antes de levarem a arca, mais 30000 morreram depois, mesmo com presença da arca. Os teus filhos Hofni e Finéias que conduziam a arca foram mortos e a arca foi tomada pelos inimigos.
a. Por que marido era desobediente a Deus:
Eli tinha dois filhos um se chamava Hofni e o outro Finéias. Estes rapazes, apesar de estarem investidos de uma missão sagrada, eram pecadores inveterados. Por isso foram chamados de Filhos de Belial ou "Filhos da indignidade".
1. Eles comiam as ofertas antes de ofertarem (1Sm 2.11-17): Segundo a lei os sacerdotes os sacerdotes teriam direito de comer parte da vitima que iria ser sacrificada. Mas, os filhos de Eli, Hofni e Finéias, pegavam e comiam antes de sacrificar e, se o ofertante não desse, eles pegavam a força. Ao fazerem isso eles privavam o povo do perdão e roubavam o que era para sacrificar.
2. Eles se deitavam com as mulheres que serviam no Tabernáculo (1Sm 2.22):
Este pecado estava tão patente que todo o povo sabia, pois a fama dos rapazes se alastrava como praga. É como noticia ruim que chega logo ao conhecimento de todos. Ao fazerem isso: Profanavam o ofício e contaminavam um lugar santo.
b. O sogro preocupado com a aparência do que em disciplinar os filhos (2.23-26):

Apesar do escândalo e do mau exemplo que os filhos davam a palavra de repreensão de Eli aos filhos não foi tão enérgica. Ao ouvir acerca do procedimento de seus filhos vemos:
1. Um sogro preocupado com a aparência: Eli mostra mais preocupação com a fama ruim que os rapazes passaram a ter entre o povo do que o desrespeito a Deus. Expressa angustia por eles, mas se angustia pelas implicações das suas ações no meio do povo. (2.23) . Mesmo a orgia sendo praticada e misturada aos rituais santos no lugar dedicado a Deus, Eli questionava: “Não, filhos meus, porque não é boa a vossa fama, esta que ouço estais fazendo transgredir o povo do Senhor” (2.24).
2. Um sogro sem coragem para disciplinar os filhos: Eli não temia o que o povo pensava do que as conseqüências que poderiam vir sobre os filhos da parte de Deus. Foi como se dissesse: “Meus filhos se vocês querem aprontar, então, que o façam longe daqui. “Pois, o pecado em relação ao próximo, dá-se um jeito. Mas contra Deus não há saída”. Porém, não se pode brincar com as coisas de Deus. A Bíblia nos diz: “Deus não se deixa escarnecer. Porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7.) Ninguém ouse pensar que se possa driblar o Senhor ou “tapar os seus olhos”. Eli não disciplinou seus filhos por isso veio a tragédia. “Disse o SENHOR a Samuel: Eis que vou fazer uma coisa em Israel, a qual todo o que a ouvir lhe tinirão ambos os ouvidos. Naquele dia, suscitarei contra Eli tudo quanto tenho falado com respeito à sua casa; começarei e o cumprirei. Porque já lhe disse que julgarei a sua casa para sempre, pela iniqüidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e ele os não repreendeu” (1Sm 3.11-14).
c. Pelo sofrimento de uma mulher sem esperança:
A esposa de Finéias deveria ser jovem e bela. Por ter se casado com um dos filhos do sacerdote, provavelmente também era levita e conhecedora da Lei e da vontade de Deus.
1. Porém ela era uma mulher sofrida: A esposa de Finéias não teve um bom marido. Ela deveria morar em uma casa confortável com todos os bens materiais; deveria ter boas roupas, boa comida, mas faltava-lhe o essencial – um marido honrado e temente a Deus. Estando grávida, deveria ter sonhos para seu filho, como toda jovem mãe. Porém sofria por saber do péssimo testemunho do seu marido. A gravidez por si só deixa a mulher fragilizada. Por isso ao ouvir as tristes notícias das mortes dos homens de influência nacional, seu sogro e os dois filhos, a esposa de Finéias, aquela jovem mãe, entrou em trabalho de parto.
2. E uma mãe sem esperança: Mas além das dores do parto, da morte do esposo e do sogro, a dor ainda era por causa da arca da aliança ter sido levada pelos inimigos. A nação agora estava desamparada. “Foi-se a glória de Deus”. A arca foi construída no tempo de Moisés, foi conduzida durante a viagem no deserto e atravessou o Jordão, rodeou a cidade de Jericó e estava em Siló cerca de 300 anos. A Arca de Deus era importante na vida de Israel e também na vida desta mulher. Mas, quando foi tomada, ela se expressou de maneira triste e dolorosa ao dar a luz ao seu filho. A pobre mulher estava sem esperança, por isso antes de morrer coloca o nome no filho de “Icabode”. Que significa “sem nenhuma glória”.
• “Icabofe” é o desfecho de um processo de desobediência, insubmissão e corrupção. É chegar no limite. Sem qualquer força, disposição ou coragem. Quando se chega ao ponto de Icabô, acabou-se mesmo. Nada é mais triste para a vida da igreja, e do crente, quando a glória de Deus se vai.
Os resultados são os piores possíveis, pois sem a glória de Deus não podemos sobreviver como crentes.
QUANDO SE PERDE A GLÓRIA DE DEUS
• Perde-se a força; Perde-se a alegria; Perde-se a esperança; Perde-se a vida;

NOS NOSSOS DIAS O IKABODE ACONTECE QUANDO:
• Deixamos o mundo entrar em nossa vida; Em nossa casa; Em nossa igreja.
• Aconteceu com Ló: Com Judas; Com Ananias e Safira; Com o filho pródigo;
• Fale do presbítero que foi levado para lugares de prostituição e drogas e viu a situação que sua filha poderia estar no futuro.
• Paulo escreve: “Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei,” (2Co 6.16-17).
• Tiago 4.4 nos adverte: “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois que quer ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus”.
Deus abençoe
Pr Saulo César ICE Campo Grande

O Sumo sacerdote restaurado

Restauração
Zc 3.1-10
• No dicionário restaurar significa: Reparar, recuperar, restabelecer, reanimar, consertar ou pôr em bom estado qualquer coisa desgastada pelo uso. Pode-se restaurar um móvel, um imóvel, uma pintura, um objeto, um corpo doente, uma ordem ou um reino. No Livro de Zacarias vemos o profeta encorajando o povo para que retomem a reconstrução do Templo, pois a obra estava paralisada cerca de quinze anos.
Nesta visão Zacarias nos revela duas situações:
1. O Restaurado (1-7).
a. O Sumo sacerdote acusado por usar vestes sujas:

• O sacerdote era MEDIADOR entre Deus e o povo. Porém, antes entrar no santíssimo, teria que sacrificar por si mesmo para que seus pecados fossem purificados, pois se entrasse no Santo dos Santos “sujo” certamente morreria. Nesta ocasião Josué, que foi cativo na Babilônia, era o sumo-sacerdote. A cena vista por Zacarias sugere um julgamento judaico, com um juiz, um réu, o advogado e o acusador.
No caso Josué de pé era o réu, o Anjo do Senhor seu defensor, o Senhor era o Juiz e Satanás seu acusador. Josué estava a ponto de iniciar seus deveres quando "o adversário" interveio a fim de acusá-lo. Dizia: Ele não está capacitado à executar seu oficio, pois, está com as vestes sujas.
• A veste do Sacerdotal era revestida de símbolos. Ela destacava a honra e a glória do oficio. Todo o material e cores simbolizam Cristo em seu ministério Sacerdotal. O Cristo que leva o seu povo nos seus ombros e intercede por ele.
• Mas, segundo o Diabo, Josué não podia interceder. As vestes sujas simbolizavam o pecado de Josué e o pecado da nação que ele representava. Pois, Josué, aparece nesta visão, representando não apenas o sacerdócio, mas também a nação inteira.
b. Mas, foi purificado pelo Senhor:
• O "adversário", foi imediatamente silenciado. Ele que ao dirigir a acusação não fazia apenas a Josué, mas também ao povo judeu ouviu que o Senhor, escolheu, não só Josué, mas também Jerusalém, como “um tição tirado do fogo, pois havia retirado seu povo da fornalha da Babilônia.
Então diante do acusador a purificação acontece:
• Retirem as vestes sujas pelo pecado. “Josué agora está limpo” “Agora te vestirei com vestes limpas”. Agora coloquem o turbante sobre a cabeça dele. Enfim ele foi lavado, vestido e coroado pelo Senhor. Então o Anjo lhe disse: “Se andar nos caminhos do Senhor e observar seus mandamentos poderá julgar a minha casa, guardar os meus jardins e será bem aceito.
2. O Restaurador (8-10).
a. Anunciado como renovo:
• O Anjo do Senhor, falando em lugar de Deus Pai, o Senhor dos Exércitos, anuncia Seu propósito de enviar o RENOVO. Esse título messiânico outorgado ao Cristo que haveria de vir. Pois, o messias seria o Broto Novo.
“Portanto, disse o Anjo: “Josué você e todos os sacerdotes que estão com você. Vocês são um sinal de que eu vou enviar. O meu servo que se chama “Ramo Novo” (8).
• A promessa de Sua vinda é predita a Josué e seus companheiros porque eram "tipos de Cristo" visto que o sacerdócio era simbólico do ministério de reconciliação do Messias.
b. Que trará paz ao povo;
• Aquele que "Ao Senhor agradou moê-lo" a "pedra que os Edificadores rejeitaram"
se tornou principal "pedra da esquina". Os sofrimentos do Messias dariam em resultado a remoção da iniqüidade desta terra num dia, com a volta eventual da paz e da prosperidade a um povo arrependido. A Bíblia aponta o sacerdote como um tipo de Jesus Cristo. Tipo sim, pois só Jesus é Eterno.
Cristo é o nosso sumo sacerdote (Hb 8.1);
Como sacerdote, Cristo se identifica como homem (Hb 2.17,18);
Ele ofereceu a si mesmo, como oferta pelo pecado (Hb 7.26-28; 10.14,18);
Cristo é o único mediador entre Deus e o homem (1Tm 2.5).
Deus abençoe
Pr Saulo César ICE Campo Grande

Carta aos Filipenses

A arte de escrever em cadeias
Fp 1.12-26
• Os últimos vessiculos do Livro de Atos (30-31) diz que Paulo ficou preso em Roma por dois anos. Provavelmente 61 e 62 AD, Paulo permaneceu preso na casa que alugara. Ali ele teve licença para receber visitas onde pregava e ensinava sobre o reino de Deus. A história da Igreja Primitiva escrita por Lucas terminava ali. Mas, a história do Apostolo e da Igreja continuou. Geralmente se crê é que durante os dois anos Paulo escreveu as Epístolas aos Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemom. Nestas cartas temos o cap. 29, 30, 31 dos Atos Apostólicos.
No texto encontramos pelo menos duas afirmações que refletem o estado que Paulo se encontrava.
1. Estou preso, porém alegre (12-20).
O tom que entoa a melodia da carta é a alegria. Alegria no Senhor! Os teólogos intitulam Filipenses a “Epistola da Alegria. Se fosse ter um tema para esta carta seria “ Alegria está no coração de quem já conhece a Jesus”. Penso que se Paulo estivesse cantando uma musica seria “satisfação é ter a cristo”. Paulo, também fala sobre outros assuntos, mas talvez pela por causa do amor e comunhão que tinha com a igreja, ele sempre voltava enfocar a alegria. Esta Tonica é vista não só neste parágrafo mais em toda epistola: (Fp 1.4), 1.18), (2.2), ( 2.18), (2:29), (3.1), ( 4.1) “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.” (4.4). Mas, por que Paulo estava alegre?
a. Porque o Evangelho está sendo pregado:
• Pregado entre os guardas romanos (12-13);
• Pregado por irmãos de boa vontade que foram estimulados pelo seu testemunho (14);
• Pregado por invejosos que tentavam levar discórdia nas igrejas e tribulações à Paulo na prisão (15-17);
“Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei.” (1:18)
b. Porque em Cristo sinto plena liberdade:
• Pela suplica dos irmãos que intercediam por ele (19);
• Pela provisão que a igreja enviou para ele (19);
• Pela glória que o espera (20);
O modo de pensar de Paulo, e conseqüentemente de todos os crentes, difere todos os demais. Porque sua “ardente expectativa” estava na terra, no seu engrandecimento ou prosperidade
O coração e desejo de Paulo era que Cristo “seja engrandecido”. Quer no viver ou no morrer. Por isso temos:
A segunda afirmação de Paulo:
2. Estou preso, porém confiante (20-26).
a. Porque vivo para Cristo:
• Na seqüência aparece aquela breve frase que se tornou uma das mais conhecidas de todo o NT. Inúmeras vezes ela foi recitada, inúmeras vezes cantada: “Porque para mim o viver é Cristo”.
• Nesta frase Paulo enfatiza a atividade de viver e não a sua existência.
• Paulo enfoca a forma ativa e intensa que vive. Eu vivo Cristo. Eu respiro Cristo. Eu estou em Cristo. Por isso, não sei de que consiste a vida de outros, e isto tampouco me importa agora – mas, “para mim” ela é “Cristo”.
b. Porque morrerei em Cristo:
• Já que para Paulo o “Viver era Cristo” o morrer significava lucrar.
• Paulo não tinha dúvidas que assim que seu coração parasse de bater estaria com Cristo.
• Como isto poderá suceder? Não por meio de artifícios ou heroísmo, mas por um presente do Libertador e soberano. Aqui cai por terra toda a doutrina do “sono da alma”. Pois, no momento em que o viver para nós passa a ser Cristo o morrer tornará um “partir” para Cristo.
• No entanto, Paulo não era nenhum individualista! De forma ele pensava “Já que estarei com Cristo” posso deixar de lado a expectativa de futuro para as demais coisas.
• Não, pois para ele a igreja, a consumação da obra de Jesus, a honra de Deus não deveria ser abandonada. E isso não seria conseguido por ele se fosse estar com Cristo e viver em condição muito melhor.
Paulo, em outras palavras, testifica o mesmo que Jó: “Quem me dera fossem agora escritas as minhas palavras! Quem me dera fossem gravadas em livro! Que, com pena de ferro e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha! Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra.” (Jó 19:2e-25).
• Por volta de 63 AD. Paulo foi absolvido e solto continuou seu trabalho missionário. Alguns dizem que talvez tenha chegado até à Espanha conforme tinha planejado (Rm 15.28). O certo, porém, que depois desse tempo escreveu as Epistolas Pastorais 1 Timóteo e Tito. Preso novamente por volta de 67 AD., foi levado à Roma lá escreve 2 Timóteo e segundo a tradição, pouco tempo depois, foi decapitado. “ATOS DOS APÓSTOLOS” terminam aqui, mas os Atos do Espírito continuam através da igreja ao longo dos séculos até a volta de Cristo. Que tal deixar que o Espírito Santo te use para fazer parte desta história.
Deus abençoe
Pr Saulo César ICE Campo Grande

Apocalipse 5.1-10

O mistério de Deus revelado
Ap 5.1-10
Apocalipse significa revelação. No passado tinha a ver como retirar algo de uma cova ou de uma caverna. Mais com passar do tempo passou-se a pensar em algo tirado debaixo de um véu.
No passado Deus já havia falado sobre coisas ocultas e reveladas:
Falou através de Moisés: “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei.” (Dt 29.29).
Falou através de Daniel: “Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus para sempre. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, pois com ele mora a luz.” (Dn 2.20-22)
Falou através de Cristo: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão. Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai. Estai de sobreaviso, vigiai e orai; porque não sabeis quando será o tempo” (Mc 13.31-33)
“Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade” (At 1.7)
Em Apocalipse os mistérios de Deus, referente ao que vai acontecer no fim dos tempos, são revelados.
O texto que lemos nos traz as seguintes revelações:
1. A dignidade de cristo (1-5).
• Na antiguidade havia dois procedimentos que usavam selos. O primeiro era usado em cartas que continham dinheiro, neste caso carta era selada com cinco selos. O segundo era usado para selar pergaminhos ou rolos que continha um testamento. Neste caso eram usados sete selos.Quando um testador morria, era trazido o testemunho e aberto na presença das sete testemunhas que selaram e então lido em voz alta e executado.
a. Dignidade buscada no céu, na terra e debaixo da terra: Na visão de João o Senhor segurava um livro selado com sete selos. Neste livro estava o testamento de Deus símbolo da promessa de um futuro reino. Promessa feita há muito tempo, documentada e selada, aguardando o dia para ser executada. O livro estava escrito por dentro e por fora, de todo selado com sete selos. Do lado de fora se anotava resumidamente o conteúdo que havia por dentro de forma que todos podiam lê-lo sem que se desfizessem os selos. No entanto este era selado por dentro e por fora.
• Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos? Proclamava o anjo. O chamado ecoa por todo o céu, a terra e debaixo da terra (mundo dos mortos). Houve uma busca grandiosa por alguém digno.
b. Mas, somente encontrada Nele: A humanidade enfim terá enfrentar uma questão que a muito é anunciada na Bíblia. Não há justo, nenhum sequer. De todos os lados deve ter se ouvido sugestões sobre quem seria o correto. Contudo, não foi achado. Ninguém podia abrir o livro, nem mesmo olhar para ele (“para dentro dele”). Três vezes ninguém: no céu sequer os anjos estão à altura da tarefa. Ninguém no mundo inferior. Neste silêncio João chora muito. Aos seus olhos o mundo corre o risco de tornar-se sem Deus, sem sentido e sem controle. Ele sofre como um que lutou com feras para que o homem fosse salvo. Porém um dos anciãos que assiste diante de Deus (cf. o exposto a Ap 4.4) tem a incumbência de enxugar as lágrimas de João. Não chore disse ele tem alguém que pode abrir o selo e ver o que tem dentro.
c. O único digno de abrir o livro e os seus sete selos: O próprio Deus responde por um mundo calado. Pois, não há outra maneira de Deus responder a não ser pela magnífica obra. João é informado do duplo nome do vitorioso. Primeiro: o Leão da tribo de Judá. Expressão com base em Gn 49.8-10 onde Jacó ao abençoar Judá disse que seu descendente seria louvado. O segundo nome deriva-se dos profetas (Is 4.2; 11.10; Jr 33.15; 23.5; Zc 3.8; 6.12) é colocado de forma estreita e independente, a Raiz de Davi. Este descendente de Davi “Jesus” que morre em favor de todos os povos e em virtude da sua morte, o Leão de Judá e a Raiz de Davi tornou-se Senhor do mundo.
O Cordeiro não se dirige dizendo “sou digno” ou “minha fama”, porém “o teu nome, tua vontade e o teu reino!” E, por se portar desta maneira, ele é digno perante Deus.
2. O poder de Cristo (6-7).
• Agora, além das designações Leão da tribo de Judá e Raiz de Davi, são acrescentadas outras características que enfatizam ainda mais o seu poder.
a. Que foi enxotado para fora, mas, agora é visto no centro do trono: Antes de mencionar o que viu João destaca o posicionamento do Cordeiro dando o maior ênfase possível: Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro.
b. Que foi sacrificado, mas, agora ressurge poderoso: É preciso dar atenção à indicação feita como tendo sido morto. O Cordeiro foi sacrificado, as marcas são vistas e relacionada ao derramamento de seu sangue.
• Tinha sete chifres. Chifres são sinal do poder e sete chifres demonstram plenitude de poder, ou seja, poderoso e onipotente. Aquele que tem “Toda a autoridade no céu e na terra”.
• Sete olhos. Aquele que está em constante vigilância e previdência.
• Os sete Espíritos. Significam plenitude de sabedoria, que juntamente com os sete olhos acompanha seus discípulos enviados ao mundo cumprindo assim a promessa: “Eis que estou convosco todos os dias”.
c. Antes desqualificado, agora toma (recebe) o livro da mão do Pai: Jesus, não foge da sua tarefa, não fugiu antes e não fugira depois. Ele completa todo que para ele foi designado. Como se tivesse pressa ele toma o livro da mão do pai e Pai sem nenhum problema deixa o Filho prosseguir com sua obra.
Cristo é o Senhor da história. Um Senhor que ama os pecadores. Ele governa diferente dos demais poderosos. Ele governa do alto da cruz. E com suas mãos perfuradas que toma o rolo do livro.
3. A obra de Cristo (8-10).
• Os versículos seguintes confirmam a obra do Cordeiro na ação salvadora e purificadora da igreja.
a. Reconhecida e proclamada no céu: No céu inicia um movimento que se expande para todos os lados, prolongando-se do céu dos anjos a terra de João. Na verdade a prostração e o louvor dos dois outros grupos nitidamente pressupõem a submissão. Um grupo impele o outro a exaltar o Cordeiro, de maneira que a adoração se avoluma e finalmente não se ouve mais nenhuma dissonância no universo inteiro. O Cordeiro governa de forma incontestável. Os anjos anciãos munidos da harpa e das taças de ouro, objetos que faziam parte do culto no AT, fazem do céu o Templo. Aqui contém as são as orações dos santos. Por meio destas orações a igreja da terra aparece, ainda que não em pessoa, mas em espírito, adorando nas cercanias do trono. João vê suas orações, dizendo aos que oram que seu louvor e suas súplicas causam efeito num lugar central. Elas, as orações, possuem participação essencial na execução do senhorio do Cordeiro.
b. Realizada e anunciada na terra: Segue-se a adoração do céu citando as obras do cordeiro na Terra. Porque foste morto. Ressalta-se que a morte do DIGNO trouxe destruição ao domínio de Satanás. Inaugurando a soberania de Deus na forma da igreja: E com o teu sangue compraste para Deus: Jesus recebe louvor por ser o Salvador ressuscitado que se sacrificou para oferecer salvação a todos.
c. Constituída por reis e sacerdotes em todos os povos: Por ser digno e poderoso ele convocou todos ao arrependimento, e pessoas de todas as nações foram atraídas a Ele. Esta expressão quádrupla, que faz lembrar os quadrantes do céu, significa a totalidade da população da terra. O fruto da morte de Jesus é a igreja única formada de todos os povos. O fato de que o Cordeiro forma para si uma igreja é o fato mais importante que qualquer outra coisa. Em todo lugar onde isto acontece, mesmo que seja apenas com dois ou três, no mundo inteiro o novo cântico pode ser entoado, o cântico da derrubada de Satanás, da inauguração do senhorio do Cordeiro e da nova humanidade sob Deus.
• Jesus estabeleceu o seu reino e fez sacerdotes de todos discípulos.
• O reino de Cristo existe atualmente, e os salvos fazem parte dele.
• Quando nós somos convertidos a Cristo, tornamo-nos o sacerdócio santo dele, com o privilégio de lhe oferecer sacrifícios (1 Pedro 2:5,9).
Deus abençoe
Pr Saulo César - ICE Campo Grande

terça-feira, 1 de junho de 2010

O Grande Banquete

Vai ter churrasco?
Lc 14.15-24
Como as pessoas gostam de churrasco. Daqueles que onde tem comida a vontade muita coca-cola. Jesus também participou de muitos banquetes. No inicio do capitulo 14 Lucas informa que num dia de sábado Jesus foi casa de dos principais dos fariseus para “comer pão”.
É bom entendermos que da mesma forma que quando vamos à casa de alguém para comermos um churrasco, junto com o churrasco também vinagrete, arroz, mandioca e refrigerante, também na época de Jesus o “comer pão” era acompanhado de um belo banquete.
Durante o banquete alguém faz uma observação: “bem-aventurado aquele que comer pão no reino de Deus”. A partir desta observação Jesus conta a parábola da grande ceia.
Esta parábola nos ensina as seguintes lições:
1. No reino haverá um grande banquete (15-16).
Um banquete anunciado e previamente preparado.
• Segundo comentaristas, na cultura oriental era comum, e ainda persiste nas regiões mais conservadoras, o costume do hospedeiro mandar um convite prévio. Este convite é levado por um servo para todos os amigos chegados da família. Aqueles que recebem o convite, depois de lerem, assinam confirmando sua presença. Só assim, depois de saber quantos confirmaram a presença, que o anfitrião passa a preparar a festa. Todos os animais, bois, os bezerros, as ovelhas, as galinhas, os patos são mortos e preparados mediante o numero de convites aceitos. Da mesma forma Deus no seu infinito amor tem anunciado e preparado um grande Banquete que será realizado num Reino futuro. O Reino de Deus. Por isso os convidados ao aceitarem o convite devem se julgar privilegiados, porém com a responsabilidade e a obrigação de comparecerem a festa.
2. Os convidados são chamados (17-20).
O servo é enviado e o convite recusado.

• O homem terminara seu serviço. Sua luta foi grande, pois os preparativos para receber os muitos convidados exigiam trabalho e muita dedicação. Então ele chama seu melhor servo dizendo: “vai aos nossos amigos e anuncie que enfim chegou o grande dia da festa”. Venham e desfrutem da comunhão a muito esperada. Dizem os comentaristas que até os dias de hoje, no oriente, esse costume é praticado. “Os nobres do oriente que fazem um convite, algum tempo depois, assim que tudo estiver pronto, mandam um mensageiro com o segundo convite que anuncia a hora do banquete”. E este informa “vinde, pois a ceia está pronta”. Assim sendo, a aceitação inicial obriga o convidado a aceitar ao chamado na hora marcada. Mas, neste caso, foi diferente. Os convidados tomam uma decisão totalmente inesperada. Todos, sem exceção, recusam o convite usando desculpas. O primeiro disse que comprou um imóvel, precisava ir vê-lo, por isso não podia ir ao banquete. Mentira, dizem os comentaristas, nenhum oriental compra imóvel ser vê-lo. O segundo disse que tinha comprado cinco juntas de bois e está indo experimentá-las. Mentira, dizem os comentaristas, no oriente os bois são experimentados antes de serem comprados. O terceiro disse que estava em lua-de-mel, portanto não poderia ir. Mentira, pois no costume oriental, ninguém contrai núpcias no dia em que está reservada uma grande festa. Este convite representa a primeira mensagem do Evangelho feito à nação judaica, tal como foi pronunciada: “Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia e dizia: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.” (Mt 3.1-2).
3. O dono da festa foi insultado (21-24).
O banquete é oferecido aos rejeitados e para além dos muros.

• O servo anuncia a rejeição e o Anfitrião irado, porém agindo com graça e misericórdia diz ao servo: “Sai depressa para as ruas e becos da cidade e traze para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos. Este primeiro grupo representa os desprezados e rejeitados de Israel. Publicanos e pecadores. Homens desprezados que ficavam nas ruas e becos da cidade. O servo obediente trouxe todos que encontrava pelo caminho. Pecadores e rejeitados como Mateus, Zaqueu, a adúltera que ia ser apedrejada, a mulher samaritana os dez leprosos entre outros. Mas, depois de trazê-los disse o servo: Senhor, feito está como mandaste, e ainda há lugar. Respondeu-lhe o senhor: Sai pelos caminhos e atalhos e obriga a todos a entrar, para que fique cheia a minha casa. Este segundo grupo representa os que vivem além dos muros os que vivem fora da comunidade de Israel. As zonas além da cidade, representando o mundo dos gentios. Obriga todos a entrar (23); ou melhor, "constrange-os", usando persuasão, não compulsão.
Aplicação:
• Deus oferece o banquete, porém exige lealdade e exclusividade dos convidados. Aceita-lo significa rejeitar outras coisas, pois nenhuma porção será enviada àqueles que participam de outras festas.
• O banquete está preparado. Mas, aqueles que presumem que sempre haverá lugar à mesa reservado para eles ficarão chocados quando os convites se cessarem.
• Aqueles que livremente rejeitam o convite também livremente excluem-se da comunhão com o anfitrião e com seus convidados.
• O banquete está preparado, porém ninguém entra na festa como “penetra”. Só quem foi convidado e aceita o convite pode entrar.

Deus abençoe
Pr Saulo Cesar