quinta-feira, 26 de maio de 2011

MEFIBOSETE

A forma bondosa com que Davi tratou Mefibosete ilustra a maneira como o Senhor Jesus Cristo trata conosco.

Mas, para entender bem a história entre Davi e Mefibosete quero analisar os dois personagens:


Primeiro personagem

MEFIBOSETE – Um jovem marcado pela tragédia
Pois, havia perdido sua família, sua nobreza e sua agilidade:

Mas. em Mefibosete vemos que as tragédias nunca representam o fim.

Porque na história havia um segundo personagem

DAVI – Um rei marcado pelo compromisso
Ele havia se comprometido com Jonatas; ele tinha um compromisso com Deus e ele tinha um compromisso com o amor;

APLICAÇÃO:
• Mefibosete representa o pecador restaurado. Pois, assim como sem nenhuma obra sua, mas somente pela graça de Davi, ele foi reconduzido ao palácio; assim também nós, pela graça de Jesus, somos reconduzidos à presença de Deus.

• A aliança de Davi com Jonatas representa a aliança de Deus com o homem. Assim como a Davi não se esqueceu da promessa, sendo bondoso e misericordioso para com Mefibosete; assim também Deus tem cumprido seu acordo dando-nos seu amor e sua misericórdia.

• Assim como Davi deu a Mefibosete a honra de assentar-se à sua mesa, tratou-o como um filho e deu-lhe provisão perpetua; assim também Deus faz conosco; o Senhor nos trata como filhos, faz-nos assentar à sua mesa e nos dá a promessa da vida eterna.

Deus Abençoe - Pr Saulo César

segunda-feira, 16 de maio de 2011

EU UM CRENTE?


O que é ser Crente?
• Ser Crente na época de Daniel representava ser jogado na cova dos leões;
• Ser crente na época de Pedro e Paulo representava ser torturado e devorado por feras;

E hoje o que é ser Crente?
• Será que é ler a Bíblia ou orar todos os dias?
• Será que é ir aos cultos da igreja aos domingos, às quartas e nos lares?
Será que ser crente se resume a apenas isto?

No texto que lemos encontramos dos grupos de seguidores de Cristo:

Primeiro Grupo
OS QUE APENAS PARTICIPAVAM

a. Seguindo a Jesus por conveniência;
• Era a multidão que seguia Jesus pelo alimento e milagres;

b. Seguindo a Jesus sem obediência;
• Eram os doutores da lei, fariseus e escribas que seguiam Jesus pela curiosidade ou para colocá-lo à prova ou apenas para encontrarem nele motivos para a condenação;

c. Seguindo a Jesus só de aparência;
• Era Judas que seguia pela ganância e pelo lucro que poderia obter ao lado do mestre;

ESTES, NO MOMENTO DE PROVAREM SUA FÉ, O ABANDONARAM

Segundo Grupo
OS QUE ERAM COMPROMETIDOS

a. Que deixaram tudo por Jesus;
• Homens que tinham empresa de pesca como Pedro, João, Tiago e André. Eles, assim que receberam o chamado “vinde e eu vos farei pescadores de homens”, deixaram rede, os barcos e a família para seguirem o mestre. Homens que tinham emprego e grandes lucros como Mateus assim que ouviu de Jesus “segue-me”, deixou seu lucro para seguir o Mestre.

b. Que estariam sempre com Jesus;
• Homens que por três longos anos caminharam pelo deserto, pelas vilas, vales e montanhas ouvindo e aprendendo do Mestre;

c. Que dariam a vida por Jesus;
• Homens que morreram apedrejados como Estevão, pela espada como Tiago, Crucificado de cabeça para baixo como Pedro, degolado como Paulo.

ESTES CRERAM E PERMANECERAM COM JESUS, POIS ENTENDERAM SER ELE O ÚNICO CAMINHO.

Deus abençoe - Pr Saulo César

segunda-feira, 9 de maio de 2011

MENSAGEM PREGADA NO DIA DAS MÃES


A história que lemos, narrada somente por Lucas no seu Evangelho, aconteceu em Naim. Naim, que ficava cerca de 50 km ao sul de Cafarnaum, era uma pequena vila localizada numa planície, ao sul da Galiléia. Talvez fosse necessária uma caminhada de dois dias para ir de Cafarnaum até Naim. Nos tempos bíblicos, os judeus não permitiam que os mortos fossem sepultados dentro da cidades. Por isso, os moradores de Naim, usavam os penhascos que ficavam fora do portão da cidade para sepultar ali seus mortos.

Lucas relata que Jesus, um dia depois de ter curado o servo de um centurião em Cafarnaum, dirigiu-se para Naim com uma grande multidão. Ao aproximar da porta da cidade, ele e a multidão se deparam com um funeral que havia saído da cidade.
O que aconteceu, a partir daí na porta da pequena Naim, foi em muitos sentidos, uma das mais belas histórias contadas nos evangelhos.
Nela se destacam três marcas.

1. PRIMEIRA MARCA: Um coração marcado pela dor (12).
Estava morto o “filho único de uma viúva”.
• A Vida de viúva era muito dura em Israel. Em numerosas passagens bíblicas é dito que uma viúva depende da compaixão, porque fica sem assistência e ajuda (Rt 1.20s; 1Tm 5.5).
• Seu filho era único. Quando se perde um filho a dor é imensa. Porém, quando se perde o único filho a dor é maior. Em vista disso, em Israel, a amargura por causa da dor pela perda de um único filho era motivo de luto extraordinário.
• Seu filho era jovem. Ele não tinha esposa e filhos. A mãe, diante deste fato, não só poderia estar sofrendo pela morte de um filho, mas também porque ele ainda era jovem e não teve tempo de constituir família nem tampouco ter deixado herdeiro.
"Estava morto o filho único de uma viúva".
Lucas resume nesta frase se resume toda a dor que aquela mãe tinha no coração. Sendo viúva ela necessitava de ajuda para sobreviver. Sua esperança estava no filho.
Um filho ainda jovem, e que agora estava morto.

2. SEGUNDA MARCA: Um coração marcado pelo amor (13).
O Senhor a viu e compadecido disse: “não chores”.
• Lucas relata que vendo a mulher “o Senhor se compadeceu Dela e disse: não chores”. No idioma grego não existe uma palavra mais forte que possa expressar o sentimento de piedade e misericórdia que a palavra COMPAIXÃO.
• A palavra compaixão tem a ver com ser gracioso, ser misericordioso e ser piedoso. Portanto aquele que necessita de compaixão é alguém que precisa receber favor, receber consideração. É aquele que busca e implora o favor.
Com as simples palavras “não chores” Jesus expressa o mais intenso consolo que aquela mãe poderia receber. O “não chores” foi o testemunho do amor compassivo.
Amor declarado a todos àqueles que choram.

3. TERCEIRA MARCA: Um coração marcado pela alegria (14-15).
O que estava morto foi entregue a mãe.
• Jesus se aproximou e tocou a maca que estava o jovem morto e disse: “Jovem, eu te digo: levanta-te!” O jovem sentou-se, passou a falar e Jesus o devolveu a mãe.
• Não sabemos quem contou esta história para Lucas, pois El não estava lá. Porém, o que sabemos, é que alguém que estava no meio da multidão viu tudo, ouviu tudo e se maravilhou. Pois, através do grande profeta “Deus visitou o seu povo” (16).
Da mãe não se ouviu nada, talvez naquele momento, o choro da alegria falasse mais alto que as palavras. Pois, o morto reviveu. A morte se rendeu a vida. A tristeza e a dor deram lugar à esperança. “Deus visitou seu povo”. O Senhor visitou em Naim uma mãe sofrida.

Deus abençoe
Pr Saulo César

terça-feira, 3 de maio de 2011

O BOM SAMARITANO

 
Antes de analisar as lições que o texto ensina vamos ver sua estrutura e seu contexto.

PRIMEIRA PARTE DO DIÁLOGO (25-28).
"Eis que certo homem interprete da lei, se levantou
com o intuito de colocar Jesus à prova".

1. Primeira pergunta do Interprete:
“O que preciso fazer para herdar a vida eterna?”

2. Jesus responde ao interprete com outra pergunta:
“O que diz a lei?”

3. O interprete responde a Jesus: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

4. Jesus responde ao interprete:
“Faça isto e viverás”

SEGUNDA PARTE DO DIÁLOGO (29-37)
"O interprete da lei querendo se justificar":

1. Primeira pergunta do Interprete:
“Quem é meu próximo?”

2. Jesus responde ao interprete com outra pergunta (parábola): “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó...”. "Qual destes três foi o próximo do necessitado?”

3. O interprete responde a Jesus:
“Aquele que foi misericordioso para com ele”.
4. Jesus responde ao interprete:
“Vai e faça da mesma forma”.

NESTE DIÁLOGO DE JESUS COM O INTERPRETE DA LEI TEMOS AS SEGUINTES LIÇÕES:

1. Que do amor a Deus e ao próximo subsiste a lei. Toda a lei e obediência se assentam sobre o alicerce do amor. Portanto, o amor ao próximo só é possível se existir amor à Deus. No entanto, a única forma que alguém pode provar que ama a Deus é mostrando que ama ao próximo.

2. Que para o amor não deve haver justificativas. O amor não objetiva interesse próprio, pois para Deus a vida consiste na execução contínua de atos de amor. Portanto, qualquer pessoa, independente de ser parente ou amigo que está em necessidade é nosso próximo. No entanto, só é possível encontrar o próximo quando existe o verdadeiro amor.

3. Que para o amor não deve haver limites. Não existe parâmetro para o amor, ou seja: “amarei até este ponto depois você se vira”. Com o amor vai se descobrindo as necessidades e os objetivos vão se ampliando. Ao contrário dos ladrões que viram e roubaram, do sacerdote e do levita que viram e foram embora, o samaritano viu e prestou ajuda.

Conclusão: O comportamento do samaritano é exemplar que ele faz tudo o que era necessário naquela situação. O vinho misturado ao óleo para desinfetar a ferida e a continuidade da ajuda mostra que tinha um coração misericordioso. A pergunta feita ao interprete fecha a questão: “Quem foi o próximo do necessitado”? O rabino teve que admitir, mesmo omitindo sua origem: “Aquele que exerceu a misericórdia nele”.

Deus abençoe
Pr Saulo César

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sobre a paixão e morte de Cristo já temos falado e ouvido bastante. Mas, sobre a ressurreição de Cristo não falamos nem ouvimos tanto. Na sexta-feira por volta das 15:00hs Jesus morreu. Que será feito agora de seu corpo?

Logo após a morte de Cristo temos os seguintes acontecimentos:

• Os lideres judeus foram até Pilatos e rogaram que os corpos fossem tirados da cruz antes do sábado (Jo 19.31).

• Porém, José de Arimatéia juntamente com Nicodemos, membros do sinédrio que seguiam Jesus ocultamente, com permissão de Pilatos retiraram o corpo de Jesus e o sepultaram num túmulo novo e de forma digna (Jo 19.38-40).

• No sábado, assim que escureceu, os religiosos com medo que os discípulos roubassem o corpo de Jesus, foram até Pilatos, e pediram que colocasse guardas no tumulo (Mt 27.62-66).

• Passado o sábado, as mulheres que acompanharam tudo a distancia, após terem comprado aromas, levantaram domingo bem cedo e se dirigiram ao túmulo para embalsamá-lo. No trajeto diziam umas às outras: “Quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo?”. Porém ao chegarem lá viram que a pedra, apesar de ser grande, já estava removida. E o Anjo anuncia que Jesus havia ressuscitado (Mc 16.1-8).


AGORA VAMOS VER A LIÇÕES DA RESSUREIÇÃO E AS APLICAÇÕES NA NOSSA VIDA

1. COM A RESSURREIÇÃO Jesus não é apenas o rejeitado da cruz, e sim, o vencedor que ressuscitou.
• No calvário Jesus gritou e o céu silenciou. Mas, na ressurreição o Pai, além de confirmar seu amor, também convalida a vida, as palavras, a missão e a autoridade do Filho.

2. COM A RESSURREIÇÃO Jesus não é apenas uma lembrança do passado, e sim, uma presença viva.
• A lembrança, por mais forte que seja, com o tempo, se apaga. Mas, Cristo ressurreto é uma presença viva. Por isso, Jesus não deve ser somente, alguém de quem falamos, mas sim, alguém com quem convivemos.

3. COM A RESSURREIÇÃO Jesus não é apenas o personagem de um livro, e sim, um ser vivente.
• Um estudioso pode aprender tudo sobre Jesus, mas, já que Cristo ressuscitou, só se tornará um crente se andar com Ele. Por isso, não adianta saber tudo a respeito Dele, é necessário estar com Ele.

Que as marcas do cristianismo possam estar bem vivas em nossa mente e em nosso coração e assim permaneceremos fortes, firmes e fiéis.

Deus abençoe
Pr Saulo Cesar 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

VALORES E PRIORIDADES

Tem alguma coisa que você gosta demais. Demais da conta? Alguma coisa que, às vezes, sem ao menos pensar, você está pensando nela. Pois bem, este é teu tesouro, nisto está o teu coração.

No Sermão do Monte, Jesus ensinou a multidão a ir contra o padrão que estava estabelecido. Pois, a cultura que tinham estava impregnada de pecado e
de costumes errados.

Vocês já viram alguém que está quase morrendo ou um carro desgovernado? Muitas vezes, aquele que está quase morrendo precisa levar um choque e o carro desgovernado precisa de um braço firme que o conduza para a estrada.

Por isso, várias vezes, disse Jesus ao povo: “Ouvistes o que os antigos disseram; eu, porém, vos digo”... Depois disse: “Não ajuntem tesouros na terra;
e sim no Céu” (Mt 6.19);

No Texto que lemos Jesus continua revelando ao povo o modo como deveria agir

Sua primeira orientação foi:
1. REFLITAM - “sobre suas necessidades” (V. 25).
O QUE COMER; O QUE BEBER; E O QUE VESTIR

• Jesus inicia dizendo: “Por isso eu vos digo”. Esta expressão liga o tema em pauta com aquele que foi exposto anteriormente. “Por isso”, ou seja, por causa da vida não depender de bens terrenos, mas exclusivamente de Deus, o crente não precisa viver tão ansioso.

Pois, se Deus, concedeu o bem maior, a vida física, não poderia também cuidar do menor, a saber, sua preservação?

A vida não é mais importante que o alimento? Então porque a ansiedade? Se Deus deu a vida ele também dará o alimento.

• O corpo que temos, foi nos dado, sem nenhuma contribuição nossa. Quem nos deu foi Deus. E Deus tem dia após dia conservado nosso corpo com vida.

O corpo não é mais importante que a roupa? Então por que a ansiedade? Se Deus deu o corpo ele também dará a roupa.
Se Deus deu o bem maior, não seria capaz de dar também,
junto com ele, o bem menor?

APLICAÇÃO:
• Aqui Jesus não está proibindo a PRUDÊNCIA. A prudência necessária baseada nas necessidades e nas obrigações do futuro. Ex: plantar para colher; trabalhar para pagar as contas.
• Jesus também não proíbe a PROVISÃO. A provisão coerente baseada nas exigências e nas possibilidades do futuro. Ex: estudar para aprender; economizar para ter.

Sua segunda orientação foi:
2. OBSERVEM - “a providência divina” (26-30).
NAS AVES DOS CÉUS; NOS LIRIOS DO CAMPO; E NA GLÓRIA DE SALOMÃO
• A falta de confiança na providência divina é desmascarada pela referência as aves a dos lírios. Não vemos as aves preocupadas em colher e armazenar sua comida e apesar disso são alimentadas diariamente por Deus. Elas não vivem ansiosas, não possuem depósitos, e nem por isso morrem de fome.

• Por outro lado, os lírios também devem ser observados “olhai também os lírios do campo”, como são belos. Eles não tecem nem costuram suas roupas, apesar disso se vestem maravilhosamente bem.

Quem já viu uma ave coçando a cabeça, preocupada, com o que vai comer; ou um lírio, preocupado, com a roupa que vai vestir? Quem já viu a ave ou o lírio passar necessidade?

E o lírio, mesmo crescendo livremente no campo, sem cuidados humanos se veste melor do que Salomão em toda sua glória.

Vós, porém, por mais que se esforcem, não são capazes de aumentar vosso tamanho. Assim também, com vossas preocupações, não poderão aumentar o tempo de vossa vida.

• Porém, disse Jesus, mesmo belo e cheio de esplendor, a existência do lírio é insignificante. Eles crescem e logo morrem, e depois são usados para aquecer o forno. Ao contrário, o homem, mesmo não tendo a mesma vestimenta gloriosa, é infinitamente superior.

Aquele que cuida do menor não cuidará também do maior?
Por que então tanta preocupação? Se Deus sustenta as aves e veste os lírios, não cuidará também de nós?

APLICAÇÃO:
• Aqui Jesus proíbe a PREOCUPAÇÃO EXAGERADA baseada somente no mal que o amanhã poderá nos trazer. Ex: amanhã posso estar doente, como vou trabalhar para pagar as contas?; se eu morrer amanhã quem cuidará da minha família?
• Aqui Jesus também proíbe a ANSIEDADE DOENTIA que elimina a alegria do nosso viver diário. Ex: será que amanhã vou acordar?; será que amanhã vou ter que comer?; será que amanhã Deus vai me abençoar?

Sua terceira orientação foi:
3. BUSQUEM - “o mais importante” (31-34).
O REINO DE DEUS; A JUSTIÇA DE DEUS; EM PRIMEIRO LUGAR

• Com essas palavras o Senhor, olhando no fundo dos olhos de cada um, nos leva uma altura tão elevada que nos deixa envergonhados. Pois, como poderia eu deixar de buscar estes tesouros tão valiosos, por àqueles tão insignificantes.

No coração do homem pode haver apenas uma preocupação justificada. Ou seja, a preocupação pelo céu.

A ansiedade, diz Ele, é característica dos pagãos e não de quem conhece a Deus tal qual Ele é (v. 32). Pois, fomos comprados por preço alto e destinados ao céu e, não ao forno. Somos Filhos da eternidade, portanto temos a eternidade. Temos o Reino e a sua Justiça. Portanto, o que mais precisamos?

Porventura, pode haver tesouros maiores que estes?

Buscar Deus em primeiro lugar significa deixar-se preencher Dele em lugar de outras coisas. Buscar a Deus em primeiro lugar é deixar que sua riqueza seja a nossa riqueza. Buscar a Deus em primeiro é colocá-lo como prioridade em nossas vidas. Primeiro lugar significa ter Deus acima de tudo.

Portanto se buscarmos a Deus, antes de qualquer outra coisa,
teremos, o seu Reino e sua Justiça.

Pois, se temos o Reino e a Justiça de Deus, não teremos também o básico?

Esse reino, em parte, já está entre nós, e em parte herdaremos no futuro. Assim sendo, nossa busca um dia terá um fim. Quando Deus será tudo em todos, quando o perfeito abrangerá toda a terra, então o reino e a justiça será total, e nossa busca então findará.

Então por que tanta inquietação? Se Deus sabe o que vamos precisar amanhã; amanhã Ele cuidará de nós. Basta ao dia o seu mal.

APLICAÇÃO:
• Aqui Jesus ensina que a PREOCUPAÇÃO pode ser derrotada se aprendermos viver um dia de cada vez, pois o cuidado do amanhã Deus dará assim que acordarmos. Ex. “as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã” (Lm 3.23). Senhor “o pão nosso de cada dia da-nos hoje” (Mt 6.11).
• Aqui Jesus também ensina que, ao nos PREOCUPARMOS com o amanhã, estamos antecipando o mal do amanhã para hoje. Ao contrário da preocupação exagerada devemos orar. Ex. “não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal” (Mt 6.13);
Pois, assim como existem as benções diárias que vêem de Deus, também existe o mal. O mal está sempre em nossa. Pedro orienta: “Sede sóbrios e vigilantes. Pois, o diabo, vosso adversário, anda ao redor, como leão, procurando alguém para devorar” (1Pe 5.8).

Deus abençoe
Pr Saulo César

ISAIAS 53

EMANUEL, que traduzido significa Deus está conosco, foi o nome simbólico dado uma criança que foi prometida por Deus ao rei Acaz (Is 7.10-14). Esse nome indicava que Deus estaria presente no meio do seu povo através do menino. Essa profecia se cumpriu, parcialmente com o nascimento de Ezequias filho de Acaz, porém plenamente depois, com o nascimento de Jesus Cristo (Mt 1.23). Porque Jesus quando veio ao mundo trouxe consigo a presença de Deus com ele, ou seja, através do Filho, Deus estabeleceu habitação entre nós.

No texto que lemos Isaias de forma clara anuncia o Cristo, como jamais foi anunciado, nem na sua época nem em época vindoura.

Para melhor entendermos o texto devemos transportá-lo para uma época diferente da que vivia Isaias. Por isso transportá-lo para a época de Cristo, especificamente, no momento da sua paixão e morte na cruz.
Neste momento visualizamos duas personagens.

1. O SERVO QUE FOI APRESENTADO E REJEITADO.
• O PROFETA, ao apresentar o Servo, inicia descrevendo-o primeiramente conforme ele é visto por Deus, ele "foi subindo como Renovo perante Ele (Deus)” (2). Mas, quem “deu crédito à nossa pregação?” Diz o profeta, transferindo a mensagem dele "que ouviu de Deus” e mostrou ao povo (e foi rejeitada) para a mensagem que Cristo pregou e também foi rejeitada. Pois, ambos anunciavam o “Deus Conosco”.

• Na voz do Profeta há uma forte sugestão de incredulidade, e falta de fé, naquele que era apresentado. Tão grande foi revelação que "a piedade e a simpatia” deram lugar ao assombro e a irreverência. Pois, o Servo se apresentou tão desfigurado “mais do que qualquer outro”, que desacreditado foi totalmente rejeitado.
Desacreditado, foi coroado com espinhos. Oprimido, não abriu sua boca. Esvaziado, da terra foi levado.

Mas, apesar de toda rejeição, o Servo levou sobre Si os pecados dos que o contemplavam. O castigo que nos traz a paz, isto é, o castigo que veio sobre Ele fez com que houvesse a nossa paz com Deus (5). Conduzido ao calvário como uma ovelha muda, esvaziado, foi cortado da terra dos viventes (8); 
Ele não foi considerado, tanto que com os mal-feitores foi crucificado e como um criminoso seria enterrado. Mas, a maravilhosa providência do Seu Deus foi mais forte e Ele foi na sua morte sepultado com os ricos (9).

2. O PAI  QUE ESTAVA OCULTO E ATUANTE
• O sujeito oculto é aquele que age mais não aparece. Ele difere do indeterminado e do inexistente, pois no indeterminado não se sabe o sujeito que praticou a ação e no inexistente, o sujeito, simplesmente não existe.

• No sacrifício do Filho o Pai foi o sujeito oculto. O Pai não apareceu, mas agiu. O Pai não foi visto, mas viu tudo.

O Pai estava oculto, porém agia tremendamente na vida do Filho. O Pai não disse nenhuma palavra, mas foi ouvido.

Por amor o Pai preferiu feri-lo (v 4);
Por amor o Pai preferiu faze-lo pecador (v 6);
Por amor o Pai preferiu moê-lo (v 10);
Por amor o Pai preferiu faze-lo doente (v 10);

• Ali, mesmo oculto aos olhos daqueles que ali estavam o Filho poderia ouvir a voz que lhe dizia: “Filho, continue vá até o fim, prossiga. Filho poderia tirá-lo dai, porém, é necessário que fique, pois eu o ofereci à eles, para que eles te ouçam”.

Conclusão: O Servo sofreu assim porque o Pai determinou. Estava escrito, para que desta forma muitos fossem trazidos à presença do Pai pela Sua obediência. Assim o mal foi vencido e sua descendência abençoada. Através da morte e sacrifício do Filho a semente santa e a vida eterna foram trazidas ao mundo pecador. E o Servo verá o fruto do seu penoso trabalho e ficará satisfeito (10-11).

Deus abençoe
Pr Saulo César

segunda-feira, 21 de março de 2011

A CHAMADA DE ISAIAS

O que é avivamento?
Avivamento nada mais é do que tornar mais vivo, mais forte, revigorar algo que está fraco e sem força. Na igreja, o avivamento é a ação do Espírito Santo
numa vida desmotivada e fria.
Quero, junto com os irmãos, analisar o momento que vivia o Profeta Isaias.
Verificando suas atitudes vamos tirar lições para que haja um avivamento
em nossas vidas.
Para isso dividiremos o texto em duas seções:
Na primeira seção vemos:
1. Um homem abatido (1-5).
a. NO MOMENTO DA SOLIDÃO;
Deus é a melhor companhia e sua casa o melhor lugar.
• O texto inicia dizendo que Isaias teve uma visão no ano em que morreu o Rei Usias. Uzias reinou durante 52 anos e durante todo seu reinado ele fez o que era bom diante do Senhor. E o povo Judeu vivia em segurança, prosperidade e estabilidade espiritual (2Cr 26.3-15).
• A morte do rei causou grande tristeza ao povo e o país entrou em crise. Isaias, que segundo a tradição, era primo do rei, estava triste, pois, além de perder um grande rei também perdia alguém que fazia parte de sua família.
• Em momentos assim o maior desejo é ficar sozinho, isolado sem falar com ninguém. Mas, em momentos de solidão a melhor companhia é o Senhor. Jesus disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28).
• Também nos momentos de tristeza o melhor lugar e a casa do Senhor. O salmista diz: “Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil; prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade.” (Sl 84.10). O próprio Isaias escreve mais tarde: “Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá” (Is 55.3).
Sabendo disso, buscando ajuda e consolo do alto, Isaias foi ao Templo.
b. NO MOMENTO DA CONTEMPLAÇÃO;
Deus revela sua glória e o pecado fica notório.
• Ao entrar no Templo em busca de paz e de respostas para seu sofrimento Isaias teve a VISÃO DA GLÓRIA DE DEUS (ler vs 1-2). Todas as vezes que Deus se manifestou para o homem, ele o fez através do Filho Jesus Cristo, o Anjo do Senhor (teofania), ou somente através da Glória. Neste caso Isaias viu somente a Gloria do Senhor.
• O termo "Glória de Deus" vem do termo hebraico "Shekiná" que significa "refulgente",  "magnitude", "manifestação divina". Ali no templo Isaías contempla uma pequena demonstração da glória de Deus:
• Mas, quando o homem está diante da glória de Deus seu pecado fica notório. Pois, em nós não habita bem nenhum. “Miserável homem que eu sou” diz Paulo.
• O pecado de Isaias ficou notório: "Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque SOU UM HOMEM de lábios impuros”; e o pecado do povo também: “habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos".
O efeito da visão causou medo no profeta, pois tanto a nação quando ele estava preso pelo pecado. Então só podia considerar perdido.
Na segunda seção vemos:
2. Um homem avivado (6-8).
a. NO MOMENTO DA PURIFICAÇÃO;
Deus manda o perdão do altar e a iniqüidade é retirada.
• No meio de toda a inquietação e agitação, segue-se a ação misericordiosa, purificadora e salvadora de Deus.
• Neste momento sublime, como uma resposta de Deus a situação descrita, um dos serafins que fazia parte da visão voou até ele com uma brasa que havia retirado do altar.
• Com a brasa o Anjo tocou nos seus lábios e disse: “a tua iniqüidade foi retirada e teu pecado perdoado”.
Assim, o profeta constata que o Senhor, além de consolar, também perdoa àqueles que o busca.

b. NO MOMENTO DA MISSÃO:
Deus questiona no céu e o sim se ouve na terra.
• Foi Deus quem idealizou a missão da salvação do homem na terra assim que o homem pecou. E como idealizador ele convocou uma grande reunião celeste com a presença do Filho e do Espírito Santo. Neste grande concílio ele lança a questão “A quem enviarei (para anunciar a salvação ao homem), quem a de ir por nós”?
• E numa intromissão santa, o profeta totalmente restabelecido, diz: Eu vou. Eu sou a resposta deste concilio. “Eis-me aqui envia-me a mim”.
Deus não "empurra" ninguém para a sua obra. Ele Chama: "A quem enviarei?". Sua chamada espera respostas: "Eis-me aqui, envia-me a mim".

Aplicação: Devemos notar que o aviavamento nos direciona para o serviço. Mas, para isso, temos alguns degraus para subir. Primeiro precisamos estar com o Senhor, contemplar sua glória e santidade. Depois passamos pela reconhecimento de que somos pecadores e precisamos ser tratados ao nível de nossos pecados. Depois vem o serviço.

Deus abençoe
Pr Saulo César

O GRÃO DE TRIGO

No Novo Testamento a palavra glória (no grego doxa) quase sempre traz a opinião positiva a respeito de alguém, que resulta em louvor, honra, e glória.
Se tratando de glorificação humana e de como o homem deseja receber gloria temos um BOM exemplo no livro de Ester, quando Hamã o inimigo do povo judeu, enche o peito e pede para si as honras que Assuero estava para dar ao seu desafeto mordecai (Et 6.6-10).
Porém, no texto que lemos Jesus, além de dar o exemplo, também aconselha aos homens como se deve buscar e receber a gloria.
Nele encontramos duas lições.
Na primeira lição temos:
1. O EXEMPLO DE CRISTO. Que foi contra todas as expectativas humanas (20-24).
a. Pois, os gregos queriam conhece-lo.
• O texto diz que pela ocasião da páscoa havia gente de todo lugar visitando Jerusalém. Por isso, não é de se estranhar gregos em Jerusalém.
• É fato que o gregos, levados pela curiosidade que tinham, sempre estavam em busca de novidades e de verdades que não conheciam. Também é fato que, mesmo não tendo saído de sua terra, Jesus era conhecido além das fronteiras de Israel. Por isso, talves o desejo deles era levar o Senhor até Atenas para que ali, na Capital da Filosofia, pudesse divulgar suas idéias.
• Estes gregos se aproximaram e disseram a Filipe “queremos ver Jesus”. Filipe comunicou a André e este os levou à presença de Jesus. Ao relatar o encontro, João não menciona nenhuma conversa. Não temos nenhuma fala dos gregos, mas somente o desejo que tinham de conhecer Jesus.
Se "conhecer" fosse apenas ouvir dele uma mensagem de salvação e esperança, o encontro foi um sucesso. Porém, se no "conhecer" tivesse a intenção de leva-lo para Atenas o encontro foi um fracasso. 
b. Mas, ele deveria ser glorificado.
• Jesus, a partir do capitulo 10 de João, havia ressuscitado Lazaro, tinha sido ungido por Maria e aclamado como Rei pelo povo nas ruas de Jerusalém. Era evidente que os últimos acontecimentos fez com que a crise entre ele e os principais judeus aumentasse. Tudo levava a crer que o fim estava próximo.
• Assim que os gregos chegam a presença de Jesus, não só eles, mas todos que ali estavam ouvem a seguinte sentença: “é chegada a hora da glorificação do Filho do Homem”. A respeito desta glorificação Jesus tinha um pensamento muito diferente daqueles que estavam presentes.
• Para os gregos a glória do homem era conquistada pela sabedoria humana. Para os judeus a glória seria conguistada com o envio do Messias que derrotaria toda opressão que sofriam do Império Romano.
• Mas, quando Jesus falava sobre a glorificação do Filho do Homem, pensava em outro tipo de gloria. Jesus pensava na Morte. Ele exemplifica seu pensamento numa metáfora: “Em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto.” (Jo 12:24).
Ao usar esta metáfora Jesus ensina que:
• Assim como o grão de trigo, que para servir aos famintos, tem que cair na terra, ele também teve que deixar o esplendor de sua glória e baixar à terra para anunciar a salvação ao seu povo;
• Assim como o grão de trigo tem que morrer para dar frutos, Jesus também deveria morrer para que os homens fossem salvos;
• Assim como o grão de trigo depois de morrer produz muitos frutos, Jesus também, ao morrer, geraria muitos frutos;
Em suma aprendemos que se Jesus apenas tivesse vindo ao mundo, e não morresse na cruz, sua obra não teria permanecido.

Na segunda lição temos:
2. O CONSELHO DE CRISTO - que vai alem das expectativas humanas (25-26).
a. Pois, somente ganha a vida quem a entrega.
• Assim como, para que tivéssemos vida foi necessária a sua morte, assim também é necessário que nós, como seu fruto, não podemos frutificar se não morrermos para o mundo ou enquanto buscamos a nossa gloria pessoal.
• Na história, as grandes idéias sobreviveram porque teve homens dispostos a morrer por elas. Também, na história do cristianismo, a Igreja cresceu graças à morte dos mártires. Segundo a famosa frase: "O sangue dos mártires foi a semente da Igreja." Foi porque eles morreram que a Igreja Viveu.
“Odiar” nossa vida parece algo insensato. Mas, Jesus ensina que assim como na sua morte, ao abrir mão de si mesmo, ele preservou a sua verdadeira vida, assim também nós ao abrirmos mão da nossa vida para vivermos com Ele, também ganharemos vida eterna.
b. E a glória só se alcança mediante o serviço.
• Jesus dá aos seus discípulos uma nova visão da vida. Eles que tinham a mente judaica viam a glória como uma conquista, a aquisição de poder e o direito a governar. Mas, Jesus via a glória como uma cruz. Por isso, ensinou aos homens que só ganharemos a glória pelo serviço prestado.
• Na formulação da frase, Jesus diz: “se alguém me serve”. Isso mostra liberdade e espontaneidade no servir, pois ninguém é forçado a servi-lo. Contudo, se alguém pretende servi-lo, tem que segui-lo. Sendo assim, todo discípulo de Jesus deve se perguntar “Será que o lugar que estou Jesus está?”
• Acima de tudo, Jesus indica aos seus discípulos que o lugar deles é entre os miseráveis, oprimidos, sofredores, pois é entre esses que ele se encontra servindo. E, conseqüentemente fazendo isso, o discípulo também partilhará da glória de Jesus porque o Pai o honrará.

Nietzsche disse há um século uma famosa frase: “Deus está morto”. Nietzsche morreu. Os filósofos ateus morreram e hoje são esquecidos ou pouco lembrados, mas Jesus continua vivo através da semente plantada em nossos corações.

Uns preferem a gloria, os aplausos e o sucesso do mundo, Jesus preferiu a gloriosa morte da cruz. O que preferimos?
Deus abençoe
Pr Saulo César

O TANGUE DE BETESDA

Existe uma discussão no meio cristão sobre qual é a prioridade da igreja. se a salvação das almas ou a ajuda àqueles que estão necessitados.
Alguns defendem que a salvação do homem deve ser a prioridade, pois Jesus veio para salvar os pecadores (1Tm 1.15).
Outros defendem que quando se ajuda alguém necessitado é mais importante, pois sempre que fazemos ao pobre estamos fazendo a Deus e quando não fazemos ao pobre deixamos de fazer a Deus (Mt 25:42-46).
Deus nunca fez esta distinção. PORQUE PARA ELE A MISERICÓRDIA E SALVAÇÃO DEVEM ANDAR DE MÃOS DADAS
Jesus sempre cumpriu este plano.
Visualizaremos esta verdade em três cenas.

1. Um homem enfermo na Casa da Misericórdia (1-5).
a. Que esperava o mover das águas;
• Dizem os comentaristas que o tanque de Betesda era alimentado por uma corrente de água subterrânea e em certas ocasiões a água se movimentava.
• Em um tempo, não se sabe quando, a agitação da água fez com que alguém começasse dizer que as águas da fonte eram milagrosas, pois, diziam que um anjo, de tempo em tempo, vinha do céu e movia as águas e o primeiro doente que mergulhasse, seria curado.
• E rapidamente a notícia ganhou dimensão e multidões vinham de todos os lugares aguardando um milagre. Dizem que, por isso, foram feitos pavilhões para que servisse de abrigo para os peregrinos.
• O local que se autodenominava “Betesda - Casa da misericórdia” se transformou em casa de miseráveis. Pois, todos que ali se encontravam, estavam ali por crerem numa lenda. Por isso, na total miséria.
b. Mas, continuava enfermo após trinta e oito anos;
• João, o autor do Evangelho, de modo algum creditou ou acreditou no poder milagroso do tanque, ele apenas relatou a crença do povo para explicar também a crença deste homem. A observação de Jo 9.32 evidencia que em Jerusalém não se sabia nada de um tanque em cuja água uma pessoa “sarava de qualquer doença que tivesse”.
• Este enfermo, em particular, que se refere no texto, estava ali havia trinta e oito anos. Sua condição estava cada vez pior. Nesta condição, não somente seu corpo estava doente, mas também sua alma.
• A benção não vinha porque Deus não age de acordo com lendas, superstição ou simpatias. Deus não entra em competição humana nem age contrário ao seu amor.
• A benção de Deus não vem por méritos próprios ou pela força do homem, ela vem pela sua misericórdia, pois, por mais que o homem faça, sempre fica devendo.

Há muita gente que vai à procura de Deus em lugar errado e lá não encontra Deus. Mas, há também aqueles que vão ao lugar certo, não para verem Deus, e sim para terem algo de Deus.
Em nome da fé pode-se criar um ambiente de competição, disputa e tensão. E miseráveis acabam passando a vida toda na “Casa da Misericórdia” sem nunca ter um encontro com o Senhor da misericórdia.

2. Um homem amparado pelo Senhor da misericórdia (6-9).
a. Desanimado por não ter ajuda;
• Diariamente, as pessoas que tinham enfermos em casa, os traziam e os depositavam ali como se fossem lixo. Alguns até ficavam de acompanhante, outros mais abastados pagavam escravos para que servissem seu parente doente
• Jesus, o Senhor da cura, estava na “Casa da Misericórdia”, mas não foi percebido, pois, todos preocupados consigo mesmos, esperavam o movimento das águas.
• Neste ambiente competitivo havia muita discussão e brigas. Os mais fortes eram privilegiados. Este homem, sem ter ninguém que o ajudasse era sempre o último. Estava sempre em último lugar.
• Então Cristo lhe perguntou “Queres ser curado”? A pergunta de Jesus poderia parecer obvia, mas não era. Ilustração: Ouvi um caso de uma senhora que tinha um filho doente em casa havia muito tempo. Por não procurar ajuda para que seu filho ficasse bom, certo dia alguém lhe perguntou se gostaria que seu filho fosse curado. Então ela respondeu “se ele se curar meu marido vai embora”. O filho doente era um motivo para que ela tivesse o marido em casa.
O perigo da dor prolongada é desistir da cura e ir levando do jeito que dá.
b. Mas, que em Jesus encontrou forças;
• Visto que sua doença tornava impossível ser o primeiro a entrar no tanque e por ter esperado tanto tempo sem que ninguém o ajudasse entrar na água, bem que poderia ter perdido a esperança na cura.
• Foi assim que Jesus o encontrou. Desamparado, apático, desanimado e decepcionado com o mundo. Talvez a esperança pudesse ter dado lugar à mágoa e a falta de recurso o levasse a por a culpa nos outros. Pode ser também que o medo de como seria a sua sobrevivencia após a cura deixasse ele sem perspectiva e acomodado.
• Mas Jesus, que sempre foi amigo e sempre ajudou aquele que carece de ajuda, foi seu amigo. Jesus foi a sua força. Com Jesus ele se levantou. “Jesus lhe disse: Levanta-te, toma o teu leito e anda. Imediatamente, o homem se viu curado e, tomando o leito, pôs-se a andar”.
Jesus o curou sem pedir nada em troca, apenas por sua Graça e misericórdia.

3. Um homem abençoado após receber a misericórdia (10-18).
a. Que passou a incomodar o mal; 
• Jesus sempre disse que veio para aliviar a dor e a tristeza do necessitado. Para ele, até outras tarefas poderiam ser deixadas de lado, mas a tarefa de ouvi-lo (como no caso de Marta e Maria, onde Maria escolheu a melhor parte) e de compadecer-se do próximo não se pode deixar de lado. Por isso ele ajudou sem se importar se era sábado. QUANDO ELE ESTAVA DOENTE NINGUEM SE IMPORTOU
• Um homem foi curado. Qualquer um pensaria que era uma ocasião para a alegria e o agradecimento. Mas, sempre tem “os do contra”. Aqueles que o olhavam o brilho de Jesus com inveja.
• Para estes, um homem andando com uma cama nas costas era um prato cheio para as criticas. Religiosos judeus chegaram a dizer que quem levasse uma agulha ou alfinete em sua roupa era pecador. Por isso, o homem foi advertido pelos judeus por estar carregando o leito no sábado.
• Ao responder: "Quem me curou disse: Toma o teu leito e anda” ele rejeita a advertência dos religiosos, escolhendo a melhor parte, ou seja, preferiu ouvir a Jesus. Era como se dissesse: “se ao cumprir a ordem recuperei a saúde, como pode essa ordem ser errada”? Alem disso, também não sabia quem era esse homem.
• A defesa de Jesus foi surpreendente. “Meu Pai não deixa de trabalhar no dia de sábado”. Certo autor comentou: "Durante o sábado o sol brilha; os rios correm; as pessoas nascem e morrem como durante qualquer outro dia; tudo é a obra de Deus". Jesus disse: "Se o Pai dá amor e misericórdia todos os dias; como não darei”.
b. Mas, que em Jesus teve direção (14-18).
• Havia no intimo do coração Judaico uma premissa: “toda enfermidade do homem vem pelo pecado do homem, se, o homem foi curado seria porque seu pecado foi perdoado”.
• Por outro lado sempre houve gente que usou o amor, o perdão e a graça de Deus como desculpa para pecar. Sempre houve aqueles que pecavam confiando na abundância da graça (Rm 6.1-18).
• Por isso, este homem, agora curado, poderia argumentar: “bom já que eu encontrei alguém que me libertou do pecado e me curou, posso continuar pecando e conseguinte sendo curado”.
• Por isso, além da cura Jesus também dá a direção. Mais tarde, quando Jesus encontrou o homem no templo lhe disse: “ não peque mais para que não lhe aconteça algo pior.

Obs. Ao mesmo tempo em que um ato de misericórdia de Jesus é capaz de conquistar pessoas para a fé também faz com que os adversários se enfureçam.

Deus abençoe
Pr Saulo César












segunda-feira, 7 de março de 2011

A CAMINHADA DOS ISRAELITAS

Ex 16.1-35

“Assim como Deus, na passagem do Mar Vermelho, mostrou ao povo de Israel a sua grandeza, Ele também quer mostrar para mim e para você que não existe nada impossível quando Ele está no controle”.

Mas, vemos que nesta caminhada, seja atravessando o mar ou caminhando pelo deserto Deus conduziu seu povo como um homem conduz seu filho (Dt 1.31).

No texto que lemos mostra bem esta verdade.

No primeiro quadro vemos de um lado Deus ajudando, orientando e corrigindo e no segundo quadro, do outro lado, um filho desobediente e rebelde. CONVIDO OS IRMÃOS A ANALISAREM COMIGO ESTES DOIS QUADROS:
No primeiro quadro vemos:
1. O QUE DEUS DÁ AO HOMEM (4-18).
“O melhor, na hora certa e na medida certa”

O SENHOR ordenou: Colhei disso cada um segundo o que pode comer, cerca de 1 litro e meio por pessoa,; cada um tomará para os que se acharem na sua tenda. Assim o fizeram os filhos de Israel; e colheram uns, mais, outros, menos.

Imagine no deserto ter para comer pão de mel de manhã e carne de codorna à tarde.

a. Para que o homem fosse provado. Pois, Deus disse que cada um deveria colher somente o que comeria naquele dia. Isso seria para mostrar a confiança e a dependência. Assim como Jesus ensina na oração do pai Nosso. para que “eu ponha à prova se anda na minha lei ou não” (Ex 16:4) Porque além da dependência diária Deus estipulou que de domingo a quinta-feira colheriam somente o necessário daquele dia, mas às sextas-feiras deveria colher o dobro para que no sábado não houvesse a colheita.
b. Para que Deus fosse louvado: Pois, disse Moisés à eles: “à tarde, sabereis que foi o SENHOR quem vos tirou da terra do Egito, e, pela manhã, vereis a glória do SENHOR. Porquanto o SENHOR ouviu as vossas murmurações e quexas contra ele. Pois, as vossas murmurações não são contra nós, e sim contra o SENHOR” (Ex 16:6-8).
c. Para que entre eles houvesse igualdade: Porque aqueles que colhiam muito era porque havia maior numero de pessoas na família e quem colhia menos tinha um numero menor. Assim, não sobrava a quem colhia muito, nem faltava ao que colhia pouco, pois colheram cada um quanto podia comer. (Ex 17-18). Este principio é ensinado por Paulo em relação a ajuda aos necessitados “Porque não é para que os outros tenham alívio, e vós, sobrecarga; mas para que haja igualdade” (2Co 8.11-13).

No segundo quadro vemos:
2. O QUE O HOMEM QUER DE DEUS (19-31).
“A benção, na sua hora e na sua medida”.

Deus deu a melhor benção, na hora certa e na medida certa. Porém, o homem quer um Deus, mas não quer obedecê-lo. A verdade é que homem até aceita que existe um Deus, mas, não aceita que ele o governe.

a. Por quererem a independência mostraram a negligencia (19-21): Durante a semana alguns colheram para o dia seguinte e na sexta-feira, outros, não colheram o dobro. Eles queriam a benção e a independência. Por isso, mostraram-se negligentes.Eles não confiaram em Deus. Foram desobedientes a Deus.
b. Por ser desobediente não receberam o que queriam: (23-27): Aqueles que guardaram para o dia seguinte viram seu pão cheirar mal e virar bicho. Outros que vieram colher no sábado não acharam nada. Dizem que "o que é do homem o bicho não come". Aqui o bicho comeu, porque não era do homem.
c. Por ter agido assim tiveram que reconsiderar sua vontade: (28-29): Pois, disse o SENHOR a Moisés: “Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis? Considerai que o SENHOR vos deu o sábado; por isso, ele, no sexto dia, vos dá pão para dois dias; cada um fique onde está, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia” (Ex 16.28-29)

Deus tem nos dado melhor, na hora certa e na medida certa.
O que temos dado à Ele em troca?

Deus abençoe
Pr Saulo César


Mt 7.24-27
Na terra onde Jesus morava, no verão, havia muitos rios que secavam e deixavam seu leito vazio e arenoso. Mas, no inverno, vinham as chuvas e o lugar que outrora estava seco e arenoso, se transformava em um rio com forte correnteza. Jesus diz que o homem prudente ao procurar o lugar para edificar sua casa, escolhe a rocha, onde é muito mais difícil edificar, mas que no inverno fica firme e seguro. Ao contrário deste, tem o insensato, que ao procurar um lugar para morar, encontrando o lugar arenoso, ali constrói sua casa. Este, ao chegar o inverno, descobre que fez sua casa no leito do rio e a fúria das águas leva embora tudo que construiu. O que pode ter levado este construtor a escolher de forma errada? Sugiro duas possibilidades: Primeiro foi para evitar o trabalho duro. Ele não quis ter o trabalho de cavar a rocha. A areia era muito mais atrativa e oferecia menos problemas. Segundo foi porque ele via apenas o presente. Ele não pensou no futuro. Não pensou como estaria o lugar escolhido seis meses depois. Sua visão era curta. Ele só viu o presente e as facilidades que este lhe proporcionava. Feliz é o homem que não vê as coisas à luz do momento, e sim, à luz da eternidade. Jesus diz: “aquele que ouve suas palavras e as pratica é comparado ao homem prudente”. Parece-nos difícil construir a casa na rocha, porém ela é mais segura.

A Rocha é Eterna. Ela jamais será abalada.
Deus abençoe
Pr Saulo César

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O PARALITICO DE CAFARNAUM

Lc 5.17-26
Ao ler a história deste paralítico verificamos que ele foi ricamente abençoado por Cristo.
Quero meditar com os irmãos dois momentos da historia que mostram claramente a trajetória da benção.
NO PRIMEIRO MOMENTO VEMOS:
Um homem abençoado
1. Pelo trabalho do homem (13-19).
A. COM PARTICIPAÇÃO COLETIVA:
• Este homem abençoado pelo trabalho de terceiros porque ele não tinha nenhum recurso físico ou material para realizá-lo. Ele necessitou de amigos que o levasse a presença de Cristo.
• Ouvi certa vez uma ilustração que a principio achei um pouco estranha, mas depois percebi que se aplicava bem à situação deste homem. A ilustração dizia que o paralítico tinha um amigo CHEGADO, um grande amigo. No entanto, o CHEGADO, sozinho não conseguia levar o amigo à presença de Cristo, então teve que procurar seu COMPANHEIRO. Mas, os dois também não conseguiam levar o paralítico, faltava ajuda. Foi então que se lembraram do ANIMADO, com certeza ele seria de grande valia. Contudo, os três não deram conta, faltava mais um. Então chamaram o PERSISTENTE.
• Minha conversão foi em 1983 quando estava com 19 anos. Minha esposa que na época era namorada me confidenciou que uma senhora chamada Dna Flor orava pelo futuro namorado dela muito antes dela estar namorando comigo. DONA FLOR PARTICIPOU DA MINHA CONVERSÂO.
B. COM ATITUDE PERSISTENTE:
• No seculo 18 iniciou um movimento na Europa chamado moravianos que durou cerca de 100 anos. Este movimento tinha por finalidade a pregação do Evangelho e seu principal combustível era a oração. Nas suas orações pediam para serem enviados àqueles que estavam necessitados da graça de Jesus. Na época, dois jovens deste movimento ouviram falar que no Leste da Índia havia uma ilha, cujo dono, um britânico ateu, tinha capturado da floresta cerca de 2000 nativos e feito deles escravos. Uma ordem foi redigida pelo senhor da ordenou que na ilha “nesta só poderá entrar escravos”. Por isso, estes homens iriam viver e morrer ali, sem oportunidade de ouvir falar de Cristo.
• Os jovens, sabendo deste caso, fizeram contato com o dono da ilha e perguntaram se poderiam ir para lá como missionários, a resposta do dono foi imediata: ”Nenhum pregador atracaria ali para falar sobre essa coisa sem sentido”. Então eles fizeram uma nova proposta: “E se fossemos como seus escravos para sempre?”, o homem disse que aceitaria, mas não pagaria nem mesmo o transporte deles. Então os jovens usaram o valor de sua própria venda para costear sua viagem. No dia que estavam no porto se despedindo do grupo de oração e de suas famílias o choro de todos era intenso, pois sabiam que nunca mais veriam aqueles irmãos tão queridos, quando o navio tomou certa distância eles dois se abraçaram e gritaram suas ultimas palavras que foram ouvidas: “O CORDEIRO RECEBA A RECOMPENSA”.
• Na historia do paralítico também vemos a persistência daqueles que o levaram. Mesmo sem condições para entrar na casa, pois esta estava lotada, eles não desistiram.
A persistência estava ali e eles levaram o paralítico para cima da casa para que da lá pudessem baixá-lo até Jesus.
C. COM O OBJETIVO EM MENTE
• Estes tinham um único objetivo, ou seja, levarem o amigo até Jesus. Ele sabiam que somente Jesus poderia ajudá-lo.
• Por isso, venceram todos os obstáculos. Subiram ao telhado, abriram um buraco e então desceram o homem no leito diante de Jesus.
Muitas vezes a situação de certas pessoas necessitadas é tal que se precisa da fé e da simpatia de amigos crentes para levá-los a Cristo.
Será que temos feito este trabalho. Será que temos sido este amigo.
Muitas vezes um simples ato de misericórdia pode levar alguém a uma benção maior do que àquela que podemos dar. Por isso:
NO SEGUNDO MOMENTO VEMOS:
Um homem abençoado
2. Pelo trabalho do Filho do Homem (20-26).
A. QUE ABENÇOA QUEM TEM FÉ:
• Jesus viu na fé não apenas o anseio de restauração do enfermo, mas o anseio de reconciliação de uma alma. Alma, ciente de sua culpa e ansiosa por salvação, que havia percorrido um caminho difícil, ou seja, o telhado.
• Jesus não reconheceu no grupo APENAS o trabalho coletivo, mas também a FÉ COLETIVA, pois ao ver a fé que possuíam disse ao enfermo: “Homem, teus pecados estão perdoados!”
A grande sentença da absolvição da culpa é poderosamente proferida. Porém o ser humano, pervertido que é, considera a saúde como o maior bem, desconsiderando assim a salvação da alma e a vida eterna.
B. QUE FAZ PENSAR OS INCRÉDULOS:
• “Teus pecados te foram perdoados” – Esta palavra calou fundo. “A opinião judaica a respeito do pecado e do sofrimento é esta: onde há sofrimento, o pecado é premissa, e onde ainda persiste o sofrimento, o perdão ainda não chegou plenamente.”
• Mas, ao declarar “Teus pecados te foram perdoados!”, Jesus proclama um Evangelho para milhares e milhares de pessoas. Pois, afinal, sua palavra significa nada menos que o seguinte: talvez alguém possa sofrer das conseqüências de seus pecados, e talvez tenha de sofrer até o fim da vida, mas não obstante pode encontrar-se plenamente sob a graça, pode obter perdão.
O trabalho de perdoar pecados, para a salvação, é difícil e árduo.
Este trabalho leva o homem arrazoar, pensar, levar em consideração.
C. QUE SOMENTE ELE PODE FAZER:
• Todos trabalharam para que o paralítico chegasse à presença do mestre. Porém daqui para frente não poderiam fazer mais nada. Somente Jesus poderia continuar a obra.
• Porém, o fato que deixava esses homens da lei indignados era que Jesus, declarou o homem livre e isento de toda culpa por sua própria iniciativa sem intervenção de Deus. Pois, entendiam que a frase “de que somente Deus poderia perdoar pecados” era totalmente verdadeira. Portanto, pelo fato de que na opinião deles Jesus, como humano, chama para si algo que compete unicamente a Deus, eles o acusam de blasfêmia.
• Em Marcos, Jesus reconhece s pensamentos de seus adversários “em seu espírito” (cf. Mc 2.8). Com a pergunta: “O que é mais fácil perdoar pecados ou curar a enfermidade?” Jesus insere nos pensamentos dos que ali estavam uma verdade absoluta. Por que a cura pode até constituir um milagre, porém o MAIOR MILAGRE É O DA SALVAÇÃO.
• Mas, continua Jesus, “para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra (não só autoridade para curar enfermos) mas, também para perdoar pecados—disse ao paralítico: Eu te ordeno: Levanta-te, toma o teu leito e vai para casa” (v. 24).
Sob o telhado aberto, a vista de todos que ali estavam, aconteceu algo divino e perfeito. E isso não somente ocorreu no oculto da alma, mas também na forma visível do corpo. À absolvição da alma agregou-se a cura do corpo.
Imediatamente, o paralítico se levantou diante deles e, tomando o leito em que permanecera deitado, voltou para casa, glorificando a Deus. “Todos ficaram atônitos, davam glória a Deus e, possuídos de temor, diziam: Hoje, vimos prodígios” (vs 25-26).
Deus abençoe
Pr Saulo César

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011


A historia que acabamos de ler é uma das mais lindas do Livro de 2 Reis. Nela os nomes do profeta Eliseu e do seu servo Geazi são citados, porém não sabemos o nome da mulher. Todos, inclusive o profeta Eliseu, a chama de Sunamita.

O motivo deste nome é por ela morar em Suném "lugar de descanso duplo", uma cidade localizada a 8 km ao sul do monte Tabor, entre o Monte Carmelo e a cidade de Samaria.

Porém, assim como o autor do Livro de Reis a chamou de Sunamita, porque ela era de Suném, olhando para a historia e para as suas características quero sugerir à ela dois nomes:

O primeiro nome que quero sugerir a esta mulher é:
1. VIRTUOSA – Que servia sem esperar nada em troca (8-17).
a. Não almejava recompensa;
• A Sunamita estava sempre pronta para servir. Ela é um exemplo de pessoas que vê as aflições do semelhante e procura ajudar nas suas dificuldades.
Primeiro, foi porque vendo o homem (Eliseu) que passava pela cidade poderia estar com fome, ela o constrangeu (forçou, obrigou), mesmo sendo um estranho viajante, a entrar em casa para comer;
Depois, ao perceber que este homem (Eliseu) era um profeta (pelo testemunho que Deus) disse a seu marido (mostrando também submissão): Eis que tenho observado que este que sempre passa por nós é um santo homem de Deus. Façamos-lhe, pois, um pequeno quarto junto ao muro, e ali lhe ponhamos uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; e há de ser que, vindo ele a nós, para ali se recolherá.
• Na verdade ela não queria que Eliseu fosse apenas um viajante que passava pela sua casa, mas um hospede.
• Para isso providenciou um pequeno cômodo no fundo, anexo à casa principal. Não uma simples tenda para se alojar e depois desmontar, pelo contrário, tratava-se de uma construção permanente. Ali o profeta poderia descansar, ter privacidade e um lugar para suas devoções.
• Eliseu não se mostrou indiferente com todo o cuidado que recebeu naquela casa, na verdade, ao contrário de muitos que se acham merecedores de bênçãos e honorários, ele também sentiu a necessidade de ajudar.
• Porém, antes de chamá-la Eliseu já havia mandado seu moço agradece-la pelos cuidados extremos que ela lhes dava e também o que ele poderia fazer para compensá-la. Por isso, através do moço, Eliseu perguntou: Haverá alguma coisa de que se fale a teu favor ao rei ou ao comandante do exército? Ela não aceitando respondeu: Habito no meio do meu povo. Ou seja, tenho tudo o que preciso aqui.
• Ao dizer “habito no meio do meu povo” ela acentua, mesmo sendo privada de filhos, a importância que dava à família e o desinteresse pelos bens matérias. Ou seja, ela não almejava nenhum beneficio ao hospedar o profeta. Seu único desejo era servir.
b. Não possuía filhos;
• O profeta questionou seu moço: Que se há de fazer por ela? Geazi respondeu: Ora, ela não tem filho, e seu marido é velho. “Como se dissesse”. Dê a ela um filho.
• Ter filho sempre foi o desejo de uma mulher. Faz parte da natureza da mulher dar a luz a filhos. Este desejo materno é claramente visto na Bíblia: “Raquel que não dava filhos a Jacó, com ciúmes do marido disse: Dá-me filhos, senão morrerei” (Gn 30.1). Além do que, o não ter filhos causava vergonha e desprezo, assim como em Ana: “Ana subia à Casa do SENHOR, a outra (que tinha filhos) a irritava; pelo que chorava e não comia. Então, Elcana, seu marido, lhe disse: Ana, por que choras? E por que não comes? E por que estás de coração triste? Não te sou eu melhor do que dez filhos?” (1Sm 1.7-8). Então disse Elizeu ao moço “vá chama-la”.
c. Mas, foi recompensada;
• Ao vir ao encontro do profeta ela se “apresentou" à entrada da porta. Até este momento Geazi tinha sido o interlocutor, porém a partir de agora Eliseu lhe fala diretamente. Disse-lhe o profeta: Daqui a mais ou menos um ano você estará com um filho nos braços.
• Ela ficou assustada, pois ela não esperava ouvir aquilo. Mesmo sabendo que Eliseu era homem de Deus, não quis acreditar na promessa de um filho, pois seu marido já era velho, E com medo de sofrer uma decepção disse ao profeta:- Não, meu senhor. Não iludas a tua serva!

Porém, assim como Deus disse a sara na sua velhice “Acaso, para o SENHOR há coisa demasiadamente difícil” e depois de um ano ela deu luz a um filho (Gn 18.14). Assim também se cumpriu com a Sunamita. Ela concebeu e deu à luz um filho, no tempo determinado, quando fez um ano, segundo Eliseu lhe dissera.

O segundo nome que quero sugerir a esta mulher é:
1. CONFIANTE – buscou o impossível para ter o filho de volta (18-37).
a. Porque viu seu filho morrer;
• O menino cresceu forte saudável. Um dia quando o pai estava no campo trabalhando desejou ir até ele. Chegando lá, junto ao pai ele observava o trabalho dos empregados na lavoura.
• As horas passaram e o sol foi ficando forte e o menino atingido pelo calor disse ao pai: “Pai, a minha cabeça está doendo muito”!
• Pode-se concluir que o menino foi atingido por uma insolação, comum em clima quente e muitas vezes fatal. O pai, percebendo a gravidade do caso, manda um empregado levá-lo para casa para sua mãe.
• Chegando a casa, a mãe o pegou no colo, e começou a tomar as providências necessárias para que passasse aquela dor de cabeça do menino. Mas não teve jeito, chegando ao meio-dia o menino morreu.
b. Não se deteve, foi além da religiosidade;
• A mulher subiu deitou o garoto na mesma cama que Eliseu ocupava, e chamando o marido, pediu que este ordenasse que um servo preparasse uma jumenta para que fosse e voltasse até Eliseu.
• O marido perguntou por que iria se não era lua nova, nem sábado (não havia motivo para buscar o profeta) ou seja, não é dia de culto. Ela disse “não faz mal”, ou seja, não é só nestes dias que se busca um profeta.
• Assim como disse Abraão aos que o acompanhavam no sacrifício Isaque seu único filho “Esperai aqui, eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós” (Gn 22.5), ela teve esta certeza quando disse “eu vou e volto”.
• Vemos sua determinação ao dizer ao servo “Guia, e anda, e não te detenhas no caminhar, senão quando eu to disser”. Ela tinha um objetivo e nada poderia desviá-la. Nem a distancia de cerca de 40Km de Suném ao Carmelo.
• Sucedeu que, vendo-a o homem de Deus de longe, disse a Geazi, seu servo: Eis aí a sunamita , corre-lhe ao encontro e dize-lhe: Vai bem contigo? Vai bem com teu marido? Vai bem com teu filho? E ela disse: Vai bem. Mas, ao chegar diante de Eliseu ela não se conteve. Colocando-se aos seus pés os beijava. Mesmo sem entender sentia sua alma amargurada.
• Sua situação agora com perda do filho era pior que a primeira de quando não tinha filho. Por isso disse: Pedi eu a meu senhor algum filho? Não disse eu: Não me enganes? Para ele teria sido preferível não ter um filho a perdê-lo.
• Disse o profeta a Geazi pega meu bordão e ruma rápido para Suném. Não pare no caminho, nem para saudar alguém. Chegando lá põe o meu bordão sobre o rosto do menino. A saudação conduziria a uma demorada troca de e o bordão era o símbolo da sua autoridade.
• Esta mulher tinha duas opções. A primeira era culpar a Deus pela morte do menino, pois ele deu sem ela pedir e agora o tirou. Ao ver seu filho morto ela não se desesperou, nem se revoltou, nem murmurou. Ela foi atrás da segunda opção, ou seja, buscar a Deus com fé. Ela decidiu buscar a Deus com fé.
• Tanto o “não faz mal” do v. 23, como “tudo vai bem” do v. 26 no original hebraico shalom, traduzido literalmente significa “paz”, ou seja, tudo em volta poderia estar turbulento mais ela estava em “paz”. No seu coração reinava completa paz.
• Tem um hino que diz: “Vindo sombras escuras no caminho seu Oh não desanime cante um hino a Deus. Cada nuvem escura um arco-íris traz se teu coração reinar perfeita paz. Se teu coração estiver em paz; bem contente e alegre sempre te acharas. Se teu coração estiver em paz veras que um arco-íris cada nuvem traz”.
A sunamita fêz com Eliseu o mesmo que anteriormente ele fez quando era discípulo de Elias. Assim como ele não abandonou Elias até ser abençoado, a mulher também não o deixou. Vive o Senhor, e vive a tua alma, que não te hei de deixar.
c. E vivenciou um milagre;
• A mulher não o deixava então, Eliseu se levantou e a seguiu. O moço que passou adiante chegando na casa pôs o bordão sobre o rosto do menino; mas, não houve nele voz nem sinal de vida;
• O moço voltou e ao encontrar-se com Eliseu disse: O menino não despertou.
• Tendo chegado à casa, vendo o menino sobre a cama, fechou a porta e sozinho orou ao SENHOR.
• Depois se deitou sobre o menino e o menino aqueceu. levantou, e andou no quarto uma vez de lá para cá, e tornou a deitar sobre o menino; este espirrou sete vezes e abriu os olhos.
• Então, chamou a Geazi e disse: Chama a sunamita. Ele a chamou, e, apresentando-se ela ao profeta, este lhe disse: Toma o teu filho. Ela entrou, lançou-se aos pés dele e prostrou-se em terra; tomou o seu filho e saiu.

• Certo dia, depois ver um Jovem rico se afastar por preferir às riquezas, Jesus disse aos discípulos que “é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus”. Então eles maravilhados retrucaram: “Sendo assim, quem pode ser salvo”? Então “Jesus, fitando neles o olhar, disse-lhes: Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível” (Mt 19.24-26).
Aqui está uma mulher que, mesmo vivendo cerca 550aC, vivenciou o IMPOSSÍVEL. Por que ela creu que Deus tudo é possível.

• O Apostolo Paulo na carta que escreve à de Éfeso pede em oração que Cristo habite no coração de cada um, pela fé, e assim enraizados e alicerçados no amor poderiam compreender e conhecer a largura, o comprimento, a altura, a profundidade do amor de Cristo. Amor que excede todo entendimento. Pois, “Ele é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo que pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós” (Ef 3.17-20).

• Aqui está uma mulher que, mesmo vivendo muitos séculos antes de Paulo, viveu a fé e guardou enraizado e alicerçado o amor, podendo então compreender e conhecer a largura, o comprimento, a altura, a profundidade Daquele que é poderoso para fazer infinitamente mais.

Deus Abençoe
Pr Saulo César